Gravação de documentário destaca Coleção de Instrumentos Musicais de Emília Biancardi, exposta no Centro Cultural Solar Ferrão

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O Centro Cultural Solar Ferrão recebeu, nos dias 7 e 8/10, a equipe de gravação do documentário “Do Corpo à Caxirola – Uma Viagem Pelos Instrumentos Tradicionais Brasileiros”, inspirado na Coleção de Instrumentos Musicais Tradicionais Emília Biancardi, criada pela etnomusicóloga e pesquisadora de Música Folclórica Brasileira, Emília Biancardi. Durante as filmagens, a equipe registrou a Coleção, em cartaz no Solar, além de uma espécie de bate-papo com a etnomusicóloga durante caminhada pelas ruas do Centro Histórico. Com o objetivo de provocar uma reflexão sobre a importância da manutenção das tradições e de sua valorização, o filme tem roteiro e direção assinados pela cineasta Sophia Mídian e foi aprovado no edital setorial de museus do Fundo de Cultura, através da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (Secult).

A riqueza da coleção serve de mote para o propósito do filme em investigar a relação de artistas com a criação e de um povo com a expressividade musical, onde o instrumento é o meio pelo qual a comunicação ocorre.  “É extremamente importante conhecermos a trajetória de Emília, o seu trabalho como etnomusicóloga de recriação, apropriação, e também sobre o intercâmbio de instrumentalidades que surgem em diversas partes do mundo. O maior valor é esse, como ressaltar e contar um pouco a história que está por trás dessa coleção que vai muito além de estar ali, exposta no museu”, afirmou Maria Gabriela, pesquisadora do projeto.

Equipe durante gravação no Solar Ferrão

Equipe durante gravação no Solar Ferrão

Entre os convidados para participação no filme, estão o músico Carlinhos Brown, homenageado por Emília na criação do Caxixi Brown; o cantor e compositor Tom Zé, conhecido por utilizar instrumentos inusitados em suas apresentações; lideranças e integrantes da banda Olodum, além de demais artistas e teóricos da cultura e da música. “Eu achei o projeto fantástico, muito bem feito, organizado, e as pessoas da equipe têm bastante conexão umas com as outras. Está sendo interessantíssimo e acho que deu muita sorte, pra mim é uma honra está participando dele”, acrescentou Emília.

 

Sobre Emília Biancardi

Compositora, Etnomusicóloga, professora e pesquisadora da música folclórica brasileira, Emília Biancardi é especialista nas manifestações tradicionais da Bahia. Responsável pela Coleção de Instrumentos Musicais Tradicionais, acervo que compreende mais de 1000 instrumentos oriundos dos cinco continentes.

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Nascida em Salvador, viveu sua infância e parte da adolescência em Vitória da Conquista, interior do Estado, o que lhe proporcionou os primeiros contatos com as manifestações populares que, desde então, a fascinavam. Em 1962 criou o grupo “VIVA BAHIA”, o primeiro e mais importante grupo parafolclórico do Brasil, na época. Levando para os palcos do mundo inteiro a materialização de incansável pesquisa do repertório musical afro-baiano.

Perfeccionista ao extremo, a professora Emília Biancardi sempre procurou expressar nos seus espetáculos o que de mais genuíno existia na cultura baiana. Para a formação dos seus alunos, reuniu os melhores representantes das manifestações culturais de Salvador e do Recôncavo Baiano. Como professora do Colégio Estadual Severino Vieira, Biancardi idealizou, em 1968, a Orquestra Afro-Brasileira, usando instrumentos tradicionais, e outros criados e confeccionados por ela e pelos alunos. Criou e dirigiu por 10 anos a Fundação Yabás Arte Brasil em Woodstock-Nova Iorque, EUA.

Compõe músicas para balés e peças de teatro, aplicando os conhecimentos adquiridos através de pesquisas da música folclórica rural e urbana. Tem seis livros publicados (“Lindro Amo”, 1968; “Cantorias da Bahia”, 1969; “Viva Bahia Canta”, 1970; “Dança da Peiga”, 1983; “Olelê Maculelê”, 1990 e “Raízes Musicais da Bahia”, 2001), além de textos sobre a música tradicional publicados em livros e revistas no Brasil e exterior. Lançou três LPs pela Philips do Brasil (“Viva Bahia nº. 1”, “Viva Bahia nº. 2” e “Folclore Rural”) e um Cd pelo Club House Studio Germantown, Nova Iorque, EUA.

Sobre a diretora: Sophia Mídian

Sophia Mídian é seabrense, graduada em Jornalismo pela UESB, especialista em Cinema, Expressão e Análise pela UCSAL e mestranda em Cultura e Sociedade pela UFBA. Dirigiu alguns documentários, entre eles, o premiado “Pati, o que vale esse povo?” junto com Denise Santos. Foi ganhadora do concurso Doctv IV com o projeto “A visão de dentro”; do Prêmio Petrobrás Cultural com o roteiro “Com o Pandeiro na mão e o samba no pé”; produziu o videoclipe da banda Teclas Pretas, ganhador do prêmio de melhor clipe no “Bahia de todos os rocks”, além de ter realizado diversos cursos na área de cinema, com nomes como Miguel Lintin, Sergio Machado, Marcelo Góes, Orlando Senna, Hilton Lacerda, Luiz Bolognesi, Karen Harley, Elisa Tolomelli, Geraldo Sarno, Carlos Ebert, entre outros.  Trabalhou como repórter e editora na TV da Universidade Federal da Bahia (TV UFBA) e é articulista do jornal “O Candeeiro”.

Em 2011, ministrou Oficina de história do cinema num projeto de extensão da Universidade Estadual da Bahia – UNEB, em 2012 foi redatora de campanha política em quatro cidades e em 2013 realizou o projeto ABC do Cinema, fruto dos prêmios nos editais da Funarte e BNB de Cultura. Foi assistente de direção e atriz no longa metragem A Doce Flauta de Liberdade, além de ter vários roteiros de curta-metragem registrados, também concebeu um roteiro de longa-metragem, “Madalena”, em fase de captação de recursos. Em 2013 realizou o projeto Curta Colaborativo, financiado pela Fundação Cultural do Estado da Bahia e em parceria com a Associação Pracatum, ONG do multiartista Carlinhos Brown. O trabalho que consistia em oferecer oficinas técnicas em cinema gratuitamente resultou na produção colaborativa do curta “Sorte ou Revés” e tem sua segunda edição prevista para o segundo semestre deste ano.

 

 

 

O Centro Cultural Solar Ferrão integra a Diretoria de Museus do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (DIMUS/IPAC), unidade vinculada a Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA).

 

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