‘Festival de Arte de Rua’ uniu arte, cultura e conscientização na última sexta-feira (28/08) no Pelourinho

Afro Jhow - festival de arte de rua_2015

Afro Jhow e Suingue do Pelô

Com o objetivo de valorizar a arte de rua também como ferramenta educativa, os museus da Diretoria de Museus do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (Dimus/Ipac) localizados no Pelourinho (Centro Cultural Solar Ferrão, Abelardo Rodrigues, Tempostal e Udo Knoff), além do LabDimus (Laboratório de Educação Digital: Museu, Arte e Cultura) promoveram em 28 de agosto, das 10 às 16h, o Festival de Arte de Rua (#museucurtoartederua), no Largo Tereza Batista. O festival contou com diversas atividades culturais, além de atrações musicais, dança, recitais e stand up comedy, bem como ações socioeducativas em formato de oficinas e workshop de grafite, cordel e muralismo. O projeto teve entrada gratuita, atraindo diversos tipos de público ao local.

Arany Santana, Ana Liberato e João Carlos Oliveira no festival de arte de rua 2015

Arany Santana (CCPI), Ana Liberato (DIMUS) e João Carlos Oliveira (IPAC)

“A grande ideia do #Museueucuidoarte é a de fazer com que a população entenda que o museu, além de ser um espaço de visitação, onde estão expostos um acervo permanente ou mostras temporárias, existem equipamentos  de responsabilidade do IPAC, espaços públicos, que estão a eles agregados.  O objetivo é estimular o sentimento de pertencimento e conscientização de que estes espaços são de responsabilidade de todos nós. A população deve entender que além de fazer ocupação dos museus, deve fazer uso dos espaços públicos”, declarou João Carlos de Oliveira – Diretor geral do IPAC.

Para Ana Liberato, diretora da DIMUS, “a ideia de levar o museu para a praça é importante para que as pessoas saibam que o museu não trabalha apenas como acervo intramuros. O museu é utilizado como ferramenta de conhecimento, para que as pessoas possam fazer um contraponto com o passado, presente e futuro e desenvolver uma autocrítica. Uma peça de museu, seja ela arte popular ou arte erudita, carrega um manancial enorme de informações e de história. Quando o conhecimento é adquirido, é possibilitada a atuação como cidadão. Além disso, precisamos conhecer o que está sendo feito e dar visibilidade para as artes das comunidades. O projeto #Museueucurto e o Festival de Arte de Rua são importantes para quebrar essa ideia do senso comum e mostrar que as linguagens artísticas também  estão nas comunidades. Porque a arte é expressão do povo, é posicionamento político e cultural, seja ele o grafite, escultura, música ou dança”.

Também parceira do evento, Arany Santana – Diretora do Centro de Culturas Populares e Identitárias (CCPI), disse que “ museu é algo vivo, dinâmico e que deve interagir com a comunidade. Considero a ideia de os museus irem para as ruas e a exposição de arte da rua um avanço muito grande, uma iniciativa brilhante, que só fortalece o projeto #Museueucuido. Antes de tudo, é um ato educacional. A educação patrimonial é fundamental para que tenhamos cidadãos mais dignos e conhecedores do seu patrimônio e prontos para preservar a sua própria história e identidade.”

Atrações – Um dos destaques do Festival foi o rapper Afro Jhow – filho da famosa cabeleireira Negra Jhô. “Penso que a arte, de todas as formas, traz algo de bom para gente. A arte é vida. Dialogar arte com museu e educação é uma sacada muito inteligente, que vai levar a população a outras esferas, dentro da arte também. Estou aqui para contribuir. O projeto #Museueucurto e a proposta de apresentar a arte de rua neste festival é importante porque as músicas servem de voz para o povo, pensando no futuro, nas crianças e nos idosos”, declarou o rapper.

grafite_festival de arte de rua 2015

Oficina de grafite

“A oficina de grafite foi super interessante. Acho importante esse tipo de atividade para que as pessoas tomem conhecimento da diferença entre grafite e pichação”, disse Maruaba Sophia, estudante do Colégio Estadual Severino Vieira, 14 anos. Jessé Gomes, de 21 anos, conheceu o projeto através das redes sociais. “Fiquei sabendo do Festival pelo Facebook e resolvi vim dar uma olhada. Estou achando ótimo, super animado e interessante. Espero que tenham outras edições”, disse. Outros participantes destacaram ainda a importância das atividades para complementar o que é aprendido em sala de aula.
“Achei uma iniciativa muito boa. Assim, podemos ver coisas importantes da arte, da nossa cultura. Eu participei da oficina de literatura e achei muito importante, pois pude desenvolver conhecimentos diferentes dos que a gente a gente desenvolve em sala”, acrescentou Alex Yuri Souza, de 15 anos, estudante da Escola Estadual Juracy Magalhães Junior.

festival de arte de rua 2015_Jessé Gomes

O estudante Jessé Gomes

Programação: o festival contou com apresentação de Portela Açúcar; recital de Daniele Campos; Ramires Machado; mesa redonda “Mulher no grafite” com a grafiteira Chermie Ferreira; Mc Junior; Passos Crew; Stand Up Comedy com Mateus Buente; Afro Jhow; Suingue do Pelô; Indemar Nascimento; Everton Wallace, Diego Oliveira e Banda Lição Final. Intercalada com a programação cultural aconteceram diversas ações educativas: Oficina de Muralismo; Oficina de Cordel e Oficina de Grafite.

A grafiteira Chermie Ferreira no Festival de Arte de Rua 2015 (2)

A grafiteira Chermie Ferreira

O Festival de Arte de Rua é uma realização da Diretoria de Museus (DIMUS), órgão vinculado ao Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (IPAC), unidade vinculada a Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA), e conta com a parceria do Centro de Culturas Populares e Identitárias (CCPI) e Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb) – também é vinculados à SecultBA.

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