Parque Castro Alves ganha Casa de Farinha tradicional para ações educativas

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Uma típica ‘casa de farinha’ nordestina foi construída no Parque Histórico Castro Alves (PHCA), antiga fazenda onde nasceu o poeta baiano, localizada no município de Cabaceiras do Paraguaçu e que hoje é um dos museus do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC). “A ideia é promover ações educativas durante a Semana de Ciência e Tecnologia promovida neste espaço até este sábado (22) como integrante do projeto ‘Cultura na agricultura: Mandioca entre a tradição e a ciência’”, diz a coordenadora de Mobilização e Parcerias Institucionais do IPAC, Milena Rocha.

O projeto do IPAC foi vencedor do edital nº 01/2016 da Secretaria de Ciência e Tecnologia para Inclusão Social (Secis) do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e proporciona diálogo entre museus, população, órgãos municipais, estaduais e federais na Bahia, através de palestras, exibição de vídeos e educação patrimonial. As atividades acontecem até sábado, dia 22, simultaneamente, em Cabaceiras, Salvador e Jequié. A entrada é gratuita e aberta a qualquer interessado.

Além da casa de farinha, foi feita no mesmo terreno do PHCA uma plantação de mandioca ao lado. A planta, da espécie Manihot esculenta é um arbusto cuja raiz detém a terceira maior fonte de carboidratos nos trópicos, depois de arroz e milho, sendo um dos principais alimentos básicos no planeta, existindo na dieta básica de mais de meio bilhão de pessoas em todo o mundo.

PROCESSO e PRODUTOS Depois da colheita da raiz, a mandioca é levada direto da roça para a casa de farinha, onde é descascada e colocada na água para amolecer e fermentar. Em seguida, a raiz é triturada ou ralada em pilão ou no ralador. A mandioca ralada vai para um cocho, sendo depois prensada para retirar um líquido venenoso, resultante da fermentação. Depois de peneirada e torrada, a farinha está pronta para o consumo. Já a massa da mandioca, que decanta durante a fermentação, é utilizada como goma, para passar roupas, ou para a fabricação de alimentos, como mingaus, papas, sequilhos, bolos e tapioca.

Na casa de farinha as tarefas são divididas: geralmente, os homens são responsáveis pelo processo de arrancar a mandioca da roça e transportá-la para a casa de farinha. As mulheres e as crianças raspam os tubérculos e extraem o amido ou polvilho. O trabalho se estende pela noite, quando acontecem as chamadas farinhadas. Aparecem os sanfoneiros, violeiros, dançadores e entre goles de cachaça, café com beiju e muita alegria, o trabalho continua até a madrugada.

Parque Histórico Castro Alves do IPAC 5

CASTRO ALVESLocalizado a 170 km da cidade de Salvador, o Parque Histórico Castro Alves é um museu do IPAC que funciona em um espaço com 52 mil metros quadrados. Situado na Fazenda Cabaceiras, onde morou Castro Alves (14.03.1847 – 06.07.1871), o museu foi inaugurado em março de 1971, por ocasião do primeiro centenário da morte do poeta baiano. É o lugar ideal para o público conhecer, pesquisar e mergulhar no universo do porta-voz literário da Abolição da Escravatura no Brasil.

Além de acervo de mais de 380 objetos que pertenceram a Castro Alves e seus familiares, formado por fotografias, cartões-postais, manuscritos, livros, indumentárias, adornos pessoais, utensílios domésticos e artes visuais, o Parque Histórico dispõe de auditório aberto com capacidade para 200 pessoas e biblioteca. O parque também comemora anualmente o aniversário de Castro Alves com um festival de declamação de poesia.

 

Acesse o folder do PHCA: http://goo.gl/UxHSsT. Conheça os Museus do IPAC: www.ipac.ba.gov.br/museus. Assista visita virtual aos Museus do IPAC: http://goo.gl/HriC4J. A visitação ao parque acontece das terças-feiras às sextas-feiras, das 9h às 12h e das 14h às 17h. Sábados, domingos e feriados, das 9h às 14h. O endereço é na Praça Castro Alves, nº106, Cabaceiras do Paraguaçu, telefone (75) 3681-1102. Acesse: www.ipac.ba.gov.br, facebook ‘Ipacba Patrimônio’, twitter ‘@ipac_ba’ e instagram ‘@ipac.patrimonio.

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