Orquestra Museofônica se apresenta no I Encontro do Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas da Bahia

Abertura mostra Emília Biancardi (3)

Amanhã, terça-feira (20/10), às 16h45, acontece a apresentação da Orquestra Museofônica no I Encontro do Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas da Bahia (SEBP). O evento acontece na Biblioteca Pública (Barris). A orquestra apresentará o número “Mestiço por Inteiro”, em que faz um passeio pela influência dos povos europeus, africanos e indígenas na musicalidade brasileira.

Abertura mostra Emília Biancardi (1)

Uma proposta pedagógica musical idealizada pela Diretoria de Museus do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (DIMUS/IPAC), Ana Liberato, a Orquestra Museofônica tem como referência a Coleção de Instrumentos Musicais Tradicionais Emília Biancardi. “A orquestra trabalha com instrumentos de origens de diversos países, e a África além de ter uma diversidade musical, influenciou bastante na formação da musicalidade brasileira. O berimbau atual, por exemplo, é de origem africana banto. Há registros de seu uso no Brasil, pelos afrodescendentes, nas ruas (vendedores ambulantes e pedintes) e nas festas populares sendo, depois, incorporado à roda de capoeira”, explica Emília Biancardi.

Emília Biancardi

A etnomusicóloga baiana Emília Biancardi empreendeu, ao longo de sua vida, importantes pesquisas buscando entender a experiência humana na criação de sons. Nascida em Salvador, passou sua infância em Vitória da Conquista, cidade do interior da Bahia. Desde pequena vivenciou a música com a mãe ao piano e o pai nas batucadas de mesa. Entre o erudito e o popular construiu a sua formação musical, apaixonando-se pelas manifestações populares, afro-brasileiras e indígenas.

Emília possui uma extensa Coleção de Instrumentos Musicais Tradicionais, que apresenta um acervo com mais de mil peças coletadas e recriadas nos cinco continentes, com destaque especial para os instrumentos indígenas brasileiros, além dos africanos e afro-brasileiros. Doado ao Governo do Estado, o acervo está em exposição em três salas no Centro Cultural Solar Ferrão (Pelourinho) da Diretoria de Museus do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (DIMUS/IPAC), unidade vinculada a Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA).

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