Aula pública da Orquestra Museofônica celebra o Dia do Indígena na Estação Pirajá de Metrô

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m 18/04, às 17h, os usuários do metrô vão aprender a tocar
instrumentos da cultura indígena na Estação

Quem utiliza o metrô de Salvador vai vivenciar uma nova experiência na Estação Pirajá na próxima terça (18/04). Às 17h, a Orquestra Museofônica – que utiliza os instrumentos musicais tradicionais da etnomusicóloga Emília Biancardi – vai realizar uma aula pública para comemorar o Dia do Indígena (19/04). A atividade, intitulada de ‘Tributo ao indígena Brasileiro: Máscaras que Tocam’, é uma homenagem da CCR Metrô Bahia em parceria com o Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (IPAC).

A Orquestra Museofônica, considerada como um verdadeiro museu cênico, foi criada em 2012 e surgiu a partir da ideia da museóloga Ana Liberato em criar uma orquestra com os colaboradores dos museus sob a direção da Diretoria de Museus (DIMUS/IPAC), objetivando um aprendizado sobre o manuseio e conhecimento de instrumentos musicais, suas possibilidades, musicalidades, histórico, restauração e a possível recriação destes, em princípio, com a ‘Coleção de Instrumentos Musicais Tradicionais Emília Biancardi’, em cartaz no Centro Cultural Solar Ferrão (Pelourinho).

“Neste mês de abril, a CCR Metrô Bahia firmou uma parceria com o IPAC para homenagear os indígenas pela sua data comemorativa, e vamos dar uma aula pública para todos que queiram aprender um pouco sobre esta rica cultura”, pontua Emilia. “As pessoas vão poder participar e, além de aprender a tocar os instrumentos, vão poder dançar e cantar junto com os museólogos que são integrantes da orquestra”, completa.

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A apresentação “Tributo ao Indígena Brasileiro: Máscaras que Tocam” conta com alguns desses instrumentos, dentre eles os Chocalhos Maracás (instrumento de grande importância utilizado nos rituais da plantação e da pajelança de vários povos indígenas), as Buzinas (que servem basicamente para a comunicação) e também as Máscaras que tocam (utilizadas em cerimoniais e representam personagens da mitologia indígena). O Chocalho, o Batedor e o Peitoral são outros instrumentos que também se destacam.

Fátima Soledade, responsável pelo Núcleo de Articulação da DIMUS, ressalta a importância da parceria das instituições. “Além desta atividade, outras iniciativas foram realizadas, como Oficina de Turbantes no Novembro Negro, Oficinas de Máscaras do Carnaval de Maragogipe e, a mais recente, mostra itinerante ‘Salvador 468 anos: Uma Viagem no Tempo’. Todas foram realizadas nas estações do Metrô, promovendo mais participação da população em atividades culturais”, relata.

A comemoração do Dia do Indígena integra o calendário de eventos nas estações do Sistema Metroviário de Salvador e Lauro de Freitas, que tem o objetivo de ampliar a aproximação entre a CCR Metrô Bahia e os usuários desse sistema de transporte, promovendo momentos de lazer e bem-estar.  “A concessionária apoia parcerias como essa com o IPAC para que os usuários do metrô e o público em geral possam conhecer de perto a diversidade cultural. Projetos educativos e culturais, como a apresentação da Orquestra Museofônica, são apoiados pela CCR Metrô Bahia porque, ao contribuirmos para o desenvolvimento sociocultural, econômico e sustentável das regiões onde atuamos, também incentivamos o exercício da cidadania, possibilitado aos soteropolitanos o contato com a diversidade cultural brasileira”, afirma o gestor de Atendimento da CCR Metrô Bahia, Hamilton Trindade.


Serviço: ‘
Tributo ao indígena Brasileiro: Máscaras que Tocam’ – Aula pública da Orquestra Museofônica
Quando: 18/04 (terça-feira)
Hora: 17h
Onde: Estação Pirajá de Metrô
Atividade gratuita

COLEÇÃO DE INSTRUMENTOS MUSICAIS TRADICIONAIS EMÍLIA BIANCARDI

Emília Biancardi é etnomusicóloga, professora, compositora, pesquisadora da música folclórica brasileira e especialista nas manifestações tradicionais da Bahia. Criou em 1962 o ‘Grupo Viva Bahia’ (o primeiro e mais importante grupo parafolclórico do Brasil) e com ele levou para os palcos do mundo a materialização de sua incansável pesquisa sobre o repertório musical tradicional indígena e afrobaiano.

Nas viagens pelo mundo acompanhando o grupo, adquiriu instrumentos em países da Europa, África, Américas e do Oriente, e o seu interesse pelos instrumentos fez surgir a “Coleção de Instrumentos Musicais Tradicionais Emília Biancardi”, doada ao Governo do Estado em 13 de junho de 2011, e atualmente exposta no Centro Cultural Solar Ferrão (Rua Gregório de Matos, nº 45, Pelourinho) vinculado a Diretoria de Museus do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural – DIMUS/IPAC.

A coleção é composta por mais de 1000 instrumentos, com destaque para as relíquias musicais de povos indígenas brasileiros, a exemplo dos Camaiurás e Kalapalos do Xingu e Carajás da Ilha do Bananal no estado de Tocantins, além de instrumentos representativos da Diáspora Africana e de povos da Ásia, América e Europa, e ainda outros criados ou recriados pela própria Emília Biancardi.

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