Alunos do Colégio Estadual Azevedo Fernandes participam de mais uma etapa do Projeto “Quem Somos” no Pelourinho

 

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Através do reconhecimento da importância e riqueza de onde moram, o projeto pretende contribuir para que os jovem se valorizem e tenham melhor rendimento escolar

Através dos conhecimentos de história, cultura e do patrimônio do Centro Histórico de Salvador, o projeto ‘Quem Somos’ pretende contribuir para o reconhecimento e valorização dos jovens como participantes nas transformações do bairro onde residem. Atualmente o projeto vem sendo desenvolvido com alunos do ensino Fundamental II do Colégio Estadual Azevedo Fernandes (Pelourinho) que, na próxima semana, participam de dois encontros: dia 19/07, 9h, na Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos e dia 21/07, 9h, na Coleção de Arte Africana do Centro Cultural Solar Ferrão – quando Iray Galrão vai fazer uma contação de histórias. O projeto é desenvolvido pelo LabDIMUS (Laboratório de Educação Digital: Museu, Arte e Cultura) em parceria com o setor educativo do Museu Tempostal, ambos também localizados no Pelourinho.

“É extremamente importante promover a valorização da história local e dos espaços culturais que são considerados dispositivos de inclusão social e cidadania. Por meio do desenvolvimento de atividades podemos despertar o interesse do público para com a história do lugar em que vivem”, explica Ana Liberato, diretora da Diretoria de Museus do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (DIMUS/IPAC). O LabDimus e o Museu Tempostal integram a DIMUS/IPAC, unidade vinculada a Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA). “Pra mim conviver com o Pelourinho traz um sentimento artístico e de aprendizado, e o Projeto Quem Somos com o LabDimus me ajudou a ser mais disciplinado, entrar em contato com a escola de música do Olodum e construir o sonho de ser músico”, afirma um dos alunos participantes do projeto.

A coordenadora do LabDIMUS, Cristina Mello explica que o objetivo do projeto é estimular a comunidade a compreender, através do reconhecimento da sua história, o seu papel social, partindo de questões referentes à memória e identidade. “Perante um processo que inclui rodas de conversas, contextualização de obras de arte e heranças culturais, a atividade busca levar os jovens estudantes a elaborarem novos sentidos e significados  sobre fatos históricos, em que eles deverão chegar ao reconhecimento e valorização do Pelourinho, desenvolvendo um novo olhar sobre o passado e o presente. O projeto Quem Somos parte do princípio de que a reflexão sobre a nossa memória é ponte que une passado e presente e transforma o futuro. Portanto, conhecer o legado que nossos antepassados nos deixaram nos remete à reconstrução de nossa própria história e à prática da cidadania. Nesta perspectiva pedagógica, entendemos que a apropriação do conhecimento do patrimônio cultural de nossa sociedade por parte destes jovens, será um grande legado para o futuro, garantindo a sua valorização e preservação”, completa.

A professora de Língua Portuguesa da escola Adriana Santana (atualmente em licença-prêmio para concluir o mestrado ‘Saberes e Práticas de Letramento nas Escolas do Centro Histórico de Salvador, pela Faculdade de Educação da UFBA) conta que este é o segundo ano de parceria neste projeto, justamente por conta do sucesso da edição realizada no ano passado. “Sentimos a necessidade de realizar o projeto Letramento, Identidade e Memória para desenvolver práticas de letramento social num trabalho inventivo de leitura e escrita visando formar leitores, escritores e falantes competentes na língua materna. Os alunos participantes do projeto vivem na comunidade do Pelourinho, por isso trabalhamos com os temas identidade e memória, a riqueza arquitetônica, cultural e histórica do local onde moram. Todo o trabalho terá como suporte leitura e produção de textos jornalísticos: notícia, reportagem, histórias em quadrinhos, editoriais, etc. e, com tudo isso, além de complementar o conteúdo e atividades da escola, ajudamos a melhorar a autoestima deles. No ano passado já percebemos uma diminuição na evasão escolar, um maior interesse pelos estudos e, principalmente, uma mudança significativa na atitude deles. Este trabalho, de cunho interdisciplinar tem como colaboradores as professoras Tânia (História), Anaceli e Rose Calli (Língua Portuguesa), Ivanise (Ciências) e conta com o apoio da Diretora Eliana Teles e a coordenadora Marluce”, declara.

Este ano o projeto será realizado de julho a outubro e, além das atividades multidisciplinares dentro da escola – com o uso do conteúdo apreendido nas ruas e nos museus -, os alunos participam ainda de oficinas com foco em economia solidária no LabDIMUS (para exercitarem o empreendedorismo) e de conteúdo no Museu Tempostal.

 

 

Serviço: Projeto ‘Quem Somos’

Colégio Estadual Azevedo Fernando (Praça José de Alencar, 11 – Pelourinho)

Dia 18/07, 9h – Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos (Largo do Pelourinho)

Dia 21/07, 9h – Coleção de Arte Africana do Centro Cultural Solar Ferrão (Rua Gregório de Matos, 45, Pelourinho)

Assista: https://www.youtube.com/watch?v=LjX0snxp6QI

 

Os espaços Dimus/Ipac

O LabDIMUS (Rua Gregório de Mattos, 39 – subsolo, Praça das Artes – Pelourinho) desenvolve atividades direcionadas às novas mídias digitais, propondo, executando e avaliando as oficinas que desenvolve. Buscando atividades com grupos escolares e público em geral, o LabDIMUS faz a interlocução entre as novas tecnologias e as coleções em exposição nos museus da DIMUS. Com isso, pretende manter o intercâmbio com as instituições de ensino de forma interdisciplinar, contribuindo para a melhoria da educação formal a partir da promoção de oficinas de interesse de professores e estudantes. As atividades integram as diversas linguagens da comunicação: sonora, visual, impressa e audiovisual.

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O acervo do Museu Tempostal (Rua Gregório de Mattos, 33, Pelourinho) é composto por postais, estampas e fotografias, em sua maioria, procedentes da coleção de Antônio Marcelino do Nascimento. As peças, datadas do final do século XIX e meados do século XX, representam imagens de valor histórico, artístico e documental, não só da Bahia e do Brasil, mas também de diversos países do mundo, sobre as mais variadas temáticas.

Coleção Arte Africana – O colecionador italiano Claudio Masella (Roma, 1935-2007), reuniu por mais de 30 anos uma coleção de arte africana com mais de mil exemplares. Esses objetos ilustram a arte dos principais grupos étnicos do continente africano, compondo um panorama ímpar para entendimento da diversidade cultural e as suas influências na formação do Brasil. Doadas ao Governo do Estado da Bahia, em 2004. A exposição Arte Africana está no Centro Cultural Solar Ferrão (Pelourinho), localizado na Rua Gregório de Matos, 45.

 

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