Passeio Público

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Localizado em espaço nobre da capital baiana, com vista para a Baía de Todos os Santos e espécies de flora que proporcionam ambiente bucólico, o Passeio Público é considerado um museu a céu aberto pela sua importância arquitetônico-paisagística e urbanística, e por elementos artísticos presentes, como estátuas.

Conhecido por ser um espaço democrático, onde acontecem diversas manifestações educativas e culturais, o Passeio Público é administrado pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC) da Secretaria de Cultura do Estado (SecultBA), que também tombou e está responsável pelo Palácio da Aclamação, edificação contígua ao Passeio e antiga residência dos governadores da Bahia.

Endereço: Av. Sete de Setembro, S/N – Campo Grande, Salvador – BA

Visitação: O Passeio Público pode ser visitado das 08h às 17h para se apreciar a exposição permanente.

Painéis Passeio Público  (5)

Exposição permanente no Passeio Público retrata

crescimento de Salvador no século XIX

O Passeio Público conta com uma exposição permanente de painéis (média 3,5 X 2 metros) nas suas paredes e muros. São 11 grandes fotos especialmente impermeabilizadas contra chuva com imagens de várias localidades de Salvador no final do século XIX que mostram as mudanças urbanas e arquitetônicas da primeira capital do Brasil.

A exposição ‘Museus: Paisagens Culturais’ é resultado de pesquisa realizada com o livro ’50 anos de urbanização – Salvador da Bahia no Século XIX’, resultado do projeto de pesquisa de Consuelo Novais ‘Serviços Urbanos e Movimentos Sociais na Bahia – 1846-1900’, vencedor da primeira edição do Prêmio Clarival do Prado Valladares (historiador e crítico de arte brasileiro), promovido pela Odebrecht. As fotografias foram doadas pela Odebrecht ao Museu de Arte da Bahia (MAB) que recebeu a mostra de lançamento do livro.

A pesquisa foca nas transformações ocorridas na cidade de Salvador, no período de 1850 a 1900, com o surgimento dos primeiros serviços de transportes coletivos, abastecimento de água, saneamento e iluminação. Entre os painéis, é possível visualizar, por exemplo, a imagem do Cais das Amarras em 1861; vista panorâmica de parte da Cidade Alta; Terreiro de Jesus em 1861; Praça do Palácio com o Elevador Lacerda e a Câmara Municipal no início do século XX; Porto da Barra com ponte para embarque em pequenas embarcações em 1865; Ladeira dos Aflitos antiga.

No livro que deu origem à exposição, a pesquisadora Consuelo Novais diz que é tão grande a influência das forças que impulsionaram o processo de urbanização que não é raro se confundirem com as características culturais do povo e do lugar. “O homem cria e transforma a cidade e, num eterno retorno, ela deixa suas marcas no homem. Assim acontece em Salvador. Muito se tem escrito sobre esta cidade e mais ainda se há de escrever. A limpidez do ar que a envolve, a brisa constante que sobre ela sopra, o profundo azul do mar que a cerca, a contradição entre a alegria espontânea e a magnitude dos problemas de seu povo (…)”.

A pesquisadora conta, ainda, que o livro foi resultado de 20 anos de inquietações, do interesse em conhecer melhor Salvador, em como a cidade tinha se expandido, “subindo ladeiras, descendo colinas, enfrentando o desafio da sua morfologia; que agentes teriam provocado as mudanças ocorridas e como o seu povo reagiu a essas mudanças no decorrer dos anos”.

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