Pelourinho sediou hoje (19) homenagem aos povos indígenas brasileiros

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O Solar Ferrão, prédio com mais de 300 anos, construído no coração do Pelourinho, sediou hoje pela manhã um evento educacional e artístico em homenagem aos povos indígenas brasileiros, em função da passagem do Dia do Índio, 19 de abril. Trata-se de projeto cultural da escola estadual de ensino fundamental Severino Vieira, realizado em parceria com a Diretoria de Museus (DIMUS/IPAC) da Secretaria de Cultura do Estado (SecultBA). “Hoje reunimos mais de 60 alunos do Severino Vieira e da escola municipal Vivaldo da Costa Lima no Solar Ferrão”, relatou a etnomusicóloga e professora de música, Emília Biancardi.

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Etnomusicóloga Emília Biancardi

A homenagem contou com introdução sobre o projeto pela produtora cultural, Telma Chase, do Centro de Culturas Populares e Identitárias (CCPI/SecultBA). “Essas integrações entre jovens de grupos, bairros e colégios diversos é fundamental para troca de conhecimento, formação intelectual e reforço da identidade cultural”, disse ela. Além dos alunos dos colégios estaduais, estiveram presentes jovens da Escola de Percussão Membros da Rocinha, Escola de Percussão Tambores e Cores e da Banda Didá. “São grupos e ONG que atuam no Pelourinho, mesma área onde está também o Solar Ferrão”, completou Telma.

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CONSCIÊNCIA PARTICIPATIVA Depois, a professora Emília Biancardi iniciou explicação acerca dos instrumentos tradicionais e apresentou integrantes da Orquestra Museofônica formada com servidores da DIMUS/IPAC. “Estamos propondo diálogo artístico-educacional de culturas indígenas com as culturas afro-brasileiras e, como atividade pedagógica e de formação, buscando despertar a consciência participativa de jovens para um exercício cidadão de amor e respeito mútuo”, finalizou. A fala da professora foi seguida da apresentação de oito alunos do Severino Vieira, com idade entre 11 e 12 anos, com instrumentos indígenas, em parceria com adolescentes dos grupos do Pelourinho, com instrumentos de matriz africana.

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Pesquisadora reconhecida internacionalmente, compositora, escritora e colecionadora, Biancardi doou para o Estado a sua coleção de 227 instrumentos musicais produzidos por povos tradicionais de diversos países do mundo, como México, Colômbia, Suriname e Cordilheira dos Andes, Espanha, Gana, Senegal, Congo, Madagascar, Níger, Zaire, Etiópia, Arábia Saudita, Tailândia, Bahamas, Japão e Nepal, dentre outros. Além de estados brasileiros como Amazonas, Alagoas, Pernambuco, Espírito Santo, Bahia, Ceará e do Parque Nacional do Xingú. A coleção Emília Biancardi da DIMUS fica em exposição permanente no piso térreo do Solar Ferrão, com visitação gratuita de segunda a sábado, sempre das 13h às 17h. Contatos: (71) 3116-6743.

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Weena Miguel – Integrante da nação Ticuna

NAÇÃO TICUNA Como convidada especial, o evento teve a presença de Weena Miguel, integrante da nação Ticuna, do Amazonas. Ela fez explanação sobre o seu povo. “Existem mais de 48 mil Ticunas nas regiões da fronteira do Brasil com o Peru e a Colômbia”, explicou. Em seguida, Weena tocou o instrumento indígena maracá e cantou músicas da sua nação. A coordenadora desse projeto cultural, a professora doutora, Eleonor Correia, estava exultante com os resultados. “Já estamos desenvolvendo essa parceria com os museus da DIMUS fazem três anos e tem sido extremamente produtiva”, lembra ela. Já a diretora do Severino Vieira, Ana Paula Rodrigues, fez questão de comemorar. “Temos 403 alunos na escola e é visível a melhora social e educacional de jovens que participam de atividades como essas”, ressaltou Ana Paula.

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Weena lembrou que o nome adequado não é ‘índio’. Essa nomenclatura foi inventada pelos europeus quando aportaram nas Américas ao errarem o caminho para a Índia. “É mais adequado sermos indicados por nossas nações, como a Ticuna que eu faço parte”. Ela destacou ainda que reside no Amazonas, é a primeira da sua tribo a se graduar em Nutrição e que se integrou ao evento depois de ter visitado a coleção Emília Biancardi, no Ferrão. O solar é originário do século XVII, está no declive entre Pelourinho e Baixa dos Sapateiros, e é tombado desde 1938 como Patrimônio Nacional pelo IPHAN/MinC. Informações: (71) 3116- 6743. Confira: www.ipac.ba.gov.br/museus. Acesse: https://dimusbahia.wordpress.com. Facebook: Museus da Bahia.

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MAB apresenta “Primavera Burlesque”, nova exposição de Miguel Cordeiro

A abertura da mostra acontece em 20/04, às 19h, no Museu de Arte da Bahia (MAB)

O MAB inaugura em 20/04, às 19h, a exposição “Primavera Burlesque” com as mais recentes criações do artista visual Miguel Cordeiro. A mostra reúne 50 obras que através de cores quentes, puras e vivas, celebram a Primavera Burlesque, uma metáfora sobre o contínuo renascer artístico e a ironia do olhar. Parte da celebração do centenário do Museu de Arte da Bahia (MAB), a exposição fica exposta no salão principal do museu até 30 de maio, com visitação  gratuita.

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Miguel Cordeiro despontou na cena cultural em 1979 através dos grafites urbanos de Faustino, inesquecível  personagem que povoou os muros de Salvador e outras cidades do Brasil, ironizando aspectos do comportamento humano nas situações do cotidiano. Nesta exposição do MAB o público poderá conferir a série Gauguin Delicatessen; a adaptação ilustrada de O Corvo, de Edgar Allan Poe; e objetos-esculturas que flertam com o inusitado. São trabalhos em variadas técnicas e dimensões, que transitam entre a pintura, o desenho, a colagem e a construção de objetos, num convite para o deleite estético e a reflexão sobre as certezas e as incertezas da nossa evolução e o nosso permanente desnorteio.

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Segundo Miguel, “tudo nasce dos desenhos, dos esboços, anotações e observações, pequenos projetos que eventualmente, num futuro próximo, possam ser transformados e elaborados”. O seu processo poético de criação começa com um primeiro traço na folha de papel, na ideia que se materializa ganhando vida no desenvolvimento do discurso e na composição da obra de arte.

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O diretor do Museu de Arte da Bahia, Pedro Arcanjo revelou que essa exposição de Miguel Cordeiro “impressiona pela sua expressão estética e rebeldia temática que se insere no contexto atual e no desafio de nossa gestão em transformar o MAB em um lugar de inquietação , sobretudo nesse momento, onde as questões de igualdades sociais se impõem contemporaneamente”.

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O Museu de Arte da Bahia é uma unidade do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural, órgão da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia, e fica à Av. Sete de Setembro, 2340 – Corredor da Vitória, Salvador (BA). Funciona de terça a sexta, das 13 às 19 horas; e sábados, domingos e feriados, das 14h às 18h.

Sobre o artista

Miguel Cordeiro nasceu em Salvador (BA) em 1956. Artista autodidata, começou a sua trajetória na primeira metade dos anos 1970 com trabalhos em desenho, colagem e pintura. Suas principais influências foram a Arte Pop, o Rock, as histórias em quadrinhos e os livros de escritores ligados ao movimento da Contracultura.

É reconhecido como um dos pioneiros do Graffiti e Street Art no Brasil, tendo em 1979 criado o personagem Faustino, que retratava aspectos do comportamento humano em um mundo de permanente transformação. Participou de dezenas de exposições e mostras no circuito alternativo, ilustrou capas de discos e livros, e com o advento da Internet, sua arte ganhou destaque também nas mídias eletrônicas, sendo compartilhada e analisada em diversos sites nacionais e internacionais.

Sua última exposição individual foi “Horizonte”, na Sala Contemporânea do Palacete das Artes, em Salvador (BA), entre novembro 2014 e março 2015, teve excelente recepção do público, que compareceu massivamente. Além disso, foi acolhida pela crítica como uma das grandes exposições realizadas em Salvador no período.

SERVIÇO: Exposição “Primavera Burlesque”

Onde: MAB – Museu de Arte da Bahia (Av. Sete de Setembro, 2340 – Corredor da Vitória, Salvador/BA)

Abertura: 20 de abril, às 19h

Visitação: 20 de abril a 30 de maio

Horário de visitação: de terça a sexta, das 13 às 19 horas; e sábados, domingos e feriados, das 14h às 18h

Gratuito

Contato do museu: Susana Serravale (98888-5038)

Contato: contato@tecnomuseu.com

O MAB – O Museu de Arte da Bahia é o mais antigo museu do Estado, criado em 1918 no prédio anexo ao Arquivo Público e transferido em 1982 para sua atual sede, no Corredor da Vitória. O seu acervo é constituído por 13.686 peças adquiridas ao longo do tempo, através da compra pelo Estado da Bahia de obras de grandes coleções particulares. Inicialmente no século XIX, a coleção de pintura do Conselheiro Jonatas Abbott, dos séculos XVII e XVIII, de origem italiana, francesa, flamenga, holandesa, onde se destaca o quadro da Escola de Caravaggio “David com a Cabeça de Golias”; e em 1943, a de Francisco Marques de Goés Calmon, que reúne importantes conjuntos de artes decorativas, notadamente as porcelanas orientais e o conjunto de “louça histórica” que pertenceu a vários representantes da aristocracia brasileira.

Os pintores baianos – Presciliano Silva, Alberto Valença e Mendonça Filho estão representados no MAB, através de magníficos trabalhos, que comprovam a beleza, o valor e a evolução de sua arte, como a predileção por determinados temas como as paisagens de Valença, as marinhas de Mendonça Filho e os interiores de Igrejas de Presciliano Silva. No andar térreo encontramos gravuras que remetem a um passeio pela cidade de Salvador no séc. XIX, com mapas e aspectos da cidade do sec. XVII, na época da invasão holandesa em 1624. O Museu de Arte da Bahia integra os espaços administrados pela Diretoria de Museus do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (DIMUS/IPAC), da Secretaria de Cultura do Estado (SecultBA).

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𝐀𝐯𝐢𝐬𝐨 – 𝐒𝐮𝐬𝐩𝐞𝐧𝐬ã𝐨 𝐚𝐛𝐞𝐫𝐭𝐮𝐫𝐚 𝟐° 𝐅𝐞𝐬𝐭𝐢𝐯𝐚𝐥 𝐝𝐞 𝐀𝐪𝐮𝐚𝐫𝐞𝐥𝐚 𝐧𝐨 𝐒𝐨𝐥𝐚𝐫 𝐅𝐞𝐫𝐫ã𝐨​

Informamos que a abertura da exposição “2° Festival de Aquarelas: Traduzindo Sonhos – 2018”,​ que ocorreria hoje, às 16h no Centro Cultural Solar Ferrão foi transferida para 10 de abril (terça-feira) às 16 horas. (Rua Gregório de Matos, 45 – tel. 71 3116- 6743), no Pelourinho, Centro Histórico de Salvador. A mostra é promovida por Luiz Neto Atelier, Associação Brasileira de Aquarela e da Arte Sobre Papel (ABA) e International Watercolor Society – Brazil (IWS), e apoio da DIMUS/IPAC/SECULT.

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Projeto Mulheres do Paraguaçu chega a Cabaceiras do Paraguaçu

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Entre os dias 09 e 20 de abril, a cidade de Cabaceiras do Paraguaçu, no Recôncavo baiano, receberá o projeto Mulheres do Paraguaçu. Aprovado pelo Edital Setorial de Territórios Culturais, em 2017, ele tem como principal objetivo pesquisar, valorar e salvaguardar o conhecimento tradicional de lideranças femininas, representantes de uma cultura genuinamente popular que, através de uma interface simbiótica, constroem uma forte relação com o Rio Paraguaçu.

Durante duas semanas serão ofertadas a oficina de audiovisual, oficina de bordado artístico, oficina de contação de histórias, uma assessoria de captação de recursos para mulheres empreendedoras e, por fim, a exibição do espetáculo Mulheres do Paraguaçu, que será construído em diálogo com a população local. As oficinas ocorrerão no Parque Histórico Castro Alves (PHCA) e a assessoria em captação de recurso para mulheres empreendedoras acontecerá na Secretaria de Promoção e Assistência Social. Após Cabaceiras do Paraguaçu, o projeto irá circular pela vila de São Francisco do Paraguaçu e pela cidade de Maragogipe.

De acordo com a idealizadora e diretora artística, Larissa Leão, o projeto Mulheres do Paraguaçu objetiva alcançar em torno de 180 jovens e adultos durante as oficinas, 45 mulheres com a assessoria de captação de captação de recurso e 450 pessoas de diferentes idades e gêneros com a apresentação do espetáculo Mulheres do Paraguaçu, objetivando estabelecer um diálogo com as pequenas comunidades situadas às margens do Rio Paraguaçu, no território do Recôncavo baiano.

O projeto tem duração de quatro meses, indo de 19 de março a 31 de julho e contará com uma equipe de 08 pessoas (artistas variados, produtoras e técnicos), todos qualificados na sua área de atuação. Este projeto tem apoio financeiro do Governo do Estado, através do Fundo de Cultura, Secretaria da Fazenda e Secretaria de Cultura da Bahia e conta com o apoio do Parque Histórico Castro Alves (PHCA), através da Diretoria de Museus (DIMUS) e Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC), além do apoio da Secretaria de Promoção e Assistência Social de Cabaceiras do Paraguaçu, a Secretaria de Cultura de Cachoeira e a Escola de 1° Grau de São Francisco do Paraguaçu.

Cabaceira do Paraguaçu foi uma das cidades escolhidas por estar na região do Recôncavo e por estabelecer uma relação de vida com o Rio Paraguaçu, já que é banhada por ele. Foi também por se ver representada e representante das diversas ramificações de universo identitário do Recôncavo que a idealizadora e diretora artística do projeto teve a ideia do projeto Mulheres do Paraguaçu. “Por morar em Cachoeira e ter também um vínculo com o rio, eu me sinto abraçada e acolhida por ele. O que me motivou a fazer esse projeto foi a ideia de aprofundar a relação com o Recôncavo, com as pessoas e o lugar, já que me sinto extremamente vinculada a esse espaço geográfico, cultural e simbólico”, comenta.

Sobre o Rio Paraguaçu – Genuinamente baiano, o Rio Paraguaçu se dá como um dos principais do estado. Sua nascente localiza-se no Morro do Ouro, na Serra do Cocal, município da Barra da Estiva – BA, e segue pelas cidades de Ibicoara, Mucugê e Andaraí quando, por sua vez, passa a receber o nome de Rio Santo Antônio. Percorrendo outros territórios baianos, o Rio Paraguaçu ainda transita pelas cidades de Itaetê, Itaberaba, Iaçu, Castro Alves, Cruz das Almas, Cabaceiras do Paraguaçu, a vila de São Francisco do Paraguaçu, São Félix, Cachoeira e, por fim, desemboca na Baía de Todos os Santos, entre os municípios de Maragogipe e Saubara. A palavra Paraguaçu vem de uma etimologia tupi e significa “rio grande”. Em todo o seu percurso, o Rio Paraguaçu se dá como fonte de sobrevivência econômica, como construção simbólica e cultural da vida, do imaginário e da subjetividade coletiva da população de todos esses lugares por qual ele passa.

Serviço: Mulheres do Paraguaçu

Quando: 09 a 20 de abril

Onde: Cabaceiras do Paraguaçu (BA)

Valor: Gratuito

Contato: mulheresdoparaguacu@gmail.com/ Instagram: @mulheresdoparaguacu / Facebook: @mulheresdoparaguacu

O PHCA – Localizado a 170 km da cidade de Salvador, em Cabaceiras do Paraguaçu, o Parque Histórico Castro Alves é um museu biográfico que funciona em um espaço com 52 mil metros quadrados. Situado na Fazenda Cabaceiras, onde nasceu Castro Alves (14.03.1847 – 6.07.1871), o museu foi inaugurado em março de 1971, por ocasião do primeiro centenário da morte do poeta baiano. É o lugar ideal para o público conhecer, pesquisar e mergulhar no universo do porta-voz literário da Abolição da Escravatura no Brasil.

Além de acervo com objetos que pertenceram a Castro Alves e seus familiares, formado por fotografias, cartões-postais, manuscritos, livros, indumentárias, adornos pessoais, utensílios domésticos e artes visuais, o Parque Histórico dispõe de anexo com sala multimídia, auditório, biblioteca, infocentro, reserva técnica, refeitório e administrativo. Na área de Mata Nativa, os visitantes podem fazer uma trilha e visitarem o Pouso de Adelaide, o Anfiteatro, a “Cruz da Estrada”, a Fonte e o Marco da Fazenda.

O público pode ainda usufruir dos projetos socioeducativos: Conhecendo as Nascentes; Sarau no Parque: Música, Poesia e Arte nos Finais de Tarde; Brincando no Parque, Brincando como no Tempo de Nossos Avós; Oficina de Teatro; Baú de Memórias e Sopa de Letras. Anualmente, o Parque também promove o Festival de Declamação de Poemas de Antônio Frederico de Castro Alves. O Parque Histórico Castro Alves é um espaço administrado pela Diretoria de Museus do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (DIMUS/IPAC), uma unidade vinculada à Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA).

Visitação: terça a domingo, de 9h às 13h

Entrada: grátis

Endereço: Praça Castro Alves, 106, Centro, Cabaceiras do Paraguaçu/BA.

Contato: (75) 3681-1102

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LabDimus promove Oficina de Mangá em parceria com alunos do Colégio Estadual Azevedo Fernandes

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Em comemoração aos 110 anos da imigração japonesa no Brasil, o Laboratório de Educação Digital: Museu, Arte e Cultura (LabDimus) está promovendo uma ‘Oficina de Mangá’ em parceria com alunos do 9° ano do Colégio Estadual Azevedo Fernandes (Pelourinho). O projeto teve início em 26/03 com orientação da professora Adriana Santana e segue até o dia 07/04. O objetivo da oficina é apresentar novas possibilidades de aprendizagem sobre outras culturas através da história, orientações e técnicas de quadrinhos japoneses. As aulas acontecem no LabDimus (Centro Cultural Solar Ferrão – Rua Gregório de Mattos, 45, Pelourinho), todas as segundas-feiras, das 09 às 11h.

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“A atividade estabelece o diálogo entre os conteúdos trabalhados nos espaços da Diretoria de Museus – DIMUS e a grade curricular dos estudantes. Além de estimular o trabalho em grupo”, explica Cristina Melo, coordenadora do LabDimus. O resultado dessas oficinas será apresentado dentro da programação da 16° Semana de Museus da Diretoria de Museus do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (DIMUS/Ipac). O evento comemora o Dia do Museu (18 de maio) e acontece de 14 a 20/05 com o tema ‘Museus hiperconectados: novas abordagens, novos públicos’.

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O LabDimus – O LabDimus (Laboratório de Educação Digital: Museu, Arte e Cultura) desenvolve atividades direcionadas às novas mídias digitais, propondo, executando e avaliando as oficinas que desenvolve. Buscando atividades com grupos escolares e público em geral, o LabDimus faz a interlocução entre as novas tecnologias e as coleções em exposição nos museus Dimus. Com isso, pretende manter o intercâmbio com as instituições de ensino de forma interdisciplinar, contribuindo para a melhoria da educação formal a partir da promoção de oficinas de interesse de professores e estudantes. As atividades integram as diversas linguagens da comunicação: sonora, visual, impressa e audiovisual. O LabDimus integra a Diretoria de Museus do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (DIMUS/IPAC), unidade vinculada a Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA).

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2° Festival de Aquarela começa nesta sexta-feira (6) no Pelourinho

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O ‘2° Festival de Aquarela: Traduzindo Sonhos – 2018’ será aberto às 16h desta sexta-feira (6), na Galeria do Centro Cultural Solar Ferrão (Rua Gregório de Matos, 45 – tel. 71 3116- 6743), no Pelourinho, Centro Histórico de Salvador. Promovido por Luiz Neto Atelier, Associação Brasileira de Aquarela e da Arte Sobre Papel (ABA) e International Watercolor Society – Brazil (IWS), o evento tem objetivo principal de divulgar a arte da aquarela sobre papel e sua importância para as artes plásticas no Brasil e no mundo. “O festival mostra a dimensão e os valores artísticos da aquarela, presentes nos trabalhos de artistas das mais diversas regiões”, explica Luiz Firmino Soares Neto que também é professor da Universidade do Estado da Bahia (UNEB).

O festival conta com apoio da Pró-reitora de Extensão/UNEB e da Diretoria de Museus (DIMUS/IPAC) da Secretaria de Cultura do Estado (SecultBA), esta última que administra o Solar Ferrão. Estão sendo expostas 37 obras de tamanhos variados em molduras de até 50cmX70cm. Participam artistas de Belo Horizonte (MG), Curitiba (PR), São Paulo (SP), Vitória (ES) e Salvador (BA). As obras de arte são originais, realizadas nos últimos dois anos com 99% da técnica de aquarela. A visitação no Ferrão acontece até 30/04, das terças-feiras aos sábados, sempre das 13h às 17h.

WORKSHOP Além da abertura da exposição na sexta-feira (6), no sábado (7), das 9h às 12h, acontece o Workshop de Aquarela, com inscrições gratuitas realizadas no link: https://goo.gl/6fu9cZ. “É importante destacar que o material para o workshop é de responsabilidade do participante”, destaca Luiz Neto. Dentre os materiais, uma prancha de eucatex ou MDF com tamanho de 30cmX40cm ou similar, um pincel tigre ou keramik nº13 para aquarela, um pedaço de papel para aquarela 300g (arché, heritage, fabriano ou outro) com tamanho de 25cmx35cm, além de fita crepe, lápis HB, borracha branca macia e três bisnagas de tinta aquareláveis.

De acordo com o professor Luiz Neto, a aquarela floresce na segunda metade do século XVIII e na primeira metade do século XIX. “A técnica é utilizada quase sempre como aguadas leves e transparentes, elaboradas com cuidado e disciplina”, relata. Segundo ele, neste festival, participam artistas aquarelistas profissionais com exposições e premiações obtidas em cidades, como Dakar e Budapeste, ou de países como Paquistão, Índia, Itália, Hungria, Chile e Equador. Luiz Neto é arte-educador com doutorado em Psicologia Social, membro da ABA e da IWS-Brazil, curador e coordenador do festival. Participou de exposições em muitas cidades brasileiras e em países como Paquistão, Bulgária, Itália e Suíça, dentre outros.

O Solar Ferrão fica em uma das ruas mais visitadas do Pelourinho, a Gregório de Mattos, onde também está a sede do bloco afro Olodum. O solar é originário do século XVII, instalado no declive entre o Pelourinho e a Baixa dos Sapateiros, e é tombado desde 1938 como Patrimônio Nacional pelo IPHAN/MinC. Visitação de terça-feira a sábado, das 13h às 17h. Informações através do telefone (71) 3116-6743. Acesse: https://dimusbahia.wordpress.com. Facebook: Museus da Bahia.

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Museu Udo Knoff abre exposição em parceria com estudantes do Colégio Estadual Azevedo Fernandes

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Oficina de pintura em azulejo

“Salvador Cantada em Verso, Prosa e Cores” é o nome da exposição que será inaugurada na terça-feira (03/04), às 10h, no Museu Udo Knoff de Azulejaria e Cerâmica. A mostra foi produzida por estudantes do Colégio Estadual Azevedo Fernandes em parceria com o Laboratório de Educação Digital: Museu Arte e Cultura (LabDimus), Museu Tempostal e Museu Udo Knoff – todos localizados no Pelourinho. A exposição retrata e homenageia a cidade de Salvador através de 18 azulejos pintados a mão, 20 fotografias e 20 poesias produzidas  pelos alunos.

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A abertura contará com um sarau e performances de músicas e poesias dos estudantes com o grupo ‘Poemusik – Poesia Musicada’. As obras ficam em cartaz até dia 30/04 com visitação gratuita sempre de terça a sábado das 13 às 17h. Mais informações pelo e-mail educativoudoknoff@gmail.com ou telefone (71) 3117-6389.

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Visita ao museu

A exposição faz parte de um conjunto de ações que foram realizadas pelo Colégio Azevedo Fernandes em parceria com LabDimus, Museu Tempostal e Museu Udo Knoff. “Essa atividade é um recorte do projeto ‘Pelourinho, território (em) cantos de Salvador’ que tem como objetivo aproximar a escola e a comunidade do local onde estudam e residem, construindo uma identidade local e contextualizando os conteúdos.”, explica a professora Adriana Santana (Colégio Estadual Azevedo Fernandes). “Pretendemos homenagear a cidade de Salvador em seu aniversário de 469 anos, enaltecendo seus encantos, alertando sobre os problemas sociais e criando um ambiente onde esses jovens possam discutir sobre os problemas do bairro, apontando soluções, contribuindo com as políticas públicas com o objetivo de se tornarem agentes de transformações da sua comunidade.”, completa.

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Oficina de poesia e música

Como parte do projeto, em 15/03, os estudantes visitaram o Museu Tempostal para apreciar os cartões postais que retratam Salvador antiga. Além disso, eles  participaram de uma palestra sobre a Praça Castro Alves. Em 16/03, a turma participou de um workshop de fotografia e fez um passeio turístico pelo Centro Histórico de Salvador. Na ocasião, os alunos registraram em suas câmeras o seu olhar sobre o Pelourinho, a atividade foi mediada pelo estudante de Artes da UFBA, Alan Fernandes, técnico do LabDimus. Já em 21/03, os alunos tiveram acesso à história da azulejaria na Bahia no Museu Udo Knoff e, em seguida, realizaram uma oficina de pintura em cerâmica com objetivo de retratar os pontos turísticos da cidade. Ao final da atividade os estudantes cantaram seus poemas à Bahia com o grupo ‘Poemusik – Poesia Musicada’.

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Oficina de poesia e música

O projeto interdisciplinar envolveu as disciplinas de Artes e Língua Portuguesa (com as professoras Adriana Santana e Maria Pompeia Almeida); a disciplina Identidade e Cultura (com os professores Jorge Lopes e Janildo Ramos); a disciplina de Física (com o professor Júlio Costa Santos); além de contar com a colaboração do professor de Geografia José Antônio Sousa e os gestores Eliana Teles, Jair Gomes e Jorge Mehemere.

O museu – O Museu Udo Knoff de Azulejaria e Cerâmica (Pelourinho) dispõe de dois ambientes ocupados por materiais referentes à arte da cerâmica e do azulejo. A área inferior expõe as peças criadas pelo ceramista Udo Knoff – idealizador do museu -, além de proporcionar uma visão cronológica da existência do azulejo disposta do século XV ao XX, incluindo sua chegada ao Brasil, no século XVII. Já a sua área superior, exibe fotografias de prédios revestidos com azulejos confeccionados pela oficina de Udo Knoff, fruto de projetos de artistas renomados do estado da Bahia. Completam a exposição, objetos confeccionados nas oficinas desenvolvidas pelos museólogos da casa, que realizam atividades educacionais com o objetivo de se manter o desejo de Udo Knoff.  O espaço sediado no Pelourinho, em Salvador, integra a Diretoria de Museus do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC) da Secretaria Estadual de Cultura (SecultBA).

Serviço:  Exposição “Salvador Cantada em Verso, Prosa e Cores”

Local: Museu Udo Knoff – Rua Frei Vicente, nº 03, Pelourinho – Salvador (BA)

Mais informações: (71) 3117-6389

Período: de 03 a 30/04

Entrada gratuita

Visitação: terça a sábado das 13 às 17 horas

 

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