Museu Udo capacita monitores e funcionários para atender deficientes intelectuais

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Com uma palestra realizada ontem (4) com a diretora do Centro de Educação Especial da Bahia (CEEBA), Alzira Castro, o Museu Udo Knoff, localizado na Rua Frei Vicente, nº3 (71 3117-6388), Pelourinho, em Salvador, dá início a treinamentos de monitores para pessoas com essa deficiência. “Em 2016 já inserimos 100 jovens no mercado de trabalho. Estamos descontruindo paradigmas e mostrando como é possível uma pessoa com deficiência intelectual trabalhar, estudar e construir uma família e, por isso, podem ser atendidas adequadamente em um museu também”, afirmou Alzira durante o evento.

‘Desmitificando a Deficiência’ foi o título da palestra. Em clima de bate-papo, foram abordados assuntos como a educação e primeiro emprego. A palestra é resultado de parceria entre o CEEBA e o Museu Udo, e durante todo este mês de outubro oferecerá oficinas para jovens. Alzira, que é formada em pedagogia, falou sobre a importância da parceria para a instituição, que hoje tem cerca de 600 alunos. A palestra foi finalizada com uma frase que fez a plateia repensar questões sobre a deficiência: “A barreira atitudinal exclui o aluno, o cidadão”.

POLÍTICA PÚBLICA O Museu Udo Knoff de Azulejaria e Cerâmica é um dos equipamentos do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC), órgão da secretaria de Cultura (SecultBA). O IPAC é responsável pelos mais importantes museus baianos (MAM, MAB, Palacete, Palácio da Aclamação, Solar Ferrão) e desenvolve políticas em benefício da museologia na Bahia. Dentre as ações do IPAC para museus estão editais (http://goo.gl/UmCZdp) e campanhas educativas e de mobilização, como Primavera de Museus e Semana de Museus (http://goo.gl/4qtMUO, http://goo.gl/m5nqBU), além da campanha #MusEuCurto (http://goo.gl/RAfrvM), a administração e manutenção  dos equipamentos e espaços culturais (http://goo.gl/Zbi6at), dentre outras iniciativas.

O Museu Udo é um equipamento da diretoria de Museus (Dimus) do IPAC e é o primeiro do gênero no Brasil. Foi inicialmente fundado em 1994 para preservar e expor o rico acervo organizado pelo ceramista alemão radicado na Bahia, Horst Udo Knoff (1912–1994). Além das obras de autoria do próprio Udo, reúne azulejos portugueses, espanhóis, franceses, ingleses, holandeses e italianos, datados dos séculos XVI ao XX, e criações de representativos artistas locais como Jenner Augusto, Genaro de Carvalho, Sante Scaldaferri, Calasans Neto e Carybé.

O imóvel no qual funciona o museu é um imóvel originário do século XVIII. A partir de 2009, o espaço ganhou nova proposta expográfica. No primeiro andar do casarão, a coleção de Udo mantém-se como a principal atração do museu, com renovações de recortes expositivos do próprio acervo. O térreo do prédio apresenta exposições temporárias de artistas ceramistas contemporâneos, que proporcionam ao público visitante uma leitura mais completa da produção da cerâmica e suas diversas possibilidades plásticas. A visitação acontece de terça a sexta, das 12h às 18h. Sábados, domingos e feriados, das 12h às 17h. Mais informações: (71) 3117-6388.

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