Programação diversificada é destaque no Centro Cultural Solar Ferrão

 

O Centro Cultural Solar Ferrão (Rua Gregório de Mattos, 45, Pelourinho) recebe uma programação diversificada nos dias 08 e 09 deste mês. Na terça (08/11), às 16h, acontece a abertura da exposição ‘Fotografias’ na Galeria II. A mostra é resultado das produções do ‘Curso de Fotografia’ ministrado pelo fotógrafo Jefferson Vieira e direcionada aos membros do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (IPAC).

No dia 09/11 (quarta), às 10h, terá o ‘Bate-papo: África Procura a Si Mesma’ que contará com a presença da etnomusicóloga Emilia Biancardi e dos alunos da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (UNILAB). A conversa vai abordar sobre os Monocórdios Africanos e Afro-Brasileiros, e os participantes também irão assistir a uma apresentação da Orquestra Museofônica.

Ainda na quarta, às 16h, haverá a palestra ‘Neguinho do Samba e a Trajetória do Samba Reggae’, com Viviam Caroline, diretora de projetos da Banda Didá. A atividade vai mostrar a importância do criador do samba-reggae para a cultura brasileira e ainda contará com uma apresentação da Banda Didá.

Todas as atividades serão abertas ao público. Confira mais detalhes:

 

Mostra fotográfica de colaboradores do IPAC

 

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Foto: Newton Soares | IPAC

A Galeria II do Centro Cultural Solar Ferrão (Rua Gregório de Mattos, 45, Pelourinho) recebe a exposição ‘Fotografias’. A mostra, que será aberta a visitação nesta terça (08/11), às 16h, é resultado das produções do ‘Curso de Fotografia’, ministrado pelo fotógrafo do IPAC Jefferson Pereira e que foi destinado aos colaboradores do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (IPAC). A exposição ficará aberta à visitação durante uma semana.

O ‘Curso de Fotografia’ foi uma inciativa da Diretoria de Museus (DIMUS/IPAC) e do Centro Cultural Solar Ferrão. Os colaboradores aprenderam, durante dois meses, a história da fotografia e seus conceitos teóricos, além de colocarem o aprendizado em prática através das saídas fotográficas promovidas durante o curso. Foram utilizados desde smartphones a equipamentos profissionais para a captura das imagens, que possuem uma temática livre e revelam as diferentes experiências e olhares dos participantes.

O Solar Ferrão integra os espaços administrados pela Diretoria de Museus do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (DIMUS/IPAC), da Secretaria de Cultura do Estado (SecultBA).

Serviço: Exposição ‘Fotografias’
Local:
Galeria II do Centro Cultural Solar Ferrão (Rua Gregório de Mattos, 45, Pelourinho)
Data:
abertura em 08/11
Horário: 16H
Entrada gratuita

Bate-papo sobre instrumentos Africanos e Afro-Brasileiros

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Em comemoração ao mês da Consciência Negra, o Centro Cultural Solar Ferrão (Rua Gregório de Mattos, 45, Pelourinho) vai dar início à programação especial para esta data com o bate-papo ‘África Procura a Si Mesma’, no dia 09/11 (quarta), às 10h. A atividade é uma conversa entre a etnomusicóloga e pesquisadora Emilia Biancardi com estudantes da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (UNILAB), sobre monocórdios africanos e afro-brasileiros. O bate-papo ainda contará com a apresentação do número ‘Monocórdios’ da Orquestra Museofônica e será aberto ao público.

A ideia da atividade surgiu após os estudantes da UNILAB visitarem a exposição permanente ‘Coleção de Instrumentos Musicais Tradicionais de Emília Biancardi’, a qual apresenta um acervo com mais de mil peças coletadas e recriadas nos cinco continentes pela pesquisadora, e habita três salas no museu. Com o objetivo de dialogar com a temática do Novembro Negro, foram escolhidos os monocórdios (instrumentos de uma só corda) oriundos da África e afro-brasileiros para serem abordados e debatidos. Ao final do bate-papo, os alunos ainda vão conferir a apresentação do número ‘Monocórdios’ da Orquestra Museofônica.

O monocórdio, antepassado primeiro de todos os instrumentos musicais de corda, através dos séculos e entre diversas culturas, foi o propiciador do nascimento do violino, que culminou no surgimento de vários outros instrumentos de corda. Assim, mostra-se a grande influência que os povos negros possuem na musicalidade mundial.

O Solar Ferrão integra os espaços administrados pela Diretoria de Museus do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (DIMUS/IPAC), da Secretaria de Cultura do Estado (SecultBA).

Serviço: Bate-papo ‘África Procura a Si Mesma’ com Emilia Biancardi, estudantes da UNILAB e Orquestra Museofônica
Local:
Galeria do Centro Cultural Solar Ferrão (Rua Gregório de Mattos, 45, Pelourinho)
Data:
09/11
Horário: 10h
Entrada gratuita

Palestra sobre Neguinho do Samba e apresentação da
Banda Didá celebram o Novembro Negro no Solar Ferrão

 neguinho

No dia 16/11 (quarta-feira), às 15h, o Largo Tereza Batista (Rua Gregório de Mattos, 6, Pelourinho) vai ficar ainda mais agitado com os tambores das mulheres da Banda Didá. Para comemoração do mês em que se celebra a Consciência Negra, acontece a palestra ‘Quilombo de Tambores – Neguinho do Samba e a Criação do Samba-Reggae como uma Tradição Negro-Baiana’ com Viviam Caroline (diretora de projetos da Didá). Os participantes ainda vão se embalar ao som da percussão da banda feminina e assistir a apresentação de daça das alunas da Escola Didá. A atividade será aberta ao público.

“A palestra é um resumo do meu trabalho de pesquisa e tem como objetivo chamar a atenção para a importância de Neguinho do Samba, não só para a Banda Didá, mas para a música brasileira como um todo”, pontua Viviam Caroline. “Com o samba-reggae, a música brasileira ganha força, e isso nasce com esse protagonismo de Neguinho ressaltando o patrimônio da Bahia, e fortalecendo a identidade do Pelourinho e das pessoas que estão ali. Eu acredito que a comunidade do Pelourinho, a partir dessa percepção de viver a cultura local, passou a entender a herança da identidade africana. O seu legado permanece até hoje”, argumenta.

Nascido em 21 de junho de 1955, Antonio Luiz Alves de Souza, Neguinho do Samba, foi o criador e percursor do ritmo do samba-reggae. Foi músico de escolas de samba da cidade, a exemplo do Vai Levando e Diplomatas de Amaralina. Também tocou no Apaches, Comanche, Alvorada, além de ter sido mestre do Ilê Ayê e diretor do Olodum. Os cantores Jimmy Cliff e Michel Jackson são alguns dos exemplos que se inspiraram no ritmo criado por Neguinho, incorporando-o aos seus repertórios. Após criar o samba-reggae, ele teve a ideia de incluir as mulheres negras nesse cenário, nascendo assim, em 1993, a Banda Didá.

O Solar Ferrão integra os espaços administrados pela Diretoria de Museus do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (DIMUS/IPAC), da Secretaria de Cultura do Estado (SecultBA).

Serviço: Palestra sobre Neguinho do Samba com Viviam Caroline, apresentação da Banda Feminina Didá e das Alunas da Escola Didá
Local: Largo Tereza Batista (Rua Gregório de Matos, 6, Pelourinho)
Data:
16/11 (quarta)
Horário: 15h
Entrada gratuita

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