DIMUS destaca exposições e atividades em homenagem ao mês da Consciência Negra

Em comemoração ao mês da Consciência Negra, a Diretoria de Museus do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (DIMUS/IPAC), unidade vinculada à Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA), relembra a importância da valorização afrodescendente destacando exposições e atividades (gratuitas) que retratam a sua cultura, que podem ser vistas no seus espaços: Centro Cultural Solar Ferrão, Museu Tempostal, Museu Udo Knoff de Azulejaria e Cerâmica (localizados no Pelourinho) e o Parque Histórico Castro Alves (em Cabaceiras do Paraguaçu, no Recôncavo baiano). Confira:

Centro Cultural Solar Ferrão

Solar Ferrão

Como parte das comemorações que marcam o mês da Consciência Negra, o Centro Cultural Solar Ferrão apresenta, por meio de exposições de longa duração e de mediações temáticas, um pouco da contribuição africana em nossa cultura, destacando peças produzidas por grupos africanos e outras confeccionadas no Brasil sob a inspiração artística desses povos.

A atividade de Contação de Estórias baseada em Lendas Africanas acontecerá em 12 e 16/11, às 9h, sob a condução da educadora social Regina Baptista Pastrana, com expertise comprovada na área de dinamização de atividades lúdicas, tanto no Brasil como na Espanha. A atividade será realizada junto aos alunos da Educação fundamental da Escola Municipal Vivaldo da Costa Lima, localizada no Pelourinho.

OficinadeTurante_SolarFerrão_n

Acontecerá, também, a Oficina de Turbantes “Construindo Coroas” que será realizada por Dani Santana da empresa Oro mi maió Artes. O objetivo principal é partilhar conhecimentos sobre história, tipologia, uso e significados do turbante, como um dos acessórios marcantes da moda africana e afro brasileira, assim como, abordar sua simbologia para as religiões de matriz africana, já que o turbante tem a finalidade de proteger o ori (cabeça), parte do corpo de extrema sensibilidade e concentração de energias. A ação será realizada no dia 18/11, às 14h, nas instalações do Centro Cultural Solar Ferrão. A oficina é gratuita e com vagas limitadas. Para se inscrever, entrar em contato pelo e-mail educativoferrao@gmail.com ou no telefone (71) 3116-6740.

Orquestra Museofônica

Orquestra Museofônica

O projeto Afoxé Agogô de Lata da Orquestra Museofônica acontece em 27/11, às 16h, e traz um pouco da musicalidade africana por meio de instrumentos musicais tradicionais e por agogô confeccionados em latas. Além de divulgar conhecimentos sobre a melodia, o ritmo e a harmonia desse instrumento africano (agogô), o projeto visa a ampliação e o fortalecimento de parcerias, por meio da troca de experiências e conhecimentos, permitindo uma maior interação com grupos convidados. Participam desta ação, o Grupo Rumpilezinho e alunos da Escola de Dança da Fundação Cultural do Estado – FUNCEB.

Além de todas as atividades realizadas o Centro Cultural Solar Ferrão propõe um recorte e conexão entre as coleções em exposição no local e a cultura africana e afrobrasileira:

Exposição “África”

Infância 1

A exposição “África” conta com fotografias de regiões urbanas e rurais da Libéria e da Guiné, capturadas pelo arquiteto pernambucano Cássio Nogueira. Através das imagens, o público tem a chance de aprender sobre o cotidiano de pequenos vilarejos e capitais, famílias, trabalho, lazer, arte, tradições, comércio, e uma série de recortes sobre a vida e a realidade dos locais capturados pelo fotógrafo. A mostra é formada por um conjunto de 80 imagens produzidas entre 2008 e 2012, e pode ser conferida até o dia 15/11.

Exposição “Festas Populares”

O Centro Cultural Solar Ferrão inaugura, em 25/11, às 19h, a exposição multimídia “Festas Populares”, produzida por jovens de comunidades populares do núcleo de produção da Escola Oi Kabum! Salvador de Arte e Tecnologia (a Kabum! Novos Produtores). Na mostra, arte e a tecnologia encontram as tradições populares, a fé e a devoção do povo baiano, resgatando a importância destas manifestações e propondo novas leituras sobre elas, a partir da visão das novas gerações. O público poderá conferir até 31/01 o resultado do trabalho de pesquisa e do processo criativo realizado em torno do registro do ciclo de 17 festas populares de nossa cidade, muitas delas com influências da cultura africana.

Coleção de Arte Africana

Mascara Geledé_Arte Africana (2)

Máscara Gueledé

O colecionador italiano Claudio Masella (Roma, 1935-2007), reuniu por mais de 30 anos uma Coleção de Arte Africana com mais de mil exemplares. Esses objetos ilustram a arte dos principais grupos étnicos do continente africano, compondo um panorama ímpar para entendimento da diversidade cultural e as suas influências na formação do Brasil. Neste mês, ganha destaque o conjunto de máscaras Gueledé ou Gèledè, de tradição Yorubá. São máscaras utilizadas pelos homens em homenagem a sabedoria da mulher e em exaltação ao poder feminino, durante o Festival Geledé. A exposição foi Doada ao Governo do Estado da Bahia, em 2004. Exposição permanente.

 

Instrumentos Musicais Tradicionais Africanos e Afro-Brasileiros da Coleção Emília Biancardi

Coleção Emilia Biancardi ft. Lazaro Menezs (35)

Instrumentos musicais tradicionais de corda, sopro e percussão são encontrados em todo o mundo, em diferentes épocas e culturas. Através de pesquisas históricas, iconográficas e etnomusicais é possível conhecer a trajetória dos instrumentos, suas origens, transformações adaptativas e modernizações. Este é o trabalho apresentado na Coleção de Instrumentos Tradicionais Emília Biancardi.

O recorte direcionado aos Instrumentos Musicais Tradicionais Africanos e Afro-Brasileiros destaca o berimbau, que é o instrumento mais característico da Bahia. Esse instrumento monocórdio de arco e corda tem antepassados milenares em vários países. É composto por um arco de madeira vergado com uma cabaça cortada na parte inferior e uma única corda de arame tensionada, que é percutida por uma vareta de madeira acompanhada de um caxixi (pequeno chocalho de palha ou vime trançado com alça para segurar). Um dobrão (moeda, pedra roliça ou ruela de metal), segurado na altura da cabaça, ao tocar a corda interfere na vibração, dando ao som, timbres diferentes. Para a maioria dos estudiosos, o berimbau atual é de origem africana banto. Há registros de seu uso no Brasil, pelos afrodescendentes, nas ruas (vendedores ambulantes e pedintes) e nas festas populares sendo, depois, incorporado à roda de capoeira. Exposição permanente.

 

Coleção de Arte Popular

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Encontra-se em exposição um conjunto de ferramentas de orixás entre adornos de cabeça, (coroas), punhal e espada (adaga) e arco e flecha e leques (abebé), confeccionados em metal prateado e dourado, além de uma escultura do Caboclo em barro policromado, cujo culto está presente em alguns candomblés na Bahia. Ele representa a ligação entre o espírito do genuíno brasileiro e os orixás vindos da África.

 

Centro Cultural Solar Ferrão

Visitação: terça a sexta, de 12h às 18h. Sábados, domingos e feriados, das 12h às 17h

Entrada: grátis

Rua Gregório de Matos, 45, Pelourinho, Salvador

(71) 3116- 6743

Museu Tempostal

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O acervo do Museu Tempostal é composto por postais, estampas e fotografias. As peças, datadas do final do século XIX e meados do século XX, representam imagens de valor histórico, artístico e documental, não só da Bahia e do Brasil, mas também de diversos países do mundo, sobre as mais variadas temáticas. Em destaque ao mês da Consciência Negra, as coleções de postais que dialogam com a história africana e afro-brasileira: Escravos, Ganhadeiras, Baianas, Festas Populares e Pescadores (Puxadores de rede).

Museu Tempostal

Visitação: terça a sexta, de 12h às 18h. Sábados, domingos e feriados, das 12h às 17h

Entrada: grátis

(71) 3117-6383

Rua Gregório de Matos, 33, Pelourinho, Salvador

Museu Udo Knoff de Azulejaria e Cerâmica

 Museu Udo Knoff de Azulejaria e Cerâmica Foto Lázaro Menezes_2

O “Ateliê de Criação do Udo” se utiliza de vários suportes materiais alternativos para mediar o aprendizado. No mês de novembro, a ação visa dialogar sobre a construção da identidade negra, de como ela se desenvolveu e como continua sendo utilizada como representação da identidade da Bahia, principalmente do baiano do Litoral e Recôncavo, bem como de como esta cultura influenciou o modo ser de um povo tão singular.

Na programação das ações no Ateliê estão agendadas atividades como Ecobags, oficina de sacolas ecológicas com motivos africanos, inspirados nas representações dos azulejos decorados com temática afro-brasileira existentes no museu. A oficina será realizada em 19/11, das 14h às 16h. E também a Oficina de Papietagem que acontecerá no dia 17/11, das 14h às 17h, e propõe a criação de máscaras africanas decorativas a partir da mediação e observação dos painéis representativos da cultura afro-brasileira nos azulejos de Udo Knoff e de outros artistas que estão expostos no museu.

Outra ação que o Museu Udo Knoff propõe é o Cine no Udo que, no mês de novembro, contará com a exibição do filme O filho do vento, que fala do convívio do povo africano com as forças da natureza. Após a exibição será realizada uma roda de conversa e desdobramento lúdico. O filme é uma animação infantil baseada no livro de Rogério Andrade Barbosa de mesmo título e será exibido nos dias 18/11 e 25/11, das 14h às 16h. A participação é livre.

Museu Udo Knoff

Visitação: terça a sexta, de 12h às 18h. Sábados, domingos e feriados, das 12h às 17h

Entrada: grátis

Rua Frei Vicente, nº 03, Pelourinho – Salvador (BA)

(71) 3117-6389

 

Parque Histórico Castro Alves

parque histórico

Um passeio imperdível em novembro é o museu biográfico Parque Histórico Castro Alves, que foi inaugurado no lugar em que o poeta Castro Alves nasceu, em Cabaceiras de Paraguaçu (BA), por conta do primeiro centenário de sua morte, em março de 1971, numa área de 52 mil metros quadrados. O acervo convida os visitantes a mergulharem no universo do porta-voz literário da Abolição da Escravatura no Brasil, através de seus poemas, informações e objetos pessoais dele e familiares.

No local é possível ainda conferir a exposição resultado da Oficina de Xilogravuras, desenvolvida com alunos do Colégio Professor Edvaldo Boaventura dentro da programação da Primavera de Museus. São 28 xilogravuras criadas pelos alunos que estão em cartaz na Sala Multimídia do Parque até o final do mês. A oficina foi ministrada por Zimaldo Melo, publicitário formado em Artes Visuais pela Universidade Federal do Recôncavo Baiano (UFRB), que trabalhou conceitos sobre o processo de reprodução da xilogravura, seguindo os passos do artista alemão Hansen Bahia.

Parque Histórico Castro Alves

Visitação: terça a sexta, das 9h às 12h e 14h às 17h. Fins de semana e feriados, das 9h às 14h

Entrada: grátis

Praça Castro Alves, 106, Centro – Cabaceiras do Paraguaçu (BA)

(75) 3681-1102

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