Artistas, produtores e pesquisadores comemoram ocupação artística do Aclamação nos dias 11 e 12

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Foto: Davi Caramelo

“Essa iniciativa é belíssima, pois une povo e governo, entregando ao público o que é dele”. Com essas palavras, a arqueóloga e pesquisadora colombiana, Elena Landinez, tenta resumir a sua emoção em participar do evento de ocupação artística ‘Pedra Papel Tesouro’, que acontece no próximo final de semana (11 e 12), das 11h às 19h, no Palácio da Aclamação, Campo Grande, em Salvador. Construído em 1912, residência dos governadores até a década de 1960 e decretado Bem Cultural em 2010, o palácio pertence ao Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (IPAC) e integra o programa de dinamização de espaços do governo estadual.

“Minha expectativa é grande, ainda mais por estar pela primeira vez no Palácio que conheci há pouco e achei maravilhoso!”, continua Elena. Já o antropólogo pela UFBA e artista visual, Lucas Moreira, está na feira e destaca o uso de mais um espaço público. “O palácio tem boa estrutura para exposições e feiras, além de ser excelente para artistas que muitas vezes se restringem às galerias e não expõem seus trabalhos”, afirma Lucas. A feira é iniciativa da OGE em parceria com os projetos Ativa e Movement Continuum, produtora Multi Planejamento Cultural e apoio do IPAC, com sua Diretoria de Museus (Dimus).

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Foto: Davi Caramelo

PRAÇAS, LARGOS de MUSEUS A ocupação artística do palácio integra o esforço do IPAC para dinamizar os seus espaços. Praças, largos e mais de 150 imóveis no Pelourinho são alguns deles. Além dos principais museus de Salvador, como MAM/Unhão (Avenida Contorno), Palacete das Artes (Graça) e MAB (Corredor da Vitória), e no interior do estado, Parque Castro Alves (Cabaceiras), museus Recôncavo (Candeias) e Humildes (Santo Amaro).

O programa do IPAC pelo resgate e ocupação de espaços públicos começou em 2015 com a reabertura do Passeio Público. Em outubro do ano passado (2016) o IPAC conseguiu na Justiça a gestão de três estacionamentos no Pelourinho, reformando-os e entregando-os à população. “Depois iniciamos parceria com o Cortejo Afro para dinamização da Praça das Artes (Pelourinho) de novembro a fevereiro, e no Aclamação com o Núcleo de Ópera da Bahia que anunciou com Gilberto Gil programação artística para todo o ano de 2017 no palácio”, relata o diretor geral do IPAC, João Carlos de Oliveira.

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Foto: Davi Caramelo

Já Lucas Moreira levará colagem, ilustração de nanquim, fotografias, desenhos e reproduções. Enquanto a produtora cultural, Talitha Andrade, apresentará serigrafias, cartazes, adesivos, camisas e pinturas sobre jornais. “Este encontro de artistas faz com que nos conheçamos e compartilhemos nossas obras. É de extrema importância! Alguns espaços públicos ficam fechados, portanto, a iniciativa do IPAC é fundamental para que esses locais sejam ativados com visitação às exposições, feiras e eventos!”, finaliza Talitha.PARA TODOS A artista e editora de design do jornal Correio, Iansã Negrão, ressalta que a feira no palácio é um evento de todos. “É um avanço significativo. O mais importante é o viés artístico em detrimento do comércio. A feira é um programa para todos”, alerta ela. No sábado (11) e domingo (12), Iansã vai apresentar ilustrações com hastes, tintas carvão ou lápis. “Para mim o melhor lado dessa ação é promover a reunião entre o espaço e artista, criando um link”, completa.

O IPAC está aberto a parcerias. E não somente ações artísticas. Podem acontecer feiras, eventos educacionais e socioambientais. “O espaço do Aclamação é maravilhoso, com acesso e segurança. Além do contato com a arte, as pessoas percebem o ambiente. Fico bastante orgulhosa quando vejo esses espaços cheios”, diz Iansã Negrão. Conheça os museus: www.ipac.ba.gov.br/museus. Assista o vídeo: http://goo.gl/Hjxtkc. Acesse: www.ipac.ba.gov.br, facebook ‘Ipacba Patrimônio’, twitter ‘@ipac_ba’ e instagram ‘@ipac.patrimonio’.

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