Igreja do Pilar recebe peças de 300 anos restauradas nesta quarta (09), às 9:30h

Peças restauradas pelo IPAC integram programa de ações do Governo do Estado da Bahia no Centro Antigo de Salvador que reúne as secretarias de Cultura, Turismo, Desenvolvimento Urbano, Saúde e Segurança Pública

Obras Pilar IPAC - Ft Berg Angelo 2008b

O Governo do Estado da Bahia, através do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (IPAC) da Secretaria de Cultura (SecultBA), entrega nesta quarta-feira, dia 9 (dezembro/2015), às 9:30h, a primeira etapa de restauro de peças artísticas da Igreja do Pilar, no bairro do Comércio, em Salvador. São confessionários em madeira, banquetas para apoio de objetos litúrgicos (sagrados) e tocheiros esculpidos na madeira. Algumas das peças têm 300 anos, como as do século XVII, outras são dos séculos XVIII e XIX. Todas integram os bens móveis da igreja. A entrega acontece antes da Festa de Santa Luzia que ocorre dia 13, no mesmo local. A SecultBA apoia o evento com missa no Pilar, via o Centro de Culturas Populares e Identitárias (CCPI).

“Resgatamos aspectos estéticos e históricos da época de cada peça, salvando um acervo inestimável para a história da Bahia”, afirma o diretor geral do IPAC, João Carlos de Oliveira. Os confessionários do Pilar se encontravam em desuso e devem datar do século XVII. Os itens estavam descartados junto ao lixo. Técnicos da coordenação de Restauro de Elementos Artísticos (Cores) do IPAC descobriram e restauraram as peças. Participaram 16 profissionais. “Foram sete marceneiros, seis assistentes na recomposição de elementos pictóricos, uma responsável técnica e técnicos auxiliares”, comenta o diretor do órgão estadual.

Bens móveis_ft_LucasRosario (12)

RAROS O diretor do IPAC destaca que os confessionários restaurados são raros e dos poucos existentes desse período no Brasil. Originalmente, eram policromados em tons azulados. “Hoje, através da reintegração cromática, restabelecemos aspectos originais da época da peça”, afirma João Carlos de Oliveira. Já as banquetas eram utilizadas nas laterais dos altares, servindo de suporte para elementos de celebração, chamados de alfaias, como cálices, patenas, ostensórios e turíbulos. Em geral essas peças eram confeccionadas em prata e ouro, decoradas artesanalmente, lavradas, buriladas e cinzeladas. Cerca de 24 tocheiros em madeira também estão em processo de restauro no IPAC.

“O restauro exige delicadeza, sensibilidade e técnica dentro dos parâmetros científicos; é um trabalho complexo”, alerta o diretor de Projetos Obras e Restauro do IPAC, Hermano Queiroz. São usados pincéis finos de pelo de Marta e técnicas de reintegração, como o rigattino, pontilhismo e trateggio. “Quem define a duração do trabalho são as próprias peças, dependendo do estado de conservação, diagnóstico e projeto de restauro”, explica Queiroz.

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CENTRO ANTIGOEsses serviços do IPAC fazem parte das intervenções do Governo do Estado no Centro Antigo de Salvador. As secretarias de Cultura, Turismo, Desenvolvimento Urbano, Saúde e Segurança Pública têm ações na área, além dos órgãos vinculados.

No Centro Antigo, o IPAC fez a pintura completa do Mercado de Santa Bárbara, reparos e pintura da Igreja do Rosário dos Pretos para a festa que aconteceu na última sexta-feira (4). O IPAC também faz a política pública de ocupação de cerca de 200 imóveis no Pelourinho, administra e faz a programação dos museus estaduais na região, como Tempostal, Udo Knoff e Solar Ferrão, além de responsável pela Praça das Artes e dois dos principais estacionamentos do Pelourinho. Já a SecultBA é responsável pela programação artístico-cultural com média de 60 shows mensais nos Largos do Pelourinho (Pedro Archanjo, Tereza Batista e Quincas Berro D’água), além de grandes eventos como a Festa de Santa Bárbara e o Carnaval do Pelourinho, dentre outras.

O complexo histórico-arquitetônico do Pilar é tombado pelo governo federal, via IPHAN/MinC, mas o Governo do Estado investe no local desde 2012 quando entregou a primeira etapa de restauração da edificação com investimento de R$ 5,2 milhões do Prodetur 2/BID e contrapartida do Tesouro estadual. O Pilar foi construído em meados do século XVII, na base da falha geológica de 70 metros de altura que divide as cidades Alta e Baixa. O conjunto arquitetônico tem elementos do barroco, rococó e neoclássico. Tombado pelo IPHAN/MinC desde 1938 como Monumento Nacional, o órgão federal fiscaliza e tem a tutela sobre o imóvel. É o IPHAN que fará a segunda etapa da restauração do cemitério, contíguo à igreja.

 

Mais informações sobre os restauros do IPAC, na Cores via telefone (71) 3116-6721 e endereço cores.ipac@ipac.ba.gov.br. Para mais dados acesse o site www.ipac.ba.gov.br, o facebook ‘Ipacba Patrimônio’ e o twitter ‘@ipac_ba’.

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