Exposição ‘Viva São João’ em cartaz no Centro Cultural Solar Ferrão

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Para quem quer mais uma opção para entrar no clima junino, o Centro Cultural Solar Ferrão, localizado no Pelourinho, apresenta a exposição ‘Viva São João’ que fica em cartaz até 30/06. A mostra faz parte da comemoração dos 50 anos do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC) e conta com obras de artistas de diversas regiões do Recôncavo Baiano e da Capital que dialogam com a temática junina.

Neste período de São João, os museus administrados pela Diretoria de Museus do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (DIMUS/IPAC) estarão fechados nos dias 23 e 24/06. São eles: Centro Cultural Solar Ferrão (que abriga o Museu Abelardo Rodrigues), Museu Tempostal e Museu Udo Knoff de Azulejaria e Cerâmica – localizados no Pelourinho – e o Parque Histórico Castro Alves, em Cabaceiras do Paraguaçu (Recôncavo baiano). Estes museus funcionam normalmente até a quinta-feira (22/06) e retornam às atividades na terça (27/06), sempre das 13 às 17h.

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A mostra – Com curadoria de Marcia Schlapp e Gilson Sacramento, ‘Viva São João’ traz o universo junino através das obras expostas, as quais expressam em suas criações o poder de instituir tradições, reforçando a memória do passado, na representação do presente, propondo diferentes pontos de vista sobre a interpretação das tradições.

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“Salvador é famosa mundialmente pelo gigantesco Carnaval, que atrai multidões do mundo inteiro para desfrutarem da nossa festa colorida. No entanto, o São João tem sua apresentação de igual magnitude no interior da Bahia onde reforça as tradições, os laços de amizade entre os povos”, comenta Schlapp. “Diante desta simbologia, a exposição ‘Viva São João’ reforça os festejos juninos em unir os povos, neste caso, Salvador e Cachoeira pela arte e fé”, pontua.

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Dentre os expositores alguns nomes das artes plásticas como Pirulito (com as obras ‘O Fogo Anda Comigo’ e ‘Santo Antônio, o Casamenteiro’), Artur Rego (‘A Queda das Máscaras, ‘Câncer e Leão’), Urubu, Paola Públio (‘Mandala’), Bella Seifarth, Vonaldo Mota, Cristina Solimando, Mbiya Kabengele, Davi Rodrigues, Gabriel Ferreira e Gildemar Sena. A exposição também conta com as fotografias de Ana Fraga (‘Nós’) e Vinicius Xavier.

A mostra integra ainda o ‘Projeto Santos Juninos no Centro Histórico de Salvador’. De acordo com a coordenadora do Solar Ferrão, Graça Lobo, o objetivo do projeto é promover o diálogo entre a arte, a tradição, a cultura popular e a cidadania através da realização dos festejos juninos. “O projeto busca desenvolver ações que resgatem as origens e as tradições do povo nordestino, suas representações regionais, memória, valorização do patrimônio artístico e cultural em suas mais diversas linguagens”, acrescenta Lobo.

O Solar Ferrão integra os espaços administrados pela Diretoria de Museus do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (DIMUS/IPAC), da Secretaria de Cultura do Estado (SecultBA).

Serviço: Exposição ‘Viva São João’ no Centro Cultural Solar Ferrão

Local: Galeria do Centro Cultural Solar Ferrão (Rua Gregório de Matos, 45 – Pelourinho)

Período da mostra: até 30/06/2017 (sexta)

Visitação: terça a domingo, das 13h às 17h

Telefone: (71) 3116-6743

Entrada gratuita

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Jovens do programa Primeiro Emprego participam de capacitação no Palácio da Aclamação

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Os museus veiculados ao Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC) vão receber novos colaboradores: os aprovados no Programa Primeiro Emprego do Governo da Bahia. Na manhã de hoje (22/06), estes jovens participaram de uma capacitação no Palácio da Aclamação, no Campo Grande, onde aprenderam mais sobre os museus em que irão atuar, conheceram as dinâmicas de trabalho e os coordenadores dos Museus Tempostal, Udo Knoff, Centro Cultural Solar Ferrão, Palacete das Artes, Museu de Arte da Bahia (MAB) e Museu de Arte Moderna (MAM).

A atividade foi mediada por Fátima Soledade, assessora técnica da Diretoria de Museus (DIMUS/IPAC). “Essa iniciativa do projeto Primeiro Emprego é muito importante porque esses jovens vão agregar ao corpo de colaboradores e assim teremos mais pessoas em nossos museus para fomentar o trabalho que é realizado”, pontua Fátima. “Eu creio que este projeto também seja da maior importância para eles porque podem vislumbrar um futuro profissional com essa experiência do primeiro emprego. Esses jovens vão contribuir para a formação de uma sociedade com mais cidadania”, conclui.

“À medida que esses jovens vão chegando à Fundação Luís Eduardo Magalhães (FLEM), eles vão sendo encaminhados para nós. Hoje, para a nossa alegria, recepcionamos 22 pessoas, quando esperávamos apenas 20”, explica Edilene Góes, subgerente de pessoal do IPAC, responsável pela logística de distribuição dos novos colaboradores.

Além do Programa Primeiro Emprego, o Governo também capacitará estagiários para atuarem nos espaços museais. “Estes já estão chegando aos poucos e estão sendo encaminhados. A Dimus, por exemplo, já recebeu estagiários das áreas de Museologia e de Artes. Os que ainda virão são dos níveis superior e técnico, e vão passar a fazer parte do corpo do IPAC a partir de 1º de Julho”, conta Edilene que se mostra entusiasmada com a iniciativa. “O forte desse projeto, no que diz respeito à logística, é o viés social, uma vez que vai proporcionar aos participantes a oportunidade de ter uma visão como de fato funciona o mercado de trabalho”, conclui.

 

Tirma Kauana

Tirma Kauana

Os jovens mostraram-se empenhados e entusiasmados com o Projeto. Tirma Kauana, 19 anos, vai trabalhar no Palacete das Artes (Graça) e contou que nunca teve a oportunidade de conhecer um museu de perto. “Estou muito ansiosa para saber como é a dinâmica do trabalho e para entender como a sociedade enxerga a importância dos museus. Confesso que quero aprender muito e dar o melhor de mim”, relata. Essa fala foi compartilhada por Renata Lima, 20 anos, que também vai para o Palacete.  “A minha expectativa no meu primeiro emprego é estar desenvolvendo tudo o que eu aprendi durante o período escolar, e aprender ainda mais sobre os museus”, relata.

Renata Lima

Renata Lima

Já Gabriel Dantas, 21 anos, vai para o Museu Udo Knoff de Azulejaria e Cerâmica (Pelourinho) e disse estar empolgado em trabalhar numa área artística. “Estou muito contente com essa experiência porque vou me aprofundar na área das artes. Gosto muito de música e trabalhar em museu me dará uma nova visão do campo artístico, porque vou lidar com a arte material e imaterial, já que a nossa cultura também é imaterial. Estou torcendo para que tudo seja maravilhoso e quero poder acrescentar para nossa cultura e nosso estado”, pontua.

 

Gabriel Dantas

Gabriel Dantas

A coordenadora do Museu Udo Knoff, Renata Alencar, avalia a iniciativa como positiva. “Eu me sinto muito feliz em receber essas pessoas e espero que elas gostem do local em que vão trabalhar; e entendam e respeitem o patrimônio que irão cuidar. Vamos fazer o máximo para treiná-los com o objetivo de prestar um atendimento público de qualidade”, relata.

O programa estadual Primeiro Emprego foi lançado pelo governador Rui Costa em novembro do ano passado (2016) visando atingir 9 mil vagas de emprego até 2018. A ação é um combate ao desemprego, insere a população e estudantes no mercado de trabalho, promove treinamento e educação. Os colaboradores terão salário mínimo, plano de saúde, vales transporte e alimentação, além de carteira de trabalho.

Ontem (21/06), estes egressos assistiram a uma palestra sobre os museus na sede da FLEM, onde esteve presente o chefe de Gabinete do IPAC, André Reis, que informou que durante o segundo semestre o IPAC receberá um número maior de pessoas. “A proposta é chegar a cerca de 130 egressos do Primeiro Emprego e 110 estagiários para atender o IPAC”, ressalta.

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5ª Edição da Oficina de Fotografia Cores do Pelourinho acontece no Museu Temposta

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Para quem busca aprender sobre fotografia, tendo como laboratório o ambiente multicolorido e de diversidade histórica e cultural do Pelourinho, o Museu Tempostal (localizado no Centro Histórico) abre mais uma ‘Oficina de Fotografia Cores do Pelourinho’, que chega a sua 5ª edição. A oficina, ministrada pelo Prof. Me. Alan Santos, facilitador da atividade, busca ampliar o conhecimento básico de fotografia, sendo dividida nas partes teórica e prática, e acontece nos dias 04 e 11/07 (terças), das 09h às 12h.

As inscrições podem ser feitas pelo e-mail: coresdopelourinho@gmail.com. Os interessados têm que ter idade mínima de 16 anos e precisam levar aparelho fotográfico (máquina ou celular). Três vagas para esse curso serão oferecidas pelo museu para estudantes de escolas públicas do Pelourinho, os quais serão indicados por meio das direções escolares.

No dia 04/07 (terça), os participantes vão aprender sobre os princípios básicos da fotografia, incluindo atividades práticas. Na outra terça (11.07), serão abordados os princípios da fotografia de pessoas. Alan Santos, facilitador da oficina, é licenciado em Física pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), Mestre e Doutorando em Ensino, Filosofia e História das Ciências (UFBA e UEFS – Universidade Estadual de Feira de Santana).

O Museu Tempostal integra a Diretoria de Museus (DIMUS), sendo um dos espaços administrados pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (IPAC), da Secretaria de Cultura do Estado (SecultBA).

Serviço: Oficina de Fotografia Cores do Pelourinho
Local:
 Museu Tempostal
Endereço: Rua Gregório de Mattos, 33, Pelourinho, Salvador/BA
Datas: 04 e 11/07 (terças)
Horário: 09h às 12h

Contatos Profº. Alan: (71) 98703-4395 / (71) 99347-9847 (WhatsApp)
Contato Museu: : (71) 3117-6383

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Museus do IPAC são beneficiados pelo Programa Primeiro Emprego

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Os aprovados no Programa Primeiro Emprego do Governo da Bahia estão chegando aos museus (www.ipac.ba.gov.br/museus) do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (IPAC). Hoje (21), pela manhã, egressos do programa assistiram palestra sobre os museus na sede da Fundação Luís Eduardo Magalhães (FLEM), no bairro de Amaralina, em Salvador. Amanhã, às 9h, eles estarão no Palácio da Aclamação – um dos espaços museais do IPAC –, no Campo Grande, para mais um encontro. “O evento recebe os contratados para que conheçam a iniciativa e os órgãos onde serão alocados para trabalhar”, diz Teresa Almeida, coordenadora Administrativa do Programa. Segundo ela, é sempre realizado um seminário de acolhimento, onde além das explicações da FLEM, são apresentados os órgãos e secretarias.

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Hoje (21) os egressos assistiram palestra e vídeo (goo.gl/Bp6Sn1) onde aparecem os acervos e edificações que abrigam os museus. Eles também terão capacitações dos museus que os recebem. “Como defendem os museólogos em todo o mundo, museu público não é apenas local para guarda de acervo, mas sim, um ativo centro artístico-cultural que dialoga com variadas linguagens e traz a população para se apropriar do seu espaço e suas atividades; e, para isso, necessitamos de mais colaboradores como esses do programa”, explica o diretor geral do IPAC, João Carlos de Oliveira.

PRIMEIRO EMPREGO O programa estadual Primeiro Emprego foi lançado pelo governador Rui Costa em novembro do ano passado (2016) visando atingir 9 mil vagas de emprego até 2018. A ação é um combate ao desemprego, insere a população e estudantes no mercado de trabalho, promove treinamento e educação. Os egressos têm salário mínimo, plano de saúde, vales transporte e alimentação, além de carteira de trabalho. “O IPAC se agrega agora ao Primeiro Emprego, trazendo melhorias para a gestão e o atendimento nos museus estaduais”, diz o diretor do IPAC.

O chefe de Gabinete do IPAC, André Reis, presente no seminário da FLEM, informa que durante o segundo semestre o IPAC receberá mais egressos. “Hoje, recebemos 20 egressos do programa, enquanto ontem (20), capacitamos mais 16 estagiários de nível superior e 30 de nível médio; a proposta é chegar a cerca de 130 egressos do Primeiro Emprego e 110 estagiários para atender IPAC”, ressalta. Os museus do IPAC têm distribuição extensa e complexa em Salvador já que ocupam imóveis centenários tombados como Patrimônio do Brasil e da Bahia, distribuídos em bairros da cidade. Museu de Arte Moderna (MAM), Palacete das Artes, Museu de Arte da Bahia (MAB) e Centro Cultural Solar Ferrão, são alguns deles. No interior, o Convento dos Humildes (Santo Amaro), Museu Wanderley (Candeias) e Parque Castro Alves (Cabaceiras).

POLÍTICA PÚBLICAO IPAC atua em 417 municípios baianos na política museal e na proteção ao patrimônio cultural. No início deste mês (junho/2017) o IPAC iniciou a 1ª Jornada Pedagógica nos Museus, em parceria com a Secretaria de Educação. O objetivo é aproximar os Museus/IPAC dos estudantes, professores, coordenadores, diretores e profissionais de escolas e faculdades, públicas e privadas. Para o secretário de Cultura, Jorge Portugal, que abriu a jornada, a ação possibilita ainda a conscientização e o senso de preservação nos estudantes. “Ao acessar os museus e seus acervos histórico-culturais, os alunos passam a entender e se identificar com esse patrimônio baiano, criando vinculação e trazendo o sentimento de pertencimento”, disse.

Desde maio de 2015 o IPAC lançou a campanha de mobilização #MusEuCurto que aumentou em 60% a frequência nos museus. Em setembro do mesmo ano, o governador Rui Costa reabriu o Passeio Público – museu à céu aberto – iniciando o Programa de Dinamização de Espaços e Museus do IPAC. Em outubro, em parceria com o Goethe Institut, o IPAC promoveu o seminário ‘O lugar do Museu’ com gestores, curadores, professores e especialistas locais, nacionais e internacionais. Conheça mais as ações museológicas do IPAC no blog https://dimusbahia.wordpress.com, no site www.ipac.ba.gov.br/museus, e nos facebooks Museus da Bahia, Palacete das Artes, Museu de Arte da Bahia, Museu de Arte Moderna da Bahia e Ipacba Patrimônio. Assista vídeo Museus/IPAC: https://goo.gl/whqPC8.

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Funcionamento dos museus Dimus/IPAC no São João

Os museus administrados pela Diretoria de Museus do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (DIMUS/IPAC) estarão fechados nos dias 23 e 24/06 devido às festividades de São João. Esses museus funcionam normalmente até a quinta-feira (22/06) e retornam às atividades na terça (27/06), sempre das 13h às 17h. São eles: Centro Cultural Solar Ferrão (que abriga o Museu Abelardo Rodrigues), Museu Tempostal e Museu Udo Knoff de Azulejaria e Cerâmica – localizados no Pelourinho, e o Parque Histórico Castro Alves, em Cabaceiras do Paraguaçu (Recôncavo baiano).

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Ópera Junina encanta público do Pelourinho com participação do Cortejo Afro no Solar Ferrão

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Fotos // Fernando Barbosa

A segunda noite (13/06) do espetáculo ‘Oratório de Santo Antônio – Uma Ópera Junina’, no Centro Cultural Solar Ferrão, foi marcada pela mistura de música clássica com a percussão dos tambores do Cortejo Afro. Com o tema ‘O Casamento’, a apresentação do Núcleo de Ópera da Bahia (NOP) reuniu diversas pessoas que, inclusive, pararam suas atividades para contemplar o espetáculo que acontece nas sacadas do Solar, como foi o caso de Nóelia Mascarenhas, baiana de acarajé que trabalha há 24 anos no Pelourinho. “Quando eu ouvi, fiquei curiosa e parei de montar o tabuleiro. É tão bonito! Só tinha visto ópera uma vez, na Barra”, conta.

Nesta quarta (14/06), a Noite do IPAC traz o tema ‘A Festa’ e conta com a participação da quadrilha junina Asa Branca (vencedora do Concurso Nacional de Quadrilhas Juninas). Além disso, o destaque fica por conta da abertura (às 20h) da exposição ‘Viva São João’ que conta com obras de artistas de Cachoeira e de Salvador que dialogam com a temática junina. A mostra, que fica em cartaz até o dia 30/06, tem curadoria de Márcia Schlapp e Gilson Sacramento.

As apresentações do NOP tem regência do maestro Aldo Brizzi e, entre os integrantes do coro, estão a mezzosoprano Vanda Otero, o tenor Carlos Eduardo Santos, o baixo Josehr Santos e a soprano Graça Reis. “O espetáculo consiste no repertório tradicional do Santo Antônio em um novo olhar que passa pela música clássica e a música de invenção. O resultado é uma combinação inédita que faz destas cantigas tradicionais quase uma ópera para cantores líricos solistas, um coro e instrumentos de orquestra, que remete às sacras representações medievais que se faziam nos adros das igrejas na Europa do Sul, potencializando as emoções destas cantigas tradicionais”, complementa Graça Reis.

Dentre os admiradores da apresentação do dia 13/06 que contemplavam a performance estava Clarindo Silva, da Cantina da Lua. “Iniciativas como esta ajudam muito a melhorar o Pelourinho e reforçar a nossa cultura. Essa mistura de elementos clássicos com a cultura afro é muito interessante; e ver uma ópera no Pelourinho é muito raro”, pontuou.

Um dos integrantes do coro do NOP, Felipe Reis, de 19 anos, falou com entusiasmo sobre participar da ópera junina. “Estou muito feliz por esta oportunidade com o NOP, pois ainda não sou formado em canto lírico. Com essa experiência estou aprendendo muito e achando incrível essa interpretação de uma tradição baiana que é o oratório de Santo Antônio. Ainda que em ópera, continua sendo algo acessível porque as pessoas se identificam com o repertório e estão gostando muito”, relatou.

Esta atividade também faz parte da comemoração dos 50 anos do IPAC e do ‘Projeto Santos Juninos no Centro Histórico de Salvador’. André Reis, Chefe de Gabinete do IPAC, destacou o sucesso das apresentações. “A proposta do segundo dia da ópera junina, na Noite da Secult, superou as expectativas não só dos organizadores, mas também do público em geral. Para além da importância de valorizar o coro e as vozes, tínhamos a ideia de valorizar o patrimônio histórico, o monumento. Mas acima disto, queríamos valorizar o Santo Antônio e as rezas para ele que, pela primeira vez no mundo, foram cantadas em formato de ópera, sendo este o grande diferencial deste trabalho”, observa.

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Público contemplando a orquestra

André também pontuou as participações que acontecem em todas as apresentações. “Também trazemos nas apresentações interferências artísticas que representam a Bahia. No primeiro dia, na Noite do CCPI, tivemos a dança, na segunda a participação do Cortejo Afro, e na terceira vamos ter a quadrilha junina com o tema ‘A Festa’, e assim se encerra o Santo Antônio e começa a grande festa de São João”, concluiu.

O Solar Ferrão integra os espaços administrados pela Diretoria de Museus do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (DIMUS/IPAC), da Secretaria de Cultura do Estado (SecultBA).

 

Local: Centro Cultural Solar Ferrão (Rua Gregório de Matos, 45 – Pelourinho)

Período da mostra: 14/06 (quarta) até 30/06/2017 (sexta)

Visitação: terça a sábado, das 13h às 17h.

Telefone: (71) 3116-6743

Contato Márcia Schlapp: 75 992163992

Programação gratuita

 

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Funcionamento normal dos museus Dimus/IPAC no feriado de Corpus Christi

Os museus administrados pela Diretoria de Museus do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (DIMUS/IPAC) estarão funcionando normalmente no feriado de Corpus Christi (15/06). O mesmo vale para os demais dias. Os museus funcionam de terça a sábado, das 13 às 17h. São eles: Centro Cultural Solar Ferrão (que abriga o Museu Abelardo Rodrigues), Museu Tempostal e Museu Udo Knoff de Azulejaria e Cerâmica – localizados no Pelourinho, e o Parque Histórico Castro Alves, em Cabaceiras do Paraguaçu (Recôncavo baiano).

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Apresentação de ópera junina na noite dos namorados no Centro Cultural Solar Ferrão

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O repertório tradicional do oratório de Santo Antônio, com uma roupagem de música clássica, ecoou pelas ruas do Pelourinho na noite de ontem (12/06). Os presentes, curiosos, se reuniram em frente ao Centro Cultural Solar Ferrão para ver o Núcleo de Ópera da Bahia (NOP) executando o espetáculo ‘Oratório de Santo Antônio – Uma Ópera Junina’. A apresentação, inédita e inusitada, será repetida hoje (13/06) e amanhã (14/06), sempre às 19h. O espetáculo traz números do cancioneiro tradicional como “A nós descei, divina luz”, “Ladainha” e “Ave Maria”, além de músicas como “São João Xangô Menino”, de Gilberto Gil.

Jorge Portugal e Arany Santana na ópera junina no Solar Ferrão

“Sou fã do Núcleo de Ópera da Bahia e da inventividade do maestro Aldo Brizzi. Por isso vim ver com olhos de surpresa essa nova roupagem para o Oratório de Santo Antônio, o qual eu rezo há 50 anos e conheço muito bem. Mas tenho certeza que vou me surpreender”, disse Jorge Portugal, Secretário da Cultura. “É muito bom ver como o IPAC e a Secult mantém o compromisso de valorizar as culturas populares e identitárias da Bahia. Este é um resgate muito bonito, criativo, popular como, inclusive, foi Santo Antônio. Sem contar este espaço diferenciado, por conta da arquitetura”, declarou Arany Santana, do CCPI.

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Das sacadas do Solar Ferrão, os integrantes do NOP (como a mezzosoprano Vanda Otero, o tenor Carlos Eduardo Santos, o baixo Josehr Santos e a soprano Graça Reis) e do IpaCoral são regidos pelo maestro Aldo Brizzi. “Esta é uma experiência completamente nova para todos nós, especialmente porque estamos trabalhando um repertório muito tradicional na Bahia com outro olhar. Esta noite lançamos duas novas composições minhas. Duas novas releituras para músicas tradicionais: Ave Maria e Pater Noster. Além disso, este lugar é fantástico e, com a realização desse evento, procuramos despertar também um outro olhar das pessoas para o patrimônio, valorizando-o ainda mais. Esta ópera também marca o início efetivo do nosso objetivo em parceria com o IPAC que é o de levar nossa produção musical para os espaços de cultura do Estado”, declarou.

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“A apresentação consiste no repertório tradicional do Santo Antônio em um novo olhar que passa pela música clássica e a música de invenção. O resultado é uma combinação inédita que faz destas cantigas tradicionais quase uma ópera para cantores líricos solistas, um coro e instrumentos de orquestra, que remete às sacras representações medievais que se faziam nos adros das igrejas na Europa do Sul, potencializando as emoções destas cantigas tradicionais”, complementa Graça Reis.

Além da apresentação do NOP, atrações em cada dia chamam a atenção. Ontem (12/06), o tema da noite do CCPI foi “O Namoro” e um casal de dançarinos do grupo Bamberg Cia. de Dança faz uma intervenção artística na rua, no momento em que a canção ‘Eu Sei Que Vou Te Amar’, de Vinicius de Moraes e Tom Jobim, foi interpretada pelo NOP. “Isso é maravilhoso! É cultura, é arte! A combinação de ópera com a tradição junina fica muito bem aqui no Pelourinho, nas sacadas do Solar Ferrão. É uma ótima iniciativa de trazer a arte pra cá”, declarou o artista plástico Enoque B. Silva.

Foto Fernando Barbosa

 

50 Anos – Estas atividades também fazem parte da comemoração dos 50 anos do IPAC e do ‘Projeto Santos Juninos no Centro Histórico de Salvador’. De acordo com a coordenadora do Solar Ferrão, Graça Lobo, o objetivo do projeto é promover o diálogo entre a arte, a tradição, a cultura popular e a cidadania através da realização dos festejos juninos. “O projeto busca desenvolver ações que resgatem as origens e as tradições do povo nordestino, suas representações regionais, memória, valorização do patrimônio artístico e cultural em suas mais diversas linguagens”, acrescenta Lobo.

O Núcleo de Ópera da Bahia participa da série de programações que buscam a dinamização dos espaços vinculados ao IPAC. O programa pelo resgate e ocupação de espaços públicos do Instituto começou em 2015 com a reabertura do Passeio Público. Em 2017, foi iniciada a parceria com o Cortejo Afro para dinamização da Praça das Artes (Pelourinho) e no Aclamação com o NOP que abriu a 15ª Semana de Museus, que aconteceu entre 15 e 21 de maio.

O Solar Ferrão integra os espaços administrados pela Diretoria de Museus do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (DIMUS/IPAC), da Secretaria de Cultura do Estado (SecultBA).

 

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Exposição ‘Viva São João’ entra em cartaz no Centro Cultural Solar Ferrão

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Entrando no clima dos festejos juninos, o Centro Cultural Solar Ferrão, localizado no Pelourinho, apresenta a exposição ‘Viva São João’ a partir da próxima quarta (14/06). A mostra faz parte da comemoração dos 50 anos do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC) e conta com obras de artistas de diversas regiões do Recôncavo Baiano e da Capital que dialogam com a temática junina. O público pode conferir gratuitamente a exposição que segue até o dia 30/06 (sexta).

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A Queda das Máscaras, de Artur Rego

A mostra faz parte dos festejos juninos do Solar Ferrão que também apresenta o repertório tradicional do oratório de Santo Antônio com uma roupagem de música clássica pelo Núcleo de Ópera da Bahia (NOP). O espetáculo ‘Oratório de Santo Antônio – Uma Ópera Junina’, do NOP, acontece na sacada do Solar Ferrão nos dias 12, 13 e 14/06, às 19h.

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João Santo, de Gabriel Ferreira

Com curadoria de Marcia Schlapp e Gilson Sacramento, ‘Viva São João’ traz o universo junino através das obras expostas, as quais expressam em suas criações o poder de instituir tradições, reforçando a memória do passado, na representação do presente, propondo diferentes pontos de vista sobre a interpretação das tradições.

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Santo Antônio, de Pirulito

“Salvador é famosa mundialmente pelo gigantesco Carnaval, que atrai multidões do mundo inteiro para desfrutarem da nossa festa colorida. No entanto, o São João tem sua apresentação de igual magnitude no interior da Bahia onde reforça as tradições, os laços de amizade entre os povos”, comenta Schlapp. “Diante desta simbologia, a exposição ‘Viva São João’ reforça os festejos juninos em unir os povos, neste caso, Salvador e Cachoeira pela arte e fé”, pontua.

Dentre os expositores alguns nomes das artes plásticas como Pirulito (com as obras ‘O Fogo Anda Comigo’ e ‘Santo Antônio, o Casamenteiro’), Artur Rego (‘A Queda das Máscaras, ‘Câncer e Leão’), Urubu, Paola Públio (‘Mandala’), Bella Seifarth, Vonaldo Mota, Cristina Solimando, Mbiya Kabengele, Davi Rodrigues, Gabriel Ferreira e Gildemar Sena. A exposição também conta com as fotografias de Ana Fraga (‘Nós’) e Vinicius Xavier.

A mostra integra ainda o ‘Projeto Santos Juninos no Centro Histórico de Salvador’. De acordo com a coordenadora do Solar Ferrão, Graça Lobo, o objetivo do projeto é promover o diálogo entre a arte, a tradição, a cultura popular e a cidadania através da realização dos festejos juninos. “O projeto busca desenvolver ações que resgatem as origens e as tradições do povo nordestino, suas representações regionais, memória, valorização do patrimônio artístico e cultural em suas mais diversas linguagens”, acrescenta Lobo.

O Solar Ferrão integra os espaços administrados pela Diretoria de Museus do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (DIMUS/IPAC), da Secretaria de Cultura do Estado (SecultBA).

 

Serviço: Exposição ‘Viva São João’ no Centro Cultural Solar Ferrão

Local: Galeria do Centro Cultural Solar Ferrão (Rua Gregório de Matos, 45 – Pelourinho)

Período da mostra: 14/06 (quarta) até 30/06/2017 (sexta)

Visitação: terça a domingo, das 13h às 17h

Telefone: (71) 3116-6743

Entrada gratuita

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