MAM recebeu mais uma edição de ‘O Lugar no Museu’

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No debate proposto pelo programa ‘O lugar do Museu’, o MAM-BA recebeu na quinta-feira (15/10), Pablo Lafuente e Luiza Proença em conversa mediada por Marcelo Rezende. A proposta dos encontros é debater dificuldades e expectativas enfrentadas por instituições museais na contemporaneidade. Os próximos encontros acontecerão no dia 22, no Museu de Arte da Bahia (MAB –Corredor da Vitória) e no dia 29, no Palácio da Aclamação, Campo Grande. A iniciativa é da Secretaria de Cultura do Estado (Secult), por meio do Instituto do Patrimônio Artístico Cultural da Bahia (IPAC), em parceria com o Goethe-Institut Salvador-Bahia (ICBA).

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Na discussão que aconteceu no MAM, foram levantadas questões sobre a crise – formas de gestão que superem a crise – e como o museu deve estar preparado para atender a todo tipo de público. Segundo Luiza Proença, curadora do MASP (SP), é possível fazer coisas muito boas e um trabalho muito bem articulado sem dinheiro. E cita o trabalho realizado na Casa do Povo, em São Paulo, como exemplo de trabalho articulado com a comunidade.

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De acordo com o diretor geral do IPAC, João Carlos de Oliveira, toda instituição tem o compromisso de atender a sociedade, “tem que estar atento sim às demandas da comunidade, ao que as pessoas querem, mesmo sem recursos”. Para isso, discutiu-se o interesse em levar estudantes de escolas e a necessidade de oferecer uma mediação adequada para a criança. “Não existe educação patrimonial nas escolas. Se não houver um trabalho que prepare os estudantes para a visita, eles não vão saber para que estão ali”, comenta a professora das Oficinas do MAM, Hilda Salomão.

Também fez parte da conversa a importância em ouvir e entender a particularidade de cada público. “É fundamental enxergar as pessoas como produtoras de conteúdo. O museu que não impõe o conhecimento mas que também saiba ouvir o que as pessoas tem a acrescentar”, ressalta Luiza Proença.

Sobre a situação do MAM, Marcelo Rezende comenta: “A questão para o MAM-BA, neste momento, está em se organizar para dar conta de um cenário que aponta ausência de investimento do Estado em seu programa e um mercado sem apoiadores em razão da crise política e institucional brasileira. Mas essa organização não significa para o museu reduzir sua ambição ou qualidade. Como mostra sua documentação, a instabilidade tem sido a rotina do MAM-BA desde sua origem. E tem sido também, ao menos nos melhores momentos de sua história, sua principal estratégia”.

Conheça os participantes:

Pablo Lafuente
Escritor, pesquisador, professor e curador. Mora em São Paulo, onde chegou em  2013 para fazer parte do equipe curatorial da 31ª  Bienal de São Paulo (2014). Anteriormente, era editor da revista Afterall e da série de livros Exhibition Histories e professor na Central Saint Martins, University of the Arts London. De 2008 a 2013 foi Curador Associado na Office for Contemporary Art Norway (OCA) em Oslo.

Luiza Proença
Curadora do MASP. Possui graduação em Artes Visuais pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho. Foi bolsista em Artes Visuais na Universidad Nacional de Cuyo, Mendoza, Argentina (2006) e da FAPESP (2008). Atualmente atua como pesquisadora, editora, crítica de arte e curadora. Tem experiência na área de Artes, atuando principalmente em arte contemporânea.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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