Chico Liberato e Alba Liberato comandaram roda de conversa no Solar Ferrão

 

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Na quarta-feira (03), o Centro Cultural Solar Ferrão (Pelourinho) recebeu dois importantes nomes do cinema brasileiro: Chico Liberato e Alba Liberato. O cineasta, que inovou no cenário das animações brasileiras ao retratar a cultura popular nordestina com o filme Boi Aruá (1984), exibiu o seu novo curta-metragem Amarílis (2016) e abriu o bate-papo que teve a participação de estudantes de escolas públicas e também foi aberto ao publico. A iniciativa surgiu com o intuito de dialogar com a exposição temporária ‘Imagens dos Vaqueiros da Bahia’, a qual apresenta (até 14/08 no local) fotografias de vaqueiros pelos sertões e tem a proposta de valorização desse ofício, considerado Patrimônio Cultural Imaterial do Estado da Bahia.

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Chico contou um pouco sobre as suas experiências e processos criativos. “Foi convocada uma orquestra inteira para realizar a trilha sonora do filme [Boi Aruá]. No seu lançamento, no Teatro Castro Alves, enquanto o filme era exibido, a orquestra tocava ao vivo”, relatou. A roteirista Alba Liberato, sua esposa, também falou sobre a dificuldade de fazer animação na década de 80, e da importância de criar animações voltadas para as histórias do Brasil. “Hoje em dia é muito fácil fazer animação; basta ter um computador. Antigamente, tínhamos que ir a um estúdio de animação e alguns efeitos especiais eram feitos com saco de farinha”, disse Alba. “Não sabíamos que podíamos botar a nossa cara nos desenhos animados. O filme abriu a possibilidade de assistir a cultura brasileira no desenho animado. Antes a gente só assistia Tom e Jerry”, acrescentou.

Além da conversa, aconteceram as exibições do longa-metragem Boi Aruá, e o novo curta Amarílis, o qual tem direção de Chico e roteiro de Ana. O curta conta a história de um homem e uma mulher do sertão que, ao entrarem em contato com elementos da vida urbana, começam a ter conflitos na relação amorosa. Com muitas cores e permeado de símbolos que representam a vida sertaneja, a produção foi bastante aplaudida e elogiada pelos presentes. Chico ainda revelou que está engajado em uma nova produção. “O nosso novo projeto vai falar sobre a cultura pré-cabralina. Vamos fazer um longa-metragem sobre a história do Brasil, pois não sabemos muita coisa desse período”.

Alba Liberato ainda aproveitou para elogiar as exposições ‘Imagens dos Vaqueiros da Bahia’ e ‘Coleção de Instrumentos Musicais Tradicionais Emília Biancardi’, sendo esta uma exposição permanente no Solar Ferrão que reúne mais de mil instrumentos musicais dos cinco continentes, e que foram coletados pela artista, com destaque às peças referentes à cultura afro-brasileira e indígena. “Achei que houve um diálogo coerente [do bate-papo] com essa exposição dos Vaqueiros. E eu também gostei muito da exposição de Emília Biancardi; eu já visitei muitos museus, mas essa me impressionou”, comentou Alba.

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