11ª Semana de Museus: Confira a programação desta quinta (16)

Crian+ºas 2

Ação Educativa “Rubem Valentim para Crianças”

Os espaços vinculados à Diretoria de Museus do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (DIMUS/IPAC) promovem uma série de atividades que integram a programação da 11ª Semana de Museus nesta quinta-feira (16). O Museu Abelardo Rodrigues realiza Contação de Estória baseada em passagens da vida de Nossa Senhora, das 10h às 14h. O Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM-BA) promove a ação educativa Rubem Valentim para Crianças, que oferece visitas guiadas à Sala Rubem Valentim para o público infantil, das 15h às 17h. Já o Museu Tempostal inaugura exposição O Bairro do Comércio, composta por postais e fotos que retratam aspectos históricos, urbanísticos e arquitetônicos da região do Comércio, enquanto o Museu Udo Knoff visita instituições de ensino e beneficentes com a peça Faz de Conta que é Museu, das 14h às 15h. A atividade também acontece na sexta (17), das 10h às 11h.

O Parque Histórico ainda recebe, até sábado (18), a atividade Lembranças da Infância e o Palacete das Artes promove a Mostra de Filmes: Séries Viagens Arquitetônicas e a Oficina de Cerâmica Descobrindo a Argila até a sexta (17). O Museu de Arte da Bahia (MAB) continua realizando a Oficina de Reciclagem até sexta (17) e o Museu de Arte Moderna (MAM-BA) recebendo ação educativa Inter.Mediações até domingo (19). Confira a programação completa de todos os museus da Bahia para a 11ª Semana de Museus aqui.

Museu de Arte Moderna da Bahia e Palacete das Artes funcionam de terça a sexta, das 13h às 19h, e sábado e domingo, das 14h às 19h. O Parque Histórico Castro Alves recebe visitantes de terça a sexta, das 9h às 12h e das 14h às 17h, e sábados, domingos e feriados, das 9h às 14h. O Museu Abelardo Rodrigues, Museu Tempostal e Museu Udo Knoff de Azulejaria e Cerâmica ficam abertos à visitação de terça a sexta, das 10h às 18h, e sábado e domingo, das 10h às 17h. O Museu de Arte da Bahia funciona de terça a domingo, das 10h às 19h.

Anúncios

Exposição “Toque de Luz” fica em cartaz no Museu Udo Knoff até este domingo (28)

Foto: Lazaro Menezes

Foto: Lazaro Menezes

A exposição Toque de Luz – Um Novo Olhar Sobre a Obra de Udo Knoff permanece em cartaz no Museu Udo Knoff de Azulejaria e Cerâmica até este domingo (28). Inaugurada em setembro de 2012, a mostra apresenta cerca de 30 criações do colecionador e artista plástico alemão Horst Udo Knoff, dentre azulejos relevados, medalhões e objetos tridimensionais como vasos, jarros e garrafas, além de instrumentos utilizados por ele na produção de suas obras. Pessoas com deficiência visual contam com recursos para apreciar a exposição. O horário de visitação é de terça a sexta, das 12h às 18h, sábado e domingo, das 12h às 17h. O evento é gratuito.

Nessa nova leitura do acervo pertencente ao museu, o visitante cego ou com baixa visão conta com pista tátil, pode ler os textos da mostra em braille, tocar as obras e sentir as diversas formas e texturas encontradas nas distintas obras elaboradas pelo ceramista, que sempre procurou tornar a arte acessível a todos, explorando ao máximo as suas possibilidades. A mostra, concebida em parceria com o Instituto de Cegos da Bahia, é inspirada nos ideais de Udo, que trabalhou como voluntário em muitas instituições de apoio e inclusão de jovens, crianças e adultos, utilizando a arte da cerâmica como instrumento de terapia e veículo de reintegração social.

Horst Udo Erich Knoff nasceu na cidade de Halle, Alemanha, em 20 de maio de 1912. Antes de se fixar na capital baiana, morou em Santos e no Rio de Janeiro. Em 1952, foi convidado para expor em Salvador. Encantou-se pela cidade e passou a morar na capital baiana. Nos anos 60, instalou o Ateliê de Cerâmica Udo Knoff, no bairro de Brotas. Ao todo, Udo Knoff realizou 93 exposições e recebeu diversos prêmios. Dentre alunos ou colegas que frequentaram seu ateliê, figuram artistas como Jenner Augusto, Genaro de Carvalho, Sante Scaldaferri, Calasans Neto e Carybé. O ceramista faleceu em 07 de junho de 1994.

Exposição “A Natureza Humana”, de Akira Cravo, é prorrogada até junho no Solar Ferrão

Akira Cravo

A exposição A Natureza Humana, do fotógrafo Akira Cravo, que estaria em cartaz no Solar Ferrão até este domingo (21), foi prorrogada até o dia 2 de junho. A mostra, em exibição desde março, também já passou pelo Museu Afro Brasil, em São Paulo, onde esteve em cartaz entre setembro e outubro de 2012. Com curadoria de Emanoel Araújo, a exposição é uma realização da Diretoria de Museus do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (DIMUS/IPAC), órgão vinculada à Secretaria de Cultura do Estado.

Através das lentes da inseparável câmera, os olhos atentos de Akira capturam as cores, o contraste, as condições de vida, o movimento das pessoas nas ruas, seja durante um mergulho no mar da Ribeira ou operários em horário de descanso. A Natureza Humana é composta por 27 fotografias, tiradas entre 2010 e 2012, que retratam o cotidiano da primeira capital brasileira em localidades como o Comércio, Porto e Farol da Barra e Rio Vermelho. Também fazem parte da exposição registros das comemorações dos dias 2 de fevereiro, Festa de Iemanjá no Rio Vermelho, e 13 de maio, no Bembé do Mercado, no município de Santo Amaro.

Apesar da pouca idade, 21 anos, a relação de Akira com a fotografia e a arte é de longa data. Neto do escultor Mario Cravo Jr., filho do fotógrafo Mario Cravo Neto e da artista plástica Angela Cunha, Akira cresceu em um ambiente criativo em meio a texturas, imagens e cores, convivendo com pessoas e livros que serviram como ponto de partida para a formação em processo. Em meio a essa atmosfera, teve oportunidade de experimentar e desenvolver os ofícios de fotógrafo e escultor, atividades que proporcionam a Akira grande prazer, pois dialogam e se completam. Para ele, o aprendizado é um exercício constante, por isso está sempre estudando, experimentando e alimentando processos criativos.

Palacete das Artes recebe exposição do artista plástico Florival Oliveira

Imagem1

O Palacete das Artes inaugura nesta terça-feira (16), às 19h, a exposição do artista plástico da “geração 70” Florival Oliveira, uma realização da Diretoria de Museus do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (DIMUS/IPAC), autarquia da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (Secult/BA). A mostra é composta por 160 obras, entre gravuras, objetos, desenhos e esculturas divididas em quatro instalações. O trabalho de Florival segue em cartaz no Palacete até o dia 2 de junho, com entrada gratuita.

Em sua trajetória, exposições, montagens, coletivas e premiações do V Salão Nacional Universitário de Salvador em 1980, do Animathon 1986, no Canadá, com o filme de animação “Garrancho”, e do Prêmio Investidor Profissional de Arte – PIPA 2011 (SP) Sua obra esta presente em acervos de museus como o Museu de Arte Moderna (MAM-BA), na Galeria ACBEU, Biblioteca da Universidade da Bahia, Museu de Arte Contemporânea, em Feira de Santana e Museu Regional de Feira de Santana, ambos em Feira de Santana.

Museus comemoram a chegada da Primavera com programação intensa

Entre 21 e 30 de setembro, unidades vinculadas à Diretoria de Museus do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia e instituições parceiras promovem a 6ª Primavera dos Museus com o intuito de sensibilizar a sociedade para a função social destes espaços, tema do evento para o ano de 2012. Durante nove dias, públicos de todas as idades terão a sua disposição uma vasta programação gratuita que inclui apresentações de corais, de dança, música, teatro e teatro de fantoches, exibição de documentários e vídeos infantis, visitas mediadas, exposições, fórum de discussão, mesas redondas, palestras, contação de histórias e oficinas de reciclagem, dança e construção de instrumentos musicais. Confira aqui a programação completa.

A abertura do evento acontece no dia 21 de setembro, a partir das 15h, no Palácio da Aclamação, com a realização da 4ª edição do projeto Casulo de Artes Inclusivas. A atividade, que tem como tema o centenário de Jorge Amado, celebra o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência. No Jardim do Palácio, cordelistas e grupos de teatro, música e dança farão apresentações inspiradas nas obras do escritor baiano, a exemplo de Mar Morto e Gabriela, Cravo e Canela. Às 18h, a Arena Companhia de Artes promoverá, no hall do Palácio, o concerto operístico Poèmes Harmoniques, composto por músicas eruditas francesas.

O debate sobre acessibilidade e inclusão também se destaca na programação do dia 26. A partir das 9h, o Museu Eugênio Teixeira Leal sedia o Fórum de Acessibilidade em Museus – Autodefensoria e Empoderamento. O evento irá discutir os principais problemas de acessibilidade enfrentados por pessoas com deficiência nos museus. Na ocasião, haverá exposição fotográfica do grupo Libras em Foco e apresentação do grupo Passos de dança inclusiva (SESI). Às 16h, no Solar Ferrão, ocorrerá a exibição do documentário “Olhares”, sobre acessibilidade a espaços culturais, com participação dos diretores, Felipe Mianes e Mariana Baierle. Interessados em conhecer as obras do ceramista Udo Knoff através do toque poderão participar da visita mediada “De olhos bem vendados” no Museu Udo Knoff. O agendamento pode ser feito através do telefone (71) 3117-6389.

No dia 27 de setembro, às 17h30, no Salão Nobre do Palácio da Aclamação, haverá a abertura do Ciclo de palestras – Palácio da Aclamação 100 anos, atividade promovida em comemoração ao centenário da transformação do antigo Palacete dos Moraes em residência oficial dos governadores da Bahia. A arquiteta e mestre em História Social, Maria do Socorro Targino, irá ministrar a palestra “A expansão urbana da cidade de São Salvador (final do século XIX e início do século XX)”. O Ciclo de palestras segue até dezembro, com uma apresentação em cada mês.

O evento “Leituras sobre Arte Contemporânea na Bahia” leva ao Cinema do MAM no dia 28 (sexta), às 15h, a pesquisadora e mestre em artes visuais, Priscila Lolata, para falar sobre obras de artistas baianos que se distanciam das imagens da Bahia presentes nos cartões-postais. No Palácio da Aclamação, às 16h, o Sarau Cultural reúne nove grupos artísticos. Dentre as atrações, está a Orquestra Museofônica da DIMUS, com a apresentação das Máscaras que Tocam, coordenada pela etnomusicóloga, Emília Biancardi. Entre sexta e domingo (30), das 10h às 19h, o Palacete das Artes saúda a chegada da primavera com a sua tradicional Feira de Orquídeas.

A 6ª Primavera dos Museus foi construída pela DIMUS em parceria com a Escola de Dança da Funceb, Colégio Estadual Azevedo Fernandes, nove espaços museais (Museu de Arte Sacra, Museu Afro-Brasileiro, Núcleo de Ofiologia e Animais Peçonhentos, Laboratório de Bionomia, Biogeografia e Sistemática de Insetos, Museu de Zoologia da UFBA, Museu Eugênio Teixeira Leal, Memorial Kisimbiê, Museu Geológico da Bahia, Museu Arqueológico da Embasa), oito instituições voltadas a pessoas com deficiência (Perspectivas em movimento, APAE, Instituto de Cegos da Bahia, Centro de Apoio Pedagógico, Centro de Apoio a Inclusão – SESI, Associação de Pais e Amigos dos Deficientes Auditivos, Associação Baiana de Deficientes Físicos, Associação Baiana para Cultura e Inclusão) e seis grupos artísticos (Oficina de Investigação Musical, Arena Companhia de Artes, Coral da Cidade do Salvador, Caixa Aberta, Coletivo Duo, Friquetrupe).

Primavera dos Museus – Coordenada pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram/Ministério da Cultura), a Primavera dos Museus é realizada anualmente em espaços museais e instituições culturais de todo o país na semana do início da estação. O objetivo é sensibilizar os museus e a comunidade para o debate sobre assuntos da atualidade. Mais de 800 museus e outras instituições culturais têm participação confirmada nesta temporada. Com mais de 2.400 eventos em 364 municípios, a programação atinge todos os estados e o Distrito Federal. Pela primeira vez, também participará da iniciativa uma instituição de outro país: o Museo Etnolóxico, de Ribadavia (província de Ourense), na Espanha.

Museu celebra centenário do ceramista Udo Knoff com mostra inclusiva

Comemorando o centenário de nascimento do colecionador e artista plástico alemão, Horst Udo Knoff, o Museu Udo Knoff de Azulejaria e Cerâmica inaugura no dia 19 de setembro, às 14h, a exposição Toque de Luz – Um Novo Olhar Sobre a Obra de Udo Knoff. A mostra apresenta cerca de 30 criações do ceramista, dentre azulejos relevados, medalhões e objetos tridimensionais como vasos, jarros e garrafas, além de instrumentos utilizados por ele na produção de suas obras. Pessoas com deficiência visual contarão com recursos para apreciar a exposição. A programação de abertura prossegue no Largo Tereza Batista com apresentação do Coral do Instituto de Cegos da Bahia, do Grupo de Percussão do Centro de Apoio Pedagógico ao Deficiente Visual, do IPACoral e da poeta e artista plástica que foi aluna de Udo, Gildete Lino de Carvalho.

Nessa nova leitura do acervo pertencente ao museu, o visitante cego ou com baixa visão poderá ler os textos da mostra em braille, tocar as obras e sentir as diversas formas e texturas encontradas nas distintas obras elaboradas pelo ceramista, que sempre procurou tornar a arte acessível a todos, explorando ao máximo as suas possibilidades. A mostra, concebida em parceria com o Instituto de Cegos da Bahia, é inspirada nos ideais de Udo, que trabalhou como voluntário em muitas instituições de apoio e inclusão de jovens, crianças e adultos, utilizando a arte da cerâmica como instrumento de terapia e veículo de reintegração social.

“Essa exposição é uma homenagem ao nosso patrono Udo Knoff. Então resolvemos, além de expor suas obras, dar continuidade ao trabalho que ele desenvolveu junto ao Instituto de Cegos, onde foi professor”, explica Renilda do Vale, coordenadora do museu. Durante seis meses, a equipe do Museu Udo Knoff visitou o Instituto e também recebeu os alunos e professores da instituição, que participaram da concepção e montagem da exposição e orientaram a organização das obras, textos e etiquetas.

Toque de Luz – Um Novo Olhar Sobre a Obra de Udo Knoff integra o conjunto de ações de acessibilidade que vêm sendo desenvolvidas nos espaços vinculados à Diretoria de Museus do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (DIMUS/IPAC) com o intuito de fortalecer o papel dos museus como instrumento de inclusão social.

No mesmo dia, haverá a reabertura da exposição Azulejos de Udo. Ampliada com 14 obras (alguidares, telhas e livros de encomenda com exemplares de azulejos), sendo 12 delas do ceramista alemão Udo Knoff, a mostra constrói uma leitura histórica sobre as especificidades do cenário urbano ao apresentar mais de 300 azulejos que trazem parte significativa da arquitetura de Salvador.

Udo Knoff – Horst Udo Erich Knoff nasceu na cidade de Halle, Alemanha, em 20 de maio de 1912. Fez faculdade de agronomia e foi trabalhar em uma companhia de sisal na África. Durante a Segunda Guerra, fugiu em um navio com destino ao seu país de origem, mas, por conta do bloqueio imposto pela Inglaterra, aportou em Santos, São Paulo, em 1938. Na década de 50, Udo mudou-se para o Rio de Janeiro, onde começou a trabalhar em uma empresa de cerâmica e a se interessar por suas possibilidades artísticas. Em 1952, foi convidado para expor em Salvador. Encantou-se pela cidade e passou a morar na capital baiana. Nos anos 60, instalou o Ateliê de Cerâmica Udo Knoff, no bairro de Brotas. Ao todo, Udo Knoff realizou 93 exposições e recebeu diversos prêmios. Dentre alunos ou colegas que frequentaram seu ateliê, figuram artistas como Jenner Augusto, Genaro de Carvalho, Sante Scaldaferri, Calasans Neto e Carybé. O ceramista faleceu em 07 de junho de 1994.

Monitores do Solar Ferrão se encontram com a curadora da exposição “Capoeira – Luta, Dança e Jogo da Liberdade”

Foto – Jorma Cunha

Desde a sexta-feira passada (13.07), o Solar Ferrão apresenta a exposição itinerante Capoeira – Luta, Dança e Jogo da Liberdade, do fotógrafo paulista André Cypriano, que ficará em cartaz na Galeria até o dia 19 de agosto. A equipe do Solar Ferrão recebeu a visita de Denise Carvalho, produtora cultural e curadora da exposição realizada pela Aori Produções Culturais, empresa que dirige, para um bate papo descontraído sobre o projeto.

Denise falou um pouco do trabalho desenvolvido pelo fotógrafo André Cypriano, o recorte temático abordado na exposição e sobre a concepção da mostra. Ela enfatizou também o contentamento por estar apresentando a exposição pela primeira vez em Salvador, em especial no Solar Ferrão, no coração do Pelourinho, local que abriga associações de Capoeira que possuem um trabalho de preservação e valorização desse patrimônio cultural, mundialmente reconhecido. O Encontro contou com a presença de Mestre Janja, do Instituto Nzinga de Capoeira, que foi conhecer o espaço onde será realizada a Oficina de Capoeira, sob a sua orientação, para alunos da Escola Vivaldo Costa Lima.

Coletiva de Artes Plásticas e Visuais reúne obras no Teatro do Irdeb

Tela de Menelaw Sete

Gravuras, fotografias, desenhos, acrílico sobre tela e técnicas mistas estão nos trabalhos da coletiva Soma, em cartaz até 31 de julho no foyer do Teatro do Irdeb (Federação, Salvador). São obras de 39 artistas como Guache Marques, Justino Marinho, Menelaw Sete, Robério Cordeiro e Leonel Mattos sob idealização e curadoria de Antônio Lázaro.

Entre os trabalhos da coletiva, aberta no último dia 13 de julho, está o Sítio do Arara, do cineasta Araripe Jr. “É um mundo povoado de personagens imaginários, inspirados em seres reais, loucos e normais, finalmente enquadrados”, define. Outra obra é a de Robério Cordeiro: Origem e História em quadrinhos. “Trago o trabalho que comecei com uma transgressão bonita, fugindo do papel, do plano bidimensional. Hoje, se fala muito em 3D, e esse é um trabalho segue essa linha, e pode ser considerado uma instalação”, explica. “O Trabalho traz a transição que o planeta está atravessando, mudanças geofísicas e morais, chamando atenção para a necessidade de mudança de postura e atitude em relação a questão planetária”, completa.

 Esse é o quarto ano que a ação é desenvolvida no Irdeb. Além de Soma, tivemos, nos três anos anteriores, Cidade das Artes, Luz do Sol e Tempo Temperatura. “A iniciativa é de grande importância, pois revela os talentos da casa, funcionários do IRDEB, e também promove o intercâmbio com outros artistas de grande prestigio no mundo das artes, como Justino Marinho, Leonel Matos e Menelaw Sete”, considera Guache Marques. Na mostra, Guache expõe gravuras digitais. “Uma ressignificação dos símbolos que estão presentes na minha obra, que eu pretendo, através da arte digital, tornar mais acessível do ponto de vista econômico do mercado das artes”, diz.

A mostra Soma fica em cartaz até dia 31 de julho, de 10 às 18h, de segunda a sexta, no Teatro do Instituto de Radiodifusão Educativa da Bahia, da Secretaria de Comunicação social da Bahia (Irdeb/Secom – Ba), na Rua Pedro Gama, 413/E, Alto do Sobradinho, Federação, Salvador. Entrada Franca.

Solar Ferrão recebe exposição que conta a história da Capoeira

Foto: André Cypriano

Capoeira – luta, dança e jogo da liberdade é uma exposição fotográfica itinerante, que já passou pelo Rio de Janeiro, Brasília e São Paulo entre 2010 e 2011. Neste ano de 2012, com o patrocínio da Petrobras (via Lei Rouanet), a mostra foi exibida em Aracaju, Recife e agora poderá ser vista em Salvador, a partir de 13 de julho, às 18h, no Solar Ferrão. Realizada pela Aori Produções Culturais com o apoio da Diretoria de Museus do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia, a exposição fica em cartaz até 19 de agosto.

A mostra apresenta fotografias de André Cypriano e é fruto da pesquisa para o livro homônimo – com textos de Rodrigo de Almeida e Letícia Pimenta – lançado em 2009. Os trabalhos resgatam a história da capoeira, desde seu surgimento no Brasil Colonial até os dias de hoje, ressaltando aspectos de promoção e valorização da cultura nacional, além de sua função de agregação social.

A exposição é composta por 40 fotografias em preto e branco e coloridas, além de 10 ilustrações (de autoria de Debret e Auguste Earle, entre outros), e de textos explicativos. Ela revela uma rica manifestação cultural brasileira, das mais pesquisadas no mundo, reconhecida e praticada em todos os estratos sociais, no território nacional e, também, em vários países. Entre 1992 e 2008, centros de capoeira e capoeiristas de Salvador, Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Nova York, San Francisco, Recife, Brasília, Olinda e Angra dos Reis foram retratados pelas lentes de André Cypriano.

A expografia recria um ambiente de sala de capoeira e utiliza elementos como um assentamento para o Orixá Exu – a entidade que deve ser cumprimentada antes de qualquer roda iniciar-se –; uma fotografia em louvor ao grande Mestre Pastinha – remontando um pequeno altar existente em diversos centros de ensino e prática da capoeira –; os instrumentos musicais utilizados e uma ambientação sonora típica das rodas. Haverá ainda exibição do vídeo Dr. Mestre João Pequeno, produzido pela Fundação Palmares. A curadoria da exposição é de Denise Carvalho, produtora cultural e diretora da Aori Produções Culturais.

Além da exposição, será oferecida, entre 30 de julho e 03 de agosto, das 8h30 às 11h30, aos alunos da Escola Municipal Vivaldo Costa Lima e da Escola Criativa Olodum uma Oficina de Capoeira. A atividade será coordenada pelo Grupo N’zinga de Capoeira.

ANDRÉ CYPRIANO – Nasceu em 1964, em São Paulo. Em 1990, um ano após a sua mudança para os Estados Unidos, André começou a estudar fotografia em São Francisco. Desde então, realizou vários projetos que têm sido expostos em galerias e museus no Brasil, na Europa e nos EUA. Como parte de um projeto de longo prazo, começou a documentar estilos de vida tradicionais e práticas de sociedades em lugares menos conhecidos nos remotos cantos do mundo. Cypriano fotografou o povo de Nias, na costa oeste da Sumatra (Nias: pulando pedras), e práticas de rituais em Bali (Bali: uma busca espiritual). Seus documentários fotográficos têm sido usados em seminários educativos. Atualmente, ele trabalha como fotógrafo freelancer em Nova York e Rio de Janeiro, dando continuidade a projetos sociais e culturais.

AORI PRODUÇÕES CULTURAIS – A Aori é uma empresa que há 10 anos desenvolve, gerencia e produz conteúdos culturais, como projetos de exposições itinerantes e edições de livros nas áreas de patrimônio cultural brasileiro, temas sociais e artes visuais. Seus trabalhos primam pelo critério de suas escolhas, qualidade do planejamento à execução, e sofisticação dos resultados.

Palacete das Artes inaugura exposição de Newton Mesquita

Cinquenta e duas telas em acrílico compõem o cenário da exposição de Newton Mesquita que o Palacete das Artes Rodin Bahia inaugura na próxima quarta-feira, dia 27, às 19h, na Sala de Arte Contemporânea. O artista plástico paulistano, que tem obras em museus da Europa, nas Américas e por todo Brasil, apresenta em Fazendo Gente homens vestidos e mulheres nuas, figuras inteiras, enormes, numa série “criada especialmente” para essa mostra, onde, segundo Newton, ele faz “um contraponto entre o externo e o interno, o homem e a mulher, o nu onírico e as cenas prosaicas com os personagens anônimos das ruas”.

A exposição, com curadoria de Luciana Bellomo Gallo e de Denisson Oliveira, é uma realização do Palacete das Artes, Diretoria de Museus do IPAC e da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia. É uma mostra peculiar, moderna, que registra o cotidiano e suas paisagens pintadas com paixão pelo artista, que tem o domínio cuidadoso sobre a tela e a tinta acrílica, que ele transforma num instrumento de evolução da sua arte. A exposição fica aberta ao público na sede do Palacete das Artes Rodin Bahia até o dia 02 de setembro, de terça a sexta-feira, das 13h às 19h, e aos sábados, domingos e feriados, das 14h às 19h.

Fazer gente – Segundo o artista, que é arquiteto, mas tem a pintura como ofício, “fazer gente é uma consequência natural do meu trabalho, eu sempre me interessei pela cidade, pelas pessoas e pelo entorno, mesmo quando eu faço uma natureza morta, a mão do homem está presente”. Ele usa a fotografia como referência para sua pintura e o instantâneo de suas telas encanta públicos de várias gerações. Parece que o artista, ao retratar personagens que aparecem de costas, andando ao acaso, de mão no bolso, em expressões de
contemplação, alguns levando um trombone na mão, um chapéu na cabeça, um músico que segura a tuba, estaria se perguntando: “no que pensam essas pessoas, quem são?”.

Para o diretor do Palacete das Artes, Murilo Ribeiro, a arte de Newton Mesquita é composta de “lembranças, nostálgicas recordações de pessoas que passam e vão, gente que poderia ser Drummond, Pessoa ou funcionários que passam, poetas ou não”.

Newton Mesquita já fez centenas de exposições individuais e coletivas e tem registrado seu talento no Museu de Arte Brasileira (SP), no painel do Edifício The Plaza, em Nova York, no Banco de Boston (SP), Shopping Center Iguatemi (SP), Painel em relevo de madeira, na Secretaria da Fazenda (Ilhéus-BA), no Edifício Petrus (SP), na Pinacoteca do Estado de São Paulo, Galeria do Banerj (RJ), Museu Salvador Allende (Chile), Galeria Degli Uffizzi (Florença, Itália), no museu de Arte Contemporânea de Londrina (PR) e um significativo  acervo em empresas de todo o Brasil.

Texto: Ascom/Palacete das Artes