Festival de Ilustração movimentou o Palácio da Aclamação com 4 dias de programação cultural e gratuita

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Fotos: Jefferson Vieira

O evento trouxe exposições, oficinas, música, atividades infantis, lançamento de livro, conversas coletivas e feira de arte impressa e publicação independente

Entre os dias 4 e 7 de maio (quinta a domingo), o Palácio da Aclamação recebeu um público expressivo e diverso para o III Festival de Ilustração e Literatura Expandido. Com uma programação gratuita e repleta de atividades que tinham a proposta de realizar diálogos artísticos, o evento contou com oficinas, exposições, música, lançamento de livro, conversas coletivas, performances, atividades infantis e a Feira Ladeira, acontecimento que reúne artistas gráficos, ilustradores, editores e escritores de nacionalidades diferentes, em torno das artes impressas e publicações independentes.

Conhecido como um dos solares mais antigos de Salvador, o Palácio da Aclamação (localizado no Campo Grande) foi escolhido como sede para a terceira edição do projeto, que teve abertura na quinta-feira (04.05). Além da ‘Exposição de Cartazes Coleção de Assombros’ do artista espanhol Isidro Ferrer, o público assistiu à conferência ‘Elogio à Desordem’ realizada por ele. A parte musical ficou por conta de Mateus Aleluia e Arto Lindsay.

Na sexta (05.05), a abertura da ‘Feira Ladeira’ e o ‘Ateliê Vala’, que reuniu editoras de diversas revistas, foram os destaques. Também aconteceram oficinas, e uma delas foi ministrada por Isidro Ferrer, que comentou sobre a experiência. “Trabalhar num lugar como este, um palácio com esta intensidade de carga histórica, um exemplo de memória e patrimônio cultural, é um luxo. E é verdadeiramente surpreendente como se cria a relação entre o clássico e o contemporâneo num evento como este realizado aqui. São vinculados territórios distintos, polos de arte diferentes, mas que se aproximam de maneira natural”, ressaltou.

Expositores de várias vertentes artísticas puderam mostrar as suas criações na ‘Feira Ladeira’. Lisa Freitas, da Editora Criatura, comentou sobre as impressões. “Sou de Brasília e esta é a minha primeira vez em Salvador. Eu acho muito importante que tenham eventos fora do eixo Rio – São Paulo, já que, infelizmente, este tipo de evento é mais realizado nesse eixo. Para mim é uma oportunidade muito rica estar aqui numa outra região do país participando do Festival que está maravilhoso, num lugar lindo e com uma programação muito boa. Nem sempre acontecem oficinas, exposições e atividades paralelas nestes eventos, e isso é interessante para haver troca com o público além de incentivar a atividade comercial da feira”, explicou.

Já no sábado (06.05) os visitantes puderam degustar as melancias distribuídas no jardim do Palácio, ao som do DJ André Oliveira. Foram realizadas quatro oficinas, a ‘Conversa Coletiva: O que pode um livro?’ e o lançamento da coleção ‘Puxadinho Bahia’. A educadora Luismaia Nunes participou do evento e se mostrou entusiasmada com a proposta. “Esse evento literário está maravilhoso, com uma diversidade de expositores e ilustradores. Um movimento como esse tem que acontecer sempre nessa cidade, porque a cultura e a arte é o que forma o ser. O Festival está com uma qualidade excelente e os facilitadores estão maravilhosos. Espero que aconteçam outras edições”, afirmou.

No último dia do festival (07.05), o público infantil tomou conta do Palácio. Além da oficina ‘Criança pinta muito’, uma piscina na área do jardim garantia a diversão da criançada. A visitante Laine trouxe os filhos para aproveitarem a experiência. “Para mim, que tenho três crianças, é um espaço bem bacana porque é um lugar aberto com arte e com leitura, e meus filhos amam leitura. Para mim e para eles é bem interessante porque é um passeio de domingo muito legal”, pontuou.

O último dia também contou com a oficina ‘Imagem e Poesia: o caminho da observação’ ministrada pelas chilenas Maria Ferrada e Leonor Perez. A artista Alexandra, participante de atividade, relatou as impressões. “Foi muito rico ver que as produções artísticas feitas por elas não são tão distantes das que têm no Brasil. Essa troca cultural é muito interessante. Na minha turma da oficina foram 20 mulheres, e isso dá um aspecto diferente porque nos sentimos a vontade para falar de temas que nos são caros e que nos doem. Criar é algo muito íntimo, é como abrir uma ferida, e este espaço possibilitou essa abertura de forma mais confortável. O Palácio nos trouxe muita alegria e conforto”, comentou.

O evento foi realizado pela Movimento Contínuo com produção da Multi Planejamento Cultural e tem apoio financeiro do Governo do Estado, através do Fundo de Cultura da Secretaria da Fazenda e Secretaria de Cultura da Bahia. O Palácio da Aclamação integra a Diretoria de Museus do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (DIMUS/IPAC), unidade vinculada a Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA).

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