IPAC acompanha hoje (7), as 16h, os ‘Caboclinhos de Itaparica’

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Equipe de sociólogos, historiadores e fotógrafo do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (IPAC) acompanham hoje (7) à tarde a tradição cívica dos ‘Caboclos de Itaparica’. A ideia é registrar a manifestação cultural para integrar um dossiê que reunirá diversas comemorações que existem na Bahia sobre o mesmo tema. O IPAC é vinculado a Secretaria de Cultura do Estado (SecultBA).

“Existe uma dívida histórica para com várias manifestações culturais de caboclos que acontecem na Bahia que vamos resgatar”, diz o diretor geral do IPAC, João Carlos de Oliveira. Segundo ele, estudiosos das lutas pela Independência da Bahia do jugo português, reivindicam que as batalhas ocorridas a partir de 1822 e que culminam com a entrada triunfal da tropa libertadora brasileira em Salvador, em 1823, deviam ser reunidas em uma só proteção do Estado. Atualmente, apenas o Cortejo 2 de Julho – que representa a entrada das tropas na capital – é protegido pelo Estado com o registro de ‘Patrimônio Imaterial da Bahia’.

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REGISTRO ESPECIALA ilha fica na Baía de Todos os Santos, a 16 km de Salvador por via marítima. A apresentação coletiva acontece nas ruas da cidade de Itaparica com pessoas trajando vestes indígenas com cocares de pena. Uma banda musical com flautas e pífanos, acompanha o cortejo em dança ritmada. O ato performático é simulado em memória de combates entre tribos indígenas rivais. Dentre os personagens, o cacique, o caboclo velho, o pantaleão mestre e o contramestre.

“A nossa ideia é desenvolver um projeto único que proteja oficialmente, via Registro Especial, todas as manifestações populares que rememorem essas lutas, já que ocorreram por um só objetivo que era a libertação do governo português”, relata João Carlos. Além das manifestações dos caboclos no Recôncavo que mostram a participação de índios no levante, outras regiões se sublevaram. Do norte da Bahia vieram quase dois mil integrantes. De Caetité (440 km de Salvador) também chegaram homens para lutar. “Participaram das lutas, escravos e ex-escravos, índios, brasileiros e até portugueses à favor do Brasil”, diz o diretor do IPAC.

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ARMASO historiador, escritor e professor da Universidade Federal da Bahia, Luís Henrique Dias Tavares, ressalta que, diferente de outras regiões do país, na Bahia, as armas libertaram o Brasil. “Os brasileiros que libertaram Salvador de armas nas mãos (…) vieram de Santo Amaro, Maragogipe, Cachoeira, São Francisco do Conde, Nazaré das Farinhas, Jaguaribe, Caetité, Chapada Diamantina, formando um exército (…) de diferentes cores, (…) com filhos de escravos e brancos pobres”, (…) totalizando “12 mil pessoas”, já afirmava o especialista em entrevista para Mariluce Moura da Revista FAPESP (2006).

“Pretendemos fazer um inventário de todas as manifestações culturais sobre essas lutas”, adianta o gerente de Patrimônio Imaterial (Geima) do IPAC, Roberto Pellegrino. Essas pesquisas e elaboração de dossiê do IPAC devem durar até 2017. Os ‘Caboclos de Itaparica’ tem promoção da Associação Cultural Grupo Indígena ‘Os Guaranis’, organização sem fins lucrativos que surgiu para homenagear ao povo nativo que perdeu sua vida nas batalhas de 07 de janeiro de 1823, ocorrida da ilha. Mais informações sobre bens culturais intangíveis na Geima/IPAC, via telefone (71) 3116-6741, e endereçogeima.ipac@ipac.ba.gov.br. Fique informado via site www.ipac.ba.gov.br, facebook ‘Ipacba Patrimônio’ e twitter ‘@ipac_ba’.

 

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