Centro Cultural Solar Ferrão divulga “Destaques do Mês” em suas coleções permanentes

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Com o intuito de mostrar ao público a riqueza presente em suas coleções permanentes, o Centro Cultural Solar Ferrão (Rua Gregório de Matos, Pelourinho, 45) divulga os “Destaques do Mês” – ação que irá apresentar a história e composição de determinadas peças que integram o acervo do espaço. Através das exposições “Coleção de Arte Popular”, “Coleção de Arte Africana”, “Coleção de Instrumentos Musicais Tradicionais Emília Biancardi” e “Coleção de Instrumentos Musicais Walter Smetak”, além de obras presentes no Museu Abelardo Rodrigues, o público poderá compreender a importância que as peças têm para a cultura e o patrimônio local. A entrada é gratuita.

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Destaque Coleção Arte Popular – Chaleira (Séc XX)

No mês de Outubro, em homenagem ao Dia do Nordestino (08) e ao Dia das Crianças (12), o museu destaca as peças em miniaturas do século XX na ‘Coleção de Arte Popular’. Entre elas está a Chaleira, obra que é modelada em barro e dialoga com as duas datas comemorativas.

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Destaque Coleção de Arte Africana – Peça do Jogo Africano Ayo (Séc XX)

Na ‘Coleção de Arte Africana’, o destaque vai para o Jogo Africano Ayo, obra confeccionada na Nigéria (África Ocidental) e também data do século XX. Os jogos possuem um papel muito importante nas comunidades africanas, e chegaram às Américas por intermédio dos povos escravizados.

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Destaque Coleção Emília Biancardi – Koto (1982)

Na ‘Coleção de Instrumentos Musicais Tradicionais Emilia Biancardi’, o Koto será o destaque do mês. O exemplar, que foi adquirido em Tóquio (Japão) em 1982, era utilizado na China e no Japão por nobres orientais. Porém, hoje o seu uso se popularizou e é o principal instrumento usado nas escolas desde as séries iniciais.

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Destaque Coleção Walter Smetak – Árvore (Séc XX)

Na ‘Coleção de Instrumentos Musicais Walter Smetak – O Alquimista do Som’, o destaque vai para a peça Árvore. Confeccionado com cabaça, madeira e metal, o instrumento musical (século XX) é da família das harpas e é elaborado a partir do tronco de uma árvore, fazendo alusão às forças místicas da natureza.

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Destaque Museu Abelardo Rodrigues – São Francisco de Assis em madeira, pigmento e ouro (Séc XVIII)

Já no Museu Abelardo Rodrigues a obra São Francisco de Assis é a que ganha destaque. Datando do século XVIII, a obra é confeccionada em madeira, pigmento e ouro, e retrata o santo que é conhecido como o “celeste padroeiro dos cultores da Ecologia”, pois apreciava todas as obras da natureza com sua singular dedicação. Em tempos de crise ecológica, cientistas e autoridades citam São Francisco de Assis como fonte de inspiração para a jornada global em favor de uma existência saudável para o Planeta Terra.

Sobre as coleções

Coleção de Arte Popular

A Coleção de Arte Popular reúne peças representativas da Cultura Popular do Nordeste, coletadas entre as décadas de 50 e 60 do século XX, cujo núcleo inicial teve origem na coleção adquirida pelo cenógrafo e diretor de teatro Martim Gonçalves. O acervo reunido por Gonçalves e, posteriormente, ampliado pela arquiteta italiana Lina Bo Bardi é composto por peças utilitárias e figurativas, dentre elas carrancas, ex-votos, imaginária, esculturas em cerâmica, fifós, panelas, potes de barro, brinquedos, utensílios domésticos e objetos criados a partir de materiais recicláveis, que mostram uma sintonia entre a arte e a vida cotidiana.

 

Coleção de Arte Africana

O colecionador italiano Claudio Masella (Roma, 1935-2007), reuniu por mais de 30 anos uma coleção de arte africana com mais de mil exemplares. Esses objetos ilustram a arte dos principais grupos étnicos do continente africano, compondo um panorama ímpar para entendimento da diversidade cultural e as suas influências na formação do Brasil. Doadas ao Governo do Estado da Bahia, em 2004.

 

Coleção de Instrumentos Musicais Tradicionais Emília Biancardi

A mostra apresenta um acervo com mais de mil peças coletadas e recriadas nos cinco continentes, com destaque especial para os instrumentos indígenas brasileiros, além dos africanos e afro-brasileiros. A exposição habita três salas na nova ala do museu, cujo acesso pode ser feito através da segunda portaria que ganha ainda salas de acolhimento e de iniciação musical.

 

Coleção Walter Smetak

As “Plásticas Sonoras” – criadas por Walter Smetak (1913-1984) e consideradas obras de arte por críticos e pesquisadores podem ser conferidas na mostra de longa duração Smetak – O Alquimista do Som. As peças do acervo da família do músico suíço foram restauradas e expostas apenas no Museu de Arte Moderna da Bahia e no de São Paulo, em 2007 e 2008. O acervo está tombado provisoriamente, em estudo para composição do dossiê.

 

Museu Abelardo Rodrigues

Inaugurado em novembro de 1981, o Museu Abelardo Rodrigues preserva uma das mais importantes coleções de arte sacra do país, reunida pelo pernambucano que dá nome ao Museu. O acervo de Abelardo Rodrigues foi adquirido pelo Governo da Bahia em 1973, após uma longa disputa judicial com o Estado de Pernambuco, conhecida, na época, como “Guerra Santa”. As peças chegaram a Salvador em 1975.

 

O espaço

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O Centro Cultural Solar Ferrão é um espaço de arte, cultura e memória, instalado em um dos mais importantes monumentos da poligonal do Centro Histórico de Salvador. Tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em 1938, o casarão construído entre o fim do século XVII e início do XVIII possui seis pavimentos e abriga a Galeria Solar Ferrão, o Museu Abelardo Rodrigues e quatro coleções: a de Arte Africana Claudio Masella; a de Arte Popular; as Plásticas Sonoras, de Walter Smetak; e a Coleção de Instrumentos Musicais Tradicionais Emília Biancardi.

 

Centro Cultural Solar Ferrão

Visitação: terça a sexta, de 12h às 18h. Sábados, domingos e feriados, das 12h às 17h

Entrada: grátis

Rua Gregório de Matos, 45, Pelourinho, Salvador

(71) 3116- 6743

A Diretoria de Museus do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (DIMUS/IPAC) é uma unidade vinculada a Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA).

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