Passeio Público recebe Visita Guiada com estudantes

Câmera de segurança_passeio publico_set 2015 m

Apresentar a história e o patrimônio, conscientizar os jovens e adultos sobre a importância da preservação dos espaços públicos. Estes são os principais objetivos das ‘Visitas Guiadas’ que a Diretoria de Museus do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (DIMUS/IPAC) – unidade vinculada a Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA) – começa a realizar no Passeio Público (localizado atrás do Palácio da Aclamação). A primeira turma, cerca de 15 alunos do Centro de Educação Magalhães Neto, será amanhã (15/09), a partir das 9h30. A segunda, com 30 estudantes do ensino médio do Colégio Estadual Ypiranga, será no dia 18/09, às 14h30.

Considerado um ‘museu a céu aberto’ pela sua importância arquitetônico-paisagística e urbanística, além de possuir elementos artísticos como estátuas, o Passeio Público está localizado em espaço nobre da capital baiana, com vista para a Baía de Todos os Santos e espécies de flora que proporcionam ambiente bucólico. O local (de 1810) era objeto de reclamações pela sensação de insegurança e pela depredação. Um dos exemplos de vandalismo no Passeio Público são as pichações em peças de mármore de Carrara (Itália). “Limpamos elas com produtos químicos, mas no outro dia são vandalizadas com tinta spray à óleo. É fundamental que as pessoas entendam a complexidade e importância dessas peças que existem para usufruto de todos”, afirma a restauradora do IPAC, Célia Moura.

Visita Técnica ao Passeio Público_M

“Queremos mostrar como o ambiente está hoje, mostrar o trabalho de restauração sendo feito e a importância histórica desse lugar. Com isso, fortalecemos identidade e cidadania, destacando o que, porque e para quem preservamos os espaços públicos e seus monumentos. Tudo isso fará com que essas pessoas percebam a importância de preservar porque elas também fazem parte desse espaço”, diz Ana Liberato, diretora da DIMUS.

“Como está contíguo ao Palácio da Aclamação, prédio administrado e tombado pelo IPAC, assumimos o desafio de melhorar a manutenção do local, para entregá-lo de volta à população e permitir o uso de projetos educativos, artísticos e de lazer”, completa João Carlos, diretor do IPAC.  A ideia do IPAC é que ao entregar as obras emergenciais que está realizando no Passeio, a população possa colaborar no combate aos atos de vandalismo no local. Cidades europeias e americanas já têm os cidadãos como parceiros na luta pela proteção patrimonial. No Brasil, em Ouro Preto, Minas Gerais, os moradores coíbem vândalos que tentam destruir ou pichar monumentos, fiscalizando e chamando a polícia.

O IPAC promoverá também cursos de educação patrimonial para seguranças do local e integrantes da Polícia Militar (PM) que utilizam a área. A ação integra as diretorias de Museu (Dimus) e de Preservação do Patrimônio (Dipat). Nos cursos serão estudados: apropriação, valorização e preservação do patrimônio artístico, paisagístico e edificado. Os instrutores serão museólogos, historiadores e arquitetos da DIMUS/IPAC.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s