15ª Semana de Museus

Núcleo de Ópera da Bahia faz abertura
da 15ª Semana de Museus DIMUS/IPAC

 Atividades especiais – gratuitas – serão realizadas de 15 a 21/05

 

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Treemonisha, Foto: Hirosuke Kitamura

 No dia 15/05 (segunda), o Núcleo de Ópera (NOP) da Bahia inicia oficialmente as atividades da programação cultural de 2017 no Palácio da Aclamação, localizado no Campo Grande, abrindo a 15ª Semana de Museus Dimus/IPAC. No salão nobre do solar oitocentista, às 19h, acontecerá uma mesa de abertura e logo após serão realizadas performances musicais. (veja programação detalhada abaixo).

Além dessa abertura, os museus do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (IPAC) e Diretoria de Museus (Dimus) estarão participando da 15ª Semana de Museus que acontece de 15 a 21/05. Os espaços participam com atividades – gratuitas – especiais, a exemplo do projeto “Deu na Telha” realizado em parceria entre o Solar Ferrão, Museu Udo Knoff de Azulejaria e Cerâmica e Museu Tempostal (todos no Pelourinho). O período marca ainda o lançamento da campanha #MusEuSouMais.

A Semana dos Museus já é um evento consolidado através do sucesso de campanhas produzidas nos anos anteriores, quando foram utilizados os conceitos #MusEuVou, #MusEuCuido e #MusEuCurto. Para este ano, a campanha pretende configurar uma visão mais completa dos museus junto à opinião pública através da proposta #MusEuSouMais. O reforço fica na complementação: Museu é + História + Cultura + Conteúdo. Este último bem relacionado ao mundo digital, mídias online, expondo a face de vanguarda dos museus.

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A campanha de mobilização e educação patrimonial #MusEuSouMais é realizada pela SecultBA/IPAC em parceria com Secretaria de Comunicação do Estado da Bahia (SECOM). Dentre as peças – criadas pela agência Objectiva –

estão: flâmulas para as fachadas dos museus; spot de 30’’ para rádio; outdoors; vídeos interativos, onde o usuário interage diretamente com a plataforma; vídeos interativos 360º de alguns museus para que o público possa conhecer melhor esses espaços e seus acervos; fotos interativas 360° de alguns museus; álbuns de fotos dos museus e seus acervos; e – destaque – uma ação dentro dos vagões nas duas linhas de metrô com a moldura do layout da campanha nas janelas dos vagões, chamando os soteropolitanos a participarem e se engajarem com a campanha.

No digital o propósito é poder reforçar toda a exposição que já estará sendo feita através dos meios off, trazendo a campanha para o dia-a-dia do público, fazendo com que eles consumam essa informação de forma natural, agregando a entrega na sua leitura e consumo diário em diferentes plataformas. Serão contemplados os sites através do display, todos os museus serão mapeados através do waze e do formato de push notification, atraindo as pessoas que moram nas regiões próximas e as pessoas que estarão passando no circuito, além disso diversas peças para as redes sociais: facebook, instagram e twitter.

A Semana de Museus

A Semana Nacional de Museus é uma temporada cultural coordenada pelo Ibram que acontece todo ano em comemoração ao Dia Internacional dos Museus (18 de maio). A 15ª Semana de Museus acontecerá de 15 a 21/05 nos diversos museus do Brasil, com a temática “Museus e histórias controversas: dizer o indizível em museus”. Reúne mais de 1 mil museus de todo o país, oferecendo ao público 3 mil atividades especiais como visitas mediadas, palestras e oficinas.

“A nossa grande novidade para a Semana de Museus deste ano é a completa integração entre estas instituições e o mundo digital. Estamos nos valendo de recursos tecnológicos avançados pra atrair o povo das redes sociais a visitar nossos museus e usufruir de seus acervos”, declara Jorge Portugal, Secretário de Cultura do Estado da Bahia, fazendo uma referência direta à campanha #MusEuSouMais.

 “O tema da 15ª Semana de Museus – Museus e histórias controversas: dizer o indizível em museus – sem dúvida é um tema que sugere uma reflexão profunda, não só sobre o discurso produzido pelos museus a partir dos seus acervos, como também, sobre o papel e a responsabilidade do museu enquanto uma instituição comprometida com a educação, a cultura e consequentemente com o desenvolvimento social, face às necessidades e questionamentos da sociedade atual que precisam ser discutidos, compartilhados e jamais silenciados”, declara  Fátima Soledade, assessora técnica da DIMUS.

“Este conceito permite uma importante reflexão e compreensão para os últimos três anos da campanha do #MusEuCurt; os aspectos que foram construídos, os avanços, principalmente na sua relação com o público e sociedade, mas também a compreensão e a necessária reflexão sobre como melhorar e apresentar esses equipamentos, de forma física, mas qualitativa. Desde o início da primeira campanha fomos marcados por uma gestão que busca diminuir bastante os gastos com operacional, terceirização e, a partir dessa dimensão de gastos, um esforço cada vez maior das equipes e dos gestores no sentido de uma modernização. Alguns projetos foram muito importantes nesse período e nos ajudaram a compreender que o próximo passo é exatamente a modernização dos equipamentos. Temos também que compreender que uma nova geração de usuários, uma nova geração de pessoas, precisa ser formada numa perspectiva de que o museu é um equipamento para além daquele conceito de um espaço estático, mas sim de uma relação muito dinâmica, direta, na formação de um padrão cultural da sociedade baiana”, declara João Carlos Oliveira, diretor do IPAC.

“Podemos compreender os museus como agentes da assimilação de histórias traumáticas de nossas sociedades, graças a mediação e a pluralidade de pontos de vista. Desvelar essas memórias sobretudo aquelas que infringiram direitos humanos podem trazer à lembrança traumas passados que ainda não cicatrizaram. Muitas vezes é difícil abordar esses acontecimentos, através da palavra. Daí o favorecimento do papel ativo dos museus na expressão do indizível através das obras de arte. Estas, muitas vezes representam uma verdadeira catarse, fazem colocar para fora aquilo que nos adoece. Não seria esta a razão pela qual as obras contidas nos museus de arte tocam tanto os seus espectadores? É o indizível, o não abordável que passa a ser dito através da arte”, declara a diretora do MAM, Ana Liberato.

“‘Museus e histórias controversas: dizer o indizível em museus’ é um tema que deve estar sempre em pauta. Mesmo com as dificuldades enfrentadas pelos espaços museais de todo o mundo, há sempre que se discutir, junto a comunidade, o passado e o presente, para enfrentarmos o nosso futuro. Esta é a importância dos museus: torná-los necessários e presentes na vida das pessoas e da cidade”, disse Murilo Ribeiro, diretor do Palacete das Artes.

Em Salvador, o IPAC/SecultBA é responsável pelo Museu de Arte Moderna (Avenida Contorno), Palacete das Artes (Graça), Palácio da Aclamação/Passeio Público (Campo Grande), Museu de Arte da Bahia (Corredor da Vitória), Solar Ferrão, Praça das Artes, museus Udo Knoff de Azulejaria e Cerâmica e Tempostal (Pelourinho). No interior, os museus do Recolhimento dos Humildes (Santo Amaro), Wanderley Pinho (Candeias) e Parque Histórico Castro Alves (Cabaceiras do Paraguaçu).

 

Núcleo de Ópera da Bahia inicia atividades culturais de 2017
no Palácio da Aclamação

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Treemonisha, Foto: Hirosuke Kitamura


No dia 15/05 (segunda), o Núcleo de Ópera (NOP) da Bahia inicia oficialmente as atividades da programação cultural de 2017 no Palácio da Aclamação, localizado no Campo Grande, abrindo a 15ª Semana de Museus Dimus/IPAC. No salão nobre do solar oitocentista, às 19h, acontecerá uma mesa de abertura e logo após serão realizadas performances musicais. O evento é uma realização da ONG Roda Baiana e Com Arte Produções Artísticas e será aberto ao público. O projeto tem apoio do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IpacBA), patrocínio do Banco do Nordeste e realização do Ministério da Cultura e Governo Federal.

A mesa de abertura vai tratar sobre o posicionamento da comunidade afrodescendente e feminina dentro do mercado de trabalho no segmento artístico no Brasil, com enfoque no estado da Bahia, abordando as possibilidades atuais, oportunidades, profissionalização e perspectivas futuras. Após a mesa, serão apresentadas árias da Ópera Treemonisha, cuja temática trata-se do respeito à diversidade racial, o papel da mulher na sociedade, a importância da educação e da instrução.

Em fevereiro deste ano, o NOP lançou a programação anual de ensaios e apresentações artísticas no Palácio da Aclamação. O evento contou com a presença do cantor e compositor Gilberto Gil, padrinho do Núcleo, além de integrantes do Cortejo Afro. “A gestão cultural e a sociedade, junto com aqueles que têm projetos e iniciativas, como aqui no Palácio da Aclamação, precisam se unir. Esse tipo de iniciativa do IPAC, de implantar o Núcleo de Ópera nesse espaço do Palácio é fundamental, pois nos permite caminhar”, disse Gil.

Para a programação anual, o NOP já prepara três óperas. Uma sobre terreiros de candomblé, outra para crianças, e mais uma que terá inspiração nos festejos juninos. O núcleo é formado por cerca de 70 músicos, cantores e bailarinos e fez a estreia mundial da versão em português da ópera Treemonisha, com orquestração de Aldo Brizzi, no último dia 26 de janeiro no Teatro Castro Alves, equipamento também da SecultBA. Dividida em três atos, a obra do americano Scott Joplin (1868-1917), considerado o rei do ragtime, foi a primeira ópera escrita por um compositor negro que se tem notícia.

 

“Deu na telha” reúne museus Dimus/Ipac do Pelourinho

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Meu Pedacinho de Presépio, 2016

Entre a programação da Semana de Museus em 2017, os museus Dimus/Ipac localizados no Pelourinho – Museu Udo Knoff, Centro Cultural Solar Ferrão e Museu Tempostal – se unem para realizar a atividade “Deu na Telha”, em parceria com o ceramista Sérgio Centurión Centurión, com a artista plástica Gabriela Veloso Morais e a pedagoga Maria de Fátima da Costa Quentro. A atividade será realizada a partir das 14h, nos dias 16 e 17 de maio, na Galeria 2 do Solar Ferrão, com dois grupos de alunos de escolas do Centro Histórico de Salvador. A ação conta com o apoio do Consulado do Uruguai-SSA/BA.

Estes grupos farão uma visita aos três museus e depois vão realizar um trabalho artístico, pintando sobre uma telha antiga reciclada, onde cada aluno expressará de forma livre o que “Deu na Telha”. O projeto será finalizado com a exposição das obras do trabalho realizado até o final desta semana.

Este projeto é uma continuação do projeto didático multiintercultural “A Ponte Lúdica” que o Museu Udo Knoff realizou com Centurión em 2014. Chamados de “workshops de interferência” tinham a proposta de democratizar a arte, tornando as crianças e adolescentes participantes nos próprios criadores de suas esculturas, que eram feitas de terracota (argila). Depois, com esta parceria, o Udo Knoff realizou o projeto ‘A Ponte Lúdica – Meu Pedacinho no Presépio’, também articulado com escolas e instituições sociais do Centro Histórico (e entorno). Na ocasião, os participantes fizeram oficinas de cerâmica para a confecção das peças do presépio que ficou exposto no museu.

“O nome da ação sociocultural vem da expressão ‘faça o que bem quiser’, ou seja, o que ‘deu na telha’. Neste caso, em termos artísticos trata-se  da pintura sobre a telha antiga, e também em referência ao uso deste material cerâmico que está presente em muitos casarões  do Centro Histórico”, explica Fátima Soledade, do núcleo de articulação da Dimus.

Sérgio Centurión Centurión é um artista e ceramista nascido no Uruguai, e já recebeu prêmios importantes como a menção honrosa da 1ª Bienal de Arte Jovem, em Montevidéu. Para Sérgio, a proposta é desenvolver o fazer artístico e despertar reflexões sobre o comportamento humano. “É uma ação sociocultural, destinada a expressar uma esperança coletiva a respeito da vida, sua potencialidade e sonhos de superação que todo ser humano abriga no âmago da sua alma”, explica Centurión.

As inscrições podem ser feitas através do email educativoudoknoff@gmail.com ou telefone 3117-6388.

 

PROGRAMAÇÃO

Acompanhe a programação dos museus do Estado no blog: https://dimusbahia.wordpress.com/.

 

Centro Cultural Solar Ferrão

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Foto: Antonio Filho

16/05 a 21/05 (terça-feira a domingo) – Exibição de filmes das 13h30 às 16h30.

17/05 (quarta-feira)– Oficina ‘Brincando com Arte’ às 10h às 14h, ministrada por Lalá Evangelista (voltada para estudantes da Escola Municipal Vivaldo da Costa Lima).

Programação gratuita.

O espaço – Tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), o casarão construído entre o fim do século XVII e início do XVIII possui seis andares e abriga a Galeria Solar Ferrão, o Museu Abelardo Rodrigues e quatro coleções: Coleção de Arte Popular, Coleção de Arte Africana, Coleção de Walter Smetak e Coleção de Instrumentos Musicais Tradicionais Emília Biancardi. Museu Abelardo Rodrigues: o colecionador pernambucano Abelardo Rodrigues (1908-1971) reuniu ao longo de sua vida uma das mais importantes coleções, composta por mais de 800 objetos, que revela a trajetória histórica e artística da arte sacra cristã no Brasil, percorrendo o Barroco e o Neoclássico, suas formas de representação e devoção, aproximando o humano do sagrado. Apresenta peças datadas dos séculos XVII ao XX, confeccionadas em diversos materiais. O Solar Ferrão integra os espaços administrados pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (IPAC), da Secretaria de Cultura do Estado (SecultBA).

Visitação: terça a sexta, de 12h às 18h. Sábados, domingos e feriados, das 12h às 17h{
Entrada: grátis
Rua Gregório de Matos, 45 – Pelourinho, Salvador (BA)
(71) 3116- 6743

Museu Tempostal

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Exibição do vídeo ‘Você Sabia?’ nos dias 17/05 a 30/05 durante o horário de visitação.

Programação gratuita.

O Museu – O acervo do Museu Tempostal é composto por postais, estampas e fotografias, em sua maioria, procedentes da coleção de Antônio Marcelino do Nascimento. As peças, datadas do final do século XIX e meados do século XX, representam imagens de valor histórico, artístico e documental, não só da Bahia e do Brasil, mas também de diversos países do mundo, sobre as mais variadas temáticas. O Museu Tempostal integra os espaços administrados pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (IPAC), da Secretaria de Cultura do Estado (SecultBA).

Visitação: terça a sexta, das 12h às 18h. Fins de semana e feriados, das 12h às 17h
Entrada: grátis
Rua Gregório de Mattos, 33, Pelourinho – Salvador (BA)
(71) 3117-6383

 

Museu Udo Knoff de Azulejaria e Cerâmica

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18/05 – Palestra com Eliana Mello: ‘O Ateliê de Cerâmica Udo Knoff: a história que precisa ser contada’, às 16h.

19/05  – Palestra “O Restauro dos Painéis de Azulejo de Jenner Augusto”, às 14h, seguida de oficina de pintura em azulejo com Norma Couto (máximo 20 pessoas).

20/05 – II Roteiro de Visitação ‘Os azulejos da Bahia pelo olhar de Udo Knoff’ com Estácio Fernandes e Eliana Mello, às 14h30 (máximo 20 pessoas).

Inscrições: educativoudoknoff@gmail.com ou 3117-6388.

Atividades gratuitas.

O Museu – O Museu Udo Knoff de Azulejaria e Cerâmica (Pelourinho) dispõe de dois ambientes ocupados por materiais referentes à arte da cerâmica e do azulejo. A área inferior expõe as peças criadas pelo ceramista Udo Knoff – idealizador do museu -, além de proporcionar uma visão cronológica da existência do azulejo disposta do século XV ao XX, incluindo sua chegada ao Brasil, no século XVII. Já a sua área superior, exibe fotografias de prédios revestidos com azulejos confeccionados pela oficina de Udo Knoff, fruto de projetos de artistas renomados do estado da Bahia. Completam a exposição, objetos confeccionados nas oficinas desenvolvidas pelos museólogos da casa, que realizam atividades educacionais com o objetivo de se manter o desejo de Udo Knoff.  O espaço sediado no Pelourinho, em Salvador, integra os museus do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC) da secretaria estadual de Cultura (SecultBA).

Visitação: terça a sexta, 12 às 18 horas, sábado e domingo e feriados, 12 às 17 horas
Entrada: grátis
Rua Frei Vicente, nº 03, Pelourinho – Salvador (BA)
(71) 3117-6389

 

 Museu de Arte da Bahia (MAB)

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18/05 – Apresentação do Grupo Sotakes, cordas e percussão da Escola de Música da UFBA, às 16h./ Teatro: O outro lado de todas as coisas – Solo Voador com Duda Woyda, no Laboratório de Experimentação Estética, às 19h.

19, 20 e 21/05 – Teatro: Uma Mulher Impossível – Solo Voador com Mariana Moreno, no Laboratório de Experimentação Estética. Sexta às 19h, sábado e domingo, às 18h.

21/05 – Recital de Rafael Santos, às 16h.

Até o dia 06/06: Exposição “O Avesso da Pele” de José Henrique Barreto e Luiz Claúdio Campos.

O Museu – O Museu de Arte da Bahia é o mais antigo museu do Estado, criado em 1918 no prédio anexo ao Arquivo Público e transferido em 1982 para sua atual sede, no Corredor da Vitória. O seu acervo é constituído por 13.686 peças adquiridas ao longo do tempo, através da compra pelo Estado da Bahia de obras de grandes coleções particulares. Inicialmente no século XIX, a coleção de pintura do Conselheiro Jonatas Abbott, dos séculos XVII e XVIII, de origem italiana, francesa, flamenga, holandesa, onde se destaca o quadro da Escola de Caravaggio “David com a Cabeça de Golias”; e em 1943, a de Francisco Marques de Goés Calmon, que reúne importantes conjuntos de artes decorativas, notadamente as porcelanas orientais e o conjunto de “louça histórica” que pertenceu a vários representantes da aristocracia brasileira.

Os pintores baianos – Presciliano Silva, Alberto Valença e Mendonça Filho – estão representados no MAB, através de magníficos trabalhos, que comprovam a beleza, o valor e a evolução de sua arte, como a predileção por determinados temas como as paisagens de Valença, as marinhas de Mendonça Filho e os interiores de Igrejas de Presciliano Silva. No andar térreo encontramos gravuras que remetem a um passeio pela cidade de Salvador no séc. XIX, com mapas e aspectos da cidade do sec. XVII, na época da invasão holandesa em 1624.

Visitação: terça a sexta, das 13h às 19h. Sábados, domingos e feriados, das 14h às 19h.
Entrada: grátis
Av. Sete de Setembro, 2340, Corredor da Vitória.
(71) 3117-6902/08 | mab.ipac@ipac.ba.gov.br

 

Parque Histórico Castro Alves (PHCA)

Aniversário dos 170 anos de Castro Alves em Cabaceiras do Paraguaçu foto Fernando Barbosa (42) (1)

16/05 – Espetáculo da Oficina do Grupo de Teatro do PHCA às 15h; Apresentação do Grupo Cultural Boinho de Painho às 15h30 e 19h.

19/05 – Espetáculo da Oficina do Grupo de Teatro do PHCA às 15h.

20/05 – ‘Workshop de Valorização da Música’ com o professor e guitarrista Daniel Santana, das 09h às 14h.

21/05 – ‘Feira de Artesanato do Parque’, das 09h às 14h.

Programação gratuita

O Museu – Por conta do primeiro centenário da morte de Castro Alves, em março de 1971 foi inaugurado, no lugar onde ele nasceu, o museu biográfico Parque Histórico Castro Alves (PHCA), numa área de 52 mil metros quadrados. O acervo convida os visitantes a mergulharem no universo do porta-voz literário da Abolição da Escravatura no Brasil, através de seus poemas, informações e objetos pessoais dele e familiares. Além do museu, o parque contém um anexo com sala multimídia, auditório, biblioteca, infocentro, reserva técnica, refeitório e administrativo. Na área de Mata Nativa, os visitantes podem fazer uma trilha e visitarem o Pouso de Adelaide, o Anfiteatro, a Cruz da Estrada, a Fonte e o Marco da Fazenda.

O público pode ainda usufruir dos projetos socioeducativos: Conhecendo as Nascentes; Sarau no Parque: Música, Poesia e Arte nos Finais de Tarde; Brincando no Parque como no Tempo de Nossos Avôs; Oficina de Teatro; Baú de Memórias e Sopa de Letras. Anualmente, o parque também promove o Festival de Declamação de Poemas de Antônio Frederico de Castro Alves. O Parque Histórico Castro Alves (PHCA), integra os espaços administrados pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (IPAC), da Secretaria de Cultura do Estado (SecultBA).

Visitação: terça a sexta, das 9h às 12h e 14h às 17h. Fins de semana e feriados, das 9h às 14h
Entrada: grátis
Praça Castro Alves, 106, Centro – Cabaceiras do Paraguaçu (BA)
(75) 3681-1102

 

Palacete das Artes

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Exibição dos filmes: “Versões de um crime”, às 16h30 do dia 17/05; “12 homens e uma sentença”, dia 19 às 17h; e “O Sol é para todos”, na quarta (24), às 17h.

De 15 a 21, sempre no horário de funcionamento do museu, o público poderá conferir o bazar de cerâmica.

Dia 20, das 15h às 17h, o público terá uma experiência de canto coral e, além disso, absorver a cultura tradicional das rezas em louvor a Santo Antônio. O projeto Oratório de Santo Antônio é idealizado pelo conhecido maestro Keiler Rego e a entrada é gratuita.

Na mesma tarde acontece, no jardim do museu, o projeto Sarauzinho Retrô. Serão promovidas brincadeiras e atividades manuais para entreter as crianças e ajudar no desenvolvimento infantil. O encontro terá a participação do artista plástico Menelaw Sete.

No dia 16, às 19h, o museu vai abordar a poluição dos oceanos na exposição da artista visual Ana Castro, “Amaromar”. A exposição fica à disposição dos visitantes até o dia 16 de julho.

Em cartaz: Formas e Sentimentos, da artista Elisabeth Coutinho e Limites, do artista Maazo Heck.

O Museu – O Palacete do Comendador Bernardo Martins Catharino, também chamado de “Villa Catharino” teve seu projeto arquitetônico idealizado pelo arquiteto Rossi Baptista e decorado por Oreste Sercelli, sendo concluído em 1912. Foi o primeiro imóvel de estilo eclético tombado pelo IPAC, em 1986. Após o tombamento, o Palacete abrigou a Secretaria Estadual da Educação e Cultura e os Conselhos Estaduais de Educação e de Cultura, até ser destinado a sediar o Palacete das Artes, em 2003. Seu espaço é constituído da Sala Contemporânea Mario Cravo Jr., que abriga exposições temporárias de importantes artistas no cenário das artes plásticas da Bahia, do Brasil e outros países; uma loja e café bar. Nos jardins, além de árvores centenárias e espécies diversas de flora nativa, estão quatro esculturas, em bronze, do escultor francês Auguste Rodin, adquiridas pelo Governo do Estado da Bahia.

Visitação: terça a sexta, das 13h às 18h. Sábados, domingos e feriados, das 14h às 18h.
Entrada: grátis
Rua da Graça, 289, Graça.(71) 3117-6987 | palacetedasartes.ipac@ipac.ba.gov.br

 

Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM-BA)

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18/05 – Três exposições entram em cartaz no Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM-BA), a partir das 13h. A Capela do MAM-BA recebe a mostra ‘Eles por Ela’, da fotógrafa Rose Nascimento. A exposição leva ao público 23 imagens de seis modelos masculinos, abordando a temática do nu artístico, beleza e gênero.

 

Trabalhos de 58 fotógrafos serão expostos na Galeria dos Novos – antiga Galeria 3 – com enfoque na natureza. A mostra coletiva ‘Natureza que Aflora’ tem curadoria de Tibério França. No Casarão do MAM-BA, a exposição ‘Elas’ entra em cena, marcada por recortes do acervo do MAM com artistas mulheres e artistas cujo tema é a mulher.

O Museu – O Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM) está localizado no Solar do Unhão, uma construção do século XVI banhada pela Baía de Todos os Santos. Além de seu sítio histórico, possui a galeria ao ar livre Parque das Esculturas, a Sala Rubem Valentim, dedicada às obras do artista baiano, o espaço das Oficinas do MAM e locais expositivos como a Capela e o Casarão. No último, atualmente pode ser visitada a exposição “As Aventuras de Pierre Verger”.

Em seu acervo, o MAM-BA possui nomes da arte moderna e contemporânea como Tarsila do Amaral, Emiliano Portinari, Di Cavalcanti, Alfredo Volpi, Flávio de Carvalho, Aldo Bonadei, Antonio Bandeira, Samsom Flexor, Iberê Camargo, Burle Marx, Manabu Mabe, José Guimarães, Mário Cravo Júnior, Djanira, Genaro de Carvalho, Juarez Paraiso, Sante Scaldaferri, Juraci Dórea, Pierre Verger, Mário Cravo Neto, Caio Reisewitz, Tunga, Tomie Ohtake, Marepe, Leda Catunda e Daniel Senise, entre cerca de 400 artistas representados na coleção do MAM.

A construção de sua coleção provém da forma como o MAM lida com as diferentes expressões da arte, com obras produzidas nos mais variados suportes, desde os mais tradicionais, como pintura, escultura, gravura e fotografia até obras de caráter efêmero e documentação.

Visitação: terça a sexta, das 13h às 19h. Sábados, domingos e feriados, das 14h às 19h.
Entrada: grátis
Av. Contorno, s/n, Solar do Unhão.
(71) 3117-6139 | mam@mam.ba.gov.br

 

Jardim Palácio da Aclamação / Passeio Público

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Passeio Público – Criado em 1810 e reaberto em setembro de2015 pelo governador Ruy Costa, o Passeio Público de Salvador, localizado próximo ao Campo Grande, atrás do Palácio da Aclamação, conta com segurança da Polícia Militar da Bahia que já instalou uma câmera de monitoramento de 360 graus, além da segurança patrimonial já existente do IPAC. Localizado em espaço nobre da capital baiana, com vista para a Baía de Todos os Santos e espécies de flora que proporcionam ambiente bucólico, o Passeio Público é considerado um museu a céu aberto pela sua importância arquitetônico-paisagística e urbanística, e por elementos artísticos presentes, como estátuas.

Conhecido por ser um espaço democrático, onde acontecem diversas manifestações educativas e culturais, o Passeio Público é administrado pelo IPAC que também tombou e está responsável pelo Palácio da Aclamação, edificação contígua ao Passeio.

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Palácio da Aclamação área externa.

Palácio da Aclamação – Antigo Palacete dos Morais, o solar oitocentista foi ocupado por gestores do Estado entre 1917 e 1967, sendo palco de importantes acontecimentos da história política e social da Bahia. Em 1990, após restauração, o Palácio se torna museu. Compõem o acervo: objetos de bronze, pinturas, esculturas, porcelanas, cristais, tapetes persas e franceses, mobiliário de diversos estilos e litogravuras. Além de pinturas de paredes e forros criados pelo artista baiano Presciliano Silva em destaque no Salão Nobre.

Atualmente o museu passa por reformas e os espaços expositivos estão fechados para visitação. Em algumas de suas dependências, porém, são realizados eventos culturais e atividades socioeducativas. O Palácio da Aclamação integra a Diretoria de Museus do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (DIMUS/IPAC), unidade vinculada à Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA).

Endereço: Av. Sete de Setembro, Campo Grande.

 

LabDimus

 

15/05 – Oficina de Escultura de Construção (esculturas e pinturas baseadas na arte rupestre), 09h/ Local: Escola de Educação Integral Severino Vieira.

16/05 – Oficina de Confecção de Máscaras Africanas, 14h/ Local: Hospital Martagão Gesteira – Classe Hospitalar.

O Laboratório de Educação Digital: Museu, Arte e Cultura desenvolve atividades direcionadas às novas mídias digitais, propondo, executando e avaliando as oficinas que desenvolve. Buscando atividades com grupos escolares e público em geral, o LabDIMUS faz a interlocução entre as novas tecnologias e as coleções em exposição nos museus DIMUS. Com isso, pretende manter o intercâmbio com as instituições de ensino de forma interdisciplinar, contribuindo para a melhoria da educação formal a partir da promoção de oficinas de interesse de professores e estudantes. As atividades integram as diversas linguagens da comunicação: sonora, visual, impressa e audiovisual. Acesse o canal no YouTube e conheça mais sobre o LabDIMUS e os projetos: https://www.youtube.com/channel/UCfcfomV5RhMQgPYlfp6Z3TA.

Endereço: Rua Gregório de Mattos, 39 – subsolo, Praça das Artes – Pelourinho, Salvador (BA).
Contato: (71) 3116-6714 / lab.dimus@ipac.ba.gov.br

 

Dimus – Diretoria de Museus – BA
Jornalista responsável – Yara Vasku (DRT-PR 2509)

Contatos: (71) 3117-6445/ 99119-7746/ yaravasku.dimus@gmail.com
dimusbahia.wordpress.com
facebook.com/museusdabahia