Abertas as inscrições para o festival de declamação de poemas de Castro Alves 2016

castroalves

Estão abertas as inscrições para o 2º Festival Infantil de Declamação de Poemas de Castro Alves e para a 15ª edição do Festival de Declamação de Poemas de Antônio de Castro Alves que acontecem em 12/03, às 10h e às 13h, respectivamente. O festival faz parte das comemorações pelos 169 Anos de Aniversário de Nascimento do Poeta Castro Alves, em 14 de março (Dia Nacional da Poesia), que acontece no Parque Histórico Castro Alves (PHCA), no município de Cabaceiras do Paraguaçu, Recôncavo baiano – local onde nasceu o poeta.

Festival de poema 2015 ft.Lazaro Menezes (90)

Para se inscrever é necessário entrar em contato com o PHCA através do telefone (75) 3681-1102 ou pelo e-mail renyparquehistorico@gmail.com. A idade máxima para participar do 2º Festival Infantil de Declamação de Poemas de Castro Alves é 13 anos e será solicitada a autorização de um responsável. A premiação dos vencedores acontece em 14/03, às 11h30, no PHCA.

O evento – uma iniciativa da Diretoria de Museus do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (DIMUS/IPAC) – já é tradição na cidade e reúne pessoas de diversas regiões e de todas as idades que prestam homenagem ao grande poeta baiano, autor de Espumas FlutuantesVozes D’África e O Navio Negreiro. O evento será realizado no Parque Histórico Castro Alves (PHCA), localizado na Fazenda Cabaceiras, local onde nasceu o poeta. A diretora da DIMUS, Ana Liberato, explicou que o festival foi criado para homenagear o poeta Castro Alves e incentivar a juventude a usar a poesia para manifestar seus sentimentos. “Os poemas do grande poeta expressam o seu romantismo, o seu amor à pátria, além do intenso sentimento libertário”, acrescenta.

No festival, os jurados analisam: originalidade (criatividade utilizada para a apresentação do poema), dicção (clareza das palavras pronunciadas na declamação), fluência verbal (correção e a pronúncia das palavras) e fidelidade ao texto (exatidão e o respeito a todos os versos e palavras do poema). Os jurados serão: Edvard Passos (encenador, dramaturgo e pesquisador das relações de Castro Alves com o teatro e a teatralidade); Eliene Diniz (socióloga com experiência na área de Literatura); Kátia Borges (jornalista e escritora); Osvaldina Cezar (museóloga e coordenadora do Centro Cultural Solar Ferrão) e Patrícia Santos (Professora Mestre em Comunicação Museológica pela UFRB).

 

SERVIÇO: 169 Anos de Aniversário de Nascimento do Poeta Castro Alves

Quando: 12, 13 e 14 de março de 2016

Onde: Parque Histórico Castro Alves (PHCA)

Endereço: Praça Castro Alves, nº 106, Centro, Cabaceiras do Paraguaçu/ BA

Tel.: (75) 3681-1102

Realização: PHCA/DIMUS/IPAC/ SECULT-BA

Gratuito     

 

 Parque Histórico Castro Alves_Foto por Lázaro Menezes

Sobre o PHCA: Por conta do primeiro centenário da morte de Castro Alves, em março de 1971 foi inaugurado, no lugar onde ele nasceu, o museu biográfico Parque Histórico Castro Alves (PHCA), numa área de 52 mil metros quadrados. O acervo convida os visitantes a mergulharem no universo do porta-voz literário da Abolição da Escravatura no Brasil. Visitação: terça a sexta, das 9h às 12h e 14h às 17h. Fins de semana e feriados, das 9h às 14h. Entrada: grátis.

O poeta: Antônio de Castro Alves, mais conhecido como Castro Alves, o poeta dos escravos, nasceu na Bahia, dia 14 de março de 1847, na Fazenda Cabaceiras, comarca de Muritiba, hoje município de Cabaceiras do Paraguaçu. Famoso pelas fortes críticas à escravidão fez parte da Terceira Geração da Poesia Romântica (Social ou Condoreira), caracterizada pelos ideais abolicionistas e republicanos, sendo considerada a maior expressão da época. Suas obras são: Espumas Flutuantes, Gonzaga ou A Revolução de Minas, Cachoeira de Paulo Afonso, Vozes D’África, O Navio Negreiro, entre outras. Em 1862 ingressou na Faculdade de Direito de Recife, após ter feito o curso primário no Ginásio Baiano. É dessa época a composição dos primeiros poemas abolicionistas: Os Escravos e A Cachoeira de Paulo Afonso. Em 1867, retorna para a Bahia e segue, no mesmo ano, para o Rio de Janeiro, com incentivos promissores de José de Alencar, Francisco Otaviano e Machado de Assis. Depois, em São Paulo, encontrou a mais brilhante das gerações, a exemplo de Rui Barbosa, Joaquim Nabuco, Rodrigues Alves, Afonso Pena, Bias Fortes, para citar alguns dos notáveis. Neste período, viveu seus dias de maior glória. Em 11 de novembro de 1868, caçando nos arredores de São Paulo, feriu o calcanhar esquerdo com um tiro de espingarda, resultando-lhe na amputação do pé. Em seguida, contraiu tuberculose, obrigando-o a voltar à Bahia, onde morreu, em 1871.

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