Caetité, Guanambi e Igaporã recebem ações do Edital de Museus do IPAC/SecultBa

Curral de Varas

Curral de Varas

Até o final deste mês (outubro/2017) o Museu do Alto Sertão da Bahia (MASB) está realizando palestras, oficinas, rodas de conversa, visitas guiadas e ações de intercâmbio cultural nas cidades de Caetité, Guanambi e Igaporã, no sudoeste baiano. As ações atingem ainda as comunidades urbanas e rurais desses municípios e são patrocinadas pelo Fundo de Cultura da Bahia, através do Edital Setorial de Museus da Secretaria de Cultura do Estado (SecultBa), coordenados pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC).

“A sede do MASB que será inaugurada em breve. Mas já estamos trabalhando desde janeiro (2017) embasados no modelo contemporâneo de diálogos com tipologias, ecomuseu e museu comunitário, não se restringindo somente à uma sede e nem a quatro paredes, pois se trata de um museu-processo”, afirma Zamana Brisa, membro da Associação de Amigos do Museu do Alto Sertão da Bahia (AMASB), que coordena essas diretrizes. Durante o processo, estão sendo produzidos ainda um vídeo institucional, cartilha, folder e montagem expográfica com todos os referenciais sociais e históricos dos territórios para integrarem o museu.

Pajeú do Josefino

Pajeú do Josefino

NÚCLEOS, QUILOMBOS, SÍTIOS e IMATERIAL “Já promovemos mobilização, aprofundamento de identidades e referências culturais, além de capacitação, com oficinas e montagens coletivas”, completa Zamana. A ideia surgiu em 2011, via demandas das comunidades em função do impacto dos complexos eólicos na região. Serão 10 núcleos museológicos em sítios arqueológicos, quilombos, espaços culturais e comunidades. Em Caetité, a comunidade de Pau Ferro, Sítio Arqueológico Moita dos Porcos, Escola Municipal, Movimento de Mulheres Camponesas e Instituto Anísio Teixeira. Em Igaporã, o Espaço Cultural, a Escola do Tamboril e a comunidade quilombola Gurunga. Em Guanambi, as comunidades rurais Curral de Varas e Pajeú do Josefino.

Pau Ferro

Pau Ferro

O MASB ficará situado numa antiga propriedade rural da primeira metade do século XIX, em Caetité, distante 645 km de Salvador. No ano de 2014, a edificação foi restaurada e desde então tem servido como um espaço de visitação, devido a sua riqueza arquitetônica. Pertence ao museu um vasto patrimônio arqueológico, sendo já catalogadas 30 mil peças, alguns de 6 mil anos atrás, encontrados em 180 sítios. O MASB também busca a ainda preservação do patrimônio imaterial da região, como saberes e fazeres, celebrações culturais, como o Terno de Reis e Encomendação das Almas.

POLÍTICA CULTURAL DE MUSEUS Para a museóloga e coordenadora de Editais do IPAC, Ana Coelho, esse é mais um exemplo de como o fomento do Fundo de Cultura estimula e apoia a política pública museológica na Bahia à cargo do IPAC. “Um projeto como este, além de um espaço museológico, integra e articula comunidades urbanas e rurais de um território, estimula a busca por suas histórias e identidades, e auxilia diretamente a política pública cultural”, comenta a coordenadora. Os editais da SecultBa/IPAC que profissionais e especialistas participem da política pública. O IPAC administra os editais de museus, patrimônio cultural, arquitetura, urbanismo e restauro. Emancipada desde 1810, Caetité possui mais de 52 mil habitantes e é terra natal de Anísio Teixeira.

 

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Roda de capoeira para crianças

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Para encerrar as atividades da Semana das Crianças da Diretoria de Museus do Instituto do Patrimônio artístico e Cultural da Bahia (DIMUS/IPAC), o Museu Udo Knoff de Azulejaria e Cerâmica realizou uma roda de capoeira no sábado (14/10) com o grupo de capoeira angola do Mestre Pelé da Bomba, e uma aula de vivência percussiva com o grupo de percussão Mãos no Couro do Mestre Xekerê.
A atividade contou com crianças do bairro de Valéria, trazidas pelo contramestre Toureiro. Por conta da chuva, a ação que iria acontecer na frente do museu, ocorreu na sede da ABCA no Pelourinho.
“Foi um dia de vivência e aprendizado para aquelas crianças. Estar na presença de um mestre reconhecido internacionalmente, disposto a passar seus ensinamentos e disciplina é no mínimo singular. Para mim em especial, foi uma honra ouvir aqueles princípios tão antigos, mas tão necessários e valorosos na atualidade”, declarou a coordenadora do museu, Renata Alencar.
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“O Passeio Público precisa ser ocupado com arte e cultura!”, afirma o cantor Saulo Fernandes

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“Eu amo o Passeio Público! Eu namorava este lugar há tempos. Queria fazer alguma coisa aqui. Eu adoro! O Passeio Público precisa ser ocupado com arte e cultura!” Com essas palavras o cantor e compositor baiano, Saulo Fernandes, comemorou o seu primeiro show no Passeio Público, em Salvador, na última quinta-feira (12). O projeto ‘Pé de Maravilha’ foi criado por Saulo abordando a importância da natureza e da ecologia, com dança, canto e diversão para as crianças. Idealizado pelo próprio cantor, o show estimula sensorialmente as crianças através das músicas, cenografia e até aromas das florestas. Dentre as canções que ele cantou, estão ‘Casa Amarela’ e ‘Bicho’, do álbum infantil Casa Amarela (2008), além de ‘Aquarela’, ‘O Pato’, ‘Sítio do Pica-Pau’ e ‘Os Saltimbancos’.

“O Passeio é vivo de natureza, um espaço de arte e cultura. E agora com essas crianças aqui, representam as novas gerações. É um mundo novo uma história nova a ser contada através dessa ocupação”, completou o artista que fez show no local última quinta-feira (12). O evento é realizado pela C2, com patrocínio do Governo do Estado, via Bahiatursa, e apoio do Instituto do Patrimônio Artístico Cultural (IPAC) da Secretaria de Cultura (SecultBa), que administra o local.

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“Eu adorei essa apresentação. O repertório é muito bom de fazer. E também o cenário, pois o show tem a ver com a natureza, a floresta. Por isso o Passeio Público é perfeito!”, completa Saulo. Além de Saulo, a programação consta de show hoje (15), às 17h, do cantor e compositor, Magary Lord, e teve a cantora Gilmelândia ontem (14). O evento é gratuito. Hoje (14) começou com o grupo Eureka às 12:30h, Tio Paulinho às 15h, Canela Fina às 16h, e Magary Lord às 17h. Também tem parque infanto-juvenil com pula-pula, escorregadora gigante, carrinhos elétricos, tendas gastronômicas, pipoqueiros, baleiros e sorveteiros. Teatro, brincadeiras, música, exposições e concursos completam o programa.

RESTAURAÇÃO e OCUPAÇÃO O Passeio Público foi reaberto em 2015 graças a um esforço conjunto do governo estadual via IPAC/SecultBa, com apoio da Secretaria de Segurança Pública (SSP) e Polícia Militar (PM). O local estava degradado e vandalizado, com paredes, estátuas e obras de arte quebradas e pichadas, mobiliários e calçadas destruídas e grande quantidade de lixo. Foram feitos serviços de recapeamento e pinturas de paredes e muros em toda a extensão do parque urbano.

“Retiramos 60 toneladas de entulho, incluindo da encosta do parque para a Rua Gamboa de Cima, além dos serviços e limpeza e recuperação de obras de arte, bancos, calçadas e ruas”, explica o diretor geral do IPAC, João Carlos de Oliveira. Segundo ele, com apoio da SSP e PM, instalou-se câmera de segurança de 360° e manteve-se segurança presencial do IPAC, para a tranquilidade dos frequentadores. O Passeio integra o Programa de Ocupação e Dinamização de Espaços e Museus do IPAC (www.ipac.ba.gov.br/museus), que movimenta desde os largos do Pelourinho, onde acontecem shows, até os museus de Arte Moderna (MAM), de Arte da Bahia (MAB) e Palacete das Artes, dentre outros.

O IPAC implantou ainda exposição permanente de grandes painéis fotográficos sobre Salvador no Século XIX, quando o Passeio Público era um dos principais locais de lazer da capital. “O Passeio foi o melhor lugar para este show. Se me deixarem faço outros shows aqui. Mas sei das responsabilidades e cuidados que se tem com esse espaço. Acho que tem que ser mesmo! Preservar e cuidar. É um lugar de arte e cultura e tem que se preservar!”, finaliza Saulo Fernandes.

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Atividades no Museu Udo Knoff na Semana da Criança

Os museus vinculados à Diretoria de Museus do Instituto do Patrimônio artístico e Cultural da Bahia (DIMUS/IPAC) realizaram uma série de homenagens ao Dia das Crianças (12/10), procurando fortalecer a relação museu-comunidade a partir de atividades que proporcionem às crianças o correr e o pular ao ar livre, além de estimular a prática artística. O destaque ficou para a terça-feira (10/10) com o projeto ‘Pintando o Sete – brinquedos e brincadeiras’ que aconteceu na Praça das Artes (Pelourinho) com alunos da Escola Municipal Vivaldo da Costa Lima. Nesse dia ainda aconteceu a abertura da exposição ‘Os Meninos do Pelô não apenas sabem tocar tambor: também apreciam música, literatura e  obras de arte’ com alunos do Colégio Azevedo Fernandes, no Museu Udo Knoff de Azulejaria e Cerâmica (também no Pelourinho).

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A programação do Udo Knoff prosseguiu na segunda (09/10) e quarta (11/10), das 9h às 11h e das 14h às 16h, com a mediação ‘Comunicação e Visibilidade’ e atividade PoeMusik ‘Construindo Rasuras: a memória em foco’, com um grupo de alunos, de 16 e 18 anos do Curso Eletrotécnica do IFBA (Simões Filho). Nesses dias, o grupo que coordena o Poemusik  também fez uma performance para os estudantes, com poesias que tratam do tema sobre identidade e memória.

“O projeto ‘Construindo Rasuras: a memória em foco’ é uma atividade direcionada para atender em média 100 alunos do curso de Eletrotécnica. Os estudantes são estimulados a conhecer um espaço, discutir seus problemas e escolher um deles para proporem uma solução. Ao museu coube a apresentação da coleção de Udo Knoff, o histórico do museu, reflexão sobre a manutenção desse espaço aberto ao público, sua visibilidade e conhecimento por parte da sociedade. Em seguida ocorreu uma oficina de poesia para eles exprimirem seus sentimentos a partir das discussões. Ao retornarem para a escola irão construir suas propostas que serão apresentadas no mês de novembro”, explica a coordenadora do museu, Renata Alencar.

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A oficina ‘Poemusik – Poesia Musicada’ é uma experiência criativa com o mundo das palavras realizada pelos funcionários e músicos do Museu Udo Knoff. “Tem como referência a poesia de rua e a música de improvisação estabelecendo a relação do museu com a música. A partir de estímulos proporcionados pela mediadora, o grupo passa a exercitar as palavras de formas usuais e não usuais, montando, desmontando e remontando os vocábulos de forma inventiva, produzindo descobertas surpreendentes, estabelecendo uma nova relação entre o grupo e a música”, acrescenta Alencar.

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Abertura da exposição ‘Os Meninos do Pelô’

 

Fica em cartaz até 10/11, no Museu Udo Knoff de Azulejaria e Cerâmica (Pelourinho), a exposição ‘Os Meninos do Pelô não apenas sabem tocar tambor: também apreciam música, literatura e  obras de arte’ com obras resultantes do projeto ‘Quem Somos’ realizado com alunos do Colégio Azevedo Fernandes. A mostra – uma parceria entre o colégio, o museu e o LabDimus (Laboratório de Educação Digital: Museu, Arte e Cultura) – reúne 20 peças de pintura em azulejo, 12 pinturas em tela, garrafas decoradas e uma revista em quadrinhos. A visitação é de terça a sábado das 13 às 17 horas.

 

 

A coordenadora do Museu Udo Knoff, Renata Alencar, explica que esta exposição reúne obras produzidas em oficinas realizadas com os alunos do Colégio Azevedo Fernandes (também localizado no Pelourinho) que participam do projeto ‘Quem Somos’, além de alunos das aulas noturnas (que produziram as garrafas decoradas). Nas oficinas os estudantes do projeto trabalharam a temática do medo nas pinturas; para os azulejos se inspiraram nas obras de Carybé presentes no livro ‘Capitães da Areia’, de Jorge Amado; e ambientaram a revista em quadrinhos no Pelourinho e na cultura local.

“O artista Carybé foi escolhido por ilustrar as obras de Jorge Amado e por retratar, em suas obras de arte, cenas do cotidiano, muitas delas no Pelourinho, o que remete às cenas reais protagonizadas pelos alunos do colégio. Assim, literatura e pintura se entrecruzam dando sentido à leitura que os alunos fazem da arte em diálogo com o mundo, a arte que se faz no interior do coração, a arte que inclui. Além disso, os episódios narrados no livro têm como espaço geográfico vielas, ladeiras, ruas do Pelourinho que exibem, em sua arquitetura, imponentes casarões e igrejas revestidas de azulejos trazidos de Portugal”, informa Adriana Santana, professora do colégio.

Segundo a coordenadora do LabDimus, Cristina Melo, o projeto ‘Quem Somos’ pretende manter o intercâmbio com as instituições de ensino de forma interdisciplinar, contribuindo para a melhoria da educação formal a partir da promoção de oficinas de interesse de professores e estudantes. “Alinhar o assunto tratado na sala de aula e transformá-lo em histórias em quadrinhos facilita o aprendizado e traz um maior interesse por parte dos alunos na produção das atividades”, afirma a pedagoga.

A partir do questionamento “O que é pertencer ao Pelourinho?”, o objetivo do projeto é estimular a comunidade a compreender, através do reconhecimento da sua história, o seu papel social, partindo de questões referentes à memória e identidade. Perante um processo que inclui rodas de conversas, apresentação de lendas africanas, contextualização de obras de arte e heranças gastronômicas, a atividade busca levar os jovens estudantes a elaborarem novos sentidos e significados  sobre fatos históricos, em que eles deverão chegar ao reconhecimento e valorização do Pelourinho, desenvolvendo um novo olhar sobre o passado e o presente.

Museus DIMUS/IPAC – O Centro Cultural Solar Ferrão, o Museu Udo Knoff de Azulejaria e Cerâmica, o Museu Tempostal, o LabDimus (Laboratório de Educação Digital: Museu, Arte e Cultura) e o Parque Histórico Castro Alves (Cabaceiras do Paraguaçu, Recôncavo baiano) são espaços administrados pela Diretoria de Museus do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (DIMUS/IPAC), uma unidade vinculada à Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA).

O Museu Udo Knoff de Azulejaria e Cerâmica dispõe de dois ambientes ocupados por materiais referentes à arte da cerâmica e do azulejo. A área inferior expõe as peças criadas pelo ceramista Udo Knoff, além de proporcionar uma visão cronológica da existência do azulejo disposta do século XV ao XX, incluindo sua chegada ao Brasil, no século XVII. Já a sua área superior, exibe fotografias de prédios revestidos com azulejos confeccionados pela oficina de Udo Knoff, fruto de projetos de artistas renomados do estado da Bahia. Completam a exposição, objetos confeccionados nas oficinas desenvolvidas pelos museólogos da casa, que realizam atividades educacionais com o objetivo de se manter o desejo de Udo Knoff. Visitação: terça a sábado das 13 às 17 horas. Entrada: grátis. Contatos: Rua Frei Vicente, nº 03, Pelourinho – Salvador (BA) – (71) 3117-6389.

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Semana de criança no Passeio Público

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Teatro, brincadeiras, música, exposições, concursos e gastronomia, além de show especial do cantor e compositor Saulo Fernandes (dia 12, 17h), são as atrações do ‘Festival das Crianças’ que se realiza gratuitamente no Passeio Público (Campo Grande), em Salvador, nos dias 12, 14 e 15 (outubro/2017), sempre das 9h às 19h, em comemoração à Semana da Criança. Com mais de 200 anos de existência o Passeio Público foi criado em 1812, como um Horto Botânico, logo após a passagem da família real portuguesa em Salvador.

Atualmente, o Passeio é um espaço público aberto a diversas atividades educacionais, esportivas, de lazer e artístico-culturais. O evento conta com patrocínio do Governo do Estado da Bahia, através da Bahiatursa que aportou recursos, e apoio do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (IPAC) da secretaria de Cultura (SecultBa), que administra o espaço juntamente com o Palácio da Aclamação, contíguo ao parque.

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Passeio Público

SAULO e DOAÇÕESO show ‘Pé de Maravilha’ de Saulo Fernandes vai provocar muita dança, canto e diversão para as crianças de Salvador. Idealizado pelo próprio cantor, o projeto prevê estimular sensorialmente as crianças através das músicas, cenografia e até aromas das florestas. Dentre as canções, ‘Casa Amarela’ e ‘Bicho’, do álbum infantil Casa Amarela (2008), além de ‘Aquarela’, ‘O Pato’, ‘Sítio do Pica-Pau’ e ‘Os Saltimbancos’.

Ao final do show as crianças recebem sementes para serem cultivadas, despertando-as para a responsabilidade com o meio ambiente. Sobem ao palco também Magary Lord e Gilmelândia. Durante os três dias (12, 14 e 15), o ‘Festival das Crianças’ arrecadada doações que posteriormente serão encaminhadas a instituições de apoio a crianças. O evento é realizado pela C2, mesma empresa que organiza o Salvador Boa Praça, com apoio do Governo do Estado.

HISTÓRIA e ARTE O diretor geral do IPAC, João Carlos de Oliveira, explica que o Passeio foi inaugurado como horto botânico (1812), pelo vice-rei português no Brasil, Dom Marcos de Noronha (1771—1828), após passagem da família real portuguesa em Salvador (1808). “O Passeio tem localização especial, por estar no Centro com acesso a serviços de transportes, pela pequena plataforma natural que servia de mirante para a Baía e por ter ainda riquezas arquitetônicas, artísticas e naturais”, comenta o diretor do IPAC. Ele diz que estátuas e pisos em preto e branco de mármore italiano de Carrara dos séculos XIX e XX produzidos na Europa (França e Itália), além de chafariz de mármore e ferro do século XIX são itens presentes. “Esculturas da deusa romana da caça, Diana, bustos esculpidos em cinzel – instrumento manual de metal e madeira –, animais, ânforas e vasos, completam as obras de arte”, relata o dirigente.

SEGURANÇACom apoio da Secretaria de Segurança Pública (SSP) e Polícia Militar, o IPAC conseguiu vigilância permanente com câmera 360°, instalada a cerca de 4,5 metros de altura e que atinge extensão de até 800 metros lineares. “A SSP atende demanda dos frequentadores e residentes do Campo Grande, Corredor da Vitória, Forte de São Pedro e Aflitos, dentre outros bairros”, diz o diretor. O IPAC mantém ainda uma vigilância patrimonial na área.

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EXPOSIÇÃO PERMANENTE Além dos serviços de manutenção e vigilância no Passeio, o IPAC mantém exposição permanente de grandes painéis fotográficos. São fotos do livro ’50 anos de urbanização – Século XIX’, de pesquisa da historiadora Consuelo Novais, vencedora do Prêmio Clarival do Prado Valladares. A pesquisa foca nas transformações ocorridas na cidade de Salvador com o surgimento dos primeiros serviços de transportes coletivos, abastecimento de água, saneamento e iluminação.

 

 

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Semana da Criança Dimus/Ipac

 

Os museus vinculados à Diretoria de Museus do Instituto do Patrimônio artístico e Cultural da Bahia (DIMUS/IPAC) realizaram uma série de homenagens ao Dia das Crianças (12/10), procurando fortalecer a relação museu-comunidade a partir de atividades que proporcionem às crianças o correr e o pular ao ar livre, além de estimular a prática artística.

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Um dos destaques ficou na terça-feira (10/10) com o projeto ‘Pintando o Sete – brinquedos e brincadeiras’ que aconteceu a partir das 10h30 e das 13h30 na Praça das Artes (Pelourinho) com alunos da Escola Municipal Vivaldo da Costa Lima.

De acordo com Fátima Soledade, assessora técnica da DIMUS, o projeto ‘Pintando o Sete: brinquedos e brincadeiras’ é uma ação integrada entre os Setores Educativos dos Museus DIMUS/IPAC e o LabDIMUS (Laboratório de Educação Digital: Museu, Arte e Cultura) em comemoração ao Dia da Criança, oferecendo ao público infantil um dia de atividades lúdicas. Farão parte jogos e brincadeiras com peteca, a amarelinha, a ciranda, além de outros que tenham um valor cultural e tragam movimento a essas crianças.

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Abertura da exposição ‘Os Meninos do Pelô não apenas sabem tocar tambor: também apreciam música, literatura e obras de arte’ no Museu Udo Knoff

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Nesta terça-feira (10/10), às 17h, acontece a abertura da exposição ‘Os Meninos do Pelô não apenas sabem tocar tambor: também apreciam música, literatura e  obras de arte’ com alunos do Colégio Azevedo Fernandes, no Museu Udo Knoff de Azulejaria e Cerâmica (Pelourinho). Na ocasião também terá a apresentação da fanfarra do colégio (sai tocando pelas ruas até o museu) e performance artística. A atividade faz parte das homenagens ao Dia das Crianças (12/10) dos museus vinculados à Diretoria de Museus do Instituto do Patrimônio artístico e Cultural da Bahia (DIMUS/IPAC) e procura fortalecer a relação museu-comunidade a partir de atividades que proporcionem às crianças o correr e o pular ao ar livre, além de estimular a prática artística.

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A exposição ‘Os Meninos do Pelô não apenas sabem tocar tambor: também apreciam música, literatura e  obras de arte’ é uma parceria entre o Colégio Azevedo Fernandes, o Museu Udo Knoff e o LabDimus (Laboratório de Educação Digital: Museu, Arte e Cultura). A visitação é de terça a sábado, das 13 às 17h.

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“O artista Carybé foi escolhido por ilustrar as obras de Jorge Amado e por retratar, em suas obras de arte, cenas do cotidiano que dialogam com cenas do livro ‘Capitães da Areia’, muitas delas no Pelourinho, o que remete às cenas reais protagonizadas pelos alunos do Colégio Estadual Azevedo Fernandes. Assim, literatura e pintura se entrecruzam dando sentido à leitura que os alunos fazem da arte em diálogo com o mundo, a arte que se faz no interior do coração, a arte que inclui. Além disso, os episódios narrados no livro têm como espaço geográfico vielas, ladeiras, ruas do Pelourinho que exibem, em sua arquitetura, imponentes casarões e igrejas revestidas de azulejos trazidos de Portugal”, informa Adriana Santana, professora do colégio.

Semana das Crianças DIMUS/IPAC

 

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A Semana das Crianças DIMUS/IPAC também destaca na terça-feira (10/10) o projeto ‘Pintando o Sete – brinquedos e brincadeiras’ que acontece a partir das 10h30 e das 13h30 na Praça das Artes (Pelourinho) com alunos da Escola Municipal Vivaldo da Costa Lima. No dia será oferecida ao público infantil um dia de atividades lúdicas: jogos e brincadeiras com peteca, amarelinha, ciranda, além de outros que tenham um valor cultural e tragam movimento a essas crianças.

“Com isso, buscamos promover a interlocução entre relevantes elementos da cultura popular infantil visando fortalecer a relação museu-comunidade a partir de atividades que proporcionem às crianças lembranças dos brinquedos e brincadeiras que perduram até hoje no imaginário popular onde o correr e o pular estão presentes no rico universo infantil. Hoje os jogos eletrônicos instalados em computadores e celulares vêm tomando rapidamente os espaços destas antigas e salutares brincadeiras infantis. Cada vez mais a criança se afasta dos brinquedos e das brincadeiras onde o fator principal é o contato saudável entre elas”, explica Fátima Soledade, assessora técnica da DIMUS.

A programação do Udo Knoff prossegue na quarta (11/10), das 9h às 11h e das 14h às 16h, com a mediação ‘Comunicação e Visibilidade’ e atividade PoeMusik ‘Construindo Rasuras: a memória em foco’, com um grupo de alunos, de 16 e 18 anos do Curso Eletrotécnica do IFBA (Camaçari). Nesses dias, o grupo que coordena o Poemusik  também fará uma performance para os estudantes, com poesias que tratam do tema sobre identidade e memória. Já no sábado (14/10), às 14h na frente do museu, acontece a atividade de Roda de Capoeira e Samba de Roda com o Grupo de Capoeira Infantil da Associação de Capoeira Angola Mestre Pelé da Bomba, Grupo de Percussão Mãos no Couro com Professor Dainho Xequerê e participação de outros mestres de Capoeira.

Já no Parque Histórico Castro Alves (Cabaceiras do Paraguaçu, Recôncavo) acontece durante todo o Mês das Crianças uma série de atividades para presentear os visitantes e a comunidade com o projeto ‘Brincando como no tempo dos nossos avós’, quando será promovida a valorização e a preservação  cultural do Recôncavo Baiano  através de brincadeiras antigas, samba de roda, contação de histórias, karaoquê infantil, Cinema no Parque, sarau infantil e visitas guiadas.  Para participar da programação é necessário o agendamento prévio pelo telefone (75) 3681-1102.

Museus DIMUS/IPAC – O Centro Cultural Solar Ferrão, o Museu Udo Knoff de Azulejaria e Cerâmica, o Museu Tempostal, o LabDIMUS (Laboratório de Educação Digital: Museu, Arte e Cultura) e o Parque Histórico Castro Alves (Cabaceiras do Paraguaçu, Recôncavo baiano) são espaços administrados pela Diretoria de Museus do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (DIMUS/IPAC), uma unidade vinculada à Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA).

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Museu do Recôncavo recebe processo artístico de Daniel Senise

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Até final deste mês (outubro/2017), o artista carioca Daniel Senise termina a primeira etapa da captação de imagens e impressão de telas do seu projeto artístico realizado na Bahia. “O trabalho consiste em capturar imagens a partir do contato de grandes tecidos com os pisos de edificações antigas da Bahia, que serão retrabalhadas como telas para exposição, que acontecerá no segundo semestre de 2018, no Palacete das Artes, em Salvador”, comenta o artista. Um dos aspectos da intervenção é trazer memórias desses locais com as telas produzidas. Ontem (5), Daniel esteve no Museu do Recôncavo (Candeias), às margens da Baía de Todos os Santos, para mais uma etapa do seu processo artístico.

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O Palacete e o museu são espaços do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (IPAC), da secretaria estadual de Cultura (SecultBa), que faz parceria com o projeto. O IPAC facilitou ainda o contato do artista com os cursos de Belas Artes e Museologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA), cujos alunos já participam do projeto. “Além da convivência com arte na prática, os estudantes são assistentes; é uma oportunidade de troca de conhecimento e aprimoramento profissional”, diz Daniel. “Quando iniciamos a ideia, antevimos um lugar especial, com acervo histórico, simbólico e significativo para a história do Brasil, como a Bahia”, completa Alberto Saraiva, curador do projeto.

“É incrível! A arte de Daniel traz a memória daquilo que existiu e tem tudo a ver com a Bahia, nossa história e cultura”, comemora a estudante da UFBA, Bruna Dantas, que já participa da iniciativa. O diretor geral do IPAC, João Carlos de Oliveira, lembra que a parceria propõe diálogo e ações multidisciplinares entre cidade, arquitetura, artes plásticas e museus. “Isso promove as artes, estimula o aprendizado acadêmico e traz um expoente da arte brasileira para Salvador”, afirma.

MONUMENTO NACIONAL“O Museu do Recôncavo (antigo Engenho Freguesia) é um dos mais significativos exemplares da arquitetura dos séculos XVI e XVII no Brasil, tombado pelo IPHAN/MinC como Monumento Nacional desde 1944, com 55 cômodos, casa grande, capela acoplada, ruínas da fábrica e que sofreu duas invasões holandesas, dentre outros dados históricos e simbólicos importantes”, explica o diretor geral do IPAC, João Carlos de Oliveira. O dirigente destaca os projetos nos prédios seculares. “Além de manter cerca de 400 ações mensais nos museus/espaços do IPAC, com exposições e atividades educativas, estimulamos que esses equipamentos sejam utilizados para projetos especiais, além de feiras, performances artístico-culturais e programações recreativas e sociais”, relata João Carlos.

O IPAC administra os principais museus baianos (www.ipac.ba.gov.br/museus), além das praças das Artes, Pedro Archanjo, Tereza Batista e Quincas (Pelourinho), Palácio da Aclamação e Passeio Público (Campo Grande). O Museu do Recôncavo já recebeu ainda shows e gravações ao vivo, como do DVD ‘Dois em Um’ do Prêmio Natura Musical (https://goo.gl/axFBUu). Visitas de escolas, estudantes e pesquisadores universitários são outros frequentadores. Os museus e espaços do IPAC integram o Programa de Ocupação e Dinamização criado pelo órgão para novas programações e apropriação pública.

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Daniel Senise

Nascido em 1955, no Rio de Janeiro, Daniel é um dos artistas mais conhecidos da ‘Geração 1980’, com participação em dezenas de mostras em todo o mundo. Bienais de La Habana (Cuba), Veneza (Itália), Liverpool (Reino Unido), Nova Delhi (Índia), Cuenca (Equador), e coletivas do MOMA de New York (EUA), Museu Ludwig de Colônia (Alemanha), Musee d’Art Moderne de la Ville e Centre Georges Pompidou, ambos em Paris (França), são algumas delas. Assista aos vídeos produzidos pela SECOM: https://goo.gl/uQS9NG e https://goo.gl/vphG2s. Contatos: www.ipac.ba.gov.br/museus. Acesse: www.ipac.ba.gov.br, facebook Ipacba Patrimônio, twitter @ipac_ba e instagram @ipac.ba.

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