Joalheria escrava baiana é tema de palestra hoje (26) no Pelourinho

Acervo do Museu Carlos Costa Pinto

Até às 17h de hoje (26), acontece no Centro de Documentação e Memória (Cedom) do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (IPAC) a palestra ‘Joalheria Escrava Baiana: construção histórica do design de joias brasileiro’, ministrada por Ana Beatriz Simon Factum. A palestra começou às 14h e é baseada na tese de doutorado da pesquisadora na USP. O Cedom/IPAC fica na Rua Gregório de Matos, nº 29, Pelourinho, Centro Histórico de Salvador.
Ana Beatriz analisa a aparência dos objetos, técnicas de feitura e mistura de heranças culturais diversas. “Para a mulher negra ou mestiça, escravizada, alforriada ou liberta, o uso das joias simbolizava a preservação de sua cultura, a sua reconstrução identitária, a manutenção de sua autoestima e, principalmente, sua resistência à condição de mercadoria à qual estava submetida, demonstrando a importância da participação das mulheres negras de ascendência de diversos povos da África Subsaariana no processo de formação da cultura material brasileira”, afirma Ana Beatriz.
Bia Simon2

Ana Beatriz Simon

DESIGN – A arquiteta e urbanista desenvolve estudos de responsabilidade social, de aprofundamento e ampliação dos conhecimentos de design classificados como afro-brasileiros. O evento é gratuito e aberto ao público, e integra as ações de educação patrimonial do IPAC. “O objetivo é apresentar as joias usadas pelas escravas negras, libertas ou alforriadas na Bahia nos séculos XVIII e XIX”, afirma Daiana Sacramento, coordenadora de Educação Patrimonial do IPAC.
“Neste mês já realizamos oficina de fotografia, com Lázaro Menezes, palestra sobre Inventário do IPAC, com Vivian Lene e apresentação da Orquestra Sinfônica da Bahia. Essa programação vai até novembro”, diz Daiana. No próximo dia 28, acontece palestra sobre o escritor Manuel Querino, com os professores Luiz Alberto Ribeiro e Maria das Graças de Andrade. “Essas ações, buscam educar, instruir e promover uma interação com o público”, finaliza.
ACERVO – O Cedom/IPAC dispõe de 4,7 mil documentos reunidos em quase 50 anos de existência do IPAC. Além de plantas, projetos e cadastros arquitetônicos, mapas, croquis e esboços produzidos entre os anos de 1969 e 2016. O local tem um arquivo fotográfico com cerca de 150 mil imagens. Há fotos digitais e analógicas (impressas e negativas) em preto e branco e coloridas. Filmes, fotogramas, slides, reproduções antigas e álbuns complementam o conjunto. Além da Biblioteca Manuel Querino com 220 obras raras datadas dos séculos XVIII, XIX e XX.
O local também é responsável pelos livros editados pelo IPAC: http://www.ipac.ba.gov.br/downloads#aba-4. Mais informações: (71) 3116-6945 e endereço coad.ipac@ipac.ba.gov.br. Acesse: www.ipac.ba.gov.br, Facebook ‘Ipacba Patrimônio’, Twitter ‘@ipac_ba’ e Instagram ‘@ipac.patrimonio’.
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