Estado anuncia continuidade das obras no MAM

DSC_0056

As obras de reforma do Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM-BA), a principal intervenção já realizada no local nos últimos 50 anos, terão continuidade. O vice-governador e secretário de Planejamento do Estado, João Leão, promoveu vistoria no museu – considerado um dos pontos turísticos mais importantes da capital baiana – no último dia 3 (junho/2017), acompanhado do diretor do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (IPAC), João Carlos de Oliveira, a diretora do MAM, Ana Liberato, arquitetos, engenheiros e assessores estaduais. A obra havia parado por falta de recursos. A comitiva percorreu as dependências do museu, instalado no Solar do Unhão, complexo-arquitetônico originário do século XVII localizado às margens da Baía de Todos os Santos.

DSC_0072

As obras foram divididas em duas etapas totalizando investimento de R$ 15,7 milhões. Na primeira etapa foram investidos cerca de R$ 8 milhões, incluindo a restauração da capela, casarão, galeria 1 com cinema, biblioteca e reserva técnica com ações físico-estruturais. A segunda etapa tem previsão de mais R$ 7,7 milhões em investimento, incluindo requalificações das oficinas do MAM, galeria 3, sistema de ar-condicionado, subestação, além dos famosos arcos criados pelo arquiteto Diógenes Rebouças na Avenida Contorno da década de 1960 e o restante do Parque das Esculturas. Os recursos são do Tesouro estadual.

PROGRAMAÇÃO A data de término das obras dependerá dos recursos a serem liberados. Mesmo em obras, a programação do MAM continua com as conhecidas Oficinas do MAM que promovem gratuitamente cursos de desenho artístico, pintura, cerâmica, litografia, modelagem e serigrafia abertos. “Ainda temos três exposições abertas ao público: ‘Natureza que Aflora’ (até 18.06), ‘Eles por Ela’ (até 9.07) e ‘Elas’ (até 23.07), além do projeto JAM no MAM, às 18h, todos os sábados e o MAM Medita, às 16h, aos domingos”, diz a diretora Ana Liberato.

Na visita, o vice-governador João Leão reiterou aos diretores do IPAC e do MAM que “este é compromisso do governo estadual e será dada continuidade à preservação desse centro cultural que é referência das Artes e da Cultura, não somente para a Bahia, mas também para o Brasil”, afirmou. Segundo ele, por se tratar de área urbana com mais de 300 anos e a proximidade do mar, a intervenção passa por cuidados superiores a de outras obras. “Além de ser Monumento Nacional tombado pelo IPHAN/MinC desde 1943, tratam-se de edificações antigas que requerem prospecções e readequações, já que existe forte interferência do salitre e água do mar”, relata o vice-governador.

LINA BARDI Esta é a primeira grande reforma do museu desde a execução do projeto da arquiteta ítalo-brasileira Lina Bo Bardi (1914-1992) na década de 1960. “O MAM detém 10.047 m² de área total, transformando-se em um espaço desafiador para administrar, com limites marítimos, vizinhanças de avenidas e comunidades”, diz o diretor do IPAC. Segundo ele, ao resgatar o projeto original de Lina, as obras trazem novidades que nunca existiram no local, como a subestação de energia e a reserva técnica de padrão internacional. “Com quase duas mil obras de arte contemporâneas e modernistas o MAM precisava de um espaço mais profissional para guardá-las e, finalmente, vamos ter dessa vez”, explica João Carlos. A segunda etapa de obras envolverá ainda as Oficinas de Artes do MAM espaço aberto e gratuito para diálogo com a sociedade como Lina Bardi idealizou.

Subestação de energia, mais sanitários e vestiários são outros itens que passam a existir com a reforma. “O projeto implanta ainda salas de diretoria e administração com climatização em todos os ambientes fechados do complexo, assim como, o cine-auditório”, lembra o diretor do IPAC. Além de preservar o patrimônio, a obra do MAM apresenta soluções de sustentabilidade nos campos da hidráulica, flora e meio-ambiente. “Parte da água que aflora na encosta, por exemplo, será utilizada para uso sanitário e irrigar áreas verdes, economizando em até 70% o fornecimento da Embasa”, completa João Carlos.

O MAM é um dos museus mais frequentados do IPAC. Nos sábados, a visitação chega a mais de duas mil pessoas. Em Salvador, o IPAC administra ainda o Palacete (Graça), Museu de Arte (Corredor da Vitória), Passeio e Palácio da Aclamação (Campo Grande). No Pelourinho, o Centro Cultural Ferrão, museus Tempostal e Udo Knoff, além da Praça das Artes. No interior, Convento dos Humildes (Santo Amaro), Parque Castro Alves (Cabaceiras) e Museu Wanderley (Candeias). Confira os Museus no site www.ipac.ba.gov.br/museus

Publicado em 1

Jornada Pedagógica nos Museus estimula mais e novos projetos entre museus estaduais e escolas

2

Lançamento da Jornada

Aproximar os museus estaduais dos estudantes, professores, coordenadores e diretores de escolas públicas e particulares. Este é o objetivo da 1ª Jornada Pedagógica nos Museus que teve seu lançamento realizado no último dia 06/06, no Palácio da Aclamação (Campo Grande). “Este trabalho já é realizado sistematicamente através dos núcleos educativos dos museus, mas a partir desta Jornada queremos estimular os gestores e professores dessas escolas a construírem conosco novos projetos pedagógicos, aproximando ainda mais os estudantes das temáticas dos museus”, acrescenta Fátima Santos, da Diretoria de Museus do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (DIMUS/IPAC).

Após o lançamento da Jornada, estão sendo realizadas reuniões para que sejam discutidas as propostas de aproximação museu-escola. Esta força-tarefa é formada por representantes do IPAC, SecultBA, SEC e pelo professor Murilo Simões, professor de história e representante da MC Turismo Assessoria Educacional na Jornada Pedagógica nos Museus. “O objetivo é traçar metas e diretrizes. O resultado será feito em conjunto com as escolas públicas ou particulares. As escolas que já queiram incluir atividades nos museus nos projetos pedagógicos podem fazer contato com a Dimus ou os núcleos educativos dos museus (www.ipac.ba.gov.br/museus)”, informa Fátima Santos. Vinculado à Secretaria de Cultura do Estado (SecultBA), o IPAC coordena ainda museus como o Palacete das Artes, Museu de arte Moderna (MAM), Museu de Arte (MAB), Centro Cultural Solar Ferrão, dentre outros.

Jornada Pedagogica nos Museus 2017 (351)m

Cristina Melo, Murilo Simões e Luiz Henrique Peixoto (SEC)

“O processo de abertura dos museus já é feita pela Dimus, encurtando essa distância entre esses espaços e as escolas. Como já fazemos um roteiro pedagógico, estamos estimulando a visitação constante dessas localidades, atrelados a esse projeto educacional com objetivo e justificativa. Esse projeto é um estimulo para o educado e também para o educando, pois constrói identidade e permite reverberar no futuro daquele aluno uma conscientização. O processo de ocupação dos espaços públicos traz a noção de pertencimento. E nada melhor do que construir através da educação uma ponte, levando também para questões sociais dando vida aos locais”, declarou Murilo Simões.

 

Marco Monteiro_Jornada Pedagogica nos Museus 2017m

Marco Monteiro

Presente no lançamento da Jornada, Marco Monteiro, vice-diretor Colégio Nossa Senhora das Graças disse que iniciativas como essa acabam favorecendo uma melhora na cultura. “Além disso, possibilita um resgate na nossa história, fazendo com que os alunos ganhem uma nova via de conhecimento, alterando a dinâmica das aulas e ajudando no aprendizado”.

Eliana Fernandes_Jornada Pedagogica nos Museus 2017m

Eliana Fernandes

Já Eliana Fernandes, diretora do Colégio Azevedo Fernandes, reforçou a importância desse resgate ao falar da parceria que a escola já tem com o LabDimus (Laboratório de Educação Digital: Museu, Arte e Cultura). “Somos privilegiados por estarmos no Pelourinho e termos a parceria com o LabDimus. Este trabalho permite o processo educativo de várias formas, realizando inclusive projetos em parceria, como no caso do ‘Quem Somos’. Através desse projeto trabalhamos a maior identificação dos alunos com o Centro Histórico, sua história, cultura e memória”, explicou.

Cristina Melo_Jornada Pedagogica nos Museus 2017m

Cristina Mello

“Trazer o olhar sobre o processo educativo é bastante importante, pois a ida ao museu não pode ser simplesmente uma visita, mas uma união de esforços entre todos, fazendo com que aquela aula viva tenha um objetivo. Dentre todas as possibilidades, essas visitas dos jovens e adolescentes aos museus vão ativar, no mínimo, uma memória afetiva. E, como a educação perpassa pelo conhecimento, essa ação permite que o aluno tenha um olhar mais diferenciado, dando uma nova perspectiva para o seu futuro e com relação com o equipamento histórico”, defendeu Maria Cristina Mello, coordenadora do LabDimus.

O Lugar do Museu – O IPAC desenvolve a política museológica estadual com várias ações. Em maio de 2015, lançou a campanha de mobilização #MusEuCurto que aumentou em 60% a frequência nos museus. Esta campanha vem sendo repetida anualmente, sendo que em 2017 o conceito é #MusEuSouMais.

Em setembro de 2015, o governador Rui Costa reabriu o Passeio Público – considerado um museu a céu aberto – iniciando o Programa de Dinamização de Espaços e Museus do IPAC. Em outubro, em parceria com o Goethe Institut, o IPAC promoveu o evento ‘O Lugar do Museu’ com gestores, curadores, professores e especialistas locais, nacionais e internacionais discutindo o papel social e artístico dos museus, programas, estratégias, modelos de financiamento e diálogos com as comunidades.

Em fevereiro deste ano (2017), o IPAC fez convênio com o Núcleo de Ópera da Bahia (NOP) para a ocupação artística do Palácio da Aclamação, na presença do músico Gilberto Gil. “Existe entendimento de especialistas em museologia de que museu não é apenas local expositivo, mas também de dinamização de acervo, ações educativas permanentes, ocupação artística de espaços contíguos, promoção de cursos, palestras, seminários, diálogo com as mais diversas linguagens artísticas e tecnológicas e, principalmente, com a sociedade local”, disse o diretor geral do IPAC, João Carlos de Oliveira.

Assista ao vídeo: http://bit.ly/2n1mrVZ. Acesse: www.ipac.ba.gov.br, www.dimusbahia.worpress.com, facebook Ipacba Patrimônio, twitter @ipac_ba e instagram @ipac.patrimonio.

 

Publicado em 1

Ópera junina abre os festejos de São João no Centro Cultural Solar Ferrão

ArteO arrasta-pé vai começar mais cedo e de uma forma diferente no Centro Cultural Solar Ferrão, localizado no Pelourinho. O repertório tradicional do oratório de Santo Antônio será apresentado com uma roupagem de música clássica pelo Núcleo de Ópera da Bahia (NOP). O espetáculo ‘Oratório de Santo Antônio – Uma Ópera Junina’, do NOP, acontece na sacada do Solar Ferrão nos dias 12, 13 e 14/06, às 19h, abrindo a programação de festejos juninos do Solar Ferrão que ainda conta com a abertura da exposição ‘Viva São João’.

Em 12/02 (segunda), no qual é comemorado o Dia dos Namorados, o tema será “O Namoro” (Noite da CCPI) e um casal de dançarinos do grupo Bamberg Cia. de Dança fará uma intervenção artística na rua, no momento em que a canção ‘Eu Sei Que Vou Te Amar’, de Vinicius de Moraes e Tom Jobim, for interpretada pelo NOP. Já na terça (13/06), com o tema “O Casamento” (Noite da Secult), o Cortejo Afro faz uma participação especial na última música do espetáculo, também na área externa do Solar Ferrão. Na quarta (14/06), com o tema “A Festa” (noite do IPAC) e participação de quadrilha junina, o destaque fica por conta da abertura (20h) da exposição ‘Viva São João’ que conta com obras de 20 artistas de Cachoeira que dialogam com a temática junina. A mostra, que fica em cartaz até o dia 30/06, tem curadoria de Márcia Schlapp e Gilson Sacramento.

As apresentações  terão regência do maestro Aldo Brizzi e trazem em sua composição integrantes do NOP, como a mezzosoprano Vanda Otero, o tenor Carlos Eduardo Santos, o baixo Josehr Santos e a soprano Graça Reis. “A apresentação consiste no repertório tradicional do Santo Antônio em um novo olhar que passa pela música clássica e a música de invenção”, pontua a soprano Graça Reis.

 

“O resultado é uma combinação inédita que faz destas cantigas tradicionais quase uma ópera para cantores líricos solistas, um coro e instrumentos de orquestra, que remete às sacras representações medievais que se faziam nos adros das igrejas na Europa do Sul, potencializando as emoções destas cantigas tradicionais”, complementa Graça Reis. O espetáculo traz números do cancioneiro tradicional como “A nós descei, divina luz”, “Ladainha” e “Ave Maria”, além de músicas como “São João Xangô Menino”, de Gilberto Gil.

50 Anos – Estas atividades também fazem parte da comemoração dos 50 anos do IPAC e do ‘Projeto Santos Juninos no Centro Histórico de Salvador’. De acordo com a coordenadora do Solar Ferrão, Graça Lobo, o objetivo do projeto é promover o diálogo entre a arte, a tradição, a cultura popular e a cidadania através da realização dos festejos juninos no período de 12 a 30 de junho. “O projeto busca desenvolver ações que resgatem as origens e as tradições do povo nordestino, suas representações regionais, memória, valorização do patrimônio artístico e cultural em suas mais diversas linguagens”, acrescenta Lobo.

O Núcleo de Ópera da Bahia participa da série de programações que buscam a dinamização dos espaços vinculados ao IPAC. O programa pelo resgate e ocupação de espaços públicos do Instituto começou em 2015 com a reabertura do Passeio Público. Em 2017, foi iniciada a parceria com o Cortejo Afro para dinamização da Praça das Artes (Pelourinho) e no Aclamação com o NOP que abriu a 15ª Semana de Museus, que aconteceu entre 15 e 21 de maio.

O Solar Ferrão integra os espaços administrados pela Diretoria de Museus do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (DIMUS/IPAC), da Secretaria de Cultura do Estado (SecultBA).

Serviço: Programação junina do Centro Cultural Solar Ferrão

  • 12/06 (segunda) às 19h – Apresentação do ‘Oratório de Santo Antônio – Uma Ópera Junina’ na sacada do Solar Ferrão – Tema “O Namoro” (Noite da CCPI).
  • 13/06 (terça), às 19h – Apresentação do ‘Oratório de Santo Antônio – Uma Ópera Junina’ na sacada do Solar Ferrão com participação do Cortejo Afro na parte externa – Tema “O Casamento” (Noite da Secult).
  • 14/06 (quarta) às 19h – Apresentação do ‘Oratório de Santo Antônio – Uma Ópera Junina’ na sacada do Solar Ferrão com participação de quadrilha junina – Tema “A Festa” (noite do IPAC).
  • 14/06 (quarta) às 20h – Abertura da exposição ‘Viva São João’ na Galeria do Solar Ferrão.

Local: Galeria do Centro Cultural Solar Ferrão (Rua Gregório de Matos, 45 – Pelourinho)

Período da mostra: 14/06 (quarta) até 30/06/2017 (sexta)

Visitação: terça a domingo, das 13h às 17h

Telefone: (71) 3116-6743

Programação gratuita

Publicado em 1

Palácio da Aclamação recebe lançamento do livro ‘O ar em que me inspiro’ nesta quinta (08)

 

04.05_Festival Ilsutra (19)

Palácio da Aclamação área externa.

“O livro reflete palavras que me procuram e quando vejo lá estão elas pulando da mente e colorindo papeis”. Assim Risonete Almeida define o seu livro de poesias ‘O ar em que me inspiro’ que será lançado nesta quinta (08/06) no Palácio da Aclamação, localizado no Campo Grande. A partir da 17h acontece a abertura no hall de entrada do solar, a qual conta com a apresentação do livro e um recital de poemas com voz e violão. O evento conta com a produção de Mel Trindade e é aberto ao público.

Covite

Além do lançamento do livro, a autora vai apresentar a sua obra que não só traz poesias textuais, mas também fotografias feitas por Ana Paula Albuquerque, e abordará sobre seu processo de criação. ‘O ar em que me inspiro’ leva borboletas na capa, as quais têm uma ligação com a autora. “Quando a ideia do livro chegou, lembrei-me de minha forte relação com as borboletas. Elas sempre me visitam em todas as casas em que eu faço moradia. Sempre penso que elas vêm trazer mensagens. Eu pensei apenas que as poesias poderiam virar borboleta para voar por aí”, declara Risonete.

Foto Risonete.jpg

Risonete Lima, autora do livro

A autora ainda contou sobre as fontes de inspiração para suas criações. “De inspiração em inspiração, as poesias vão chegando. A visita do vento em dias de muita saudade de meu amado em período de missão militar; a beleza da despedida e dos diálogos com meu irmão em coma; a observação de um filho que adolesce e renasce cada dia mais forte; a instabilidade da rotina que arrebata a felicidade”, pontua. Além do recital de poemas com voz e violão, haverá a sessão de autógrafos no jardim do Palácio a partir das 18h.

Este evento faz parte do projeto de dinamização de espaços do IPAC. O solar oitocentista foi sede de variados eventos com propostas artísticas e culturais neste ano, dentre eles a abertura da 15ª Semana Nacional de Museus com o lançamento da programação do Núcleo de Ópera da Bahia (NOP), o III Festival de Ilustração e Literatura Expandido, a ‘Feira Pedra Papel Tesouro’, a solenidade de doação do acervo de Roberto Santos (ex-governador da Bahia), ensaios fotográficos para o editorial de moda Bazar (do Jornal Correio) e cenário para gravações de ‘Édipo Rei’, peça francesa dirigida por Gilles Pastor que tem previsão de estreia no final de agosto em Lyon, na França.

O Palácio da Aclamação integra a Diretoria de Museus do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (DIMUS/IPAC), unidade vinculada a Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA).

Serviço: Lançamento do Livro ‘O ar em que me inspiro’ de Risonete Lima de Almeida
Quando: 08/06 (quinta-feira)
Horário: 17h
Onde: Palácio da Aclamação
Endereço: Avenida Sete de Setembro, Campo Grande
Contato: (71) 99999-5139 / 99145-9669/ rosolalmeida@hotmail.com
Evento gratuito

Publicado em 1

Quase 80% dos imóveis alugados pelo Ipac no Pelourinho estão sem pagar aluguel

CS_Decoracao_Foto_Camila_Souza_003-850x567.jpg

Foto: Camila Souza

Os usuários de imóveis no Pelourinho devem cerca de R$ 30 milhões ao Estado

Dos 290 contratos remunerados de aluguel de imóveis do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (Ipac), 227 estão com dívidas, segundo informou o órgão. A quantidade representa mais de 78% de inadimplência. Em 2013, o Tribunal de Contas do Estado (TCE) notificou o Ipac sobre a falta de cobrança nos pagamentos dos ocupantes dos espaços públicos.

Os usuários de imóveis no Pelourinho devem cerca de R$ 30 milhões ao Estado, acumulados desde 1994. Em nota, o Ipac, que é vinculado à Secretaria de Cultura do Estado (Secult), afirmou que a inadimplência é nociva à conservação dos prédios e que em 2015, após relatório técnico, foi constatado que havia má preservação das condições de diversas unidades.

Dos 227 imóveis inadimplentes, 131 são comerciais e 96 são residenciais. Em 2012, o órgão já moveu 102 ações na Justiça da Bahia. Ainda segundo o instituto, outro problema enfrentado é a sublocação de imóveis públicos a terceiros, inclusive pela internet, prática considerada ilegal.

Os prédios do Ipac representam apenas 2% do total de imóveis do Centro Histórico que são tombados pelo Instituto do Patrimônio Histórico Artístico e Nacional (Iphan), ligado ao Ministério da Cultura. Os outros 98% pertencem a proprietários privados, órgãos e secretarias municipais e estaduais, comerciantes e à Igreja Católica.

Um dos prédios com débitos junto ao Ipac é o da Associação de Comerciantes do Pelourinho (Acopelô), localizado na Rua Alfredo de Brito, nº43. Segundo o órgão, desde 2006 os comerciantes ocupam o espaço sem autorização legal.

Outro caso de inadimplência e mau uso, conforme o Ipac, é o do imóvel antes ocupado pela Associação em Educação e Saúde Botica da Terra, despejada em maio por ordem judicial. A associação ocupava o prédio nº8 da Rua João de Deus e, além de ter praticado sublocação do imóvel a terceiros, teria instalado um “gato” de energia no local, segundo  o instituto.

Publicado em 1

Jornada Pedagógica nos Museus atingirá escolas públicas e privadas

2

A partir de agora os museus estaduais do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (IPAC) terão ações com universidades, faculdades, escolas públicas e privadas. O anúncio foi feito ontem (6) à tarde, no Palácio da Aclamação, em Salvador, na abertura da 1ª Jornada Pedagógica nos Museus. O objetivo do IPAC é aproximar os museus dos estudantes, professores, coordenadores, diretores e profissionais de escolas e faculdades. Vinculado à Secretaria de Cultura do Estado (SecultBA), o IPAC coordena os principais museus baianos, como o Palacete das Artes, Museu de arte Moderna (MAM), Museu de Arte (MAB), Centro Cultural Solar Ferrão, dentre outros.

3

Jorge Portugal

“Existe grande impacto dessa ação ao possibilitar que alunos apreendam os museus com contextos históricos e conjunturas sociais tão importantes para a identidade cultural e ativação da memória”, afirmou o secretário de Cultura, Jorge Portugal, na abertura do evento. Segundo ele, a jornada possibilita ainda a conscientização e o senso de preservação nos estudantes. “Ao acessar os museus e seus acervos histórico-culturais, os alunos passam a entender e se identificar com esse patrimônio baiano, criando vinculação e trazendo o sentimento de pertencimento”, disse.

5

Osni Cardoso, Jorge Portugal, Nidi Nobre e João Carlos Oliveira

Para o assessor especial da Governadoria, Osni Cardoso, que representou o governador Rui Costa no lançamento da jornada, é necessário promover educação aliada aos museus. “Temos necessidades em toda a Bahia, e o IPAC é um aliado na promoção da cultura para os 27 territórios de identidade do estado”, comentou.

6

Nidi Nobre

A Secretaria de Educação (SEC) foi representada pela assessora do secretário Walter Pinheiro, educadora Nidi Nobre. “Entendemos a política de ações inclusivas, podendo sonhar com novos museus e promovendo os encontros nas escolas”, afirmou a educadora.

4

Cristina Mello (LabDimus) e os professores Murilo Simões Luiz Henrique Peixoto 

POLÍTICA PÚBLICA O IPAC desenvolve a política museológica estadual com várias ações. Em maio de 2015, o IPAC lançou a campanha de mobilização #MusEuCurto que aumentou em 60% a frequência nos museus. Em setembro do mesmo ano, o governador Rui Costa reabre o Passeio Público –museu à céu aberto – iniciando o Programa de Dinamização de Espaços e Museus do IPAC. Em outubro, em parceria com o Goethe Institut, o IPAC promove o evento ‘O lugar do Museu’ com gestores, curadores, professores e especialistas locais, nacionais e internacionais discutindo o papel social e artístico dos museus, programas, estratégias, modelos de financiamento e diálogos com as comunidades.

7

André Reis e Fátima Santos

Em fevereiro deste ano (2017), o IPAC faz convênio com o Núcleo de Ópera da Bahia (NOP) para a ocupação artística do Palácio da Aclamação, na presença do músico Gilberto Gil. “Existe entendimento de especialistas em museologia de que Museu não é apenas local expositivo mas, também, de dinamização de acervo, ações educativas permanentes, ocupação artística de espaços contíguos, promoção de cursos, palestras, seminários, diálogo com as mais diversas linguagens artísticas e tecnológicas e, principalmente, com a sociedade local”, disse o diretor geral do IPAC, João Carlos de Oliveira. Com a jornada pedagógica, ele espera que a importância dos museus seja agregada por escolas, faculdades e universidades. “É essencial que os estudantes tenham acesso aos conteúdos obtendo vivência prática desses museus”, completou o Chefe de Gabinete do IPAC, André Reis que concebeu o evento. Para ele, ao promover o conhecimento dos museus, os jovens entendem sua cultura e mudam comportamentos e atitudes que beneficiam as próximas gerações.

A representante da Diretoria de Museus (Dimus) do IPAC, Fátima Santos, informou que a próxima etapa são propostas de aproximação museu-escola a serem discutidas já nesta quarta-feira (7), ás 14h, no Aclamação. Presentes, representantes do IPAC, SecultBA, SEC e o professor Murilo Simões, um dos palestrantes de ontem (5) na Jornada. “O objetivo é traçar metas e diretrizes; o resultado será feito em conjunto com as escolas públicas ou particulares”, disse a museóloga. As escolas que já queiram incluir atividades nos museus nos projetos pedagógicos, podem fazer contato com a Dimus ou os núcleos educativos dos museus: www.ipac.ba.gov.br/museus. Assista ao vídeo: http://bit.ly/2n1mrVZ. Acesse: www.ipac.ba.gov.br, facebook Ipacba Patrimônio, twitter @ipac_ba e instagram @ipac.patrimonio.

Publicado em 1

Palácio da Aclamação recebe 1ª Jornada Pedagógica nos Museus

convite-jornada-pedagógica-dos-museusNa próxima segunda-feira (05), entre 12h30 e 17h, acontece no Palácio da Aclamação, no Campo Grande, o lançamento da 1ª edição da “Jornada Pedagógica nos Museus – Museu-Escola: Estratégia para Transformação Sociocultural”, abrindo uma série de ativações dos espaços públicos, envolvendo instituições de ensino públicas e privadas. O evento é promovido pelo Governo do Estado, através do Instituto do Patrimônio Artístico Cultural da Bahia (IPAC), autarquia da Secretaria de Cultura do Estado (SecultBA), com participação da MC Turismo Assessoria Educacional.

“As salas de aulas não podem ficar confinadas apenas na escola convencional. Hoje em dia esses espaços podem ser a tela de um celular ou de uma TV ou os museus. Os espaços museais são salas de aula que dão, por si sós, uma verdadeira aula de cultura, e podemos agregar ao nosso conhecimento uma série de conteúdos que sublinham o nosso passado, a nossa memória, apontando naturalmente para construções outras que vêm por aí. Essa relação entre escolas e museus é uma conexão vital para que a educação seja fruída com muito prazer e que os jovens de 12 a 16 anos tenham uma forma de aprendizagem diferente e eficaz”, afirma o secretário de Cultura, Jorge Portugal.

“A 1ª Jornada Pedagógica nos Museus é uma iniciativa do IPAC, autarquia responsável pela gestão dos museus do Governo do Estado da Bahia, e tem como objetivo aproximar dos museus os profissionais da área, estudantes de escolas públicas, privadas e de universidades.  Esses espaços de memória, de reflexão e de ações para salvaguarda de patrimônios contribuem para a formação cidadã dos baianos”, afirma o diretor do IPAC, João Carlos de Oliveira.

Para Murilo Simões, professor de história e representante da MC Turismo Assessoria Educacional na Jornada Pedagógica nos Museus, o objetivo da ação é realizar a aproximação dos espaços públicos com todo o contexto educacional, indo do aluno até o coordenador do colégio. “Ocupar o espaço público é ocupar o nosso próprio espaço. Não estou falando sobre usar como via de transição, mas sim como ponto de vista cultural, usando para a arte e construindo uma relação de aproximação, criando laços de identidade, sem esquecer de referenciar o que é o patrimônio público”, afirma.

Murilo ressalta ainda que a intenção do projeto é inserir o máximo possível de pessoas. “Nossa ideia é fazer com que todos tenham noção do que é o projeto. Que esse processo de contato e alinhamento com as escolas seja realizado com rapidez para que as visitas comecem ainda neste ano”, completa.

DINAMIZAÇÃO  Construído em 1912, o Palácio da Aclamação foi a residência oficial dos governadores do estado até a década de 1960. O espaço, com amplo acervo arquitetônico, é requisitado para ensaios fotográficos, videoclipes, feiras e eventos musicais. No seu acervo, constam objetos de bronze, porcelana e cristal.

A ocupação do palácio integra a iniciativa do IPAC para dinamizar os seus espaços. Praças, largos e mais de 150 imóveis no Pelourinho fazem parte do projeto. O programa do instituto pelo resgate e ocupação de espaços públicos começou em 2015 com a reabertura do Passeio Público. Em 2017, foi iniciada a parceria com o Cortejo Afro para dinamização da Praça das Artes (Pelourinho) de novembro a fevereiro, e no Aclamação com o Núcleo de Ópera da Bahia, que abriu a “15ª Semana de Museus”, que aconteceu entre 15 e 21 de maio. Saiba mais: http://bit.ly/2qoELwT

Para mais informações sobre o Palácio da Aclamação, entre em contato com a DIMUS (71) 3117-6447. Conheça os projetos e programas do IPAC: http://www.ipac.ba.gov.br, Facebook: Ipacba Patrimônio, Twitter @ipac_ba e Instagram @ipac.ba.

Programação da 1ª Jornada Pedagógica dos Museus|

12:30 –  Credenciamento

13:30 –  Mesa de abertura com autoridades;

14:30 – Painel 1 – Com apresentação dos museus do IPAC: João Carlos de Oliveira, diretor do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural, e Ações Educativas dos Museus: Maria Cristina Mello;

15:10 – Discussões e encaminhamentos;

15:15 – Coffee Break

15:25 – Painel 2 – Com apresentação do Roteiro Pedagógico: Murilo Simões; A Participação da Rede Pública Estadual de Ensino na Jornada pedagógica nos Museus: Prof° Luiz Henrique Peixoto;

16:25 – Discussões e encaminhamentos,

17:00 – Encerramento.

Publicado em 1

Últimas semanas de ‘Amém Axé’ no Centro Cultural Solar Ferrão

AmémAxé_Fotos Helder Florentino (5)

Amém Axé, Fotografia de Ricardo Senna por Helder Florentino.

Prorrogada até o dia 04/06 (domingo), a exposição ‘Amém e Axé’ no Centro Cultural Solar Ferrão (localizado no Pelourinho) aborda sobre duas vertentes religiosas através das fotografias de Ricardo Sena (que compõem a parte Axé) e das esculturas de santos católicos (Pop Saints) no estilo kitsch da artista Giórgia Legalle (que compõem a parte Amém). A entrada é gratuita.

A designer industrial e de interiores Giórgia Legalle, que atua há mais de 12 anos na área de decoração, pintura e desenvolvimento de esculturas estilizadas, possui uma linha de criação voltada para a estética kitsch, a qual se baseia na reinvenção de formas de expressão convencionais. Os ‘Pop Saints’ (Santos Pops), peças exclusivas criadas por Giórgia, são figuras kitsch de santos católicos pintados com cores fortes, flores e ornados com elementos customizados.

AmémAxé_Fotos Helder Florentino (8)

Amém Axé, escultura de Giórgia Legalle por Helder Florentino.

“A linha Pop Saints foi fundada com a missão de trabalhar com santos na pintura automotiva, na tendência ‘color blocking’ [cores vibrantes], mediante a grande procura e seguindo o ditado de que ‘Salvador tem 365 igrejas, uma para cada dia do ano’”, explica Giórgia. “As esculturas de santos da Igreja Católica como São Cosme e São Damião, Santa Bárbara, Nossa Senhora Aparecida, Santo Antônio e orixás como Iemanjá são feitos em pintura automotiva com auto brilho e fosca Hi-Tec que trata-se de uma pintura luminosa. Além desta técnica, existe a linha floral e com aplicações de contas, pérolas e outros elementos de caracterização e customização”, conclui.

Já a parte ‘Axé’ conta com as fotografias de Ricardo Sena, que trabalha com a luminosidade em suas fotos, remetendo a uma “pomba da paz”. O fotógrafo mostra um recorte em fotografias, todas em preto e branco, sobre festividades e rituais das religiões de matriz africana, tendo como geografia do trabalho as cidades de Salvador, Santo Amaro, Cachoeira e a Ilha de Itaparica. “As fotografias desta exposição não se limitam à função de documentar, como objeto de memória, o universo infindável que é o do Axé. A intenção é apresentar o desafio de colocar em diálogo o caráter documental com uma poesia imagética bem elaborada, ainda que casuística”, pontua Ricardo.

O fotógrafo possui obras no acervo permanente do Museu da Fotografia Baiana – Espaço Pierre Verger, em Salvador. Além disso, Ricardo possui trabalhos selecionados em concursos e salões nacionais de fotografia, e foi consecutivamente o primeiro colocado na Bienal de Arte Fotográfica Brasileira em Cores  (edições XXII e XXIII), dentre outros prêmios e menções.

“Descobri que a máquina fotográfica tem um poder de repelir ou aproximar as pessoas, dependendo muito de como o fotógrafo atuará. É um ato de conquista e de grande observação”, explica Ricardo, que neste completa 20 anos como fotógrafo e considera-se um democrático nas expressões, defendendo que o melhor da fotografia é a diversidade de olhares.

 

O Solar Ferrão integra os espaços administrados pela Diretoria de Museus do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (DIMUS/IPAC), da Secretaria de Cultura do Estado (SecultBA).

 

Serviço: Exposição ‘Amém & Axé’

Local: Galeria do Centro Cultural Solar Ferrão (Rua Gregório de Matos,45, Pelourinho)

Período: até 04/06/2017 (domingo)

Visitação: terça a sexta, de 12h às 18h. Sábados, domingos e feriados, das 12h às 17h

Entrada: grátis

Telefone: (71) 3116-6743

Publicado em 1

15ª Semana de Museus Dimus/IPAC

Temporada cultural coordenada pelo Ibram (Instituto Brasileiro de Museus) que acontece todo ano em comemoração ao Dia Internacional dos Museus (18 de maio), a 15ª Semana Nacional de Museus (15ª SNM) aconteceu de 15 a 21/05 nos diversos museus do Brasil. Com a temática “Museus e histórias controversas: dizer o indizível em museus”, a temporada cultural reúne mais de mil espaços de todo o país, oferecendo ao público 3 mil atividades especiais como visitas mediadas, palestras e oficinas.

aclamacao3

Os museus que integram a Diretoria de Museus do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural receberam uma programação diversificada durante a 15ª SNM. São eles: Centro Cultural Solar Ferrão, Parque Histórico Castro Alves, Museu Udo Knoff de Azulejaria e Cerâmica, Museu Tempostal, Palácio da Aclamação, Museu de Arte da Bahia e Museu de Arte Moderna da Bahia e Palacete das Artes. Além da programação nestes espaços, a equipe do LabDimus (Laboratório de Educação Digital: Museu, Arte e Cultura) ministrou oficinas no Colégio Severino Vieira e no Hospital Martagão Gesteira.

No dia 15/05 (segunda), o Núcleo de Ópera (NOP) da Bahia iniciou oficialmente as atividades da programação cultural de 2017 no Palácio da Aclamação abrindo a 15ª Semana de Museus. O evento contou com uma mesa de abertura sobre negritude e performances musicais do NOP. No mesmo dia a equipe do LabDimus ministrou uma oficina de Escultura de Construção para estudantes da Escola Educação Integral Severino Vieira.

Na terça (16/05) aconteceram performances culturais no Parque Histórico Castro Alves (Boinho de Painho e Grupo de Teatro do PHCA). A equipe do LabDimus ministrou uma oficina de Máscaras para as crianças do Hospital Martagão Gesteira. O destaque do dia foi o projeto ‘Deu na Telha’, atividade realizada pelos museus Udo Knoff, Centro Cultural Solar Ferrão e Tempostal, em parceria com o ceramista Sérgio Centurión Centurión, com a artista plástica Gabriela Veloso Morais e a pedagoga Maria de Fátima da Costa Quentro.

Já na quarta (18/05), houve a continuidade do ‘Deu na Telha’, a ‘Feira de Artesanato do Parque’ no PHCA e a palestra Palestra ‘O Ateliê de Cerâmica Udo Knoff: a história que precisa ser contada’, conduzida por Eliana Mello no Museu Udo Knoff.

No dia 19/05 (sexta) o Museu Udo recebeu a palestra ‘O restauro dos painéis de azulejaria de Jenner Augusto’ com o especialista em azulejaria Estácio Fernandes. Após a palestra aconteceu a oficina de pintura em Azulejos com Norma Couto.

Já no sábado (20/05) aconteceu o II Roteiro de Visitação aos azulejos do Centro Histórico promovido pelo Museu Udo Knoff em parceria com Eliana Mello. “Fantástica foi a descoberta de que quase toda a  azulejaria do Lar Franciscano foi realizada por Udo Knoff em diferentes períodos, painéis de registro na entrada,  padronagens na parte interna e externa, decoração de vasos no jardim, nave central da capela em parceria com o artista OSMUNDO no ano de 1979”, destaca Renata Alencar, coordenadora do Udo.

Publicado em 1