Daniel Senise propõe parceria com IPAC em Salvador

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Participante das bienais de La Habana (Cuba), Veneza (Itália), Liverpool (Reino Unido), Nova Delhi (Índia), Cuenca (Equador), além de coletivas do MOMA de New York (EUA), Museu Ludwig de Colônia (Alemanha), Musee d’Art Moderne de la Ville e Centre Georges Pompidou, ambos em Paris (França), o artista plástico carioca Daniel Senise quer fazer parceria com museus e imóveis do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC). O artista esteve na última sexta-feira (7) com o diretor geral do IPAC, João Carlos de Oliveira, em reunião na sede do órgão, localizado na Praça da Sé, em Salvador, acompanhado do curador Alberto Saraiva.

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“Através de tecidos com água e cola, e também fotografias, conseguimos captar as texturas de pisos de casarões antigos trazendo a memória e a história desses lugares, transformando depois esse material em telas que serão expostas ao público”, explicou Daniel Senise no encontro. Segundo ele, a impressão obtida nesses tecidos expõem o desenho e a memória do espaço escolhido. “Depois desse processo de impressão, Daniel realiza novo trabalho de interferência para expor os resultados à apreciação pública; a nossa intenção, é capturar essas telas em imóveis antigos do IPAC e depois expor em um dos seus museus”, completou o curador Alberto Saraiva.

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PARCERIAS Para o projeto, o artista quer convidar cerca de 20 alunos dos cursos de Belas Artes e Museologia da Universidade Federal da Bahia (Ufba), em Salvador. Vinculado à secretaria estadual de Cultura (SecultBA) IPAC fará a articulação com a Ufba, oferecendo imóveis para captação de imagens e, depois, os museus onde serão expostos seus quadros. “A exposição pode ser no Palácio da Aclamação, no Palacete das Artes ou no Museu de Arte da Bahia (MAB), todos do IPAC”, diz Saraiva. Os recursos serão levantados pelo próprio Senise junto a patrocinadores locais e nacionais.

O diretor do IPAC lembrou que a parceria propõe um amplo diálogo e ações multidisciplinares experimentais entre cidade, arquitetura, artes plásticas e museus, promovendo as artes, estimulando o aprendizado acadêmico com alunos da Ufba e trazendo um expoente da arte brasileira para Salvador. “O IPAC desenvolve parcerias não somente com órgãos públicos e prefeituras em todo o estado, como também com a iniciativa privada, coletivos e artistas independentes; nosso objetivo é dinamizar ainda mais os museus”, afirmou João Carlos.

Ainda na sexta-feira (7), Daniel Senise e Alberto Saraiva, acompanhados pela chefe de Gabinete do IPAC, Ana Liberato, visitaram museus do IPAC: Palácio da Aclamação, MAB e Palacete. “Gostei muito também de conhecer as fotos do Museu do Recôncavo do IPAC em Cadeias, onde pretendo atuar com o projeto”, garantiu.

DINAMIZAÇÃO O projeto de Daniel Senise integrará o Programa de Dinamização de Espaços e Museus do IPAC, que além do Palacete, MAB e Aclamação, administra ainda o Passeio Público (Campo Grande), Praça das Artes, Largos Tereza Batista, Pedro Archanjo, Quincas Berro D’Água, e Centro Cultural Solar Ferrão (Pelourinho), além de outros museus na capital e interior. Com esse programa, o IPAC já reabriu o Passeio Público (2015), três estacionamentos e a Praça das Artes no Pelourinho (2016/2017) que sediou três meses de ensaios do Cortejo Afro, com Gilberto Gil, Daniela Mercury, Saulo Fernandes, Maria Gadú, Chico César, Márcio Victor, Márcia Castro e É o Tchan. Em junho aconteceu o Forró de Zelito Miranda no Museu de Arte Moderna (MAM), que já abriga a JAM no MAM com mil pessoas a cada sábado, além da Feira de Arte Pedra Papel Tesouro no Palácio da Aclamação.

Além dos já citados, Daniel Senise já expôs também no MAM, Casa França Brasil e Galeria Thomas Cohn (Rio de Janeiro), MAC (Niterói), Museu Oscar Niemeyer (Curitiba), Museum of Contemporary Art (Chicago), Museo de Arte Contemporáneo (Monterrey), Ramis Barquet Gallery e Charles Cowley Gallery (Nova York), Michel Vidal (Paris), Galleri Engström (Estocolmo), Galeria Vilaça (São Paulo), Pulitzer Gallery (Amsterdam), Diana Lowenstein Fine Arts (Miami), e Galeria Graça Brandão (Lisboa), dentre muitas outras.

“A ideia é também abrir novas possibilidades para o mercado em uma iniciativa diferente do que vem sendo feito no Brasil”, afirma Alberto Saraiva, curador de exposições em todo o Brasil e América Latina, incluindo a Bienal do Recôncavo (2000). Os espaços do IPAC estão abertos a exposições, feiras, eventos artístico-culturais, educacionais e socioambientais. Contatos: www.ipac.ba.gov.br/museus. Assista: http://goo.gl/Hjxtkc. Acesse: www.ipac.ba.gov.br, facebook Ipacba Patrimônio, twitter @ipac_ba e instagram @ipac.ba.

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