EXPOSIÇÃO “TUDO É CORPO”, DA ARTISTA CLARA DOMINGAS, ABRE AGENDA DE 2016 DA GALERIA MANSARDA DO PALACETE DAS ARTES (IPAC/SECULT) – DIA 23/02, ÀS 19H

A exposição “TUDO É CORPO”, da artista plástica Clara Domingas, abre a agenda de 2016 da Galeria Mansarda do Palacete das Artes (equipamento vinculado do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural/Secretaria de Cultura), no dia 23 de fevereiro, às 19h. A instalação vai contar com desenhos em preto e branco, feitos em tecido levemente transparente, onde o visitante terá a oportunidade de conferir imagens de desertos, nuvens, penhascos, cavidades ósseas, mudras, cabeças cortadas, gruas e drones …

Conforme explica a artista, são imagens que “nos fazem co-imaginar junto. Paisagens e elementos em grande escala, visões de possíveis origens e fins dos nossos tempos. Transmutações da natureza, erros e errâncias, morte e vida, o pós-humano, um porvir duvidoso. São inquietações apresentadas por uma amadora do risco e do movimento”, defende Clara Domingas.

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Crédito: Patrícia Martins

Para o diretor do Palacete das Artes, Murilo Ribeiro, trata-se de um trabalho sério e ousado, que a Galeria Mansarda tem o prazer de mostrar ao público, com visitação até o dia 27 de março. “A obra é importante por apresentar, através do desenho, uma proposta contemporânea de arte em termos de forma, conceito e qualidade. Todos estão convidados a conferir e interagir com a exposição”.

As muitas linhas do desenho de Clara Domingas, na avaliação da jornalista e designer Vânia Medeiros, arquitetam imagens ao mesmo tempo desconcertantes, reais, habitáveis e reconhecíveis, além de serem paradoxalmente constituídas de espaços em branco, vãos. “O líquido amniótico onde surgem essas imagens são os erros de seu próprio corpo no espaço. Frestas, rachaduras, riscos rupestres que ali habitam, fazem parte de cada retrato e passam a constituí-lo…. Ela nos encaminha para um lugar mais interno, íntimo, um silêncio alvo. Uma solidão calma e mutável. Em vez de casa, nuvem”.

A mostra é composta por oito painéis, que irão permitir a formação de caminhos de tecido ao longo da galeria, e uma maior interação entre visitante e obra. “Entre a ausência e a soma de todas as cores, uma zona de muitas possibilidades de invenção. A composição/montagem da instalação buscará propor uma espacialidade por onde mover-se. Afirmar que “Tudo é Corpo” exprime a necessidade de abandonar oposições e dualidades, para fazer presente a simultaneidade e a justaposição da matéria e da energia, da realidade visível e invisível; o fluxo de vida-morte em todas as partes”, explica Domingas.

O artista e pesquisador Lucas Bambozzi acrescenta que os trabalhos de Clara e a “sua procura incessante por seu lugar no mundo”, o ajuda a crer no nascimento de linguagens para além das convenções e a possibilidade de escrita (em desenho) da vida, na medida em que se faz arte.  “Entendo, talvez pelas distâncias, que o trabalho de Clara é hoje afetado por idiossincrasias que não são facilmente localizáveis. Se o motor de suas angústias e alegrias mais recentes podem ser localizados facilmente entre Itapuã e a região de fronteira do México (Ensenada, Baja Califórnia), as inquietações de sua alma de menina curiosa se expandem por essa imensa américa-latina que separa um lugar de outro. E voa, flana leve como os tules que pinta, reconstruindo um lar imaginário, menos tijolo e mais pele (corpo).  Clara anda muitas vezes só, por ela mesma, mas sempre ilumina o seu entorno, transformando casa em corpo, e vice-versa”, conclui.

 

Sobre a artista e seu trabalho:

Através de experiências de desterritorialização: viagem e moradia em outros países (EUA, Argentina e México) a formação e prática em Dança e Educação Somática de Clara Domingas começou a se transformar em iniciativas autorais que transbordaram para as Artes Visuais (desenho, pintura, stencil, fotografia, vídeo, animação e o que mais ocorrer). Essa investigação aberta articula campos da performance, filosofia, antropologia e urbanismo.

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Crédito: Patrícia Martins

A artista desenvolve o que chama de Artes e Tecnologias do Corpo: processos de composição em tempo real, dobras de circuito, errâncias pelo mundo, comunicações cotidianas com a rua e encontros com “outros”.

Participou dos Salões de Artes Visuais da Bahia nos anos 2009, 2010, 2012 e 2013. Recebeu o Prêmio do público por “In Memoriam” em Vitória da Conquista (2014); o Prêmio Fundação Cultural do Estado da Bahia por “Feels like Homie” em Teixeira de Freitas (2013) e Menção Especial por “A Festa” em Porto Seguro (2009).Entre  outros trabalhos de relevância, foi ilustradora do mapa-guia na terceira Bienal da Bahia. Criou vídeo-projeções de “A invenção da Cor” (segundo álbum de Tiganá Santana). Com o artista argentino Cabaio, realizou exposições em Buenos Aires, Salvador e La Paz.  No ano passado, realizou a primeira edição de Alter-Cidades em São Luís (MA) em parceria com o programa Conexão| Espaço| Habitação. Atualmente, vive e trabalha em Itapuã, onde desenvolve a ocupação “Nativa Relativa”, desde dezembro de 2011.

 

SERVIÇO

O que: Exposição “Tudo é Corpo”, da artista Clara Domingas

Abertura: 23 de fevereiro, às 19h

Visitação: 24 de fevereiro a 27 de março

Palacete das Artes – Rua da Graça, 284

Horário de visitação: terça a sexta: 13h às 19h; sábado, domingo e feriado: 14h às 19h

Telefones: (71) 3117-6984/6997

Assessoria do Palacete: Cleide Nunes 71 9974 5858

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