Grupo Frutos da Utopia apresenta a peça ‘A Hora da Estrela’ no PHCA

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A Hora da Estrela, com o grupo Frutos da Utopia. Fotos: Cristiano Cardoso

Ontem, domingo (11/03) a comunidade de Cabaceiras do Paraguaçu (Recôncavo baiano) acompanhou o espetáculo ‘A Hora da Estrela’, do Grupo Teatral Frutos da Utopia, no Parque Histórico Castro Alves (PHCA) – onde o poeta nasceu. A peça de teatro fez parte das comemorações pelos 171 Anos de Nascimento do Poeta Castro Alves, a ser comemorado em 14 de março.

 

Nesta data (14/03), as festividades começam às 8h com uma missa na Igreja São João Batista. Depois, a programação retoma no Parque Histórico Castro Alves para a abertura da exposição ‘Sertões de Hansen Bahia – Xilogravuras Matrizes e Esboço’, sessão solene da Câmara de Vereadores em homenagem ao poeta, para as premiações dos festivais de declamação de poemas de Antônio de Castro Alves e apresentação itinerante de grupos culturais de Saubara. À tarde acontece a homenagem de Jorge Portugal ao poeta, sarau musical de Jota Veloso com declamação de poesias com Mabel Veloso, lançamento do livro de Bule-Bule ‘Rodolfo Coelho Cavalcante, Castro Alves e outros temas em Cordel’, e encerra com o palco livre para homenagens ao poeta e a apresentação do Grupo Cultural do PHCA Boinho de Painho.

Da obra de Clarice Lispector ”A hora da estrela” é um espetáculo que traz uma história extremamente simples centrada em um encontro.  A personagem Macabéa é uma nordestina, pacata, que leva a sua vida sem muito esperar, encontrando Olímpico, um conterrâneo, o qual ela imagina ser sua goiabada com queijo. Por sua vez, Olímpico vem a ser o seu oposto, seu primeiro e único amor. Havia todas as possibilidades para o espetáculo ser um lindo romance, mas o mesmo transforma-se em uma tragédia desconcertante graças ao seu surpreendente e provocante final.

O evento – uma iniciativa da Diretoria de Museus do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (DIMUS/IPAC) – já é tradição na cidade e reúne pessoas de diversas regiões e de todas as idades que prestam homenagem ao grande poeta baiano, autor de Espumas FlutuantesVozes D’África e O Navio Negreiro, entre outros. A responsável pela DIMUS, Fátima Santos, explica que o festival foi criado para homenagear o poeta Castro Alves e incentivar a juventude a usar a poesia para manifestar seus sentimentos. “Os poemas do grande poeta expressam o seu romantismo, o seu amor à pátria, além do intenso sentimento libertário”, acrescenta.

A coordenadora do PHCA, Diogenisa Oliva, acrescenta que, além de toda a programação especial, o público pode aproveitar para conhecer o museu que conta a história de Castro Alves e que vem realizando atividades diversas. “O público pode usufruir dos projetos socioeducativos permanentes do Parque que dialogam com os ideais de Castro Alves e de valorização da comunidade”, explica.

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