Exposição reúne telas de artistas famosos e anônimos em homenagem a Irmã Dulce

Mostra será inaugurada terça-feira (dia 12), às 16h, no Centro Cultural Solar Ferrão

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Como parte das homenagens em memória dos 25 anos de falecimento do Anjo Bom da Bahia, o Memorial Irmã Dulce (MID) inaugura, na próxima terça-feira (dia 12), às 16h, no Centro Cultural Solar Ferrão (Pelourinho), a exposição “A tela, o pincel e uma sublime inspiração”. A abertura da mostra contará com a presença de artistas plásticos e museólogos, além de profissionais das Obras Sociais Irmã Dulce (OSID), devotos e admiradores da vida e obra da freira baiana. Com entrada franca, a exposição reunirá 38 telas, feitas a partir de técnicas e estilos variados, assinadas por artistas renomados e anônimos que fizeram questão de retratar a religiosa que desde muito jovem chamou a atenção pelo seu trabalho social em prol do pobre, do doente, do mais necessitado. A programação da mostra, que ficará em exibição até 12 de janeiro, contará também com uma área dedicada à arte-educação, com realização de oficinas de arte para crianças e adolescentes, exibição de documentários e do filme Irmã Dulce.

A coleção, que integra o acervo do Memorial Irmã Dulce e é quase toda composta a partir de doações, começou a ser formada com a Mãe dos Pobres ainda em vida. “Era comum ela receber como presente uma tela com a pintura da sua imagem, o que a deixava muito envergonhada, pois não entendia o motivo para tal homenagem. Porém, desde cedo o seu trabalho de caridade chamou a atenção dos baianos, impressionados com a coragem da jovem freira, que recolhia e abrigava doentes e mendigos pelas ruas de Salvador e diariamente circulava pela cidade em busca de auxílio”, comenta o assessor de Memória e Cultura das Obras Sociais Irmã Dulce, Osvaldo Gouveia.

Os trabalhos trazem em comum a inspiração no Anjo Bom. “Podemos dizer que muitas destas obras também contam um pouco desses 25 anos sem a presença de Irmã Dulce, pois foram concebidas após a sua morte, por motivações diversas, demonstrando a continuidade e o crescimento do sentimento de amor, admiração, carinho, fé, devoção e respeito pela vida e obra da Bem-Aventurada. É a prova de que ela se mantém viva e presente na nossa memória, assim como as Obras Sociais, o seu maior milagre, que seguem em pleno funcionamento e crescimento, com o objetivo de servir cada vez mais e melhor a todos que precisam”, ressalta a museóloga da OSID, Carla Silva. A exposição “A tela, o pincel e uma sublime inspiração” é uma realização da Assessoria de Memória e Cultura das Obras Sociais Irmã Dulce e conta com o apoio do Centro Cultural Solar Ferrão, da Diretoria de Museus do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (Dimus/Ipac) e do Governo da Bahia.

Serviço

Exposição: “A tela, o pincel e uma sublime inspiração”

Local: Centro Cultural Solar Ferrão (Rua Gregório de Mattos, 45, Pelourinho)

Abertura: 12 de dezembro, às 16h

Visitação: de 12 de dezembro de 2017 a 12 de janeiro de 2018, de terça-feira a sábado, das 13h às 17h

Entrada franca

Assessoria de Comunicação / Obras Sociais Irmã Dulce

Alan Amaral (71) 3310-1108 / 98139-5420

Adriana Patrocínio (71) 3310-1356 / 99972-7322

Cássia Candra (71) 3310-1267 / 99601-0344

Lorena Amorim: (71) 3310 -1267 / 98228-6821

comunicacao@irmadulce.org.br

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Estudantes apresentam projetos de visibilidade para o Museu Udo Knoff

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Em 05/12 ocorreu a primeira etapa de conclusão de quatro equipes do Instituto Federal da Bahia (IFBA), de Simões Filho, quando os estudantes apresentaram soluções para ajudar a dar visibilidade ao Museu Udo Knoff de Azulejaria e Cerâmica (Pelourinho).  As últimas apresentações acontecem em 13/12. Estes trabalhos fazem parte do projeto ‘Construindo Rasuras: a memória em foco’ – uma atividade direcionada para atender cerca de 100 alunos do curso de Mecânica, Petrobrás é Gás, Eletromecânica e Metalurgia do IFBA. Os estudantes criaram vídeos, cartazes, documentários, campanhas promocionais e clips para divulgação nas redes sociais. Todos estes projetos serão disponibilizados para apreciação e uso pelo museu, após avaliação da diretoria da Dimus.

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“O mais incrível foi perceber que eles abriram os olhos para a azulejaria da nossa cidade e reconheceram a importância da existência do museu para lembrar que a Bahia é um dos maiores representantes da azulejaria portuguesa, para o valor do trabalho de Udo em seu ateliê que contribuiu para a formação de uma geração de artistas que continuam decorando nossa cidade.  Muito interessante também ver como eles utilizaram conceitos da matemática no estudo das estampas dos azulejos da coleção de Udo, evidenciando que o museu pode ser utilizado como fonte de pesquisa para desenvolvimento de projetos multidisciplinares”, explica a coordenadora do museu, Renata Alencar.

O projeto teve início na Semana da Criança, em outubro, com a mediação ‘Comunicação e Visibilidade’ e da atividade PoeMusik, com um grupo de alunos, de 16 e 18 anos do Curso Eletrotécnica do IFBA (Simões Filho). Nesses dias, o grupo que coordena o Poemusik  também fez uma performance para os estudantes, com poesias que tratam do tema sobre identidade e memória.

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“Os estudantes foram estimulados a conhecerem o museu, discutiram seus problemas e trabalharam na construção de soluções. Ao museu coube a apresentação da coleção de Udo Knoff, o histórico do museu, a promoção da reflexão sobre a manutenção desse espaço aberto ao público, sua visibilidade e conhecimento por parte da sociedade. Para a equipe do museu foi um prazer participar desse projeto, contribuir para o conhecimento e divulgação do seu acervo de uma forma tão singular. Agrademos aos professores que escolheram nosso museu para aplicação dessa ação”, acrescenta Alencar.

A oficina ‘Poemusik – Poesia Musicada’ é uma experiência criativa com o mundo das palavras realizada pelos funcionários e músicos do Museu Udo Knoff. “Tem como referência a poesia de rua e a música de improvisação estabelecendo a relação do museu com a música. A partir de estímulos proporcionados pela mediadora, o grupo passa a exercitar as palavras de formas usuais e não usuais, montando, desmontando e remontando os vocábulos de forma inventiva, produzindo descobertas surpreendentes, estabelecendo uma nova relação entre o grupo e a música”, acrescenta Alencar.

Turmas/ trabalhos:

Mecânica – 05/12 – 16h20 às 17h10

Metalurgia – 05/12 – 08h40 às 10h20

Eletromecânica – 13/12 – 14h40 às 16h20

Petróleo e gás – 13/12- 12h40 às 14h20

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Cortejo do Aniversariante percorre as ruas do Pelourinho

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Pelo quarto ano consecutivo, o nascimento de Jesus Cristo será comemoração pelas ruas do Pelourinho com o ‘Cortejo do Aniversariante’. Na segunda-feira (11/12), a partir das 16h, o cortejo percorrerá as ruas do Centro Histórico aos sons da Orquestra Museofônica, juntamente ao Grupo Eterna Juventude e ao Quarteto de Sopro. O cortejo terá saída do Centro Cultural Solar Ferrão (Rua Gregório de Mattos, 45, Pelourinho) e seguirá as principais ruas do bairro sob a condução da etnomusicóloga Emília Biancardi.

A ação integra as atividades realizadas pelos museus da Diretoria de Museus do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (DIMUS/IPAC) localizados no Pelourinho: Museu Tempostal, Museu Udo Knoff de Azulejaria e Cerâmica, Centro Cultural Solar Ferrão e Museu Abelardo Rodrigues; além do LabDimus.

 “É uma atividade importante que marca a celebração do nascimento de Jesus e que promove a integração dos funcionários da DIMUS/IPAC com os  grupos culturais, pessoas que trabalham e moram na localidade, além da participação dos transeuntes”, declara Fátima Santos, responsável pela DIMUS.

A museóloga Jorma Souza, integrante da Orquestra Museofônica, explica o cortejo. “Essa atividade vem retomar a celebração do nascimento de Cristo que, às vezes, fica esquecido no Natal, pois nessa época muitas pessoas se voltam mais para a questão do consumismo, de comprar presentes, e esquecem o sentido do espírito natalino”, ressalta.

Considerada como um verdadeiro museu cênico, A Orquestra Museofônica foi criada em 2012 e surgiu a partir da ideia da museóloga Ana Liberato em criar uma orquestra com os colaboradores dos museus sob a direção da DIMUS/IPAC, objetivando um aprendizado sobre o manuseio e conhecimento de instrumentos musicais, suas possibilidades, musicalidades, histórico, restauração e a possível recriação.

Emília Biancardi é etnomusicóloga, professora, compositora, pesquisadora da música folclórica brasileira e especialista nas manifestações tradicionais da Bahia. Em viagens pelo mundo, adquiriu instrumentos em países da Europa, África, Américas e do Oriente e o seu interesse pelos instrumentos fez surgir a ‘Coleção de Instrumentos Musicais Tradicionais Emília Biancardi’ – atualmente exposta no Centro Cultural Solar Ferrão.

Serviço: Cortejo do Aniversariante

Data: 11/12

Horário: 16h

Confira o roteiro do Cortejo:

  • Concentração em frente ao Centro Cultural Solar Ferrão (Rua Gregório de Mattos, 45, Pelourinho);
  • Segue para o Restaurante XV de Novembro, no Terreiro de Jesus;
  • Parada – Catedral do Terreiro de Jesus;
  • Segue para o Centro de Culturas Populares e Identitárias (CCPI) no Largo do Pelourinho;
  • Segue para a Associação de Capoeira Angola na Rua Gregório de Mattos;
  • Encerramento – Centro Cultural Solar Ferrão.
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Últimos dias para conferir a mostra ‘Os Meninos do Pelô não apenas sabem tocar tambor: também apreciam música, literatura e obras de arte’

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O Museu Udo Knoff de Azulejaria e Cerâmica (Pelourinho) prorrogou até 9/12 a exposição ‘Os Meninos do Pelô não apenas sabem tocar tambor: também apreciam música, literatura e obras de arte’, com obras criadas pelos alunos do Colégio Azevedo Fernandes. A mostra – projeto desenvolvido pelo ‘Mais Educação’, coordenado pelas professoras Adriana Santana e Carla Monteiro em parceria com o museu e o LabDimus (Laboratório de Educação Digital: Museu, Arte e Cultura) – reúne 20 peças de pintura em azulejo, 12 pinturas em tela e garrafas decoradas. Durante este mês serão programadas visitas com o público de pais e estudantes e apresentação de Capoeira e Maculelê com o professor Adriano Ratinho. A visitação é de terça a sábado das 13 às 17 horas.

A coordenadora do Museu Udo Knoff, Renata Alencar, explica que esta exposição reúne obras produzidas em três momentos distintos. Na oficina de Pintura em Azulejos, os educandos produziram peças inspirados em cenas do seu cotidiano em diálogo com as obras de Carybé. Instigados pelo instrutor Pablo Coelho os estudantes expressaram nas telas por meio de traços, cores, formas e imagens a leitura que fazem do mundo a partir do questionamento “O que te incomoda?”. E os estudantes do EJA (Educação de Jovens e Adultos) confeccionaram garrafas artesanais em oficina realizada pela discente do EJA, Narjara Barbosa Lima. Essa ação é resultado do projeto interdisciplinar que envolveu as disciplinas de Artes, Língua Portuguesa e História, vinculado ao projeto Mais Educação.

“O artista Carybé foi escolhido por ilustrar as obras de Jorge Amado e por retratar, em suas obras de arte, cenas do cotidiano, muitas delas no Pelourinho, o que remete às cenas reais protagonizadas pelos alunos do colégio. Assim, literatura e pintura se entrecruzam dando sentido à leitura que os alunos fazem da arte em diálogo com o mundo, a arte que se faz no interior do coração, a arte que inclui. Além disso, os episódios narrados no livro têm como espaço geográfico vielas, ladeiras, ruas do Pelourinho que exibem, em sua arquitetura, imponentes casarões e igrejas revestidas de azulejos trazidos de Portugal”, informa Adriana Santana, professora do colégio.

Museus DIMUS/IPAC – O Centro Cultural Solar Ferrão, o Museu Udo Knoff de Azulejaria e Cerâmica, o Museu Tempostal, o LabDimus (Laboratório de Educação Digital: Museu, Arte e Cultura) e o Parque Histórico Castro Alves (Cabaceiras do Paraguaçu, Recôncavo baiano) são espaços administrados pela Diretoria de Museus do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (DIMUS/IPAC), uma unidade vinculada à Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA).

O Museu Udo Knoff de Azulejaria e Cerâmica dispõe de dois ambientes ocupados por materiais referentes à arte da cerâmica e do azulejo. A área inferior expõe as peças criadas pelo ceramista Udo Knoff, além de proporcionar uma visão cronológica da existência do azulejo disposta do século XV ao XX, incluindo sua chegada ao Brasil, no século XVII. Já a sua área superior, exibe fotografias de prédios revestidos com azulejos confeccionados pela oficina de Udo Knoff, fruto de projetos de artistas renomados do estado da Bahia. Completam a exposição, objetos confeccionados nas oficinas desenvolvidas pelos museólogos da casa, que realizam atividades educacionais com o objetivo de se manter o desejo de Udo Knoff. Visitação: terça a sábado das 13 às 17 horas. Entrada: grátis. Contatos: Rua Frei Vicente, nº 03, Pelourinho – Salvador (BA) – (71) 3117-6389.

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Estudantes apresentam projetos de visibilidade para o Museu Udo Knoff

No próximos dias 05 e 13 de dezembro, estudantes do Instituto Federal da Bahia (IFBA), de Simões Filho, apresentarão soluções para dar visibilidade ao Museu Udo Knoff de Azulejaria e Cerâmica (Pelourinho). Estes trabalhos fazem parte do projeto ‘Construindo Rasuras: a memória em foco’ – uma atividade direcionada para atender cerca de 100 alunos do curso de Mecânica, Petrobrás é Gás, Eletromecânica e Metalurgia do IFBA.

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“ Os estudantes são estimulados a conhecer um espaço, discutir seus problemas e escolher um deles para proporem uma solução. Ao museu coube a apresentação da coleção de Udo Knoff, o histórico do museu, a promoção da reflexão sobre a manutenção desse espaço aberto ao público, sua visibilidade e conhecimento por parte da sociedade. Em seguida realizamos uma oficina de poesia para eles exprimirem seus sentimentos a partir das discussões. Depois, na escola, construíram suas propostas que serão apresentadas agora em dezembro”, explica a coordenadora do museu, Renata Alencar.

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O projeto teve início na Semana da Criança, em outubro, com a mediação ‘Comunicação e Visibilidade’ e da atividade PoeMusik, com um grupo de alunos, de 16 e 18 anos do Curso Eletrotécnica do IFBA (Simões Filho). Nesses dias, o grupo que coordena o Poemusik  também fez uma performance para os estudantes, com poesias que tratam do tema sobre identidade e memória.

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A oficina ‘Poemusik – Poesia Musicada’ é uma experiência criativa com o mundo das palavras realizada pelos funcionários e músicos do Museu Udo Knoff. “Tem como referência a poesia de rua e a música de improvisação estabelecendo a relação do museu com a música. A partir de estímulos proporcionados pela mediadora, o grupo passa a exercitar as palavras de formas usuais e não usuais, montando, desmontando e remontando os vocábulos de forma inventiva, produzindo descobertas surpreendentes, estabelecendo uma nova relação entre o grupo e a música”, acrescenta Alencar.

Turmas que irão apresentar trabalhos:

Mecânica – 05/12 – 16h20 às 17h10

Metalurgia – 05/12 – 08h40 às 10h20

Eletromecânica – 13/12 – 14h40 às 16h20

Petróleo e gás – 13/12- 12h40 às 14h20

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Museu Udo Knoff promoveu bate-papos sobre a Consciência Negra

“Somos parte de você: na rota da consciência negra” foi o tema dos últimos encontros (realizados em 29 e 30/11, às 14h) do projeto que o Museu Udo Knoff de Azulejaria e Cerâmica (Pelourinho) elaborou dentro de sua programação especial em comemoração ao Novembro Negro. O projeto ‘Somos parte de você’ promoveu bate-papos sobre a temática afro em parceria com a educadora Carla Pita. Nos encontros de 29 e 30/11, os presentes participaram de um jogo de alta complexidade, com leitura e formação de palavras, que trabalhou a coordenação motora, o raciocínio e a concentração, colocando em foco, nomes de lideranças dos direitos civis nos Estados Unidos.

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“Trabalhamos a temática negra o ano todo. Educar no Mês da Consciência Negra é a reafirmação de uma data importante para esta comunidade. Durante os dias do projeto, em parceria com o museu, recebemos um público bem diversificado e conseguimos trabalhar intensamente a lei que determina o ensino da história e cultura afro-brasileira e africana nas escolas públicas e particulares do Brasil.  Eu só tenho a agradecer ao Museu Udo Knoff por abrir um espaço público para uma discussão como essa. O evento teve um ganho magnífico pela presença da juventude”, explicou a educadora Carla Pita.

“Pretendemos trazer à tona, no espaço de memória (que é o museu), outras histórias e memórias de grupos étnicos da sociedade, valorizando-as e comunicando-as. Para o museu, é a oportunidade de debater assuntos que interferem diretamente na construção de identidades individuais e coletivas”, informou a coordenadora do museu, Renata Alencar.

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“Falar de Consciência Negra é tocar na questão da omissão de um passado. É destacar os heróis negros e as figuras políticas e sociais que fizeram a construção dessa sociedade”, declarou Viviane do Espírito Santo, professora do Projeto Mais Educação no Colégio Estadual Azevedo Fernandes.

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O projeto foi uma parceria com a educadora social Carla Pita e contou com grupos de jovens de 15 a 20 anos de escolas parceiras, mas também foi aberto ao público. Contemplou bate-papo com a professora a partir de jogos educativos. Em 16/11, o projeto trouxe o tema “Somos parte de você: mulheres negras e o seu lugar na sociedade”. Já no dia 23/11 o tema abordado foi “A África não é um país e ela faz parte de nós”. Nos dias 29 e 30/11, encerrando o projeto, Carla trouxe a temática “Na rota da Consciência Negra”.

O Museu – O Museu Udo Knoff de Azulejaria e Cerâmica dispõe de dois ambientes ocupados por materiais referentes à arte da cerâmica e do azulejo. A área inferior expõe as peças criadas pelo ceramista Udo Knoff, além de proporcionar uma visão cronológica da existência do azulejo disposta do século XV ao XX, incluindo sua chegada ao Brasil, no século XVII. Já a sua área superior, exibe fotografias de prédios revestidos com azulejos confeccionados pela oficina de Udo Knoff, fruto de projetos de artistas renomados do estado da Bahia. Completam a exposição, objetos confeccionados nas oficinas desenvolvidas pelos museólogos da casa, que realizam atividades educacionais com o objetivo de se manter o desejo de Udo Knoff. O museu integra os espaços administrados pela Diretoria de Museus do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (Dimus/IPAC), da Secretaria de Cultura do Estado (SecultBA).

Visitação: terça a sábado das 13 às 17 horas

Entrada: grátis

Contatos: Rua Frei Vicente, 03, Pelourinho – Salvador (BA) – (71) 3117-6389

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Museu Recolhimento dos Humildes recebe mini-curso sobre ‘Práticas de arquivo para a memória e a pesquisa cidadãs’

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‘Práticas de arquivo para a memória e a pesquisa cidadãs’ foi o tema do mini-curso realizado em 27 e 28/11 no Museu Recolhimento dos Humildes (Santo Amaro da Purificação/BA). Promovido pelo Centro de Cultura, Linguagens e Tecnologias Aplicadas (Cecult) da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) e pelo Grupo de Pesquisa em Memória, Espaços e Culturas (Mesclas) – em parceria com a Diretoria de Museus do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (Dimus/Ipac) – , o curso foi ministrado pela antropóloga da Universidade de São Paulo (USP) Luisa Valentini e contou com 32 participantes.

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De acordo com a assessora técnica da Dimus, Fátima Soledade, o objetivo da oficina foi a observação e ensaio coletivos de manejo de documentos acumulados em diferentes contextos. “Na ocasião, os participantes observaram os conjuntos de documentos para mapear as possibilidades práticas e táticas para a conformação de acervos documentais para cada caso considerado, sejam eles designados como pessoais, coletivos, comunitários, institucionais, culturais ou de pesquisa”, explicou.

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“Este espaço tão importante para a cidade de Santo Amaro reabre suas portas para a realização de atividades para a comunidade. Nada melhor do que pensar na memória e na cidadania através dos arquivos em um espaço como este”, declarou Thaís Brito, Professora Adjunta do Centro de Cultura, Linguagens e Tecnologias Aplicadas da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia.

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O mini-curso promoveu a discussão em torno do que é documento, o que é arquivística, como a arquivística pensa o documento e as relações implicadas na guarda documental, a importância do engajamento na discussão sobre produção e guarda de documentos, os tipos de acervo e como a arquivística pensa cada um deles, os repertórios para a guarda documental, classificação por tema e por tipo, estratégias de organização e de gestão de arquivo, protocolos de guarda e transferência de arquivos, e legislação e problemas contemporâneos sobre propriedade intelectual e garantia de direitos.

O museu – Instalado no Convento de Nossa Senhora da Conceição dos Humildes, em Santo Amaro (Praça Frei Bento, s/n), o Museu do Recolhimento dos Humildes é datado de junho de 1980. O acervo é composto por imagens sacras delicadamente ornamentadas pelas recolhidas, além de cristais, pratarias, mobiliário, porcelanas, paramentos, rendas e alfaias (objetos litúrgicos). São cerca de 500 peças datadas do século XIX e tombadas pelo (IPHAN). Já o prédio é tombado como Patrimônio da Bahia pelo IPAC. No momento, o museu está fechado para visitação por conta de reformas. O Museu do Recolhimento dos Humildes integra a Diretoria de Museus do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (DIMUS/IPAC), unidade vinculada a Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA).

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Capoeira no Novembro Negro do Museu Tempostal

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Para celebrar o Dia da Consciência Negra (20 de Novembro), o Museu Tempostal (Pelourinho) preparou uma programação especial com apresentações, samba de rodas, oficinas, exibições de filmes e capoeira. Fundado na década de 70, o ‘Grupo de Capoeira Kilombolas’ conhecido por manifestações populares como o maculelê e o samba de roda, se apresentou em 24/11 às 15h.

O grupo tem como filosofia a dedicação do ensinamento da capoeira pra crianças, jovens e adultos de comunidades carentes e bairros populares. O grupo valoriza o trabalho educativo, mantendo tradições e fortalecendo a consciência, identidade e construção da cidadania.

Em 21/11 às 10h, aconteceu a apresentação do ‘Grupo Samba de Roda Renascer (Obras Sociais Irmã Dulce)’ que utiliza manifestações artísticas e culturais para socializar, trabalhar o cognitivo, autonomia e a independência com a finalidade de preservar a autoimagem, facilitando o protagonismo da pessoa idosa. Em parceria com o Colégio Azevedo Fernandes, no dia 22/11, aconteceu a ‘Oficina de estamparia em tecido com tema afro’, na Praça das Artes (localizada na parte dos fundos do Museu Tempostal).

Além disso, o museu exibiu o filme ‘12 Anos de Escravidão’ em 21 e 25/11, às 14h. Baseado na autobiografia de Solomon Northup, este drama histórico conta a tragédia de um negro nascido livre que é levado a Nova York e vendido como escravo.

O Museu – O acervo do Museu Tempostal é composto por postais, estampas e fotografias, em sua maioria, procedentes da coleção de Antônio Marcelino do Nascimento. As peças, datadas do final do século XIX e meados do século XX, representam imagens de valor histórico, artístico e documental, não só da Bahia e do Brasil, mas também de diversos países do mundo, sobre as mais variadas temáticas. O Museu Tempostal integra os espaços administrados pela Diretoria de Museus do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (DIMUS/IPAC), da Secretaria de Cultura do Estado (SecultBA).

 

Visitação: terça a sábado, das 13h às 17h

Entrada: grátis

Contato: Rua Gregório de Mattos, 33, Pelourinho, Salvador (BA) – (71) 3117-6383

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