Museu Abelardo Rodrigues destaca Núcleo da Paixão de Cristo em parceria com Arquidiocese de Salvador

O Museu Abelardo Rodrigues (Centro Cultural Solar Ferrão – Pelourinho) participa, entre os dias 14 e 27 de março, da programação especial proposta pela Arquidiocese de Salvador em homenagem à Semana Santa, destacando peças do Núcleo da Paixão de Cristo presente no Abelardo.  As peças em evidência – “Crucificado, “Nossa Senhora das Dores”, “Maquineta” e “Senhor dos Passos” – são datadas dos séculos XVII, XVIII e XIX respectivamente, e reúnem aspectos simbólicos cristãos, na perspectiva católica, inseridas contexto da Semana Santa.

A visitação é gratuita e pode ser realizada nos horários de funcionamento do museu, sendo de terça à sexta das 12 às 18h, e aos fins de semana e feriados, das 12 às 17h.

Crucificado, madeira policromada. SEC XII

Crucificado – Madeira cromada – Sec. XII

 

O Museu Abelardo Rodrigues

O colecionador pernambucano Abelardo Rodrigues (1908-1971) reuniu ao longo de sua vida uma das mais importantes coleções, composta por mais de 800 objetos, que revela a trajetória histórica e artística da arte sacra cristã no Brasil, percorrendo o Barroco e o Neoclássico, suas formas de representação e devoção, aproximando o humano do sagrado.

Inaugurado em novembro de 1981, o Museu Abelardo Rodrigues preserva uma das mais importantes coleções de arte sacra do país, reunida pelo pernambucano que dá nome ao Museu. O acervo de Abelardo Rodrigues foi adquirido pelo Governo da Bahia em 1973, após uma longa disputa judicial com o Estado de Pernambuco, conhecida, na época, como “Guerra Santa”. As peças chegaram a Salvador em 1975.

Apresenta peças datadas dos séculos XVII ao XX, confeccionadas em diversos materiais, a exemplo de madeira, barro cozido, marfim, pedra sabão e metal. São oratórios, miniaturas, imaginária, crucifixos, imagens de Roca, maquinetas, crucificados, mobiliário de devoção, objetos de origem brasileira, principalmente nordestina, como também de procedência europeia. Neste universo, destacam-se obras com características orientais que fogem completamente ao traçado barroco marcante na coleção. O acervo reúne exemplares da imaginária erudita e popular, esta, registrando imensa variedade de influências regionais.

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