Requalificação do Museu Wanderley Pinho chega a 70%

As obras de requalificação do Museu do Recôncavo Wanderley Pinho já estão 70% prontas. A evolução dos serviços, que envolvem recuperação da edificação, restauração do acervo e do acesso por via marítima, foi acompanhada, nesta quinta-feira (15), pelo secretário de Turismo da Bahia, Fausto Franco, e do diretor geral do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (Ipac), João Carlos Oliveira, em visita técnica ao equipamento cultural localizado no distrito de Caboto, em Candeias. A ação integra o Programa Nacional de Desenvolvimento do Turismo (Prodetur Bahia), executado pelo Governo do Estado e financiado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

As intervenções de restauração e recuperação do museu, no valor de R$27 milhões, fazem parte de um conjunto de obras que estão sendo realizadas no entorno da Baía de Todos-os-Santos (BTS), o que resultará na requalificação do turismo náutico e cultural da maior baía do Brasil. A conclusão está prevista para o segundo semestre. Ao percorrer a área do Wanderley Pinho, o secretário Fausto Franco ressaltou que esta obra “vai conversar com as demais obras realizadas ao entorno da BTS, gerando grande ganho para o turismo náutico, segmento que tem crescido muito, sobretudo neste momento de pandemia”. Fausto também lembrou a importância histórica e econômica da Baía, que era a via ligação entro o Recôncavo e a capital.

De acordo com João Carlos Oliveira, do Ipac, além de equipamento cultural importante, o Wanderley Pinho abrigará restaurantes, lanchonetes, miniconvention, cerimonial e salas multiuso que vão possibilitar a realização de grandes eventos, com até 500 pessoas, o que tornará o equipamento autossustentável.

Localizado no distrito de Caboto, município de Candeias, o Museu Wanderley Pinho é um importante equipamento cultural que conta a história do ciclo do açúcar a partir do século XVII, como destacou o historiador Francisco Senna, que acompanhou a vistoria. Ele lembra que o Estado foi um importante polo da economia do açúcar, sendo Salvador um entreposto, “mas a produção vinha toda do Recôncavo Baiano”.

Com um acervo de mais de 200 peças e achados arqueológicos que remontam ao ciclo do açúcar, o museu ocupa um casarão de quatro andares e 55 cômodos no antigo Engenho Freguesia, e inclui ainda uma capela. Tombado como patrimônio nacional pelo Iphan, a construção possui grande importância arquitetônica e cultural, sendo administrado pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (Ipac).

Participaram também da visita técnica o chefe gabinete do Ipac, Ackermann Yeddo; o comandante do 2º Distrito Naval, vice-almirante Humberto Caldas da Silveira Júnior; a deputada estadual Fabíola Mansur; o historiador e assessor especial da Setur, Rafael Dantas; o empresário Joacy Góis; e outros empresários parceiros.

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Live aborda a cultura e devoção dos santos de Santo Amaro

No próximo 20 de abril, às 17h, o Museu do Recolhimento dos Humildes (Santo Amaro/BA) promove mais uma live no Instagram @museusdabahia. Com o tema “Os santos de Santos Amaro: cultura e devoção”, a live terá como convidado Márcio Cidreira, coordenador de liturgia da Paróquia da Purificação, artista plástico, museólogo, professor e especialista em História da Arte e Patrimônio Cultural.


De acordo com a coordenadora do museu, Paola Humildes, o convidado vai abordar, entre outros assuntos correlatos, as devoções particulares do povo de Santo Amaro. “Vamos falar sobre os santos de devoção e suas formas de culto e festa”, completa.


O museu – Instalado no Convento de Nossa Senhora dos Humildes, em Santo Amaro, o Museu do Recolhimento dos Humildes é datado de junho de 1980. O acervo é de propriedade da Congregação de Nossa Senhora dos Humildes composto por imagens sacras delicadamente ornamentadas pelas recolhidas, além de cristais, pratarias, mobiliário, porcelanas, paramentos, rendas e alfaias (objetos litúrgicos). São cerca de 500 peças datadas do século XIX e tombadas pelo (IPHAN). Já o prédio é tombado como Patrimônio da Bahia pelo IPAC. No momento, o acervo do museu vem passando por ações de conservação e restauração. Enquanto isso no local vem sendo realizada uma série de atividades em parceria com diversas instituições de cunho educativo, cultural e social com a comunidade de Santo Amaro. O Museu do Recolhimento dos Humildes é administrado por meio de um Convênio de Cooperação Técnica e Administrativa pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (IPAC), unidade vinculada à Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA).      

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Projeto leva público para passeio virtual pela Coleção de Instrumentos Musicais Tradicionais Emília Biancardi

Agora qualquer pessoa, de qualquer parte do mundo, poderá sentir o prazer de visitar a Coleção de Instrumentos Musicais Tradicionais Emília Biancardi, sem precisar sair de casa. A viagem para conhecer o acervo é toda feita de modo virtual, através de um site na internet, onde o público vai passear pela exposição por meio de uma ferramenta de tour virtual, obtendo informações sobre os principais instrumentos, com acesso a fotos e vídeos. 

Para contar um pouco mais sobre esse projeto, acontecerá neste sábado (10), às 15h, um webinário, com direito a visita virtual guiada. As inscrições já estão abertas e podem ser feitas pelo e-mail contato@colecaoemiliabiancardi.com.br.

O portal pode ser acessado em português ou inglês e funciona ainda como um auto guia para aqueles que visitarem a exposição presencialmente. A plataforma é inovadora e pode ser acessada tanto em computadores quanto em celulares ou tablets. Acessando o endereço www.colecaoemiliabiancardi.com.br é possível conhecer um pouco mais da capacidade criativa do homem através de seus instrumentos musicais. O acesso é gratuito e por tempo indeterminado.

Em permanente exposição no Centro Cultural Solar Ferrão, no Pelourinho, desde 2015, a Coleção de Instrumentos Musicais Tradicionais Emília Biancardi apresenta parte de um acervo com mais de mil peças coletadas e recriadas nos cinco continentes, com destaque especial para os instrumentos indígenas brasileiros, além dos africanos e afro-brasileiros, colecionados ao longo de mais de 40 anos pela etnomusicóloga e pesquisadora baiana que dá nome à coleção.

Doada ao Estado da Bahia em 2011, a exposição é uma das mais expressivas que se têm notícia, sobretudo no que se refere à memória dos índios brasileiros. “Aqui encontraremos um pouco da diversidade e legado cultural dos grupos formadores de nossa cultura, por meio dos instrumentos musicais e de sua musicalidade”, disse a etnomusicóloga.
Entre os principais instrumentos temos as máscaras que tocam, usadas pelos índios em algumas de suas atividades, entre elas a dança. São enfeitadas com objetos que produzem barulho, além dos adornos de penas e fibras. Dos índios Caiapós, do Amazonas.
O projeto tem apoio financeiro do Estado da Bahia através da Secretaria de Cultura e do Centro de Culturas Populares e Identitárias (CCPI) (Programa Aldir Blanc Bahia) via Lei Aldir Blanc, direcionada pela Secretaria Especial da Cultura do Ministério do Turismo, Governo Federal.

Programa Aldir Blanc Bahia – Criado para a efetivação das ações emergenciais de apoio ao setor cultural, o Programa Aldir Blanc Bahia (PABB) visa cumprir os incisos I e III da Lei Aldir Blanc (Lei Federal nº 14.017, de 29 de junho de 2020) e suas regulamentações federal e estadual. As ações são: a transferência da renda emergencial para os trabalhadores e trabalhadoras da cultura, e a realização de chamadas públicas e concessão de prêmios. O PABB tem execução pelo Governo do Estado, através da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia, geridas por meio da Superintendência de Desenvolvimento Territorial da Cultura e do Centro de Culturas Populares e Identitárias; e as suas unidades vinculadas: Fundação Cultural do Estado da Bahia, Fundação Pedro Calmon, Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural.    

Serviço:

O quê: Webinário de lançamento do portal de passeio virtual pela Coleção de Instrumentos Musicais Tradicionais Emília Biancardi

Quando: 10 de abril (sábado),  às 15h

Onde: Site http://colecaoemiliabiancardi.com.br/

Inscrição no webinário: pelo e-mail contato@colecaoemiliabiancardi.com.br

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Aberta licitação para restauração dos bens móveis do Museu Wanderley Pinho

Está aberta a licitação para a execução de serviços de restauração dos bens móveis do Museu do Recôncavo Wanderley Pinho, localizado em Caboto, município de Candeias (BA). Esta é a segunda etapa das intervenções no local que são executadas conduzidas pela Secretaria de Turismo do Estado da Bahia (Setur) e Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC) com recursos do Prodetur Nacional Bahia, através de financiamento do BID, e fazem parte de um conjunto de obras que estão sendo realizadas no entorno da Baía de Todos-os-Santos, que resultará na requalificação do turismo náutico e cultural da maior baía do Brasil.

“Nesta etapa serão restauradas 133 peças do acervo do museu e farão parte da exposição de longa duração do Museu Wanderley Pinho. Hoje patrimônio do Estado da Bahia, estes bens móveis pertenceram às famílias dos senhores de engenho que lá residiram”, explica o secretário de Turismo, Fausto Franco.

Com cerca de 200 objetos, esse acervo é constituído pela Coleção de Mobiliário (móveis confeccionados em madeiras nobres, com destaque para as marquesas, mesa de jantar com cadeiras, camas, penteadeiras), Coleção de Imaginária Cristã (esculturas de São Jerônimo, Nossa Senhora da Conceição, entre outras), Coleção de Pintura (destacam-se os retratos do Barão de Cotegipe, uma panorâmica do Rio Paraguaçu e uma fotopintura que retrata a família de Wanderley de Araújo Pinho), Coleção de Têxteis (vestes litúrgicas, toalha de altar, peças da indumentária civil masculina como os lenços bordados, inclusive com o brasão do império e com as iniciais do imperador Pedro II), Coleção de Cerâmica (resfriadeiras do século XIX feitas em argila e ornadas com o Brasão Imperial), Coleção de Tecnologia Rural (formas de rapaduras, tachos, carro de boi e engrenagens da moenda) e Coleção de Instrumento de Castigo (tronco). “Portanto, é através dessas peças datadas do século XVII ao século XX que o museu mostra a relevância do seu legado histórico, arquitetônico e cultural”, acrescenta Fátima Santos, da Diretoria de Museus do IPAC.

O diretor geral do IPAC, João Carlos Oliveira, comemora mais uma fase: “A restauração do Wanderley Pinho tem o formato e a forma de um projeto de restauração completo, além de uma visão de resultados como planejamento estratégico.  É com grande alegria que prosseguimos com a restauração de seus elementos artísticos e integrados”. 

Propostas – A licitação será efetuada conforme os procedimentos de Licitação Pública Nacional (LPN) estabelecidos nas Políticas para a Aquisição de Bens e Contratação de Obras Financiadas pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), edição GN 2349-9 e está aberta a todos os licitantes elegíveis, conforme definido nestas normas.

Os interessados poderão adquirir um conjunto completo dos documentos no site: www.prodeturbahia.turismo.ba.gov.br/aquisicoes, ou mediante apresentação de uma solicitação, por escrito, ao endereço eletrônico: cel.prodetur@turismo.ba.gov.br. Os documentos de licitação serão enviados gratuitamente por meio eletrônico. Informação adicional também pode ser solicitada através do e-mail: cel.prodetur@turismo.ba.gov.br.  

As propostas deverão ser entregues Comissão Especial de Licitações (CEL) da Secretaria de Turismo do Estado da Bahia (Setur-BA) – na Avenida Tancredo Neves, 776, Bloco A, 5º Andar, Caminho das Árvores Salvador – Bahia – Brasil (CEP: 41.820-904). Elas serão abertas 10h do dia 04/05/21, na presença dos representantes dos licitantes que desejem assistir. Caso a pandemia de Covid 19 inviabilize a sessão presencial, será disponibilizado e enviado a todos os interessados o link para reunião virtual. Propostas encaminhadas com atraso serão rejeitadas.  Mais informações no site www.prodeturbahia.turismo.ba.gov.br/aquisicoes , email cel.prodetur@turismo.ba.gov.br ou pelos telefones (71) 3116-4164/4158.

Primeira etapa – O projeto de recuperação está em sua primeira fase que contempla a urbanização e revitalização de toda a estrutura do antigo Engenho Freguesia (como era chamado o complexo), o que inclui a casa grande e a capela totalmente restauradas, além de guarita, vias internas de acesso, subestação de energia, estacionamento, paisagismo, fábrica e atracadouro. “A integração entre o potencial náutico e o patrimônio cultural é um ponto crucial do projeto. O museu contará com receptivo náutico para dar apoio a quem chegar no local através da Baía de Todos-os-Santos”, detalha o chefe de gabinete da Setur, Benedito Braga.

O Museu Wanderley Pinho é um importante equipamento cultural que conta a história da Bahia e do Brasil a partir do século XVI. Com um acervo de mais de 200 peças e achados arqueológicos que remetem ao ciclo do açúcar, o museu ocupa um casarão de quatro andares e 55 cômodos no antigo Engenho Freguesia, e inclui ainda uma capela. Tombado como patrimônio nacional pelo IPHAN, a construção possui grande importância arquitetônica e cultural, sendo administrado pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (Ipac).

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Museus do IPAC comemoram os 472 anos de fundação de Salvador com lives, exposições e homenagens do público

Os museus do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC) comemoram, excepcionalmente nas redes sociais, entre os dias 29 de março a 6 de abril, os 472 anos de fundação de Salvador. Na programação do Museu de Arte da Bahia (MAB), Palacete das Artes, Centro Cultural Solar Ferrão, Museu Tempostal e Museu de Arte Moderna da Bahia estão lives, exposições e homenagens do público à capital dos baianos.

Em tempos de pandemia e de isolamento social, a maneira mais fácil de registrar o afeto por Salvador é através de um clique. Para isso, basta encaminhar ao museudeartedabahia.ascom@gmail.com três fotos (com boa resolução) e participar da exposição virtual “Salvador 472: aonde vou a cidade vai”, ou até mesmo um simples texto, fotografia, vídeo ou música para o email palacetedasartes@gmail.com. As regras gerais estão nas redes sociais dos espaços.

Abrindo os festejos, em 29 de março, às 17h, o Museu Abelardo Rodrigues (Centro Cultural Solar Ferrão, Pelourinho) promove a live São Francisco Xavier, padroeiro da cidade de Salvador e sua composição iconográfica no acervo do Museu Abelardo Rodrigues”. O encontro, no Instagram @museusdabahia, terá mediação de Jorma Souza (museóloga do Centro Cultural Solar Ferrão) e a convidada será Genivalda Cândido da Silva, museóloga e doutoranda em Ciência da Informação pelo Programa de Pós Graduação em Ciência da Informação (UFBA).

São Francisco Xavier, acervo Museu Abelardo Rodrigues

“Cidade de Salvador em perspectiva histórica” é o tema da live promovida pelo Museu Tempostal (Pelourinho) em 31 de março, às 17h, direto do Instagram @museusdabahia. Mediada pela museóloga Aiala Gonçalves, terá como convidada Raiza Canuta da Hora, historiadora, doutoranda PPGH/UFBA e docente UNEB. A professora fará uma apresentação contextualizando a fundação da cidade de Salvador na perspectiva da História Atlântica, destacando os sujeitos envolvidos nesse processo, a partir da História Social e da História Social da Escravidão Urbana, fornecendo bases para a reflexão sobre marcas coloniais presentes na Salvador contemporânea.

Postal Salvador antiga, acervo Museu Tempostal

Entre os dias 29 de março a 6 de abril, o Palacete das Artes apresenta nas redes sociais a exposição virtual “Águas de Salvador e da Baía de Todos os Santos”, individual do artista plástico Sérgio Amorim, em cartaz na sede do museu desde janeiro de 2020. Além de passar por abordagens do cotidiano de Salvador em diálogo entre o mar e as raízes da cidade, a mostra aponta para um olhar sensível pelo cenário soteropolitano e suas relações com o recôncavo e com o sertão baiano.

Soteropolitanos e visitantes também estão convidados visitar, através de um tour, áreas internas e externas do Museu de Arte Moderna da Bahia, com detalhes das obras dos projetos “Salvador, do Povo, de Lina e de Todos os Santos” e “Cores, Amores, Recantos… Bahia”. Os dois estavam em cartaz no museu, de forma física, até fevereiro. O link é shorturl.at/tFSX5. Outra exposição virtual de destaque é “A vida é da cor que pintamos” e traz as obras prediletas do acervo particular do artista baiano reconhecido internacionalmente, Chico Liberato. O acesso é shorturl.at/ej034.

Os museus do IPAC, vinculados à Secretaria de Cultura do Estado da Bahia, estão, desde o início do isolamento social, desenvolvendo ações em suas redes sociais de forma a manter a divulgação de seus acervos, atividades e informações ligadas ao patrimônio artístico e cultural do Estado. 

A agenda pode ser acessada através do www.ipac.ba.gov.br

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Parque Histórico Castro Alves comemora 50 anos

A comunidade de Cabaceiras do Paraguaçu, localizada no Recôncavo baiano (a 170 km de Salvador), vai comemorar de forma diferente duas datas importantes este ano. Por conta dos cuidados em torno da pandemia, o aniversário dos 50 anos do Parque Histórico Castro Alves (08/03) – onde nasceu o poeta – e os 174 anos de nascimento de Castro Alves (14/03) serão celebrados com programação variada nas redes sociais da Diretoria de Museus do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (DIMUS/IPAC): Blog (https://dimusbahia.wordpress.com), Facebook e Instagram @museusdabahia. 

Em 08/03, acontece a abertura da exposição fotográfica “50 anos do Parque Histórico Castro Alves” e às 16h, live especial com o ex-coordenador do parque, Helder Mello e a coordenadora do PHCA, Diogenisa Oliva. De 09 a 11/03, acompanhe a série de vídeos em homenagem ao PHCA (depoimentos de pessoas que vivem, trabalham ou viveram e trabalharam no local, além de amantes de poesia e de Castro Alves). Dias 12 e 13/03, vídeos com participantes e amigos dos Festivais de Declamação de Poemas de Antônio de Castro Alves. Dia 13/03, às 15h, apresentação da história “Pitoco, o sariguezinho do PHCA”, do projeto Sopa de Letras. E, em 14/03, homenagens pelos 174 anos de nascimento de Castro Alves.

A responsável pela DIMUS, Fátima Santos, declara que o momento é de celebrar todo o trabalho que é feito em prol do patrimônio de Castro Alves, mas ainda mais o envolvimento e a inclusão da comunidade nas atividades culturais e socioeducativas do parque. “A cidade e a própria comunidade de Cabaceiras do Paraguaçu vem construindo uma parceria com o parque desde o início. Assim, o parque também contribui para o desenvolvimento da cidade e das pessoas”.

A coordenadora do PHCA, Diogenisa Oliva, acrescenta que o público aproveita bastante todas as instalações do museu (instalado em um espaço com 52 mil metros quadrados) e as atividades diversas. “A cidade abraça maravilhosamente bem o parque. No parque desenvolvemos cursos, oficinas, palestras, ou seja, o público pode usufruir dos projetos socioeducativos permanentes e que dialogam com os ideais de Castro Alves e de valorização da comunidade. Trabalhamos para manter viva a obra de Castro Alves para que as novas gerações conheçam seus escritos e compreendam sua obra”, ressalta Diogenisa Oliva.

Um bom exemplo dessa parceria é a realização anual dos festivais de declamação de poemas de Castro Alves que fazem parte das comemorações de nascimento do poeta (em 2020 foram realizados o 6º Festival Infantil e o 19º Festival de Declamação de Poemas de Antônio de Castro Alves). Crianças, jovens e adultos – de diversas regiões – participam do evento quando são selecionados os cinco melhores de cada categoria. Os jurados analisam originalidade (criatividade utilizada para a apresentação do poema), dicção (clareza das palavras pronunciadas), fluência verbal (correção e a pronúncia) e fidelidade ao texto (exatidão e o respeito a todos os versos e palavras do poema). O júri é composto por professores, historiadores, diretores de teatro, escritores, entre outros.

Ex-coordenador do local, Helder Mello, disse que trabalhar no PHCA foi uma feliz e enriquecedora experiência. “Foi a oportunidade de colocar em prática toda uma série de teorias museológicas discutidas no âmbito acadêmico. Teorias de museus voltados para as pessoas, compromissados com a mudança de realidades e dedicados ao desenvolvimento social, ao fortalecimento do sentimento de pertencimento, utilizando como instrumento propulsor desses ideais a educação e a cultura, através da linguagem e dos meios próprios da museologia.  Assim, fizemos da documentação museológica, da pesquisa, da exposição museográfica e das ações educativas, instrumentos de aproximação e pretexto para um diálogo permanente e profícuo com a comunidade cabaceirense. O PHCA, nessa trajetória cinquentenária, encontrou o seu caminho. E vai trilhando  lindamente a sua estrada, configurando-se em um importante equipamento cultural, exemplo exitoso para os seus pares, que dignifica o nome do seu patrono e contribui, indubitavelmente, para o desenvolvimento social e cultural do município de Cabaceiras do Paraguaçu”, declarou.

O PHCA

Localizado a 170 km da cidade de Salvador, em Cabaceiras do Paraguaçu (BA), o Parque Histórico Castro Alves (PHCA) é um museu biográfico que funciona em um espaço com 52 mil metros quadrados. Situado na Fazenda Cabaceiras, onde nasceu Castro Alves (14.03.1847 – 6.07.1871), o museu foi inaugurado em março de 1971, por ocasião do primeiro centenário da morte do poeta baiano. É o lugar ideal para o público conhecer, pesquisar e mergulhar no universo do porta-voz literário da Abolição da Escravatura no Brasil.

Além de acervo com objetos que pertenceram a Castro Alves e seus familiares, formado por fotografias, cartões-postais, manuscritos, livros, indumentárias, adornos pessoais, utensílios domésticos e artes visuais, o Parque Histórico dispõe de anexo com sala multimídia, auditório, biblioteca, infocentro, reserva técnica, refeitório e administrativo. Na área de Mata Nativa, os visitantes podem fazer uma trilha e visitarem o Pouso de Adelaide, o Anfiteatro, a Cruz da Estrada, a Fonte e o Marco da Fazenda.

O público pode ainda usufruir dos projetos socioeducativos: Conhecendo as Nascentes; Sarau no Parque: Música, Poesia e Arte nos Finais de Tarde; Brincando no Parque como no Tempo de Nossos Avôs; Oficina de Teatro; Baú de Memórias e Sopa de Letras. Anualmente, o parque também promove o Festival de Declamação de Poemas de Antônio de Castro Alves.

O Parque Histórico Castro Alves integra o Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (IPAC), unidade vinculada à Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (Secult). Endereço: Praça Castro Alves, 106, Centro, Cabaceiras do Paraguaçu/BA. Contato: (75) 3681-1102.

Castro Alves, o poeta

Antônio Frederico de Castro Alves, conhecido entre os amigos como Cecéu, nasceu na Bahia, em 14 de março de 1847. O poeta pertenceu à Terceira Geração da Poesia Romântica (Social ou Condoreira), caracterizada pelos ideais abolicionistas e republicanos. “Espumas Flutuantes”, “Gonzaga ou A Revolução de Minas”, “Cachoeira de Paulo Afonso”, “Vozes D’África” e “O Navio Negreiro” são algumas das obras do trovador baiano.

Em 1862, ingressou na Faculdade de Direito de Recife, após ter feito o curso primário no Ginásio Baiano. Em 11 de novembro de 1868, caçando nos arredores de São Paulo, feriu o calcanhar esquerdo com um tiro de espingarda, resultando-lhe na amputação do pé, agravando a tuberculose, obrigando-o a voltar à Bahia, onde morreu, em 1871.

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Museu Wanderley Pinho comemora 50 anos com obras

No ano dos seus 50 anos (completado em 15/02/21), o Museu Wanderley Pinho, em Caboto (Candeias/BA) comemora o andamento do projeto de restauração de todo o seu complexo que inclui o casarão, a fábrica, o atracadouro e toda a área urbanística do local. As obras, que são executadas com recursos do Prodetur Nacional Bahia, através de financiamento do BID, no valor de R$ 27 milhões, fazem parte de um conjunto de intervenções que estão sendo realizadas no entorno da Baía de Todos-os-Santos, que resultará na requalificação do turismo náutico e cultural da maior baía do Brasil.

O projeto de recuperação contempla a urbanização e revitalização de toda a estrutura do antigo Engenho Freguesia (como era chamado o complexo), hoje Museu Wanderley Pinho – um importante equipamento cultural que conta a história da Bahia e do Brasil a partir do século XVI. Com um acervo de mais de 200 peças e achados arqueológicos que remetem ao ciclo do açúcar, o museu ocupa um casarão de quatro andares e 55 cômodos e a capela. Tombado como patrimônio nacional pelo IPHAN, a construção possui grande importância arquitetônica e cultural, sendo administrado pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC).

“Nós temos aqui este patrimônio que é a Baía de Todos-os-Santos, mas faltava uma infraestrutura adequada para que barcos de várias procedências pudessem circular e atracar com conforto e segurança nos municípios que compõem o seu entorno e desfrutar dessas belezas naturais. E no caso específico da revitalização do Museu Wanderley Pinho vamos aliar o turismo náutico ao cultural. É um equipamento que conta não apenas a história do Recôncavo baiano, mas também do Brasil. Esta requalificação nos permitirá resgatar a originalidade desse museu. Temos planos de futuramente construir restaurantes, hotéis e lojas de artesanato para valorizar nosso patrimônio e turismo”, informou o secretário de Turismo do Estado, Fausto Franco. 

João Carlos de Oliveira, diretor geral do IPAC, reforça que o museu será um importante atrativo cultural da Baía de Todos-os-Santos e destacou a evolução das obras do atracadouro como fundamental para se ter mais uma forma de acesso ao museu, e que será também um ambiente para realização de grandes eventos, o que tornará o equipamento autossustentável. 

“Compreendendo a importância de trabalhar de forma integrada com as comunidades do entorno do museu, foram realizadas ao longo desses 15 anos reuniões com moradores de Caboto, Passé e de Ilha de Maré com objetivo de estabelecer um diálogo com eles sobre as questões históricas, culturais e ambientais presentes no sítio histórico. A participação da comunidade resultou na elaboração e execução de atividades socioculturais e educativas e também em reuniões convocadas pelo IPAC e pela Setur para que os moradores tivessem conhecimento do projeto de recuperação física do conjunto arquitetônico, do projeto expográfico e do plano museológico”, explicou Fátima Santos, da Diretoria de Museus do IPAC.

“Nunca perdi uma reunião aqui.. Agora parece que estou sonhando acordado. Enquanto quilombola e lembrando de todo o sofrimento que nossos antepassados viveram, posso dizer que é um orgulho participar de um projeto desses que é fundamental, não somente para nós, mas para todo o Recôncavo”, declarou Ernandes Carlos Lopes, 77 anos, de Ilha de Maré.

“É com grande felicidade que vemos o que está sendo feito. Esperamos que nossa comunidade seja incluída num processo de qualificação para poder continuar trabalhando aqui e também estar preparada para o aumento do turismo em nossa região”, disse a presidente da Associação Comunitária Amigos do Caboto, Fernanda Pita. “Estas obras já estão trazendo benefícios para a região porque muita gente que está trabalhando é daqui. Esperamos que, com o museu aberto, estas oportunidades de trabalho continuem”, informou Carlos Bispo da Silva, o “Oscar”, representante da comunidade de Madeira.

Mão-de-obra local

Dos 146 funcionários que estão trabalhando no projeto de restauro e requalificação do Museu do Recôncavo Wanderley Pinho, 110 são das comunidades do entorno, como Caboto, Candeias, Caroba, Ilha de Maré, Madeira, Passé e Passagem dos Teixeiras. Os funcionários são contratados diretamente pelo Consórcio Engenho Freguesia (101 pessoas) e terceirizados de empresas parceiras (45 pessoas).

Mas o número de pessoas envolvidas no projeto pode ser maior. “Além dos empregos diretos, tem os indiretos e também os provocados pela locação de casas e compra de alimentos em Caboto. Temos, por exemplo, 28 pessoas de fora que moram em alojamentos do consórcio em casas alugadas em Caboto, entre profissionais e especialistas em restauro”, explica Sérgio Mehlen, arquiteto responsável pela obra.

“Dentre os contratados das comunidades, alguns exemplos chamam a atenção, pois são pessoas que foram contratados como serventes e logo foram promovidos e, com isso, também estão aprendendo novas atividades, inclusive na área de restauro que vem sendo de forma cuidadosa e minuciosa, principalmente por se tratar de um patrimônio dessa importância”, informa Cristiano Lopes, coordenador de restauro da obra.

De Ilha de Maré, Jeferson Santos da Silva, 21 anos, é um deles. Trabalhava como pescador e está muito grato por estar na obra, agora como auxiliar de restauro. “Quando o museu estiver pronto quero vir aqui e olhar para tudo isso que eu estou fazendo parte”. No ateliê de restauro, Soraia Almeida, museóloga residente em Cachoeira (BA) é uma das técnicas em restauro trabalhando nas pinturas sobre madeira na face do altar-mor da capela. “Não conhecia o museu, mas tinha curiosidade. Estou encantada com o trabalho, pois este espaço é fundamental para a história da Bahia e é um espaço museal incrível. No momento estou removendo toda a sujeira das peças, com muito cuidado, usando aguarrás e bisturi. Depois vem os retoques necessários”. 

Railson Cotias, sócio diretor da Arqueólogos Pesquisa e Consultoria Arqueológica, informa que foram achados artefatos que também podem auxiliar na interpretação do contexto: fragmentos de objetos cerâmicos, classificados como cerâmica comum utilitária, faiança fina e porcelanas, vidros e metais, além de fragmentos cerâmicos que podem estar associados ao contexto de produção do açúcar.

“É necessário destacar a importância da equipe em virtude da necessidade de examinar, caracterizar e salvaguardar informações da cultura material existentes na área do museu”, acrescentou o arqueólogo. Os materiais coletados durante a pesquisa são higienizados e catalogados, para que posteriormente ocorra a análise e interpretação. Por fim, eles são enviados ao Laboratório de Arqueologia e Paleontologia da UNEB, no município de Senhor do Bonfim, devidamente autorizado pelo IPHAN, onde são acondicionados de modo seguro. Estes materiais podem compor a futura reserva técnica do museu.

O museu – Erguido no século XVI, à margem da Baía de Todos os Santos, em Candeias, o antigo Engenho Freguesia foi transformado no Museu do Recôncavo Wanderley Pinho em 1971 devido ao seu valor histórico e a sua importância para a região do Recôncavo Baiano. Trata-se de um dos principais símbolos arquitetônico-paisagísticos do Brasil colonial. Construído em terras doadas pelo então Governador-Geral do Brasil, Mem de Sá, o casarão foi alvo das invasões holandesas, em 1624, e vivenciou momentos de apogeu na produção de açúcar até a segunda metade do século XIX. Seu conjunto arquitetônico inclui casa-grande com 55 cômodos, fábrica e capela dedicada a Nossa Senhora da Conceição da Freguesia. José Wanderley de Araújo Pinho (1890-1967), que dá nome ao museu, foi proprietário do engenho e, como deputado federal, apresentou ao Congresso, em 1930, um projeto de lei de proteção dos bens móveis e imóveis de valor artístico e histórico que resultou na criação do atual IPHAN. Atualmente, devido à realização de obras para recuperação física do seu conjunto arquitetônico, o Museu do Recôncavo Wanderley Pinho está fechado para visitação. O Museu do Recôncavo Wanderley de Pinho integra o Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (IPAC), unidade vinculada à Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA).

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Live “A história da imagem de Cristo”

Em 22 de dezembro, às 18h, o Museu Udo Knoff de Azulejaria e Cerâmica (Pelourinho) promove a live “A história da imagem de Cristo” no Instragram @museusdabahia. O bate-papo com o historiador, mestre em História e paleógrafo Sávio Roz será conduzido pela coordenadora do museu, Renata Alencar.


“O mundo é feito e refeito pelas imagens! E as imagens podem perpetuar uma intenção social, muitas vezes identitária. A imagem de Cristo é um terreno de inúmeras disputas que ilustram toda a história do cristianismo, de suas instituições às suas ideologias. É a construção de uma imagem através da cultura, da arte, dentro de inúmeras intenções. Assim como ocorreram com outras personalidades históricas. Mas o caso de Jesus Cristo envolve condicionantes mais sensíveis e o debate sobre a história da Imagem de Cristo é fascinante e enriquecedor! Vamos viajar entre narrativas visuais que idealizam o personagem histórico e convergem ao agora, onde a desconstrução das imagens oferta a equidade entre as pessoas!”, explica o convidado.

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Live de lançamento do livro “Catrapissu: a menina que não existia”

Em  20/12, às 16h, o Museu Tempostal promove a live de lançamento do livro “Catrapissu: a menina que não existia” no Instagram @museusdabahia. Com condução da coordenadora do museu, Aiala Gonçalves, a live terá como convidada a escritora do livro, Joana Flores. O livro traz a história de uma menina negra que recebeu de seu tio, quando pequena, um apelido estranho, o que a fez mergulhar no universo solitário de indagações sobre a existência desse codinome. 


“A infância é o elo entre a menina e Catrapissu num ambiente de cores e brincadeiras onde o racismo se apresenta através das palavras estranhas como Catrapissu e substituem os nomes e os sobrenomes dessas crianças. Catrapissu parece se tornar real em alguns momentos quando personifica a figura da menina em um universo onde o lugar da ficção é ao mesmo tempo o lugar dos sonhos de toda criança negra que quer somente existir”, conta Joana.


“Catrapissu: a menina que não existia” chega em um texto com versos e rimas pelas mãos da escritora Joana Flores através da Editora Cogito. O livro traz as ilustrações do artista visual Jonhy Karlo com projeto gráfico do designer Alan Alves.Os livros estarão disponíveis para venda em livrarias e através do site Catrapissu.com.br.

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Mostra virtual “Pelo Pelô”

Depois da realização na Galeria do Centro Cultural Solar Ferrão (Pelourinho), a exposição “Pelo Pelô” pode agora ser conferida no site da FLIPELÔ (www.flipelo.org.br) e nas galerias virtuais Dimus no Instagram @museusdabahia, Facebook @museusdabahia e blog dimusbahia.wordpress.com. A mostra foi uma das atividades das instituições museais da Diretoria de Museus do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (Dimus/IPAC) durante a FLIPELÔ – Festa Literária Internacional do Pelourinho – que aconteceu de 10 a 13 de dezembro. 

A exposição “Pelo Pelô” – em cartaz até janeiro – reúne trabalhos de 10 artistas do Centro Histórico de Salvador. Com a curadoria do artista plástico Mário Edson, a mostra esteve aberta ao público de 10 a 13/12, com acesso mediante agendamento prévio no site da FLIPELÔ. Em prevenção ao novo coronavírus, a exposição seguiu todos os cuidados e normas de segurança determinadas pelos órgãos governamentais. 

Cada artista apresenta três obras, sendo uma de acordo com o tema da FLIPELÔ, que nesta edição homenageia o Pelourinho. As outras duas podem ser do acervo do artista. “A mostra nasceu para lançar luz e visibilidade sobre o Centro Histórico em uma fase tão sombria e indefinida, onde, em função de uma pandemia seus tambores silenciaram, sua arte se aquietou, seu povo se recolheu, como uma forma responsável e justa de amor a vida e ao outro. Nada mais justo que, numa retomada gradual, responsável e cuidadosa, voltássemos nossa atenção para esse oásis em forma de riqueza cultural, gastronômica e, sobretudo, de memórias”, destaca o artista plástico Mário Edson, curador da exposição.

Leonel Matos, que há nove anos mora e trabalha no Santo Além do Carmo, bairro do Centro Histórico, onde instalou seu ateliê permanente, foi um dos artistas selecionados. “Apresento duas pinturas coloridas e uma em preto e branco. Todas dedicadas ao Centro Histórico, que para mim é o coração da Bahia. As obras são inspiradas no casario colonial, nas cores e na alegria do lugar. Pontuo a pandemia, com figuras usando máscaras, relacionando esse momento difícil que estamos passando com um jogo de xadrez”, revela.

O artista plástico Totonho, que antes da pandemia participou de três exposições internacionais – uma na França e duas nos Estados Unidos –, fala da exposição. “No início da pandemia, fiquei um pouco desorientado e impacto. Aos poucos fomos retomando nosso trabalho. Aí veio o convite para a Pelo Pelô, o que me deixou bastante animado”.  

A aquarelista Isa Oliveira apresenta três telas inspiradas no cotidiano do Santo Antônio Além do Carmo, bairro onde reside no Centro Histórico de Salvador. “As obras foram inspiradas no meu dia a dia, na relação que tenho com a fauna e a flora, com meu jardim e os pássaros que visitam minha casa. Também me inspiro no movimento das ruas, nos meus vizinhos que sempre estão nas janelas dos casarões antigos. Tudo isso eu transportei para as obras”, conta Isa.

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