Centro Cultural Solar Ferrão

O Solar Ferrão é um espaço de arte, cultura e memória, instalado em um dos mais importantes monumentos da poligonal do Centro Histórico de Salvador. Tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em 1938, o casarão construído entre o fim do século XVII e início do XVIII possui seis pavimentos e abriga a Galeria Solar Ferrão, o Museu Abelardo Rodrigues e quatro coleções: a de Arte Africana Claudio Masella; a de Arte Popular; as Plásticas Sonoras, de Walter Smetak; e a Coleção de Instrumentos Musicais Tradicionais Emília Biancardi.

O Centro Cultural Solar Ferrão integra os espaços administrados pela Diretoria de Museus do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (DIMUS/IPAC), da Secretaria de Cultura do Estado (SecultBA).

Visitação: terça a  sábado, de 13h às 17h.

End.: Rua Gregório de Matos, 45, Pelourinho, Salvador (BA).

Tel.: (71) 3116- 6743.

EXPOSIÇÃO DE ARTE POPULAR

A Coleção de Arte Popular reúne peças representativas da Cultura Popular do Nordeste, coletadas entre as décadas de 50 e 60 do século XX, cujo núcleo inicial teve origem na coleção adquirida pelo cenógrafo e diretor de teatro Martim Gonçalves. O acervo reunido por Gonçalves e, posteriormente, ampliado pela arquiteta italiana Lina Bo Bardi é composto por peças utilitárias e figurativas, dentre elas carrancas, ex-votos, imaginária, esculturas em cerâmica, fifós, panelas, potes de barro, brinquedos, utensílios domésticos e objetos criados a partir de materiais recicláveis, que mostram uma sintonia entre a arte e a vida cotidiana.

EXPOSIÇÃO DE ARTE AFRICANA – COLEÇÃO CLAUDIO MASELLA

Máscara Gelédes - Coleção Arte Africana

A Coleção Claudio Masella de Arte Africana é formada por objetos que representam grupos étnicos localizados em cerca de 15 países da África, confeccionados em materiais que variam entre terracota, madeira, metal e marfim. Apresenta a riqueza estética e a diversidade da produção cultural africana do século XX, expressada em objetos, sobretudo máscaras, estatuetas, instrumentos e utensílios de uso cotidiano ou ritualístico. Doadas ao Governo do Estado da Bahia, em 2004, pelo industrial italiano Claudio Masella, as obras representam vários estilos étnicos das sociedades africanas.

SMETAK – O ALQUIMISTA DO SOM

As “Plásticas Sonoras” – criadas por Walter Smetak (1913-1984) e consideradas obras de arte por críticos e pesquisadores podem ser conferidas na mostra de longa duração Smetak – O Alquimista do Som. As peças do acervo da família do músico suíço foram restauradas e expostas apenas no Museu de Arte Moderna da Bahia e no de São Paulo, em 2007 e 2008. .

Coleção de Instrumentos Musicais Tradicionais Emília Biancardi

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Emília Biancardi

A mostra apresenta um acervo com mais de mil peças coletadas e recriadas nos cinco continentes, com destaque especial para os instrumentos indígenas brasileiros, além dos africanos e afro-brasileiros. A exposição habita três salas na nova ala do museu, cujo acesso pode ser feito através da segunda portaria que ganha ainda salas de acolhimento e de iniciação musical.

Nesta mostra, o visitante tem a oportunidade de apreciar o acervo da colecionadora Emília Biancardi, dividido em três módulos temáticos: Instrumentos Musicais do Mundo, Instrumentos Musicais Indígenas e Instrumentos Musicais Africanos e Afro-Brasileiros.

Os instrumentos são apresentados de forma contextualizada ao lado de fotografias e legendas que permitem entender como são tocados. Além disso, os visitantes podem escutar, por meio de sonorização ambiente, sons emitidos por eles. Outro recurso presente na exposição é um vídeo (curta) mostrando um pouco do trabalho realizado por Emília Biancardi.