Museu Wanderley Pinho comemora 50 anos com obras

No ano dos seus 50 anos (completado em 15/02/21), o Museu Wanderley Pinho, em Caboto (Candeias/BA) comemora o andamento do projeto de restauração de todo o seu complexo que inclui o casarão, a fábrica, o atracadouro e toda a área urbanística do local. As obras, que são executadas com recursos do Prodetur Nacional Bahia, através de financiamento do BID, no valor de R$ 27 milhões, fazem parte de um conjunto de intervenções que estão sendo realizadas no entorno da Baía de Todos-os-Santos, que resultará na requalificação do turismo náutico e cultural da maior baía do Brasil.

O projeto de recuperação contempla a urbanização e revitalização de toda a estrutura do antigo Engenho Freguesia (como era chamado o complexo), hoje Museu Wanderley Pinho – um importante equipamento cultural que conta a história da Bahia e do Brasil a partir do século XVI. Com um acervo de mais de 200 peças e achados arqueológicos que remetem ao ciclo do açúcar, o museu ocupa um casarão de quatro andares e 55 cômodos e a capela. Tombado como patrimônio nacional pelo IPHAN, a construção possui grande importância arquitetônica e cultural, sendo administrado pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC).

“Nós temos aqui este patrimônio que é a Baía de Todos-os-Santos, mas faltava uma infraestrutura adequada para que barcos de várias procedências pudessem circular e atracar com conforto e segurança nos municípios que compõem o seu entorno e desfrutar dessas belezas naturais. E no caso específico da revitalização do Museu Wanderley Pinho vamos aliar o turismo náutico ao cultural. É um equipamento que conta não apenas a história do Recôncavo baiano, mas também do Brasil. Esta requalificação nos permitirá resgatar a originalidade desse museu. Temos planos de futuramente construir restaurantes, hotéis e lojas de artesanato para valorizar nosso patrimônio e turismo”, informou o secretário de Turismo do Estado, Fausto Franco. 

João Carlos de Oliveira, diretor geral do IPAC, reforça que o museu será um importante atrativo cultural da Baía de Todos-os-Santos e destacou a evolução das obras do atracadouro como fundamental para se ter mais uma forma de acesso ao museu, e que será também um ambiente para realização de grandes eventos, o que tornará o equipamento autossustentável. 

“Compreendendo a importância de trabalhar de forma integrada com as comunidades do entorno do museu, foram realizadas ao longo desses 15 anos reuniões com moradores de Caboto, Passé e de Ilha de Maré com objetivo de estabelecer um diálogo com eles sobre as questões históricas, culturais e ambientais presentes no sítio histórico. A participação da comunidade resultou na elaboração e execução de atividades socioculturais e educativas e também em reuniões convocadas pelo IPAC e pela Setur para que os moradores tivessem conhecimento do projeto de recuperação física do conjunto arquitetônico, do projeto expográfico e do plano museológico”, explicou Fátima Santos, da Diretoria de Museus do IPAC.

“Nunca perdi uma reunião aqui.. Agora parece que estou sonhando acordado. Enquanto quilombola e lembrando de todo o sofrimento que nossos antepassados viveram, posso dizer que é um orgulho participar de um projeto desses que é fundamental, não somente para nós, mas para todo o Recôncavo”, declarou Ernandes Carlos Lopes, 77 anos, de Ilha de Maré.

“É com grande felicidade que vemos o que está sendo feito. Esperamos que nossa comunidade seja incluída num processo de qualificação para poder continuar trabalhando aqui e também estar preparada para o aumento do turismo em nossa região”, disse a presidente da Associação Comunitária Amigos do Caboto, Fernanda Pita. “Estas obras já estão trazendo benefícios para a região porque muita gente que está trabalhando é daqui. Esperamos que, com o museu aberto, estas oportunidades de trabalho continuem”, informou Carlos Bispo da Silva, o “Oscar”, representante da comunidade de Madeira.

Mão-de-obra local

Dos 146 funcionários que estão trabalhando no projeto de restauro e requalificação do Museu do Recôncavo Wanderley Pinho, 110 são das comunidades do entorno, como Caboto, Candeias, Caroba, Ilha de Maré, Madeira, Passé e Passagem dos Teixeiras. Os funcionários são contratados diretamente pelo Consórcio Engenho Freguesia (101 pessoas) e terceirizados de empresas parceiras (45 pessoas).

Mas o número de pessoas envolvidas no projeto pode ser maior. “Além dos empregos diretos, tem os indiretos e também os provocados pela locação de casas e compra de alimentos em Caboto. Temos, por exemplo, 28 pessoas de fora que moram em alojamentos do consórcio em casas alugadas em Caboto, entre profissionais e especialistas em restauro”, explica Sérgio Mehlen, arquiteto responsável pela obra.

“Dentre os contratados das comunidades, alguns exemplos chamam a atenção, pois são pessoas que foram contratados como serventes e logo foram promovidos e, com isso, também estão aprendendo novas atividades, inclusive na área de restauro que vem sendo de forma cuidadosa e minuciosa, principalmente por se tratar de um patrimônio dessa importância”, informa Cristiano Lopes, coordenador de restauro da obra.

De Ilha de Maré, Jeferson Santos da Silva, 21 anos, é um deles. Trabalhava como pescador e está muito grato por estar na obra, agora como auxiliar de restauro. “Quando o museu estiver pronto quero vir aqui e olhar para tudo isso que eu estou fazendo parte”. No ateliê de restauro, Soraia Almeida, museóloga residente em Cachoeira (BA) é uma das técnicas em restauro trabalhando nas pinturas sobre madeira na face do altar-mor da capela. “Não conhecia o museu, mas tinha curiosidade. Estou encantada com o trabalho, pois este espaço é fundamental para a história da Bahia e é um espaço museal incrível. No momento estou removendo toda a sujeira das peças, com muito cuidado, usando aguarrás e bisturi. Depois vem os retoques necessários”. 

Railson Cotias, sócio diretor da Arqueólogos Pesquisa e Consultoria Arqueológica, informa que foram achados artefatos que também podem auxiliar na interpretação do contexto: fragmentos de objetos cerâmicos, classificados como cerâmica comum utilitária, faiança fina e porcelanas, vidros e metais, além de fragmentos cerâmicos que podem estar associados ao contexto de produção do açúcar.

“É necessário destacar a importância da equipe em virtude da necessidade de examinar, caracterizar e salvaguardar informações da cultura material existentes na área do museu”, acrescentou o arqueólogo. Os materiais coletados durante a pesquisa são higienizados e catalogados, para que posteriormente ocorra a análise e interpretação. Por fim, eles são enviados ao Laboratório de Arqueologia e Paleontologia da UNEB, no município de Senhor do Bonfim, devidamente autorizado pelo IPHAN, onde são acondicionados de modo seguro. Estes materiais podem compor a futura reserva técnica do museu.

O museu – Erguido no século XVI, à margem da Baía de Todos os Santos, em Candeias, o antigo Engenho Freguesia foi transformado no Museu do Recôncavo Wanderley Pinho em 1971 devido ao seu valor histórico e a sua importância para a região do Recôncavo Baiano. Trata-se de um dos principais símbolos arquitetônico-paisagísticos do Brasil colonial. Construído em terras doadas pelo então Governador-Geral do Brasil, Mem de Sá, o casarão foi alvo das invasões holandesas, em 1624, e vivenciou momentos de apogeu na produção de açúcar até a segunda metade do século XIX. Seu conjunto arquitetônico inclui casa-grande com 55 cômodos, fábrica e capela dedicada a Nossa Senhora da Conceição da Freguesia. José Wanderley de Araújo Pinho (1890-1967), que dá nome ao museu, foi proprietário do engenho e, como deputado federal, apresentou ao Congresso, em 1930, um projeto de lei de proteção dos bens móveis e imóveis de valor artístico e histórico que resultou na criação do atual IPHAN. Atualmente, devido à realização de obras para recuperação física do seu conjunto arquitetônico, o Museu do Recôncavo Wanderley Pinho está fechado para visitação. O Museu do Recôncavo Wanderley de Pinho integra o Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (IPAC), unidade vinculada à Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA).

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Live “A história da imagem de Cristo”

Em 22 de dezembro, às 18h, o Museu Udo Knoff de Azulejaria e Cerâmica (Pelourinho) promove a live “A história da imagem de Cristo” no Instragram @museusdabahia. O bate-papo com o historiador, mestre em História e paleógrafo Sávio Roz será conduzido pela coordenadora do museu, Renata Alencar.


“O mundo é feito e refeito pelas imagens! E as imagens podem perpetuar uma intenção social, muitas vezes identitária. A imagem de Cristo é um terreno de inúmeras disputas que ilustram toda a história do cristianismo, de suas instituições às suas ideologias. É a construção de uma imagem através da cultura, da arte, dentro de inúmeras intenções. Assim como ocorreram com outras personalidades históricas. Mas o caso de Jesus Cristo envolve condicionantes mais sensíveis e o debate sobre a história da Imagem de Cristo é fascinante e enriquecedor! Vamos viajar entre narrativas visuais que idealizam o personagem histórico e convergem ao agora, onde a desconstrução das imagens oferta a equidade entre as pessoas!”, explica o convidado.

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Live de lançamento do livro “Catrapissu: a menina que não existia”

Em  20/12, às 16h, o Museu Tempostal promove a live de lançamento do livro “Catrapissu: a menina que não existia” no Instagram @museusdabahia. Com condução da coordenadora do museu, Aiala Gonçalves, a live terá como convidada a escritora do livro, Joana Flores. O livro traz a história de uma menina negra que recebeu de seu tio, quando pequena, um apelido estranho, o que a fez mergulhar no universo solitário de indagações sobre a existência desse codinome. 


“A infância é o elo entre a menina e Catrapissu num ambiente de cores e brincadeiras onde o racismo se apresenta através das palavras estranhas como Catrapissu e substituem os nomes e os sobrenomes dessas crianças. Catrapissu parece se tornar real em alguns momentos quando personifica a figura da menina em um universo onde o lugar da ficção é ao mesmo tempo o lugar dos sonhos de toda criança negra que quer somente existir”, conta Joana.


“Catrapissu: a menina que não existia” chega em um texto com versos e rimas pelas mãos da escritora Joana Flores através da Editora Cogito. O livro traz as ilustrações do artista visual Jonhy Karlo com projeto gráfico do designer Alan Alves.Os livros estarão disponíveis para venda em livrarias e através do site Catrapissu.com.br.

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Mostra virtual “Pelo Pelô”

Depois da realização na Galeria do Centro Cultural Solar Ferrão (Pelourinho), a exposição “Pelo Pelô” pode agora ser conferida no site da FLIPELÔ (www.flipelo.org.br) e nas galerias virtuais Dimus no Instagram @museusdabahia, Facebook @museusdabahia e blog dimusbahia.wordpress.com. A mostra foi uma das atividades das instituições museais da Diretoria de Museus do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (Dimus/IPAC) durante a FLIPELÔ – Festa Literária Internacional do Pelourinho – que aconteceu de 10 a 13 de dezembro. 

A exposição “Pelo Pelô” – em cartaz até janeiro – reúne trabalhos de 10 artistas do Centro Histórico de Salvador. Com a curadoria do artista plástico Mário Edson, a mostra esteve aberta ao público de 10 a 13/12, com acesso mediante agendamento prévio no site da FLIPELÔ. Em prevenção ao novo coronavírus, a exposição seguiu todos os cuidados e normas de segurança determinadas pelos órgãos governamentais. 

Cada artista apresenta três obras, sendo uma de acordo com o tema da FLIPELÔ, que nesta edição homenageia o Pelourinho. As outras duas podem ser do acervo do artista. “A mostra nasceu para lançar luz e visibilidade sobre o Centro Histórico em uma fase tão sombria e indefinida, onde, em função de uma pandemia seus tambores silenciaram, sua arte se aquietou, seu povo se recolheu, como uma forma responsável e justa de amor a vida e ao outro. Nada mais justo que, numa retomada gradual, responsável e cuidadosa, voltássemos nossa atenção para esse oásis em forma de riqueza cultural, gastronômica e, sobretudo, de memórias”, destaca o artista plástico Mário Edson, curador da exposição.

Leonel Matos, que há nove anos mora e trabalha no Santo Além do Carmo, bairro do Centro Histórico, onde instalou seu ateliê permanente, foi um dos artistas selecionados. “Apresento duas pinturas coloridas e uma em preto e branco. Todas dedicadas ao Centro Histórico, que para mim é o coração da Bahia. As obras são inspiradas no casario colonial, nas cores e na alegria do lugar. Pontuo a pandemia, com figuras usando máscaras, relacionando esse momento difícil que estamos passando com um jogo de xadrez”, revela.

O artista plástico Totonho, que antes da pandemia participou de três exposições internacionais – uma na França e duas nos Estados Unidos –, fala da exposição. “No início da pandemia, fiquei um pouco desorientado e impacto. Aos poucos fomos retomando nosso trabalho. Aí veio o convite para a Pelo Pelô, o que me deixou bastante animado”.  

A aquarelista Isa Oliveira apresenta três telas inspiradas no cotidiano do Santo Antônio Além do Carmo, bairro onde reside no Centro Histórico de Salvador. “As obras foram inspiradas no meu dia a dia, na relação que tenho com a fauna e a flora, com meu jardim e os pássaros que visitam minha casa. Também me inspiro no movimento das ruas, nos meus vizinhos que sempre estão nas janelas dos casarões antigos. Tudo isso eu transportei para as obras”, conta Isa.

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Governador visita obras de recuperação do Museu Wanderley Pinho

Foto: Tatiana Azeviche

Nesta quarta-feira (09) o governador Rui Costa visitou as obras de recuperação do Museu Wanderley Pinho, em Caboto (Candeias), acompanhado do secretário do Turismo do Estado (Setur), Fausto Franco, e do diretor-geral do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (Ipac), João Carlos Oliveira.   

Na oportunidade, o governador percorreu toda a área externa do museu, o espaço multiuso, o prédio principal (museu), a capela, as obras de restauro, além de ir até o atracadouro, que também faz parte das 13 intervenções que estão sendo realizadas no entorno da Baía de Todos-os-Santos, através do Prodetur Nacional Bahia. 

Fausto Franco, juntamente com João Carlos, explicaram que o complexo, situado na área do histórico Engenho Freguesia, abrigará restaurantes, lanchonetes, minigalerias,  miniconvention, praça, cerimonial e salas multiuso, entre outros equipamentos.  

Rui Costa ressaltou que o Estado tem realizado importantes investimentos em Candeias, incluindo a área cultural, com a recuperação do Museu Wanderley Pinho, “importante patrimônio histórico e cultural da Bahia”, que tem investimento em torno de R$ 25 milhões. 

Além dos gestores do Estado, a visita contou com o acompanhamento do historiador Francisco Senna, ressaltando a importância do complexo  que conta a história da Bahia e do Brasil a partir do século XVIIl, lembrando que o estado foi um importante polo da economia do açúcar, sendo Salvador um entreposto, “mas a produção vinha toda do Recôncavo Baiano”. Ele acrescenta que o prédio no passado foi a casa grande de um importante engenho de açúcar e, em 1971, transformou-se no Museu do Recôncavo Wanderley Pinho. 

O secretário do Turismo, Fausto Franco, explicou que o parque tem área total de 26 mil metros quadrados e encontra-se com aproximadamente 60% das obras  concluídas, “fazendo parte do lote 1 de intervenções do Prodetur Nacional Bahia, para ser integrado ao roteiro náutico e cultural desta zona turística”, pontuou o gestor. 

O diretor do Ipac, João Carlos, concluiu dizendo que “estamos diante do maior investimento de uma Baía de Todos-os-Santos extremamente plural, com capacidade de abrigar empreendimentos náuticos que interliguem diversas atividades culturais”.  

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Dimus participa da FLIPELÔ em homenagem ao Pelourinho

As instituições museais da Diretoria de Museus do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (Dimus/IPAC) localizados no Pelourinho (Salvador/BA) participam mais uma vez da FLIPELÔ – Festa Literária Internacional do Pelourinho. São eles: Centro Cultural Solar Ferrão, Museu Tempostal e Museu Udo Knoff de Azulejaria e Cerâmica. A FLIPELÔ acontece de 10 a 13 de dezembro e presta, este ano, uma homenagem ao próprio Pelourinho. Uma realização da Fundação Casa de Jorge Amado e do Sesc – Serviço Social do Comércio, a FLIPELÔ contará este ano com diversas atividades – saraus, espetáculos adultos e infantis, mesas de debate e contação de histórias – todos transmitidos online, pelo canal www.youtube.com/flipelo.

“A FLIPELÔ este ano vai ser um evento diferente, uma versão que a gente tem chamado de versão especial porque estaremos acima de tudo fazendo uma grande homenagem a um sítio histórico, o Pelourinho, grande cenário da obra de Jorge Amado, berço cultural da nossa cidade”, declara Angela Fraga, diretora da Fundação Casa de Jorge Amado.

Os museus Dimus vão promover algumas lives no Instagram @museusdabahia e a Galeria do Centro Cultural Solar Ferrão recebe a exposição “Pelo Pelô” que vai reunir trabalhos de 10 artistas do Centro Histórico de Salvador. Com a curadoria do artista plástico Mário Edson, a mostra estará aberta ao público de 10 a 13/12, com acesso mediante agendamento prévio no site da FLIPELÔ (www.flipelo.org.br). O espaço estará aberto, de quinta a sábado, das 10h às 15h, e domingo das 10h às 16h. Em prevenção ao novo coronavírus, a exposição seguirá todos os cuidados e normas de segurança determinadas pelos órgãos governamentais. Depois, a mostra fica até janeiro no site da FLIPELÔ e nas galerias virtuais Dimus no Instagram @museusdabahia, Facebook @museusdabahia e blog dimusbahia.wordpress.com

Obra de Mário Edson

A exposição – Cada artista apresentará três obras, sendo uma de acordo com o tema da FLIPELÔ, que nesta edição homenageia o Pelourinho. As outras duas podem ser do acervo do artista. “A mostra nasceu para lançar luz e visibilidade sobre o Centro Histórico em uma fase tão sombria e indefinida, onde, em função de uma pandemia seus tambores silenciaram, sua arte se aquietou, seu povo se recolheu, como uma forma responsável e justa de amor a vida e ao outro. Nada mais justo que, numa retomada gradual, responsável e cuidadosa, voltássemos nossa atenção para esse oásis em forma de riqueza cultural, gastronômica e, sobretudo, de memórias”, destaca o artista plástico Mário Edson, curador da exposição.

Obra de Leonel Matos

Leonel Matos, que há nove anos mora e trabalha no Santo Além do Carmo, bairro do Centro Histórico, onde instalou seu ateliê permanente, foi um dos artistas selecionados. “Irei apresentar duas pinturas coloridas e uma em preto e branco. Todas dedicadas ao Centro Histórico, que para mim é o coração da Bahia. As obras são inspiradas no casario colonial, nas cores e na alegria do lugar. Pontuo a pandemia, com figuras usando máscaras, relacionando esse momento difícil que estamos passando com um jogo de xadrez”, revela.

Totonho

Já o artista plástico Totonho, que antes da pandemia participou de três exposições internacionais – uma na França e duas nos Estados Unidos – guarda em segredo as obras que estarão presentes na exposição. “No início da pandemia, fiquei um pouco desorientado e impacto. Aos poucos fomos retomando nosso trabalho. Aí veio o convite para a Pelo Pelô, o que me deixou bastante animado. Ainda estou finalizando as três peças que irei apresentar na exposição. Por enquanto, seguirá em segredo”, diz o artista.  

Obra de Isa Oliveira

A aquarelista Isa Oliveira vai apresentar três telas inspiradas no cotidiano do Santo Antônio Além do Carmo, bairro onde reside no Centro Histórico de Salvador. “As obras foram inspiradas no meu dia a dia, na relação que tenho com a fauna e a flora, com meu jardim e os pássaros que visitam minha casa. Também me inspiro no movimento das ruas, nos meus vizinhos que sempre estão nas janelas dos casarões antigos. Tudo isso eu transportei para as obras”, conta Isa.

Lives – Em (11/12), às 10h, o Museu Tempostal realiza a live sobre o livro infantil “O divertido glossário da Jana” que tem narrativa de Lorena Ribeiro e ilustrações de Quezia Silveira.  A live será mediada por Aiala Nascimento (coordenadora do museu) e tem como convidada Lorena Ribeiro, escritora de poesia e contos, representante dos projetos “Passos entre Linhas” e “Clã das Pretas”. A ideia é um bate-papo sobre o livro que conta a história da Janaína, uma menina de sete anos cheia de criatividade. “A história é narrada pela própria personagem, numa conversa com o (a) leitor (a), promovendo interação com a obra, convidando as crianças a refletirem sobre sentimentos e sensações, além de incitar a curiosidade sobre formação de palavras e como separá-las, auxiliando no processo de aprendizagem, de maneira lúdica”, conta Lorena.

Lorena Ribeiro

No mesmo dia (11/12), às 19h, a coordenadora do Museu Udo Knoff, Renata Alencar, conduz a live “ABCD das escolas: automutilação, bullying, conectividade, depressão”, com o escritor e professor Law Araújo, autor do livro de mesmo nome.“A educação passa hoje por grandes processos de transformações. Os dramas que chegam às salas de aula também. O processo do bullying na escola não pode ser ignorado ou sentenciado a meras brincadeiras entre estudantes, pois desencadeia diversos problemas como automutilação, a depressão e o isolamento virtual. Pensando essas realidades, esse livro nasceu para auxiliar professores e gestores educacionais, bem como as famílias e os alunos envolvidos nessas narrativas”, explica o professor que é licenciado em Letras Vernáculas e História pela Universidade Católica do Salvador (UCSal) e Especialista em Educação pela Universidade Federal da Bahia (UFBA). 

Law Araújo

Já em 12/12, às 19h, Lorena Ribeiro (museóloga do Museu Tempostal) conduz a live sobre o livro de contos “A flor de dendê e as filhas de Iansã” (Editora Voz de Mulher).   A convidada, autora do livro, é Helena Nascimento, pedagoga especialista em estudos étnicos e raciais e atua com crianças da Rede Pública de Ensino no município de Salvador e Região Metropolitana com o projeto de contação de história “O que tem atrás da porta?”. O bate-papo será sobre a obra que é constituída por 10 contos que apresentam distintas mulheres baianas e em diferentes épocas ambientadas na Bahia (do século XX ao XXI). “Vamos discutir a relevância da escrita afro, feminina e com inspiração nordestina, considerando o mercado editorial majoritariamente patriarcal, sulista, heteronormativo e branco. Também vamos abordar os desafios da pesquisa como fonte da escrita e o lançamento literário em tempos de pandemia”, conta a convidada.

Helena Nascimento

Acompanhe a FLIPELÔ nas redes sociais da festa: Instagram.com/flipelo e Facebook.com/flipelo. E nas redes sociais da Diretoria de Museus do Instituto do Patrimônio artístico e Cultural da Bahia: Instagram @museusdabahia, Facebook @museusdabahia e blog dimusbahia.wordpress.com.

Programação Dimus – Flipelô 2020

Centro Cultural Solar Ferrão

Exposição “Pelo Pelô” que vai reunir trabalhos de 10 artistas do Centro Histórico de Salvador. De 10 a 13/12. De quinta a sábado, das 10h às 15h, e domingo das 10h às 16h. Acesso mediante agendamento prévio no site da FLIPELÔ (www.flipelo.org.br). Em prevenção ao novo coronavírus, a exposição seguirá todos os cuidados e normas de segurança determinadas pelos órgãos governamentais. Depois, a mostra fica até janeiro no site da FLIPELÔ e nas galerias virtuais Dimus no Instagram @museusdabahia, Facebook @museusdabahia e blog dimusbahia.wordpress.com

Museu Udo Knoff de Azulejaria e Cerâmica

11/12, às 19h – Live “ABCD das escolas: automutilação, bullying, conectividade, depressão”, com o escritor e professor Law Araújo. Condução: coordenadora do Museu Udo Knoff de Azulejaria e Cerâmica, Renata Alencar. No Instagram @museusdabahia.

Museu Tempostal

11/12, às 10h – Live sobre o livro infantil “O divertido glossário da Jana”, uma narrativa de Lorena Ribeiro, ilustrada por Quezia Silveira.  Com Lorena Ribeiro, escritora de poesia e contos, representante dos projetos “Passos entre Linhas” e “Clã das Pretas”. Condução: Aiala Nascimento, coordenadora do Museu Tempostal. NoInstagram @museusdabahia.

12/12, às 19h – Live sobre o livro de contos “A flor de dendê e as filhas de Iansã”, com a escritora Helena Nascimento – pedagoga especialista em estudos étnicos e raciais e atua com crianças da Rede Pública de Ensino em Salvador e Região Metropolitana com o projeto de contação de história “O que tem atrás da porta?”. Condução: Lorena Ribeiro, museóloga do Museu Tempostal. No Instagram @museusdabahia.

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“O nariz de Cleópatra” é o tema de live do Museu Udo Knoff

Em 27/11, às 19h, o Museu Udo Knoff de Azulejaria e Cerâmica (Pelourinho) promove a live “O nariz de Cleópatra” no Instagram @museusdabahia. Para falar sobre o tema, a coordenadora do museu, Renata Alencar, chamou Sávio Roz (historiador, mestre em História, paleógrafo). 

“O nariz da rainha fala de estética, de beleza, de padrões visuais, mas também fala de representatividade. Da egiptologia à egitomania, esse passado humano, africano, sempre fascinou as pessoas. Seus tantos mistérios alimentam fantasias e delírios, teorias mirabolantes e a ficção é bastante culpada nisso. A história do Egito Faraônico é parte dos objetivos da lei 10.639, além de imensa importância para uma historiografia a contrapelo, decolonial, diante dos avanços das descobertas sobre esse passado”, explica o convidado.

O Museu Udo Knoff de Azulejaria e Cerâmica (Pelourinho) dispõe de dois ambientes ocupados por materiais referentes à arte da cerâmica e do azulejo. A área inferior expõe as peças criadas pelo ceramista Udo Knoff – idealizador do museu -, além de proporcionar uma visão cronológica da existência do azulejo disposta do século XV ao XX, incluindo sua chegada ao Brasil, no século XVII. O segundo andar é ocupado por exposições temporárias. O museu integra os espaços administrados pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (DIMUS/IPAC) da Secretaria de Cultura do Estado (SecultBA).      

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Live discute a importância e o significado das crianças nas religiões de matriz africana

Em 24/11, às 17h, o Museu Tempostal (Pelourinho) promove a live “Crianças de Axé” no Instagram @museusdabahia. Com mediação da museóloga Aiala Gonçalves, a convidada, a assistente social Ilsa Carla, vai falar sobre a importância e o significado das crianças nas religiões de matriz africana. A convidada é também especialista em Gestão de Pessoas e filha de Òságiyán.”Na contemporaneidade, o Candomblé ainda pode ser considerado uma religião que guarda um patrimônio étnico-cultural. Dessa forma, ‘Crianças de Axé’ tem como objetivo principal valorizar o dom e habilidades de crianças oriundas do Candomblé, mostrando que o mesmo pode viabilizar vários acessos à cultura”, explica a convidada.

O acervo do Museu Tempostal é composto por postais, estampas e fotografias, em sua maioria, procedentes da coleção de Antônio Marcelino do Nascimento. As peças, datadas do final do século XIX e meados do século XX, representam imagens de valor histórico, artístico e documental, não só da Bahia e do Brasil, mas também de diversos países do mundo, sobre as mais variadas temáticas.  O Museu Tempostal integra os espaços administrados pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (IPAC), da Secretaria de Cultura do Estado (SecultBA).      

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Representantes de comunidades visitam as obras no Museu Wanderley Pinho

Representantes das comunidades de Caboto, Ilha de Maré e Madeira conheceram, nesta quinta-feira (12/11), em detalhes, o projeto de restauro e requalificação do Museu Wanderley Pinho, em Caboto, município de Candeias (BA) que está sendo realizado pela Secretaria de Turismo (Setur) e pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC), por meio da Prodetur Nacional Bahia. Eles foram recebidos pelos profissionais responsáveis pelas obras e conheceram tudo o que está sendo feito no complexo que inclui o casarão, a fábrica, o atracadouro e toda a área urbanística do museu.

Uma das pessoas mais ativas e que sempre acompanhou de perto todo o processo do local, Ernandes Carlos Lopes, disse que não é mais o representante oficial da comunidade de Ilha de Maré por conta da idade (77 anos), mas que toda a família e outras pessoas continuam na luta. “Nunca perdi uma reunião aqui, até quando ninguém mais da comunidade parecia acreditar que algo fosse feito no museu. Agora parece que estou sonhando acordado. Enquanto quilombola e lembrando de todo o sofrimento que nossos antepassados viveram, posso dizer que é um orgulho participar de um projeto desses que é fundamental, não somente para nós, mas para todo o Recôncavo”, disse.

Ernandes Carlos Lopes

A presidente da Associação Comunitária Amigos do Caboto, Fernanda Pita, disse que está muito feliz com o que viu e que é uma realização ver este projeto sair do papel. “Depois de muita luta, é com grande felicidade que vemos o que está sendo feito. Agora esperamos que nossa comunidade seja incluída num processo de qualificação para poder continuar trabalhando aqui e também estar preparada para o aumento do turismo em nossa região”, declarou.

Fernanda Pita

Outra representante da comunidade de Caboto, Maria Antônia Borges Pereira, também estava muito feliz com o que viu durante a visita. “Fui crismada na capela, estudei aqui na 4ª série, meu marido nasceu aqui, ou seja, isso aqui é minha vida. O que estou vendo hoje é um sonho realizado. Agora é continuar no trabalho para que nossa comunidade tenha apoio para estar mais qualificada e ter mais oportunidades de trabalho quando o museu reabrir”.

Maria Antônia Borges Pereira

Carlos Bispo da Silva, o “Oscar”, estava representando a comunidade de Madeira e também declarou que este projeto de restauro é uma vitória depois de muitos anos de luta. “Estas obras já estão trazendo benefícios para a região porque muita gente que está trabalhando é daqui. Esperamos que, com o museu aberto, estas oportunidades de trabalho continuem”.

Carlos Bispo da Silva

“Compreendendo a importância de trabalhar de forma integrada com as comunidades do entorno do Museu do Recôncavo Wanderley Pinho. Foram realizadas, ao longo desses 15 anos, reuniões com moradores de Caboto, Passé e de Ilha de Maré com objetivo de estabelecer um diálogo com eles sobre as questões históricas, culturais e ambientais presentes no sítio histórico, onde está inserido o museu, assim como ouvir desses moradores o significado do museu, para eles. A participação da comunidade resultou na elaboração e execução de atividades socioculturais e educativas e também em reuniões convocadas pelo IPAC e pela Setur para que os moradores tivessem conhecimento do projeto de recuperação física do conjunto arquitetônico, do projeto expográfico e do plano museológico”, explicou Fátima Santos, da Diretoria de Museus do IPAC.

O projeto – As intervenções de restauração e recuperação do museu, que são executadas com recursos do Prodetur Nacional Bahia, através de financiamento do BID, no valor de R$ 27 milhões, fazem parte de um conjunto de obras que estão sendo realizadas no entorno da Baía de Todos-os-Santos, que resultará na requalificação do turismo náutico e cultural da maior baía do Brasil.

O projeto de recuperação contempla a urbanização e revitalização de toda a estrutura do antigo Engenho Freguesia (como era chamado o complexo), o que inclui a casa grande e a capela totalmente restauradas, além de guarita, vias internas de acesso, subestação de energia, estacionamento, paisagismo, fábrica e atracadouro com receptivo náutico que é para dar apoio a quem chegar no local através da Bahia de Todos os Santos.

João Carlos de Oliveira, diretor geral do IPAC, reforça que o museu será um importante atrativo cultural da Baía de Todos-os-Santos e destacou a evolução das obras do atracadouro como fundamental para se ter mais uma forma de acesso ao museu, e que será também um ambiente para realização de grandes eventos, o que tornará o equipamento autossustentável. 

O Museu Wanderley Pinho é um importante equipamento cultural que conta a história da Bahia e do Brasil a partir do século XVI. Com um acervo de mais de 200 peças e achados arqueológicos que remetem ao ciclo do açúcar, o museu ocupa um casarão de quatro andares e 55 cômodos no antigo Engenho Freguesia, e inclui ainda uma capela. Tombado como patrimônio nacional pelo IPHAN, a construção possui grande importância arquitetônica e cultural, sendo administrado pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC).

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ESSA OBRA VAI DAR MUITO O QUE ADMIRAR

Agora você já pode acompanhar mais de perto a grande obra de restauro e requalificação do *Museu Wanderley Pinho*, localizado em Caboto (município de Candeias/BA). Um *investimento de quase R$ 30 milhões* que marcará a história deste museu, que é um dos principais símbolos arquitetônico-paisagísticos do Brasil colonial. *Basta seguir as novas redes sociais por meio dos endereços @MuseuWanderleyPinho (Instagram e Facebook) e @MuseuWanderleyP (Twitter)* e ficar por dentro.

Além das notícias atuais sobre as obras, nas novas redes sociais, contaremos a história do museu e traremos curiosidades e depoimentos de quem está trabalhando diretamente nesse grande feito, bem como de pessoas da comunidade no entorno que já estão pra lá de orgulhosas com esta *valorização e reconhecimento do patrimônio*.

Tá esperando o quê? Corra, siga as novas redes e faça parte deste marco histórico para a nossa Bahia.

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