Terreiro Pilão de Prata realiza seminário e festa em homenagem aos 70 anos de iniciação do Pai Air de Osàgiyán

Como parte das comemorações em torno dos 70 anos de iniciação religiosa de Air José Souza de Jesus, mais conhecido como Pai Air, o Terreiro Pilão de Prata (Ilê Odô Ogê) realiza a segunda edição do seminário Asé Bámgbósé, que esse ano tem como tema “A trajetória religiosa de Pai Air de Osàgiyán”. O secretário de Cultura da Bahia, Jorge Portugal, a diretora do Centro de Culturas Populares e Identitárias da SecultBA, Arany Santana, e o historiador Jaime Sodré participaram da abertura do evento na quarta-feira (25).

“Estamos hoje em um momento especial porque, ao homenagear Pai Air e esta casa, estamos honrando a nossa ancestralidade e enriquecendo a caminhada para o povo que vem depois da gente, para o futuro”, afirmou Jorge Portugal. O secretário de Cultura, Arany Santana e a coordenadora do CCPI, Cristiane Taquari receberam placas de homenagem das mãos do anfitrião.

Além de palestras de estudiosos das religiões de matriz africana e de personalidades do candomblé baiano, o encontro, que segue até quinta-feira (26), contou com uma visita guiada por toda a estrutura do terreiro, sobretudo ao Memorial Lajuomim (construído em homenagem a Iyá Caetena “Lajuomim” cujo terreiro, o Ilê Lajuomim, dá origem ao Ilê Odô Ogê). O encerramento ficará por conta do Cortejo Afro.

PAI AIR JOSÉ – O Terreiro Pilão de Prata, situado no Alto do Caxundé, bairro da Boca do Rio em Salvador, está em festa. Air José Souza de Jesus, mais conhecido como Pai Air, completa além dos 75 anos de idade, sete décadas de iniciação religiosa.

Filho carnal de Pedro Antônio de Jesus e de Tertuliana Souza de Jesus, da linhagem sanguínea direta de Rodolpho Martins de Andrade, Bamboxê Obitikô, Pai Air é sobrinho e foi criado por Caetana Sowzer, ebomi da Casa Branca e ialorixá que fundou o terreiro Lajoumim. Além de mãe de criação, Caetana foi quem o iniciou para o orixá Oxaguiã, apenas aos 6 anos de idade. Posteriormente, da Oxum de Iyá Caetana, Pai Air recebeu o nome de BISILOLA, que significa “nascido para a riqueza”.

Após sua iniciação, o jovem Aizinho, como era apelidado, passou a acompanhar Iyá Caetana, tanto no Ilê Lajuomim quanto na Casa Branca. Já adulto, em 1961, após idas e vindas entre Salvador e Rio de Janeiro (onde era bastante requisitado para consultas), Air resolve fixar residência em Salvador e funda Terreiro Pilão Prata (Ilê Odô Ogê). A casa é dedicada ao orixá Oxaguiã e à preservação do culto a Xangô, sendo também identificada com o culto a Oxum, orixá regente do Ilê Lajuomim, que representa o berço religioso de Pair Air José. O terreiro acabou tombado, em 2004, pelo Governo do Estado da Bahia.

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