Programação dos Museus Dimus/IPAC – 13 a 19/04

 

Museus DIMUS/IPAC estarão fechados na Sexta-feira da Paixão (14/04)

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Os museus vinculados à Diretoria de Museus do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (DIMUS/IPAC) estarão fechados na Sexta-Feira da Paixão (14/04). São eles: Centro Cultural Solar Ferrão, Museu Abelardo Rodrigues, Museu Tempostal e Museu Udo Knoff de Azulejaria e Cerâmica – todos no Pelourinho – e o Parque Histórico Castro Alves, em Cabaceiras do Paraguaçu, no Recôncavo baiano. Nos demais dias voltam ao seu horário normal de funcionamento. A Diretoria de Museus do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (DIMUS/IPAC) é uma unidade vinculada à Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA). Confira o que está em cartaz nesses museus:

 

DESTAQUES

Aula pública da Orquestra Museofônica celebra o
Dia do Indígena na Estação Pirajá de Metrô

Em 18/04, às 17h, os usuários do metrô vão aprender a tocar
instrumentos da cultura indígena na Estação

 

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Máscaras Que Tocam

Quem utiliza o metrô de Salvador vai vivenciar uma nova experiência na Estação Pirajá na próxima terça (18/04). Às 17h, a Orquestra Museofônica – que utiliza os instrumentos musicais tradicionais da etnomusicóloga Emília Biancardi – vai realizar uma aula pública para comemorar o Dia do Indígena (19/94). A atividade, intitulada de ‘Tributo ao indígena Brasileiro: Máscaras que Tocam’, é uma parceria da CCR Metrô Bahia com o Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (IPAC).

“Neste mês de Abril, a CCR Metrô Bahia firmou uma parceria com o IPAC para homenagear os indígenas pela sua data comemorativa, e vamos dar uma aula pública para todos que queiram aprender um pouco sobre esta rica cultura”, pontua Emilia. “As pessoas vão poder participar, e além de aprender a tocar os instrumentos, vão poder dançar e cantar junto com os museólogos que são integrantes da Orquestra”, completa.

A apresentação “Tributo ao Indígena Brasileiro: Máscaras que Tocam” conta com alguns desses instrumentos, dentre eles os Chocalhos Maracás (instrumento de grande importância utilizado nos rituais da plantação e da pajelança de vários povos indígenas), as Buzinas (que servem basicamente para a comunicação) e também as Máscaras que tocam (utilizadas em cerimoniais e representam personagens da mitologia indígena). O  Chocalho, o Batedor e o Peitoral são outros instrumentos que também se destacam.

Serviço: ‘Tributo ao indígena Brasileiro: Máscaras que Tocam’ – Aula pública da Orquestra Museofônica
Quando: 18/04 (terça-feira)
Hora: 17h
Onde: Estação Pirajá de Metrô
Atividade gratuita

 

‘Amém e Axé’ em exposição no Centro Cultural Solar Ferrão até dia 30/04

 

Exposição Amém Axé_Solar Ferrão (1)

Exposição no Solar Ferrão

Continua em cartaz a exposição ‘Amém e Axé’ no Centro Cultural Solar Ferrão (localizado no Pelourinho). A mostra aborda sobre duas vertentes religiosas através das fotografias de Ricardo Sena (que compõem a parte Axé) e das esculturas de santos católicos (Pop Saints) no estilo kitsch da artista Giórgia Legalle (que compõem a parte Amém). A entrada é gratuita, e a exposição pode ser conferida até o dia 30/04 (domingo).

A designer industrial e de interiores Giórgia Legalle, que atua há mais de 12 anos na área de decoração, pintura e desenvolvimento de esculturas estilizadas, possui uma linha de criação voltada para a estética kitsch, a qual se baseia na reinvenção de formas de expressão convencionais. Os ‘Pop Saints’ (Santos Pops), peças exclusivas criadas por Giórgia, são figuras kitsch de santos católicos pintados com cores fortes, flores e ornados com elementos customizados.

“A linha Pop Saints foi fundada com a missão de trabalhar com santos na pintura automotiva, na tendência ‘color blocking’ [cores vibrantes], mediante a grande procura e seguindo o ditado de que ‘Salvador tem 365 igrejas, uma para cada dia do ano’”, explica Giórgia. “As esculturas de santos da Igreja Católica como São Cosme e São Damião, Santa Bárbara, Nossa Senhora Aparecida, Santo Antônio e orixás como Iemanjá são feitos em pintura automotiva com auto brilho e fosca Hi-Tec que trata-se de uma pintura luminosa. Além desta técnica, existe a linha floral e com aplicações de contas, pérolas e outros elementos de caracterização e customização”, conclui.

Já a parte ‘Axé’ conta com as fotografias de Ricardo Sena, que trabalha com a luminosidade em suas fotos, remetendo a uma “pomba da paz”. O fotógrafo mostra um recorte em fotografias, todas em preto e branco, sobre festividades e rituais das religiões de matriz africana, tendo como geografia do trabalho as cidades de Salvador, Santo Amaro, Cachoeira e a Ilha de Itaparica. “As fotografias desta exposição não se limitam à função de documentar, como objeto de memória, o universo infindável que é o do Axé. A intenção é apresentar o desafio de colocar em diálogo o caráter documental com uma poesia imagética bem elaborada, ainda que casuística”, pontua Ricardo.

O fotógrafo possui obras no acervo permanente do Museu da Fotografia Baiana – Espaço Pierre Verger, em Salvador. Além disso, Ricardo possui trabalhos selecionados em concursos e salões nacionais de fotografia, e foi consecutivamente o primeiro colocado na Bienal de Arte Fotográfica Brasileira em Cores  (edições XXII e XXIII), dentre outros prêmios e menções.

“Descobri que a máquina fotográfica tem um poder de repelir ou aproximar as pessoas, dependendo muito de como o fotógrafo atuará. É um ato de conquista e de grande observação”, explica Ricardo, que neste completa 20 anos como fotógrafo e considera-se um democrático nas expressões, defendendo que o melhor da fotografia é a diversidade de olhares.

O Solar Ferrão integra os espaços administrados pela Diretoria de Museus do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (DIMUS/IPAC), da Secretaria de Cultura do Estado (SecultBA).

Serviço: Exposição ‘Amém & Axé’
Local: Galeria do Centro Cultural Solar Ferrão (Rua Gregório de Matos,45, Pelourinho)
Período: 31/03/2017 (sexta) até 31/04/2017 (domingo)
Visitação: terça a sexta, de 12h às 18h. Sábados, domingos e feriados, das 12h às 17h
Entrada: grátis
Telefone: (71) 3116-6743

 

A mostra ‘Imagens dos Vaqueiros da Bahia’
em cartaz no Parque Histórico Castro Alves

 

Imagens Vaqueiros da Bahia_PHCA (4)

Fazendo parte das comemorações dos 170 anos do poeta abolicionista, Castro Alves, o Parque Histórico Castro Alves, localizado no município Cabaceiras do Paraguaçu (Recôncavo baiano), recebe a exposição ‘Imagens dos Vaqueiros da Bahia’. A mostra reúne fotografias que retratam as vivências de vaqueiros, ícones da cultura nordestina e que tiveram seu ofício reconhecido como patrimônio cultural em agosto de 2011, e pode ser conferida durante o horário de visitação do museu: terça a sexta, das 9h às 12h e 14h às 17h; fins de semana e feriados, das 9h às 14h.

A exposição é composta por imagens resultantes do projeto “Histórias de Vaqueiros: Vivências e Mitologias”, reunindo 16 fotografias de Josué Ribeiro, Bauer Sá e Elias Mascarenhas, com curadoria de Washington Queiroz. Estas imagens trazem à tona o não reconhecimento com que têm sido tratados os brasileiros que viveram e vivem nas brenhas, nos matos, no território rural. Protagonista do maior fenômeno sócio-cultural-econômico de fixação e unidade em toda a região Nordeste e em outras regiões do país, o vaqueiro foi o bandeirante que pontuou o território baiano com locais de pouso e currais que se transformariam nas primeiras cidades do interior da Bahia e do Nordeste. Para tanto, a partir do século XVI, a “civilização do couro” ou civilização vaqueira criou, recriou e cria saberes, procedimentos.

SERVIÇO: Exposição ‘Imagens dos Vaqueiros da Bahia’
Visitação: terça a sexta, das 9h às 12h e 14h às 17h. Fins de semana e feriados, das 9h às 14h.
Onde: Parque Histórico Castro Alves (PHCA)
Endereço: Praça Castro Alves, nº 106, Centro, Cabaceiras do Paraguaçu/ BA
Tel.: (75) 3681-1102
Gratuito     

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