IPAC lança livro digital ‘Terreiros de Candomblé: Cachoeira e São Félix’

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O livro digital sobre a realidade e história de 10 terreiros de candomblé das nações nagô, nagô-vodum, jeje-mahi e angola em Cachoeira e São Felix, no Recôncavo baiano, está sendo lançado pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (IPAC). O volume digital está disponível no link http://migre.me/to47q ou com acesso via site www.ipac.ba.gov.br, nos links: ‘Downloads’, ‘Publicações’ e ‘Terreiros de Candomblé’. O IPAC é vinculado à Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA) e coordena a política pública estadual de proteção aos bens culturais baianos.

A primeira tiragem impressa do livro foi lançada em outubro do ano passado (2015) na Feira Literária Internacional da Bahia (FLICA), em Cachoeira, no claustro da Ordem 3ª do Carmo, com a presença do secretário de Cultura, Jorge Portugal. “Antes disso, promovemos a proteção desses terreiros com o Registro Especial, que é uma ferramenta inédita no Brasil e engloba a proteção dos conceitos físicos e simbólicos dos terreiros”, afirma o diretor geral do IPAC, João Carlos de Oliveira.

 

PLANO de SALVAGUARDA Segundo o diretor do IPAC, ao contrário do tombamento utilizado anteriormente, o Registro Especial prevê um ‘plano de salvaguarda’ com metas, objetivos, regras e ações de proteção a curto, médio e longo prazos para proteger os terreiros. “Além disso, graças a uma parceria entre IPAC/SecultBA, Sepromi e Prefeitura de Cachoeira, iniciaremos serviços prediais nesses terreiros, já que uma vistoria mostrou problemas nas suas edificações”, diz João Carlos de Oliveira.

No livro digital os terreiros são mostrados em 244 páginas, 250 fotos coloridas, além de infográficos, ilustrações e mapas. Participam os terreiros ‘Aganjú Didê’ (conhecido como ‘Ici Mimó’), ‘Viva Deus’, ‘Lobanekum’, ‘Lobanekum Filha’, ‘Ogodó Dey’, ‘Ilê Axé Itayle’, ‘Humpame Ayono Huntóloji’ e ‘Dendezeiro Incossi Mukumbi’, em Cachoeira, além de ‘Raiz de Ayrá’ e ‘Ile Axé Ogunjá’ em São Félix. “O livro digital do IPAC é um documento iconográfico maravilhoso, que nos dá dimensão da importância dos candomblés de São Félix e Cachoeira”, relatou o secretário Jorge Portugal, durante o lançamento da versão impressa na FLICA ano passado.

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LANÇAMENTO DE VÍDEO Foram impressos dois mil exemplares que já foram distribuídos na época da FLICA. “Mais dois mil serão distribuídos no lançamento do videodocumentário sobre esses terreiros”, esclarece o diretor de Preservação do Patrimônio do IPAC, Roberto Pellegrino. O vídeo será lançado ainda neste primeiro semestre em Cachoeira e em Salvador, em datas a serem divulgadas.

Referência no Brasil como um dos mais antigos órgãos de proteção aos bens culturais no país, o IPAC promove a produção técnica e científica com a qual trabalha, incluindo livros. Alguns deles, dispõem de documentários em DVD. São destinados a instituições culturais, universidades, escolas e bibliotecas. Agentes municipais e prefeituras também recebem as publicações. Mais informações na coordenação de Articulação e Difusão (Coad) do IPAC, via telefone (71) 3116-6945 e endereço coad.ipac@ipac.ba.gov.br. Fique informado via sitewww.ipac.ba.gov.br, facebook ‘Ipacba Patrimônio’, twitter ‘@ipac_ba’ e Instagram ‘@ipac.patrimonio’.

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5 respostas em “IPAC lança livro digital ‘Terreiros de Candomblé: Cachoeira e São Félix’

  1. Louvável iniciativa! Aproveito para ressaltar que o Núcleo de Estudos Afro-Baianos Regionais da UESC dispõe de resultados de um trabalho exaustivo de mapeamentos de terreiros do Sul da Bahia, coordenado pela Professora Valéria Amim. O estudo, publicado em Águas do Leste, um olhar sobre os terreiros (Editus, 2013), revela a existência de um grande número de casas, filiadas às mais diversas nações do candomblé, que reclamam uma aproximação dos órgãos competentes. Não somente para registrar as suas práticas e contribuir para sua preservação, mas para compreender a sua dinâmica em outros espaços que ultrapassam os centros tradicionalmente considerados, como Salvador e circunvizinhanças. Pela riqueza que expressam, algumas tradições no Sul da Bahia merecem um olhar atencioso, como as ligadas à nação Ijexá, preservadas em poucos terreiros no Brasil.

  2. MUITO BOA INICIATIVA DO IPAC E
    SABIAS COLOCAÇÕES DE PAI RUY, JÁ QUE NA REGIÃO SUL EXISTEM TERREIROS DE VARIAS NAÇÕES. DARIA UM BOM DOCUMENTÁRIO,!NÃO SÓ AQUI NO SUL DA BAHIA MAS EM TODAS AS REGIÕES DO NOSSO ESTADO. RAIMUNDO NUNES DE OLIVEIRA, OGAN DO ILÊ AXÉ IJEXÁ ORIXÁ OLUFON- ITABUNA BAHIA.

  3. Oxalá, Olorokê e Oxum nos ajudem que os órgãos oficiais também lancem seus olhares por outros rincões da Bahia, contemplando a mesma temática, a exemplo da Região Sul da Bahia. Vale lembrar que ainda continua de pé, no sentido aqui abordado, o muro invisível que sempre separou a citada região, da Cidade do Salvador e seu Recôncavo. Ruy Póvoas, babalorixá da nação Ijexá, em Itabuna.

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