Orquestra Museofônica apresenta ‘Herança Africana na Bahia’

Orquestra Museofônica

Em comemoração ao Mês da Consciência Negra, a Orquestra Museofônica (DIMUS/IPAC) faz apresentação da palestra musicada ‘Herança Africana na Bahia’, no próximo dia 28 (quinta-feira), no Solar Ferrão, às 16h. Na ocasião, cerca de 20 integrantes da orquestra vão apresentar um repertório com músicas que retratam a herança africana na cultura brasileira.Destaque para a presença de Mestre Nenel – capoeirista que tem se dedicado à preservação e divulgação do trabalho realizado por seu pai, Mestre Bimba.

Mestre Nenel vai fazer um tributo ao pai, com informações sobre a sua vida e o seu trabalho, além de apresentar o toque ‘Iuna’ criado por Mestre Bimba (inspirado no som de aves) especialmente para a capoeira regional. A etnomusicóloga Emília Biancardi (que rege a orquestra) informou que vai apresentar as músicas: Canto à Yemanjá, Canto a Ibejis e Samba de Cozinha, além de sua composição mais recente em homenagem a Mãe Menininha do Gantois.

Orquestra Museofônica

A Orquestra Museofônica é uma proposta pedagógica musical idealizada pela Diretoria de Museus do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (DIMUS/IPAC), Ana Liberato, tendo como referencia a Coleção de Instrumentos Musicais Tradicionais Emília Biancardi. É composta por cerca por 30 integrantes, funcionários atuantes nas instituições museais e no IPAC, além de músicos convidados. Os instrumentos utilizados nas apresentações são provenientes das viagens de Emília por terras africanas, indígenas, orientais e europeias. Todo o acervo foi doado ao Governo do Estado da Bahia e encontra-se no Solar Ferrão, localizado no Pelourinho.

 

Serviço:

Data e horário: 28/11, às 16h

Local: Solar Ferrão (Rua Gregório de Matos, 45, Pelourinho)

Informações: (71) 3116-6740

Realização: DIMUS/IPAC/SECULT/BA

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Mostra fotográfica Lunar é inaugurada no Pelourinho

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Foto: Genilson Coutinho

A Mostra Fotográfica Lunar – Fotografia na Bahia Agora foi aberta na noite desta segunda-feira (17), na Galeria Solar Ferrão, no Pelourinho, em Salvador. Compareceram ao evento convidados, artistas, profissionais da área da fotografia, além dos fotógrafos integrantes do projeto composto por 18 obras que apresentam uma nova perspectiva sobre a Bahia e ampliam o olhar para além do real e do que é considerado normal sobre a cultura do estado.

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Ivã Coelho, um dos artistas expositores que integra uma nova geração de fotógrafos na Bahia, falou da importância da realização de atividades que abram oportunidades para novos talentos. “É fundamental que isso aconteça, pois mostra que nossa fotografia não está apegada ao tradicional, não sustenta uma estética datada sobre a Bahia, traz um novo olhar e incentiva uma leva de artistas que pode se ver representada através deste tipo de trabalho”, declarou Ivã.

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Valéria Simões, que já atua com fotografia há mais tempo, disse que se sente integrada ao trabalho dessa nova geração. “Participar da Lunar significa que meu olhar continua afiado, caminhando com o tempo”, relata a fotógrafa e artista plástica. Entre os visitantes, a artista Johanna Gaschler achou que a exposição cumpriu sua proposta de mostrar que a fotografia baiana da atualidade está voltada para uma nova visão. “Os artistas estão se mostrando mais universais e realmente conseguiram retratar a Bahia com imagens que fogem do comum”, disse Johanna.

Lunar tem parceria e curadoria do Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM-BA). Entre os artistas integrantes estão Alex Oliveira, Bianca Portugal, Fernanda Sanjuan, Ivã Coelho, Karla Rubia, Lia Cunha, Nicolas Soares, Patrícia Almeida, Rogério Ferrari, Sabrina Pestana e Valeria Simões. A exposição estará em cartaz até o dia 4 de agosto, de terça a sexta, de 12h às 18h, e aos sábados, domingos e feriados, das 12h às 17h. A entrada é gratuita.

11ª Semana de Museus: Confira a programação desta sexta (17)

MAB promove visitas guiadas pela diretoria do museu Sylvia Athaide/Foto: Sérgio Benuti

MAB promove visita guiada pela diretora do museu Sylvia Athayde/Foto: Sérgio Benuti

Nesta sexta-feira (17), os espaços vinculados à Diretoria de Museus do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (DIMUS/IPAC) realizam uma programação especial para a 11ª Semana de Museus. O Museu de Arte da Bahia (MAB) promove o projeto Visita Comentada, onde a diretora do museu, Sylvia Athayde, coordenará a visita ao acervo do museu, às 17h. O Museu Udo Knoff realiza o segundo dia de visita a instituições de ensino e beneficentes com a peça Faz de Conta que é Museu, das 10h às 11h. Já ação educativa Rubem Valentim para Crianças, que aconteceria nesta quinta (16), no Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM-BA), foi adiada para esta sexta, no mesmo horário, das 15h às 17h. Na Praça Municipal de Salvador, acontece a 3ª Feira de Museus, que conta com a participação de 28 museus de diferentes territórios de identidade baianos.

O Parque Histórico ainda recebe, até sábado (18), a atividade Lembranças da Infância e o Palacete das Artes finaliza a Mostra de Filmes: Séries Viagens Arquitetônicas, exibindo o episódio “Itália” da produção, e a Oficina de Cerâmica Descobrindo a Argila nesta sexta (17). O MAB continua realizando a Oficina de Reciclagem até sexta (17) e o MAM-BA recebendo ação educativa Inter.Mediações até domingo (19).

Os visitantes também podem aproveitar para conhecer os espaços expositivos do Museu Tempostal, Museu Udo Knoff e Solar Ferrão, localizados no Centro Histórico, e do Museu de Arte Bahia, que funcionam com horário estendido durante o evento. Os museus Abelardo, Tempostal e Udo Knoff ficam abertos à visitação sexta (17), das 10h às 18h, e sábado (18) e domingo (19), das 10h às 17h. O MAB funciona de sexta (17) a domingo (18), das 10h às 19h. Confira a programação completa de todos os museus da Bahia para a 11ª Semana de Museus aqui.

Museus do IPAC não funcionam no feriado do Dia do Trabalho

Brinquedos que moram nos sonhos Foto - Yara Chamusca

Exposição “Brinquedos que Moram nos Sonhos”/Foto: Yara Chamusca

Os espaços vinculados à Diretoria de Museus do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (DIMUS/IPAC) estarão fechados à visitação na próxima quarta-feira (1º), feriado do Dia do Trabalho. A partir do dia 2 de maio (quinta-feira), o público poderá conferir gratuitamente as exposições em cartaz, dentre elas Reforma e Reinvenção, que dá início ao projeto “A Sala do Diretor” e traz como proposta a procura por outra forma de convivência, na qual todos os grupos inseridos em uma instituição vivenciam e debatem as experiências com a arte. A mostra segue em cartaz no Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM-BA) até o dia 24 de maio, ocupando a sala do diretor do museu, que realiza seu trabalho normalmente enquanto os visitantes apreciam as obras de artistas baianos e internacionais.

Outra boa pedida é a exposição Brinquedos que Moram nos Sonhos, em cartaz no Museu de Arte da Bahia (MAB). A mostra expõe parte da coleção de brinquedos do fotógrafo David Glat, com 1.500 peças divididas em oitos seções: A Sala de Brinquedos, A Sala dos sonhos, a Sala do Espetáculo, a Sala do Medo, A Sala das Reciclagens, A Sala do Desafio, A Sala das Representações e a Sala de brinquedos de madeira. O público ainda pode visitar a Exposição de Arte Africana – Coleção Claudio Masella, no Solar Ferrão, que apresenta a riqueza estética e a diversidade da produção cultural africana do século XX, expressada em objetos, sobretudo máscaras, estatuetas e utensílios de uso cotidiano ou ritualístico. Doadas ao Governo do Estado da Bahia, em 2004, pelo industrial italiano Claudio Masella, as obras representam vários estilos étnicos das sociedades africanas. A programação completa dos museus está disponível aqui.

Museu de Arte Moderna da Bahia, Palacete das Artes e Museu de Arte da Bahia funcionam de terça a sexta, das 13h às 19h, e sábados, domingos e feriados, das 14h às 19h. Museu Tempostal, Museu Udo Knoff de Azulejaria e Cerâmica, Museu Abelardo Rodrigues e Solar Ferrão ficam abertos à visitação de terça a sexta, das 12h às 18h, e sábados, domingos e feriados, das 12h às 17h. Já o Parque Histórico Castro Alves recebe visitantes de terça a sexta, das 9h às 12h e das 14h às 17h, e sábados, domingos e feriados, das 9h às 14h.

Exposição “A Natureza Humana”, de Akira Cravo, é prorrogada até junho no Solar Ferrão

Akira Cravo

A exposição A Natureza Humana, do fotógrafo Akira Cravo, que estaria em cartaz no Solar Ferrão até este domingo (21), foi prorrogada até o dia 2 de junho. A mostra, em exibição desde março, também já passou pelo Museu Afro Brasil, em São Paulo, onde esteve em cartaz entre setembro e outubro de 2012. Com curadoria de Emanoel Araújo, a exposição é uma realização da Diretoria de Museus do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (DIMUS/IPAC), órgão vinculada à Secretaria de Cultura do Estado.

Através das lentes da inseparável câmera, os olhos atentos de Akira capturam as cores, o contraste, as condições de vida, o movimento das pessoas nas ruas, seja durante um mergulho no mar da Ribeira ou operários em horário de descanso. A Natureza Humana é composta por 27 fotografias, tiradas entre 2010 e 2012, que retratam o cotidiano da primeira capital brasileira em localidades como o Comércio, Porto e Farol da Barra e Rio Vermelho. Também fazem parte da exposição registros das comemorações dos dias 2 de fevereiro, Festa de Iemanjá no Rio Vermelho, e 13 de maio, no Bembé do Mercado, no município de Santo Amaro.

Apesar da pouca idade, 21 anos, a relação de Akira com a fotografia e a arte é de longa data. Neto do escultor Mario Cravo Jr., filho do fotógrafo Mario Cravo Neto e da artista plástica Angela Cunha, Akira cresceu em um ambiente criativo em meio a texturas, imagens e cores, convivendo com pessoas e livros que serviram como ponto de partida para a formação em processo. Em meio a essa atmosfera, teve oportunidade de experimentar e desenvolver os ofícios de fotógrafo e escultor, atividades que proporcionam a Akira grande prazer, pois dialogam e se completam. Para ele, o aprendizado é um exercício constante, por isso está sempre estudando, experimentando e alimentando processos criativos.

Monitores do Solar Ferrão se encontram com a curadora da exposição “Capoeira – Luta, Dança e Jogo da Liberdade”

Foto – Jorma Cunha

Desde a sexta-feira passada (13.07), o Solar Ferrão apresenta a exposição itinerante Capoeira – Luta, Dança e Jogo da Liberdade, do fotógrafo paulista André Cypriano, que ficará em cartaz na Galeria até o dia 19 de agosto. A equipe do Solar Ferrão recebeu a visita de Denise Carvalho, produtora cultural e curadora da exposição realizada pela Aori Produções Culturais, empresa que dirige, para um bate papo descontraído sobre o projeto.

Denise falou um pouco do trabalho desenvolvido pelo fotógrafo André Cypriano, o recorte temático abordado na exposição e sobre a concepção da mostra. Ela enfatizou também o contentamento por estar apresentando a exposição pela primeira vez em Salvador, em especial no Solar Ferrão, no coração do Pelourinho, local que abriga associações de Capoeira que possuem um trabalho de preservação e valorização desse patrimônio cultural, mundialmente reconhecido. O Encontro contou com a presença de Mestre Janja, do Instituto Nzinga de Capoeira, que foi conhecer o espaço onde será realizada a Oficina de Capoeira, sob a sua orientação, para alunos da Escola Vivaldo Costa Lima.

Solar Ferrão recebe exposição que conta a história da Capoeira

Foto: André Cypriano

Capoeira – luta, dança e jogo da liberdade é uma exposição fotográfica itinerante, que já passou pelo Rio de Janeiro, Brasília e São Paulo entre 2010 e 2011. Neste ano de 2012, com o patrocínio da Petrobras (via Lei Rouanet), a mostra foi exibida em Aracaju, Recife e agora poderá ser vista em Salvador, a partir de 13 de julho, às 18h, no Solar Ferrão. Realizada pela Aori Produções Culturais com o apoio da Diretoria de Museus do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia, a exposição fica em cartaz até 19 de agosto.

A mostra apresenta fotografias de André Cypriano e é fruto da pesquisa para o livro homônimo – com textos de Rodrigo de Almeida e Letícia Pimenta – lançado em 2009. Os trabalhos resgatam a história da capoeira, desde seu surgimento no Brasil Colonial até os dias de hoje, ressaltando aspectos de promoção e valorização da cultura nacional, além de sua função de agregação social.

A exposição é composta por 40 fotografias em preto e branco e coloridas, além de 10 ilustrações (de autoria de Debret e Auguste Earle, entre outros), e de textos explicativos. Ela revela uma rica manifestação cultural brasileira, das mais pesquisadas no mundo, reconhecida e praticada em todos os estratos sociais, no território nacional e, também, em vários países. Entre 1992 e 2008, centros de capoeira e capoeiristas de Salvador, Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Nova York, San Francisco, Recife, Brasília, Olinda e Angra dos Reis foram retratados pelas lentes de André Cypriano.

A expografia recria um ambiente de sala de capoeira e utiliza elementos como um assentamento para o Orixá Exu – a entidade que deve ser cumprimentada antes de qualquer roda iniciar-se –; uma fotografia em louvor ao grande Mestre Pastinha – remontando um pequeno altar existente em diversos centros de ensino e prática da capoeira –; os instrumentos musicais utilizados e uma ambientação sonora típica das rodas. Haverá ainda exibição do vídeo Dr. Mestre João Pequeno, produzido pela Fundação Palmares. A curadoria da exposição é de Denise Carvalho, produtora cultural e diretora da Aori Produções Culturais.

Além da exposição, será oferecida, entre 30 de julho e 03 de agosto, das 8h30 às 11h30, aos alunos da Escola Municipal Vivaldo Costa Lima e da Escola Criativa Olodum uma Oficina de Capoeira. A atividade será coordenada pelo Grupo N’zinga de Capoeira.

ANDRÉ CYPRIANO – Nasceu em 1964, em São Paulo. Em 1990, um ano após a sua mudança para os Estados Unidos, André começou a estudar fotografia em São Francisco. Desde então, realizou vários projetos que têm sido expostos em galerias e museus no Brasil, na Europa e nos EUA. Como parte de um projeto de longo prazo, começou a documentar estilos de vida tradicionais e práticas de sociedades em lugares menos conhecidos nos remotos cantos do mundo. Cypriano fotografou o povo de Nias, na costa oeste da Sumatra (Nias: pulando pedras), e práticas de rituais em Bali (Bali: uma busca espiritual). Seus documentários fotográficos têm sido usados em seminários educativos. Atualmente, ele trabalha como fotógrafo freelancer em Nova York e Rio de Janeiro, dando continuidade a projetos sociais e culturais.

AORI PRODUÇÕES CULTURAIS – A Aori é uma empresa que há 10 anos desenvolve, gerencia e produz conteúdos culturais, como projetos de exposições itinerantes e edições de livros nas áreas de patrimônio cultural brasileiro, temas sociais e artes visuais. Seus trabalhos primam pelo critério de suas escolhas, qualidade do planejamento à execução, e sofisticação dos resultados.

Santos Juninos são homenageados em mostra no Solar Ferrão

Oficina de Construção de Altares Juninos Foto – Lázaro Menezes

Simpatias, rezas, apresentação de quadrilha e muito forró marcam a abertura da mostra Altares Juninos, no dia 12 de junho, às 17h, na Galeria Solar Ferrão. Com o objetivo de celebrar uma das maiores manifestações populares do país, a mostra homenageia os três santos juninos – Santo Antônio, São João e São Pedro – e apresenta ao público os tradicionais altares montados em devoção a eles. Realizada pelo Solar Ferrão, Museu Udo Knoff de Azulejaria e Cerâmica e Museu Tempostal, a mostra integra a programação da Secretaria de Cultura do Estado para os Festejos Juninos no Pelourinho.

Altares Juninos é resultado de uma série de oficinas promovidas pelo Núcleo de Ações Socioculturais e Educativas da Diretoria de Museus do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia, entre os dias 31 de maio e 06 de junho, no Solar Ferrão. A atividade foi desenvolvida junto à comunidade do Centro Histórico, que, além de ter participado da confecção e montagem da mostra, teve a oportunidade de conhecer um pouco mais da história e tradição das manifestações juninas no Brasil. “Nas oficinas, além de revisitar a memória dos três santos, acabamos revisitando também as histórias de vida dos participantes, que trouxeram suas experiências e fizeram dessa atividade um momento de troca e de alegria”, relatou o arte-educador Ubirajara Santos, coordenador do projeto.

Para a diretora de Museus do IPAC, Maria Célia T. Moura Santos, “a ação permite ampliar as possibilidades de comunicação entre os museus e a comunidade, reafirmando o compromisso da Dimus com o desenvolvimento de atividade associadas ao lazer e à produção do conhecimento”. E os festejos juninos, ressalta ela, são uma excelente oportunidade para atingir estes objetivo.

Maria do Socorro Pinto. Foto – Lázaro Menezes

Também integra a mostra um vídeo com depoimentos de moradores do Centro Histórico. Maria do Socorro Pinto, 70 anos, é uma das entrevistadas e afirma seu compromisso com a tradição familiar que vem passando para os netos. “Para mim, a devoção a Santo Antônio é algo muito especial. Cada membro da família assume uma responsabilidade, contribuindo na preservação de uma tradição deixada pelos nossos ancestrais”, diz emocionada. Além dela, a cabeleireira especializada em penteados afro, Negra Jhô, a quituteira Alaíde do Feijão, o cantor Portela Açúcar e o mestre de cerimônia da Irmandade do Divino Espírito Santo, Sabino Braga Torres, também falam sobre sua relação com os festejos juninos.

Durante o evento de abertura, o público poderá vivenciar uma típica festa junina com direito a reza cantada, apresentação da quadrilha Forrozinho Junino, tradicional forró pé de serra ao som da sanfona de Cicinho de Assis e quitutes da estação. E para que todos tenham fartura, serão distribuídos os tradicionais pãezinhos de Santo Antônio. A mostra pode ser visitada pelo público até 05 de julho, de terça a sexta, das 12h às 18h, e fins de semana e feriados, entre 12h e 17h.

Solar Ferrão promove Oficina de Construção de Altares a partir desta quinta

Por conta da greve dos rodoviários que ocorreu na semana passada, o período de realização da Oficina de Construção de Altares Juninos no Solar Ferrão foi alterado. A atividade, que será ministrada pelo arte-educador Ubirajara Santos, acontecerá de 31 de maio a 6 de junho (com exceção dos dias 2 e 3 de junho), entre 10h e 12h e das 14h às 16h. Serão oferecidas 30 vagas, sendo que 20 destinadas aos moradores do Centro Histórico e adjacências e 10 ao público em geral. Não há necessidade de se inscrever previamente. As inscrições permanecem abertas durante todos os dias da oficina. Para participar, basta comparecer ao Solar Ferrão. As peças que serão produzidas durante a atividade irão compor uma mostra de altares juninos que será exposta na Galeria Solar Ferrão durante o mês de junho.

10ª Semana de Museus mobiliza espaços expositivos da Bahia

MAM-BA inaugura a exposição Estranhamente Possível

De 14 a 20 de maio, museus, memoriais e galerias de todo o estado organizam uma série de atividades que integram a 10ª Semana de Museus, ação de âmbito nacional coordenada pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram/MinC). O evento marca as comemorações do Dia Internacional de Museus (18 de maio) e, nesta edição, traz o tema “Museus em um Mundo em Transformação – novos desafios, novas inspirações”. Mobilizados pela Diretoria de Museus do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia, articuladora estadual da Semana de Museus, 37 espaços baianos irão promover eventos que valorizam a pluralidade cultural, conectando o tradicional e o contemporâneo.

No dia 15 de maio, das 9h às 17h, será realizada na Praça Municipal de Salvador a 2ª Feira de Museus da Bahia. Nesta data, os visitantes irão se deparar com muita arte, cultura e com grande parte da memória do nosso estado. A feira contará com a participação de 32 museus de diversas regiões do estado. Várias atrações artísticas se apresentarão no palco especialmente montado para o evento. O público também poderá conferir a exposição itinerante Museus da Bahia: Identidade e Territórios e o Ônibus Ciência Móvel do Museu de Ciência e Tecnologia da UNEB. “Desde o ano passado, a feira tem funcionado como uma ótima estratégia para aproximar a sociedade dos museus, integrar as instituições museais baianas e divulgar seus acervos e exposições”, explica Maria Célia T. Moura Santos, diretora de Museus do IPAC.

A Mesa Redonda “Museus, Cidades e Memórias” marca a passagem do Dia Internacional dos Museus. A atividade acontece no dia 18 de maio, às 17h30, no Palácio da Aclamação e integra o Fórum de Pensamento Crítico, ação promovida pela Secretaria de Cultura do Estado em parceria com a Secretaria de Planejamento. Participam do evento o professor emérito da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da USP, Ulpiano Bezerra de Meneses, o professor doutor da Faculdade de Arquitetura da UFBA, Eugênio Lins, e o professor da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, o museólogo Mário Chagas. Após as palestras, o debate é aberto ao público. 

Exposições também serão inauguradas durante a Semana de Museus. Estranhamente Possível e Remue-Ménage levam ao Museu de Arte Moderna da Bahia obras dos videoartistas Maurício Dias e Walter Riedweg, dupla reconhecida internacionalmente, e um projeto transcultural e interativo da associação suíça Charlatan a partir de 18 de maio, às 19h. O Museu Udo Knoff apresenta, entre 15 e 20 de maio, a mostra Parabéns Irará, com obras de ceramistas e artesãos do município. No mesmo período, as pessoas que transitam pelo Terminal Rodoviário de Salvador poderão conhecer a exposição Museus da Bahia: Identidade e Territórios, que evoca o patrimônio integral de 25 territórios de identidade baianos, através de mapas, fotografias e dados estatísticos.

O público tem ainda a sua disposição variadas tipologias de acervo e mostras com diversos estilos artísticos. O imaginário do rei – visões do universo de Luiz Gonzaga e Auguste Rodin – Homem e Gênio estão em cartaz no Palacete das Artes Rodin Bahia. A Arte de ser diferente está aberta a visitação no Museu Udo Knoff de Azulejaria e Cerâmica. A sala de exposições do Setor Educativo do Museu de Arte da Bahia expõe a mostra Cores e Sabores. E o Memorial dos Governadores, no Palácio Rio Branco, apresenta a exposição Antônio Balbino: Ideias e Realizações.  

Para consolidar os museus como espaços que aliam à preservação do patrimônio o estímulo à criatividade e ao aprendizado, uma extensa programação educativa, voltada para públicos de todas as idades, movimenta os espaços museais durante estes sete dias. São visitas mediadas, palestras, debates, lançamentos de livros, exibições de filmes, narração de histórias, apresentações musicais, além de oficinas que contemplam diversas linguagens artísticas: dança, música, pintura, escultura, fotografia, modelagem em argila e construção de instrumentos musicais. Confira aqui a programação completa.

Semana de Museus – A Semana Nacional de Museus é realizada anualmente pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram/MinC) desde 2003, ano em que foi instituída uma política nacional para o setor. A primeira edição contou com a participação de 57 museus, os quais realizaram cerca de 270 eventos em 36 cidades brasileiras. Hoje, as nove edições da Semana de Museus totalizam mais de 4.000 participações e aproximadamente 12.300 eventos realizados em 600 municípios espalhados pelo território nacional. Em 2012, 1.114 museus e organizações culturais de 513 cidades brasileiras promoverão 3.420 atividades em torno do tema proposto pelo Conselho Internacional de Museus (ICOM).