Memoriais e museus de terreiros de candomblé podem ter apoio do IPAC

Visita do Diretor Geral do IPAC ao Terreiro Gantois_ft_GeraldoMoniz (33)

O diretor do IPAC em visita ao Terreiro do Gantois

Reformas prediais, limpeza e restauro de peças, diagnósticos, expografias, catalogações, acervo documental/arquivístico e planos museológicos. Essas são algumas das ações que todo memorial e espaço museológico necessita para existir e funcionar. São essas também as principais demandas que os mais reconhecidos terreiros de candomblé da Bahia têm para serem resolvidas nos seus espaços destinados a falar das suas histórias, simbologias e riqueza cultural. “É fundamental ouvir essas comunidades que guardam a memória e a história ancestral afrodescendente na Bahia e a política pública cultural pode auxiliar nessas demandas”, afirma o diretor geral do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (IPAC), João Carlos de Oliveira.

O diretor do IPAC explica que, juntamente com esses terreiros, o Instituto está construindo proposta legal para esse atendimento. “Alguns terreiros que dispõem de memorial e museus são tombados pelo Estado da Bahia, outros, no entanto, pela União, via IPHAN, e ainda há alguns que não têm tombamento, por isso a ideia de criar um grupo que possa fazer termos de cooperação com o IPAC em trâmites legais”, explica João Carlos. Vinculado à secretaria de Cultura (SecultBA), o IPAC detém os principais museus baianos (www.ipac.ba.gov.br/museus).

EDITAISRepresentantes de terreiros já estiveram no IPAC no início de julho (2016) para discutir o tema. Compareceram os terreiros de Jauá, Casa Branca, Mokambo, Gantois e Pilão de Prata. Muitos já dispõem de memoriais ou museus, mas necessitam de exposições, planos museológicos, visitações e ações educativas. Outro apoio do Estado são os Editais/SecultBA com recursos do Fundo de Cultura. “Os Editais 2016 somam quase R$ 40 milhões, incluindo projetos para museus e memoriais”, diz o diretor do IPAC. No link http://goo.gl/CDlZro encontram-se os detalhes. Aceitam-se projetos de inventários, estudos, ações educativas, de preservação e planos museológicos, dentre outras ideias.

O terreiro Mokambo, por exemplo, já possui memorial vencedor de Edital do IPAC/SecultBA com orçamento de R$ 89 mil. Já o Memorial Menininha do Gantois homenageia Maria Escolástica da Conceição Nazareth, yalorixá do terreiro de mesmo nome (entre 1922 e 1986), e conseguiu a produção de fôlderes e sinalização trilíngue (yorubá, inglês e português). “Esses suportes aprimoram a comunicação com o público e a recepção aos turistas”, relata a museóloga e coordenadora de Editais do IPAC, Ana Coelho.

“O IPAC se coloca à disposição para desenvolvermos projetos que tornem os memoriais e museus de terreiros autossustentáveis”, diz Tata Anselmo, do terreiro Mokambo. O IPAC/Secult fez ainda o Registro como Patrimônio da Bahia de 10 terreiros de Cachoeira e São Félix. Esses terreiros receberam R$ 240 mil do IPAC/SecultBA e prefeitura de Cachoeira para conserto de pisos e paredes, infiltrações e telhados. Complementando, no ano passado o IPAC lançou na Feira Literária (FLICA), livro e videodocumentário sobre esses terreiros: http://migre.me/to47q. Informações sobre os Editais/IPAC via telefone (71) 3117-7482.  Acesse: www.ipac.ba.gov.br, facebook ‘Ipacba Patrimônio’, instagram ‘@ipac.patrimônio’ e twitter ‘@ipac_ba’.

 

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