Museu Tempostal

Museu TempostalEm 1995, o Governo do Estado da Bahia, através da Secretaria da Cultura e Turismo, adquiriu a coleção particular de Antônio Marcelino do Nascimento, construída com perseverança durante 40 anos. O acervo é apresentado ao público em 05 de novembro de 1997, data em que é inaugurado o Museu Tempostal em um sobrado do século XIX, antigo ponto comercial do conde português Pereira Marinho.

O acervo do Museu Tempostal é formado por cerca de 50.000 peças, sendo 33 mil procedentes da coleção Antonio Marcelino, constituem postais, fotografias e estampas, do final do século XIX e meados do século XX, sendo um dos acervos mais completos do país. Representam imagens de valor histórico, artístico e documental, não só da Bahia e do Brasil, mas também, de diversos países do mundo, sobre as mais variadas temáticas.

Destacam-se nas coleções as imagens representativas da Bahia Antiga, os cartões-postais da Belle Époque, que chamam a atenção pela variedade dos materiais nos quais foram confeccionados, e as Estampas do Sabonete Eucalol.

 A Coleção Bahia Antiga, fonte privilegiada de informação para pesquisa historiográfica, antropológica e sociológica, é representada, não só por fotógrafos e editores nacionais, mas também por editores estrangeiros. Figuram na coleção, os europeus Reutlinger, Union Postale Universelle, Rex, Toulouse, Ed. Necasar e Morate; os brasileiros Almeida e Irmãos, Livraria Reis e Cia, LItho Typografia,Joaquim Ribeiro e Cia., e fotógrafos como Rodolfo Lindemann, J. Mello, João Pedrosa, Gustavo Muller e B. Nelli.

Constituem destaque, os requintados e originais postais da Belle Époque confeccionados em celulóide, madeira ou pergaminho; bordados em seda ou pintados à mão assim também as Estampas do Sabonete Eucalol lançadas em 1927 pela Perfumaria Myrta S.A., confeccionadas para impulsionar as vendas do produto, tornando-se conhecidas como “Fragrância do Saber”, ficando em circulação até 1957.

Antônio Marcelino

Nascido em Sergipe, Antônio Marcelino do Nascimento (1929-2006) colecionava, desde garoto, recortes de jornais e livros ilustrados. Em 1947, se transferiu para Salvador e iniciou uma coleção que incluía de santinhos de catecismo a biscuit e máquinas fotográficas antigas. Ao longo da vida, acumulou postais que registram diferentes fases do desenvolvimento histórico, geográfico e cultural de todos os estados brasileiros e de vários países. Realizou sua primeira exposição em 1965. Um museu particular foi criado por ele em 1974 no casarão onde residia na Rua do Sodré, no Centro de Salvador. Em novembro de 2006, o colecionador se sentiu mal em casa e faleceu a caminho do hospital.

Exposições de longa duração:

O BAIRRO DO COMÉRCIO

6 Porto

A exposição é composta por postais e fotos que retratam a região do Comércio, no trecho da Preguiça até o antigo Mercado do Ouro, da primeira década do século XX até os anos 80. Através de cerca de 100 imagens, apresenta aspectos históricos, urbanísticos e arquitetônicos do bairro, que foi criado para servir de ancoradouro das naus que traziam insumos de outros países, a exemplo de produtos manufaturados da Europa, e retornavam com o que se produzia por aqui (açúcar, fumo, algodão, madeiras de lei e couro).

PELOS CAMINHOS DE SALVADOR

Pelos caminhos de salvador Acervo Museu Tempostal

A exposição retrata parte da urbanização, crescimento e modernização da capital baiana. A mostra constitui um grande apanhado de imagens e fotografias que retratam as diversas transformações ocorridas no tecido urbano da cidade, iniciadas em fins do século XIX.  Através de uma leitura histórica, é possível conferir, também, as mudanças nos hábitos e costumes ligados à vida cotidiana.

BAHIA – LITORAL E SERTÃO

A mostra apresenta a relação econômica e social desenvolvida entre duas regiões distintas da Bahia através de registros de imagens. Fotografias e postais, datadas do início do século XX, de diferentes cidades do interior do Estado, revelam a importância da nossa formação geopolítica, ressaltando o impacto da exploração colonial, do povoamento heterogêneo, e a pluralidade de atividades econômicas exercidas tanto na região litorânea quanto no sertão.

O Museu Tempostal integra os espaços administrados pela Diretoria de Museus do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (DIMUS/IPAC), da Secretaria de Cultura do Estado (SecultBA).

Visitação: terça a  sábado, de 13h às 17h. .

End.: Rua Gregório de Matos, 33, Pelourinho, Salvador (BA).

Tel.: (71) 3117-6383.

4 respostas em “Museu Tempostal

  1. Como fazer a inscrição para a oficina de fotografia do dia 07/11, não consigo pelo site indicado e o telefone 3117 6383 tem gravação dizendo que está desligado.

  2. Pingback: Pelourinho recebe Festival de Arte de Rua | Catraca Livre

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