Peças da Coleção Walter Smetak participam da Bienal de Curitiba

Smetak na Bienal de Curitiba (1)_M

Três peças da coleção de Walter Smetak (parte do acervo do Centro Cultural Solar Ferrão – Pelourinho) integram a Bienal Internacional de Curitiba que este ano completa 22 anos e prioriza a arte que vai para as ruas, com ações que não se restringem aos museus, centros culturais e galerias, mas que ganham o espaço urbano. A bienal tem curadoria geral do crítico de arte Teixeira Coelho e acontece na capital paranaense entre os dias 3 de outubro e 6 de dezembro com obras de artistas dos cinco continentes em mais de 100 espaços da cidade.

O tema do evento este ano, ‘Luz do Mundo’, é o ponto de partida da mostra “Que luz é essa?” que reúne obras de mais de 30 artistas no Museu Municipal de Arte (MuMA). As obras de Smetak fazem parte dessa mostra juntamente com outros artistas. O curador Daniel Rangel afirma: “a mostra reúne artistas de diferentes estilos e gerações com trabalhos em múltiplos suportes. Uma seleção heterogênea que busca revelar uma ‘arte energética’ e ressaltar a força da espiritualidade na criação e a presença recorrente do divino na produção artística”.

Smetak na Bienal de Curitiba (2)_M

“Para quem têm interesse em conhecer as peças da coleção de Walter Smetak e não pode ir até Curitiba não precisa se sentir desprivilegiado, basta ir conferir a exposição “Smetak – O Alquimista do Som” no Centro Cultural Solar Ferrão”, comenta Ana Liberato, diretora da DIMUS.

O guia com a programação da Bienal será distribuído nos espaços expositivos e em diversos pontos da cidade. O site oficial também incluirá toda a programação e as informações gerais. Os catálogos da Bienal Internacional de Curitiba e do Festival de Cinema contêm informações detalhadas de todos os artistas e obras e poderão ser adquiridos a partir de outubro.

Smetak na Bienal de Curitiba (4)_M

Walter Smetak

 

Violoncelista, compositor, inventor de instrumentos musicais, escultor e escritor. Smetak nasceu em Zurique, Suíça, em 12 de fevereiro de 1913. Sua primeira instrução musical veio do pai, renomado virtuose de cítara. Smetak formou-se em música pelo Conservatório de Viena, em 1934. A dificuldade de trabalho fez Walter Smetak abandonar a Europa.

O músico chegou ao Brasil em 1937. Após passar por orquestras e rádios em Porto Alegre, Rio de Janeiro e São Paulo, em 1957 ele foi convidado pelo compositor alemão Hans Joachim Koellheutter (1915-2005), para integrar os Seminários Livres de Música, na capital baiana. Um projeto do então reitor Edgard Santos.

Foi na Bahia que Walter Smetak iniciou as pesquisas microtonais inspiradas pela Eubiose e começou a construir instrumentos musicais com materiais inusitados, como tubos de PVC, cabaças e isopor. Criou cerca de 150 instrumentos, conhecidos como “plásticas-sonoras”.

Sua oficina de experimentação sonora foi frequentada por importantes artistas da música brasileira: Gilberto Gil, Rogério Duarte, Tom Zé, Gereba, Tuzé de Abreu, Djalma Correia e Marco Antônio Guimarães (fundador do grupo Uakti), entre outros. Gravou dois discos: Smetak (1975), com produção de Caetano Veloso, Gilberto Gil e Roberto Santana, e Interregno (1980), com o conjunto Microtons e produção de Carlos Pitta. Artista inquieto e polivalente, Smetak escreveu ainda três peças de teatro e mais de 30 livros.

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