Orquestra Museofônica participa do projeto “Ancestralidade Bamgbosé”

Abertura mostra Emília Biancardi (3)

A Orquestra Museofônica se apresenta na Praça Tereza Batista(Pelourinho), em 26/09, às 17h, no Projeto “Ancestralidade Bamgbosé”, em comemoração aos 75 anos de vida de Pai Air, aos seus 70 anos de iniciação religiosa no Candomblé e aos 55 anos de Fundação do Terreiro de Ilê Odô OgÊ (Pilão de Prata). Na próxima terça-feira, 29/09, será a vez da sessão especial na Câmara Municipal a partir das 19h. Pai Air José é descendente de Bamboxé Obitikô, sacerdote do culto de Xangô que teve um papel extremamente importante no processo de organização do candomblé baiano.

Abertura mostra Emília Biancardi (1)

Uma proposta pedagógica musical idealizada pela Diretoria de Museus do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (DIMUS/IPAC), Ana Liberato, a Orquestra Museofônica tem como referência a Coleção de Instrumentos Musicais Tradicionais Emília Biancardi. “A orquestra trabalha com instrumentos de origens de diversos países, e a África além de ter uma diversidade musical, influenciou bastante na formação da musicalidade brasileira. O berimbau atual, por exemplo, é de origem africana banto. Há registros de seu uso no Brasil, pelos afrodescendentes, nas ruas (vendedores ambulantes e pedintes) e nas festas populares sendo, depois, incorporado à roda de capoeira”, explica Emília Biancardi.

Emília Biancardi

A etnomusicóloga baiana Emília Biancardi empreendeu, ao longo de sua vida, importantes pesquisas buscando entender a experiência humana na criação de sons. Nascida em Salvador, passou sua infância em Vitória da Conquista, cidade do interior da Bahia. Desde pequena vivenciou a música com a mãe ao piano e o pai nas batucadas de mesa. Entre o erudito e o popular construiu a sua formação musical, apaixonando-se pelas manifestações populares, afro-brasileiras e indígenas.

Emília possui uma extensa Coleção de Instrumentos Musicais Tradicionais, que apresenta um acervo com mais de mil peças coletadas e recriadas nos cinco continentes, com destaque especial para os instrumentos indígenas brasileiros, além dos africanos e afro-brasileiros. Doado ao Governo do Estado, o acervo está em exposição em três salas no Centro Cultural Solar Ferrão (Pelourinho) da Diretoria de Museus do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (DIMUS/IPAC), unidade vinculada a Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA).

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