Centro Cultural Solar Ferrão realiza palestra “Valorizando o Som dos Esquecidos” em comemoração ao Dia do Índio

 

 

Buzinas, apitos e Flautas Indígenas_Emilia Biancardi ft. Lazaro Menezs (4)_cortada

Em homenagem ao Dia do Índio (19/04), o Centro Cultural Solar Ferrão (Rua Gregório de Mattos, Pelourinho) promove em 14/04, às 15h, a palestra “Valorizando o Som dos Esquecidos”, quando serão apresentados alguns instrumentos de origem indígena, duas manifestações musicais coreográficas e apresentação da Orquestra Museofônica. A palestra será realizada pela etnomusicóloga Emília Baincardi e as apresentações de dança serão realizadas por alunos da escola de dança da FUNCEB.  A atividade é aberta ao público.

Os instrumentos musicais tradicionais indígenas que serão apresentados na palestra fazem parte da exposição “O Som dos Esquecidos” da Coleção de Instrumentos Musicais Tradicionais Emília Biancardi (em exposição no Solar Ferrão). Cada instrumento traz os segredos de sua confecção. Feitos originalmente com elementos das florestas, os sons evocam a comunhão com a natureza. As duas manifestações musicais coreográfica são as dos kamaiurás, habitantes do Parque Indígena do Xingu (onde Emília morou por algum tempo) e a dança do toré, proveniente dos índios do Nordeste brasileiro. Nessas manifestações, os alunos dançam, cantam e tocam as maracás – chocalho indígena feito de uma cabaça seca, sem miolo, na qual se colocam pedras ou sementes e que aprenderam a fazer nos encontros com Emília Biancardi no Centro Cultural Solar Ferrão. Além disso, a Orquestra Museofônica vai apresentar uma reinterpretação da forma aculturada da História da Mãe do Vento – uma das manifestações musicais que os índios da Amazônia criaram a partir dos sons da floresta.

“No geral as pessoas esquecem que, quando os povos invasores chegaram no Brasil, e depois os negros, os índios já tinham seus instrumentos musicais, já tinham suas músicas e danças. Com esse tipo de iniciativa, queremos transmitir esse conhecimento”, explica Emília – responsável pela maior coleção de instrumentos musicais dos índios no Brasil.

 

Emilia Biancardi

Etnomusicóloga e pesquisadora da Música Folclórica Brasileira, com seu interesse por instrumentos musicais de cultura popular, fez nascer a Coleção de Instrumentos Musicais Tradicionais Emília Biancardi. Hoje, o acervo compreende mais de 1000 instrumentos oriundos dos cinco continentes.

 

Orquestra Museofônica

A Orquestra Museofônica é uma proposta pedagógica musical idealizada pela Diretoria de Museus do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (DIMUS/IPAC), Ana Liberato, tendo como referencia a Coleção de Instrumentos Musicais Tradicionais Emília Biancardi. É composta por cerca por 30 integrantes, funcionários atuantes nas instituições museais e no IPAC, além de músicos convidados. Os instrumentos utilizados nas apresentações são provenientes das viagens de Emília por terras africanas, indígenas, orientais e europeias.

 orquestra museofônica 3_Jeferson Vieira

Escola de dança da FUNCEB

Fundada em 1984, a Escola de Dança da FUNCEB constituiu-se como a primeira escola pública do gênero no país, e agora integra o Centro de Formação em Artes. A instituição, localizada à Rua da Oração, nº 1, Terreiro de Jesus – Pelourinho, atende uma média anual de mais de mil alunos, entre crianças, jovens e adultos, em especial afrodescendentes, oriundos de escolas públicas e moradores de bairros populares. Atua na iniciação, formação técnica e qualificação em dança – assim, ocupa a vida de um público infanto-juvenil e também de adultos com os benefícios da prática artístico-cultural, apresenta à sociedade novos profissionais anualmente e aperfeiçoa o trabalho de artistas que já representam a produção contemporânea da dança baiana.

Além do alinhamento às políticas dos ministérios da Cultura e da Educação, a Escola de Dança da FUNCEB é também conveniada à Secretaria de Educação do Estado da Bahia. Esta vinculação com o sistema educacional do Estado abre diversas possibilidades de ação e qualifica o trabalho da Escola, além de fortalecer o reconhecimento da educação através das artes na Bahia. Outro comprometimento é com a Lei 10.639/2003, que torna obrigatório o ensino de História e Cultura Afro-Brasileira em todas as escolas brasileiras. Para tanto, a Escola de Dança da FUNCEB garante a inclusão de disciplinas como Dança Afro, Danças Populares e Capoeira nos currículos de seus cursos e realiza eventos de valorização de conteúdos relacionados às matrizes culturais que também estruturam a dança feita na Bahia.

O trabalho contínuo da Escola de Dança da FUNCEB traz resultados sólidos para o cenário desta linguagem artística. Através de parcerias com grupos e projetos artísticos, mostras e circulação de produtos, alunos e ex-alunos da instituição vêm conquistando reconhecimento em todo o país, inclusive com premiações em festivais e editais de apoio à Cultura Bahia afora.

 

Serviço: Centro Cultural Solar Ferrão realiza palestra “Valorizando o som dos esquecidos” em comemoração ao Dia do Índio

Data: 14/04/2016

Horário: 15h

Local: Centro Cultural Solar Ferrão (Rua Gregório de Matos, Pelourinho)

Tel.: 3116-6743

Atividade aberta ao público

A Diretoria de Museus do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (DIMUS/IPAC) é uma unidade vinculada a Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA).

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s